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MEIO AMBIENTE
Vídeos publicados no Facebook mostram pintados, dourados e cacharas afetados pelo fenômeno, que reduz o oxigênio na água
17/10/2026 10h57
Vídeos publicados no Facebook mostram pintados, dourados e cacharas afetados pela decoada no Rio Miranda, após cheia fora de época Reprodução
O Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul, enfrenta o fenômeno natural conhecido como decoada após uma cheia fora de época. Vídeos publicados no Facebook mostram peixes afetados pela falta de oxigenação da água, enquanto moradores relatam a ocorrência de animais mortos e outros buscando oxigênio na superfície.
Segundo informações da Defesa Civil de Miranda, o nível do rio está em 6,90 metros e permanece estabilizado nessa marca há pelo menos 24 horas.
Em um dos vídeos compartilhados nas redes sociais, um homem percorre a região e mostra diferentes espécies de peixes encontradas durante o fenômeno. Ao longo da gravação, ele aponta a presença de pintados, dourados e cacharas.
“Que dó, um pintado aqui, ó. Outro ali, um dourado, um cachara ali”, relata o homem, enquanto registra os peixes.
Em um segundo vídeo, outro homem relata a situação na região do Salobra, no Rio Miranda, e confirma a ocorrência da decoada. Segundo ele, a cheia fez com que o rio transbordasse, provocando alterações nas condições da água.
“O rio encheu demais, saiu da caixa. Já foi encontrado dourado morto, bastante dourado morto”, afirma.
Durante a gravação, ele lamenta a situação e afirma que a água apresenta condições ruins. “Nesse exato momento aqui, a água tá podre demais”, relata.
Apesar os impactos sobre os peixes, o autor do vídeo destaca que a decoada faz parte dos ciclos natuais do Pantanal e manifesta a expectativa de que o fenômeno passe rapidamente para que o rio volte às condições normais.
A decoada é um fenômeno natural característico do Pantanal, associado à elevação do nível dos rios e à inundação de áreas com grande quantidade de vegetação e matéria orgânica acumulada.
Durante as cheias, a água avança sobre campos e áreas alagáveis, onde folhas, plantas e outros materiais orgânicos entram em decomposição. Esse processo consome parte do oxigênio dissolvido na água e pode provocar alterações em suas características químicas.
Com a redução do oxigênio e o aumento da concentração de gás carbônico, os peixes passam a enfrentar dificuldades para respirar. Em situações mais intensas, podem subir à superfície em busca de condições mais favoráveis e até morrer por asifixa.
No vídeo publicado no Facebook, um dos homens explica o processo de forma semelhante. Segundo ele, quando o rio transborda, a água alcança os campos e forma áreas alagadas, conhecidas como baías, onde permanece acumulada por meses.
Com a decomposição da matéria orgânica, essa água perde oxigênio. Quando ocorre uma nova cheia, ela pode retornar ao leito do rio, misturando-se à água corrente e contribuindo para a ocorrência da decoada.
Embora seja um fenômeno natural e recorrente na região pantaneira, sua intensidade varia conforme as condições ambientais e pode provocar episódios de mortandade de peixes.
A ocorrência da decoada em outubro chama a atenção por estar associada a uma cheia fora de época no Rio Miranda.
De acordo com a Defesa Civil do município, o nível permanece em 6,90 metros há 24 horas.
Entretanto, mesmo com o nível estabilizado, os efeitos da decoada podem persistir, já que a recuperação da qualidade da água depende de fatores como temperatura, circulação e quantidade de matéria orgânica em decomposição.
Tragédia na Rodovia
Acidente aconteceu na madrugada deste sábado (17), nas proximidades da fábrica da Suzano, em Ribas do Rio Pardo; veículos ficaram destruídos com a força do impacto.
17/10/2026 10h49
Caminhonetes ficaram destruídas após colisão que deixou duas pessoas mortas na madrugada deste sábado (17), na BR-262, em Ribas do Rio Pardo. Foto: Divulgação/Ribas Ordinário.
Duas pessoas morreram em um grave acidente de trânsito registrado na madrugada deste sábado (17), na BR-262, nas proximidades da fábrica da Suzano, em Ribas do Rio Pardo. A colisão envolveu duas caminhonetes, que ficaram bastante danificadas com a força do impacto.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram os veículos na rodovia, com partes das carrocerias destruídas e destroços espalhados pelo asfalto. Um dos veículos envolvidos pertence a uma empresa que presta serviços no município.
A pista foi liberada para o tráfego por volta das 8h30 deste sábado (17), após os trabalhos de atendimento à ocorrência e a retirada dos veículos envolvidos na colisão.
As imagens mostram que a caminhonete branca teve a parte dianteira destruída, enquanto o veículo preto também sofreu danos significativos na estrutura.
Registros feitos durante a madrugada mostram a movimentação de veículos no local do acidente. Já as imagens registradas durante a manhã revelam as condições em que as caminhonetes ficaram após a batida.
As identidades e idades das duas vítimas ainda não foram divulgadas. Também não foi informado em qual das caminhonetes elas estavam no momento da colisão.
A dinâmica do acidente e as circunstâncias que provocaram a batida deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
A BR-262 é uma das principais ligações rodoviárias entre Campo Grande e a região leste de Mato Grosso do Sul, com circulação de veículos de passeio, ônibus e caminhões utilizados no transporte de cargas.
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