Cidades

Final de semana

Desfile de 7 de setembro terá 4 mil integrantes em Campo Grande; Veja detalhes

Neste ano, serão 18 instituições participantes e o trecho contará com pontos com bebedouros, banheiros e atendimento emergencial

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Menos de 15 dias depois da última festança em Campo Grande, o próximo domingo também será de grande celebração na Capital com o desfile em comemoração ao Dia da Independência do Brasil. 

Neste ano, serão 18 instituições participantes e aproximadamente 4 mil integrantes, entre escolas, Forças Armadas e forças de segurança pública. A celebração terá início às 8h45 ao longo da Rua 13 de Maio, em Campo Grande. 

Durante a solenidade, um momento muito especial faz parte da programação: os estudantes Maria Eduarda dos Santos (EE Cívico-Militar Marçal de Souza Tupã), Danilo Esteban Mas Lopes (EE Cívico-Militar Alberto Elpídio Ferreira Dias) e Talys Matteus Correa Meurer (Colégio Militar de Campo Grande) participarão do acendimento da Pira da Pátria, que simboliza o patriotismo e o espírito de união nacional. 

Para que o dia seja tranquilo e sem intercorrências, o Governo do Estado divulgou algumas orientações para os espectadores do desfile: 

Água

Para curtir a festa desde cedo, a organização recomenda que o público chegue cedo para garantir um bom lugar e que use roupas leves, bonés, protetor solar e que não esqueça a garrafa de água. 

Para ajudar na hidratação, três pontos de bebedouro estarão disponíveis ao longo da Rua 13 de Maio na esquina com a Dom Aquino, no cruzamento com a Barão do Rio Branco e no trecho entre a Afonso Pena e a 15 de Novembro. 

Trânsito

O trânsito no Centro passará por mudanças e as interdições começam já no sábado, às 15h, para montagem das estruturas. Atenção aos bloqueios na Avenida Afonso Pena com a Avenida Calógeras, com a 14 de Julho e com a Rui Barbosa; e na Rua 13 de Maio com a Dom Aquino e com a Barão do Rio Branco.

No domingo, a partir das 5 horas, os bloqueios se estendem pelos seguintes trechos:

  • R.  14 de Julho x R. Eça de Queiroz
  • R.  14 de Julho x Tv. Guia Lopes
  • R.  14 de Julho x Tv. Cel. Mario Peixoto
  • R.  14 de Julho x Tv. Camões
  • R.  14 de Julho x Tv. Cel Edgard Gomes
  • R.  14 de Julho x R. Gal Melo
  • R.  13 de Maio x Av. Mato Grosso
  • Av. Mato Grosso x Av. Calógeras
  • Av. Mato Grosso x R. Rui Barbosa
  • Av. Calógeras x R. Antonio Maria Coelho
  • R. 14 de Julho x R. Maracaju
  • R. 14 de Julho x R. Mal. C. M. Rondon
  • R. 14 de Julho x R. Barão do Rio Branco
  • R. 14 de Julho x Av. Fernando C. da Costa
  • R. 13 de Maio x Av. Fernando C. da Costa
  • Av. Calógeras x R. Sete de Setembro
  • Av. Calógeras x R. 26 de Agosto
  • R. Rui Barbosa x Av. Fernando C. da Costa
  • R. Rui Barbosa x R. 15 de Novembro
  • R. Rui Barbosa x R. Dom Aquino
  • R. Rui Barbosa x R. Maracaju
  • R. Rui Barbosa x Av. Mato Grosso.

A Agência de Trânsito (Agetran) orienta os motoristas que usem rotas alternativas, como a Rua Eça de Queiroz, Avenida Ernesto Geisel e Avenida Fernando Corrêa da Costa no sentido centro/bairro. 

Drones

Só será permitido o uso de drones para captação de imagens por organizadores e profissionais de imprensa cadastrados pelos órgãos de segurança, nos locais previamente definidos. 

Os operadores dos instrumentos devem estar atentos a não sobrevoar pessoas sem autorização, além de respeitar as distâncias mínimas de edificações, áreas povoadas e aglomerações, além de cumprir todas as normas de segurança. 

Emergências

Para garantir tranquilidade, o evento terá pontos de atendimento de emergência espalhados pelo trajeto. 

Três viaturas do Corpo de Bombeiros estarão disponíveis nos trechos da Rua 14 de Julho com a Afonso Pena e a Rua 7 de Setembro, e também em frente ao palanque oficial. 

O atendimento de emergência pode ser acionado pela população pelo telefone 193. 

Banheiros

Foram instalados 30 banheiros químicos na Rua 13 de Maio e nas seguintes vias: ruas 15 de Novembro, Barão do Rio Branco, Marechal Rondon, Dom Aquino, Maracaju, Antônio Maria Coelho e nas avenidas principais, Afonso Pena e Mato Grosso. 

Também terão sanitários na Rua 14 de Julho com a Dr. Temístocles, General Melo e travessas Coronel Edgard Gomes e Bocage. 


 

Identidade Sul-mato-grossense

MS faz 49 anos com 116 mil indígenas e diversidade cultural

Censo mostra presença indígena nos 79 municípios; historiador destaca influência de migrantes, países vizinhos e diferentes tradições

10/10/2026 17h32

 Pantanal de MS

Pantanal de MS Foto: Divulgação/DLR

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Mato Grosso do Sul completa 49 anos neste domingo (11), com uma identidade cultural construída por diferentes povos, tradições e influências de regiões brasileiras e países vizinhos. O Estado abriga 116.469 pessoas indígenas, a terceira maior população indígena do Brasil, segundo o Censo Demográfico de 2022, e registra presença indígena em todos os seus 79 municípios. 

A formação cultural sul-mato-grossense vai além das imagens mais conhecidas do Estado, como o Pantanal, a música regional e o tereré. A proximidade com Paraguai e Bolívia, a migração de famílias de diferentes partes do País e a presença de povos originários contribuíram para a formação de hábitos, sotaques, manifestações artísticas e tradições gastronômicas que variam entre as regiões.

Em entrevista publicada pelo Correio do Estado, o historiador Roberto Figueiredo destacou justamente essa pluralidade ao abordar a identidade cultural do Estado.“Reforço uma frase da saudosa professora Glorinha, que disse que nós somos um povo que mistura tudo, gaúchos, mineiros, japoneses, paraguaios, bolivianos, nordestinos e árabes. É essa mistura que faz a nossa identidade cultural”, afirmou.

A formação do Estado reúne referências indígenas, fronteiriças, pantaneiras, rurais e urbanas, além de manifestações culturais trazidas por famílias que migraram para a região ao longo de diferentes períodos históricos.

Indígenas

O Censo de 2022 identificou 116.469 indígenas em Mato Grosso do Sul, contingente equivalente a cerca de 6,9% da população indígena brasileira. O Estado fica atrás apenas do Amazonas e da Bahia nesse indicador.

A presença indígena também está distribuída por todo o território estadual. Os 79 municípios registraram moradores que se declararam indígenas no levantamento do IBGE, embora a proporção varie bastante entre as cidades.

Japorã, no extremo sul do Estado, apresenta uma das situações mais expressivas: 57,81% da população municipal se declarou indígena no Censo. Paranhos e Tacuru também estão entre os municípios com maiores proporções de moradores indígenas.

Em números absolutos, Campo Grande reúne a maior população indígena do Estado, seguida por Dourados e Amambai. Isso evidencia que a presença desses povos não está restrita às aldeias ou às áreas rurais, mas também integra a realidade das cidades.

A distribuição territorial revela outra característica importante: em 2022, aproximadamente 64% da população indígena sul-mato-grossense vivia em áreas rurais, enquanto cerca de 36% residia em áreas urbanas. A diferença mostra a importância dos territórios tradicionais e, ao mesmo tempo, a presença crescente dos povos indígenas nos centros urbanos.

Os povos indígenas fazem parte da realidade social, cultural e urbana do Estado.

A discussão sobre o que define a identidade sul-mato-grossense não é recente. Desde a criação do Estado, artistas, escritores, pesquisadores e instituições culturais debatem quais elementos representam uma unidade federativa formada a partir de diferentes origens.

Essa trajetória mostra que a identidade cultural não se formou apenas a partir da divisão territorial. Ela foi sendo construída por artistas, comunidades, movimentos culturais e gerações que deram novos significados às referências locais.

Da divisão à formação de um Estado

A criação de Mato Grosso do Sul foi oficializada pela Lei Complementar nº 31, assinada pelo então presidente Ernesto Geisel em 11 de outubro de 1977. A implantação efetiva ocorreu em 1º de janeiro de 1979, quando o novo Estado passou a funcionar administrativamente.

A divisão estabeleceu uma nova unidade federativa, mas não criou do zero as populações e as tradições que já existiam no território. A região possuía vínculos históricos com povos indígenas, comunidades fronteiriças, atividades rurais e centros urbanos que continuaram a influenciar a formação social e cultural sul-mato-grossense.

Quase cinco décadas depois, Mato Grosso do Sul tem 357,1 mil quilômetros quadrados e população de 2,76 milhões de habitantes, conforme o Censo de 2022. A extensão territorial e a distribuição dos moradores ajudam a compreender a diversidade entre regiões como o Pantanal, o sul de forte presença agropecuária, a faixa de fronteira e os centros urbanos.

Aos 49 anos, a história do Estado continua sendo construída pela convivência entre essas diferentes realidades. Mais do que um conjunto de símbolos, a identidade sul-mato-grossense reúne povos, memórias e tradições que se transformam ao longo das gerações.

Acesso a Serviços

Guarani facilita acesso de indígenas à perícia em MS

Marlene Ortiz atua na Polícia Científica desde 2024 e ajuda indígenas a compreender procedimentos

10/10/2026 15h13

Reprodução/Gov MS

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Um em cada quatro moradores de Amambai é indígena, realidade que torna a comunicação em guarani importante para o acesso a serviços públicos no município. Na Polícia Científica, a pedagoga e técnica de enfermagem Marlene Ortiz atua como ponte entre a comunidade e os profissionais durante atendimentos médico-legais, orientações sobre exames de DNA e emissão de documentos de identidade.

Segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Amambai tem 9.988 moradores indígenas, o equivalente a 25,4% da população. Desde 2024, Marlene trabalha na Unidade Regional de Perícia e Identificação (URPI), por meio de parceria com a prefeitura, auxiliando pessoas que enfrentam dificuldades para compreender as orientações em português.

“Quando chegam aqui e encontram uma pessoa indígena, elas confiam mais. Conversam, tiram dúvidas e falam comigo”, relatou Marlene.

A atuação ocorre em situações que exigem compreensão de procedimentos técnicos e, muitas vezes, envolvem medo, insegurança ou sofrimento. Além de ajudar os usuários a entender as informações recebidas, ela auxilia os servidores a compreender o que é relatado em guarani.

missão de documentos

O apoio também é prestado no Núcleo Regional de Identificação, onde indígenas procuram atendimento para solicitar a Carteira de Identidade Nacional (CIN). Nesses casos, Marlene esclarece dúvidas e ajuda a explicar as etapas necessárias para a emissão do documento.

A necessidade de comunicação acessível tem relação com a realidade linguística do município. Amambai reconhece o Guarani Kaiowá como língua cooficial desde 2024, por meio da Lei Municipal nº 2.905.

A barreira do idioma pode dificultar a compreensão de orientações em serviços que exigem informações precisas, como os procedimentos periciais. Nesses atendimentos, Marlene auxilia na comunicação e no acolhimento, enquanto exames e produção de provas técnico-científicas continuam sob responsabilidade dos profissionais habilitados.

A unidade regional também recebe demandas de moradores de Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Tacuru, municípios do Cone Sul de Mato Grosso do Sul.

Desenhos

A experiência anterior de Marlene com crianças, mulheres, gestantes e idosos da comunidade indígena também influencia a forma como conduz o acolhimento.

Ela recorda o caso de uma criança que resistia a interagir durante um atendimento. Em vez de insistir nas perguntas, sentou-se ao lado dela e começou a desenhar uma gatinha. A criança respondeu com outro desenho e, depois, conseguiu seguir para o exame.

“Quando a criança chega muito irritada, ela brinca e vai se acalmando. Depois dá para chamar para fazer o exame”, contou.

Em situações de violência e morte, o trabalho também envolve ajudar familiares a compreender os procedimentos e as informações repassadas pela equipe. A atuação é especialmente importante quando parentes chegam à unidade em busca de orientações após a morte de alguém da família.

“Se o meu povo indígena chega, já me procura. Talvez eu não esteja aqui, mas me chamam para conversar”, afirmou.

Para Marlene, o vínculo com a comunidade é parte importante desse trabalho. “Me colocaram aqui para ajudar a minha comunidade, mas também ajudo qualquer pessoa que precise. Eu gosto de ajudar. Se precisar, estou aqui”, finalizou.

 

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