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Condenado

Professor é condenado a 30 anos por matar esposa asfixiada em MS

Crime chocou Mato Grosso do Sul e teve julgamento concluído apenas 80 dias após o feminicídio

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O professor da rede pública Edson Campo Delgado, de 43 anos, foi condenado a 30 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato da esposa, Leisa Aparecida Cruz, de 40 anos, em Anastácio.

O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri da comarca do município e terminou também com condenação por fraude processual, perda do poder familiar e determinação de indenização à família da vítima.

O crime aconteceu no dia 6 de março deste ano e ganhou grande repercussão em Mato Grosso do Sul, chamando a atenção da população e das autoridades responsáveis pela investigação. A condenação ocorreu apenas 83 dias após o assassinato.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, o Conselho de Sentença reconheceu, por maioria de votos, a materialidade e autoria dos crimes, rejeitando as teses apresentadas pela defesa.

O julgamento foi acompanhado por familiares, amigos da vítima e moradores da região, que lotaram o plenário do fórum.

Segundo as investigações, após matar Leisa por asfixia, o réu utilizou o celular da vítima para enviar mensagens à filha dela pelo WhatsApp nas primeiras horas da manhã, numa tentativa de despistar familiares e dificultar o andamento das investigações.

A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Marcos Martins Britto, que pediu a condenação do réu nos termos da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Na fixação da pena, a Justiça definiu inicialmente 20 anos de reclusão pelo feminicídio. Em seguida, foram consideradas a agravante de motivo torpe e a atenuante da confissão espontânea, que acabaram se compensando.

No entanto, a pena foi aumentada em metade devido às circunstâncias do crime, como o fato de a vítima ser mãe de criança, o assassinato ter ocorrido na presença de descendente, o uso de asfixia e o recurso que dificultou a defesa da vítima, resultando na condenação definitiva de 30 anos de reclusão.

Além da condenação por feminicídio, Edson Campo Delgado também recebeu pena de seis meses de detenção e 20 dias-multa por fraude processual, após tentar interferir nos elementos da investigação.

A sentença determinou que o condenado permaneça preso e sem direito de recorrer em liberdade. O magistrado responsável pelo caso destacou a gravidade do crime, o impacto causado na comunidade de Anastácio e o risco à ordem pública, ressaltando ainda o entendimento jurídico de que condenações pelo Tribunal do Júri devem ter execução imediata da pena.

A Justiça também fixou indenização mínima de R$ 50 mil à família da vítima, com abatimento de valores já depositados anteriormente pelo réu. Outro ponto da decisão foi a perda do poder familiar do condenado, medida fundamentada na legislação penal, civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Com a sentença, foi determinada a expedição imediata da guia provisória para cumprimento da pena. Após o trânsito em julgado, terão início as medidas definitivas de execução penal.

Relembre o caso

As investigações apontaram que, após matar a esposa por asfixia, Edson Campo Delgado utilizou o celular de Leisa Aparecida Cruz para enviar mensagens à filha da vítima pelo WhatsApp durante as primeiras horas da manhã.

A estratégia, segundo a Polícia Civil, tinha o objetivo de ganhar tempo e afastar suspeitas sobre o crime. Nos momentos seguintes, familiares continuaram recebendo mensagens enviadas do aparelho de Leisa, o que contribuiu para que o caso fosse inicialmente tratado sem indícios de violência.

A vítima foi encontrada morta dentro da residência onde morava, na Rua Professora Cleusa Batista, em Anastácio.

Horas depois, já no período da noite, Edson comunicou aos parentes que a mulher estaria passando mal e que havia acionado atendimento médico. Em seguida, informou que a levaria para uma unidade de saúde. Já por volta de 1h58 da madrugada, avisou aos familiares que Leisa havia morrido.

A primeira hipótese levantada foi a de morte natural, uma vez que o corpo não apresentava sinais evidentes de agressão.

Entretanto, exames periciais realizados posteriormente identificaram lesões no crânio e no abdômen, além de indícios de asfixia, o que mudou o rumo das investigações.

Com os resultados preliminares do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), a Polícia Civil aprofundou a apuração do caso. Diante das evidências reunidas, o professor acabou confessando o feminicídio e afirmou que matou a esposa após uma discussão.

RIBAS DO RIO PARDO

Colisão entre caminhonetes deixa um homem morto na BR-262

Acidente ocorreu na noite deste domingo (20), no município de Ribas do Rio Pardo

21/09/2026 11h45

Acidente na BR-262 ocorreu em Ribas do Rio Pardo

Acidente na BR-262 ocorreu em Ribas do Rio Pardo Reprodução

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Uma colisão entre um Ford Pampa e uma Fiat Toro na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, deixou um homem, de 69 anos, morto na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, município que fica a cerca de 111 quilômetros de Campo Grande.

O idoso conduzia a Pampa e ficou preso às ferragens. A identidade da vítima não foi divulgada. Segundo as informações preliminares, uma mulher também ocupava o veículo e ficou ferida. Ela estava consciente enquanto recebia atendimento das equipes do Corpo de Bombeiros, que atuaram no resgate das vítimas.

Já o motorista da Fiat Toro sofreu apenas ferimentos leves. Com o impacto, a caminhonete tombou e parou com as rodas voltadas para cima às margens da rodovia.

De acordo com o portal Dourados Agora, testemunhas relataram que a Pampa estava com os faróis apagados antes da batida, mas essa versão ainda não foi confirmada pelas autoridades. As causas e a dinâmica do acidente seguem sendo serão apuradas.

Em MS

Carro com mais de 500 quilos de drogas é interceptado após cerco na MS-395

Veículo foi interceptado próximo a Anaurilândia após uma ação integrada entre forças de segurança; motorista afirmou que levaria os entorpecentes de Ponta Porã para São Paulo

21/09/2026 11h30

Carga apreendida era composta por 633 tabletes de maconha, além de skunk e haxixe

Carga apreendida era composta por 633 tabletes de maconha, além de skunk e haxixe Foto: Divulgação/PRF

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Durante uma ação integrada que contou com a participação da Polícia Militar Rodoviária, Polícia Rodoviária, a Força Tática de Nova Andradina e a Polícia Militar do Distrito de Quebracho, apreendeu na manhã do último domingo (20), aproximadamente 505,2 quilos de drogas, enquanto realizavam uma abordagem na MS-395. A apreensão ocorreu próximo ao município de Anaurilândia

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a ação teve início quando a equipe tentou abordar um veículo Up de cor vermelha, porém a interceptação imediata não ocorreu. 

Com isso, a informação foi repassada a outras forças de segurança regionais, possibilitando a montagem de um cerco tático, que contribuiu na captura do automóvel no km da MS-395. 

Após pararem o veículo, foi iniciada a vistoria no interior do veículo, os policiais federais e os demais agentes, perceberam volumes cobertos por um tecido preto no banco traseiro, além de mais entorpecentes no porta-malas. 

Ao todo, foram encontrados e apreendidos 633 tabletes de maconha, chegando a um total de 487,4 quilos, além de 17,7 quilos de substâncias similar ao skunk e 100 gramas de substância análoga ao haxixe, totalizando em aproximadamente 505,2 quilos. 

De acordo com o condutor ele confessou ter buscado as drogas em Ponta Porã e que o destino final seria a cidade de São Paulo. O rapaz foi preso em flagrante por tráfico de drogas. 

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