O ex-vereador de Campo Grande, Tiago Vargas, cumprirá prisão domiciliar, com monitoramento através de tornozeleira eletrônica, por ter acusado o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL) de corrupção. A tornozeleira foi colocada nesta segunda-feira (13) para início do cumprimento da pena.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Tiago Vargas lamenta a decisão judicial e pede orações.
"Se vocês me virem na rua com tornozeleira eletrônica, não é porque eu pratiquei corrupção, não é porque eu pratiquei crime, é porque um dia eu chamei o ex-governador de corrupto, tendo os bens bloqueados por corrupção, mais de 270 milhões. Nos próximos um ano e tres meses estarei em prisão domiciliar", disse Vargas.
" Antes de mais nada peço para vocês orações, a partir de agora estou com tornozeleira eletrônica, em prisão domiciliar", acrescentou, mostrando a decisão da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, que determinou o monitoramento.
Conforme a decisão, Tiago Vargas foi condenado a cumprir a pena no regime aberto, que deverá ser cumprido em prisão domiciliar mediante monitoramento eletrônico devido a interdição da unidade prisional de regime aberto local.
O ex-vereador deve comparecer e comprovar, mensalmente, junto ao Patronato Penitenciário, ocupação laboral lícita e residência fixa.
Ele também deve permanecer recolhido em casa entre às 19h e 6h nos dias úteis, de segunda a sábado, e permenecer na casa em período integral aos domingos e feriados.
Em caso de necessidade de saída de urgência para atendimento médico, ele deverá juntar comprovantes médicos nos autos, no prazo de 48 horas, sob pena de caracterizar falta grave e a consequente revogação da medida excepcional.
Também será falta grave o rompimento da tornozeleira ou descarregamento do equipamento por mais de 48 horas.
Acusações contra Azambuja
A ação que condenou o ex-vereador Tiago Vargas foi movida pelo ex-governador Reinaldo Azambuja após divulgação de vídeo em redes sociais em que Vargas lançou acusações contra o então chefe do Executivo estadual.
As acusações foram feitas em vídeo gravado no dia 2 de julho, durante blitz da Polícia Militar.
Vargas afirmou que o governador era "um dos maiores corruptos do estado de Mato Grosso do Sul", e que "deveria estar preso".
"Reinaldo Azambuja, você não tem vergonha na cara, um dos piores bandidos do estado é você, você deveria estar preso, seu corrupto, seu canalha, e não mandando a nossa polícia fazer blitz aqui na cidade de Campo Grande às nove horas da manhã. Quem faz blitz nove horas da manhã, governador do estado, não quer pegar vagabundo, meu irmão", proferiu.
"Eu fui policial civil, e vagabundo só anda a noite, quem anda nove horas da manhã numa sexta-feira é trabalhador, pessoas que querem ganhar o pão e levar o sustento aos seus familiares", completou.
Uma semana depois, no dia 7 de julho, Vargas fez nova publicação, onde chamou novamente o governador de "canalha" e corrupto".
"'Canalha e corrupto'. Governador Reinaldo Azambuja (PSDB), quer de mim R$ 50.000 (mil reais). Penalizar os nossos trabalhadores pode; agora ouvir verdades não", publicou.




