A primeira sessão ordinária após a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buracos foi encerrada sem muitas explicações do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André Moura Brandão, o Andrézão. Isto porque uma confusão na Casa de Leis, causada por um servidor da Secretaria Especial de Articulação Regional (SEAR), interrompeu a fala do titular da pasta em poucos minutos.
A 63ª sessão ordinária tinha como objetivo a prestação de esclarecimentos sobre a operação tapa-buraco. Logo no início da sesão, o presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Neto, o Papy, pediu que a segurança se posicionasse, já observando que o público estava irritado.
A fala do titular teria uma duração de 10 minutos, de acordo com o regimento da Casa de Leis. Ele até solicitou mais tempo, mas seu posicionamento não durou mais que 5 minutos, devido a interrupção na sessão.
A confusão começou após um comerciante, que estava com uma maquete das ruas esburacadas e mostrava para os presentes, ficar na frente do servidor público da Sear, que pediu para que este homem saísse da frente dele durante a fala do secretário. Durante a discussão, a maquete foi quebrada, dando início ao embróglio. Na sequência, o vereador Papy pediu para que os seguranças retirassem o servidor.
Andrézão está à frente da Sisep desde o dia 1º de junho de 2026. Na sessão, ele iria abordar sobre: o histórico de serviço no período entre 2024 a abril de 2026; situação encontrada quando assumiu a secretaria e as providências adotadas; as entregas a partir de sua posse; as chuvas e restrições dos trabalhos; estrutura disponível e preparação das vias, além do plano de continuidade.
Na sessão de quinta-feira passada, Papy lembrou que apenas no primeiro semestre de 2026 os vereadores apresentaram mais de 9 mil indicações relacionadas a cobranças por serviços de tapa-buracos.
A CPI foi instaurada para investigar as possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos serviços de tapa-buracos na Capital.
"A população de Campo Grande precisa saber quanto está sendo gasto, como os serviços são executados e por que os problemas persistem. Afinal, a manutenção das ruas é um serviço público essencial, e a população tem o direito de saber como seu dinheiro está sendo aplicado", disse Luiza Ribeiro (PT), responsável por juntar as assinaturas para instaurar a investigação.
Na sessão, também seriam apresentadas informações e documentos relativos à negociação de aquisição das empresas integrantes do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital, pelo Grupo HP Mobilidade, por intermédio da empresa Maas Administração e Participações Ltda.
O requerimento 83, enviado à prefeita Adriane Lopes (PP), contempla 16 itens questionados, como valores, composição societária e fiscalização da operação.



