Cidades

ESCOLA ELÍZIO RAMIREZ VIEIRA

Consciência ambiental resulta em preservação de nascentes

Consciência ambiental resulta em preservação de nascentes

EVELIN ARAUJO

02/07/2011 - 00h02
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O secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) Marcos Antonio Cristaldo, disse em entrevista ao Portal Correio do Estado que as cinco nascentes da Escola Municipal Elízio Ramirez Vieira, do Jardim do Pênfigo em Campo Grande, são preservadas.

Ele declarou que somente no ano passado, cem mudas nativas foram plantadas na escola e que as nascentes são atendidas pelo projeto "Córrego Limpo", implantado em 2009 na Capital.

Técnicos, biólogos e engenheiros ambientais já estiveram na escola para orientar sobre como preservar as nascentes. "A escola é muito responsável, tem consciência ambiental e recebeu orientação suficiente de como preservar. Não é preciso um projeto específico para a escola e existem professores capacitados no local para cuidar das nascentes. Qualquer necessidade ou dificuldade que a escola tiver é só procurar a secretaria", disse Cristaldo.

Nascentes

A Escola Municipal Elízio Ramirez Vieira em Campo Grande (MS) luta, há mais de cinco anos, pela preservação de suas cinco nascentes. Com uma área de 28.400 metros quadrados, a escola foi construída em cima de um terreno que teve um pequeno lago secado para a sua fundação, no dia 21 de dezembro de 2001.

Quatro anos depois veio a surpresa: águas começaram a fluir do chão, de forma inexplicável para a comunidade escolar. A suspeita de que aquelas águas eram, na verdade, nascentes, foram confirmadas e desde então a escola luta para preservar o local.

Uma das nascente do pátio da escola

O diretor adjunto, Waldomiro Brites, disse que a área foi compactada e as nascentes ficaram escondidas durante esse tempo. "Após a descoberta delas, vários projetos foram propostos pelo poder público, quiseram até plantar eucaliptos aqui, mas nada foi feito. Nós é que lutamos pelo local", diz.

Das cinco nascentes descobertas, as três maiores foram nomeadas por votação na escola. A do Conhecimento, da Sabedoria e a Saudável.

A região das nascentes está cercada de mudas e árvores já crescidas, plantadas nesses últimos anos, ao entorno. No dia 4, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a escola plantou cem mudas, todas do viveiro da prefeitura.

Para drenar a água das nascentes, que correm em direção ao prédio da escola, foram construídos canaletes de concreto. Neles, acabaram se formando pequenos berçários para sapos e uma espécie de peixe, que são observados e estudados pelos alunos.

A professora de Ciências mostra peixe da nascente

Pé na lama

A professora de Ciências, Maria Aparecida da Silva Golçalves, declarou que sempre que pode prepara aulas focadas nas nascentes que têm nos fundos da escola. "Qualquer tema da minha aula ligado ao meio ambiente eu procuro trabalhar nas nascentes, para conscientizar os alunos", explica.

Alunos limpam a maior nascente da escola

Maria Aparecida diz ter se apaixonado pelo local a primeira vista. "Quando eu cheguei para trabalhar na escola, o Waldomiro me disse que aqui tinham nascentes e não acreditei. Na época, tacaram fogo no local e ficaram visíveis as nascentes e o curso delas. Aí eu me apaixonei e desde então cuido daqui", declara.

O que não sai do papel

Apesar de atrair a curiosidade da comunidade acadêmica e do público em geral, nenhuma das observações feitas no local surtiu em uma decisão ou projeto efetivo para as nascentes. "Na época do Gasoduto, pensaram em fazer um projeto na escola que só ficou no papel. Muitos acadêmicos de Geografia também vem aqui para fazer seus trabalhos de conclusão de curso, mas tudo fica mesmo na parte da pesquisa", explica Waldomiro.

A própria escola cuida das nascentes como pode, sem ajuda de nenhum técnico ou biólogo, fazendo a limpeza e plantio de mudas para a preservação do local.

"Nosso sonho é fazer da escola um centro de educação ambiental de referência", finaliza o diretor adjunto.

 

 

CAMPO GRANDE

Conclusão do corredor de ônibus é adiado mais uma vez em Campo Grande

Prefeitura prorrogou por mais 180 dias as obras entre os terminais Aero Rancho e Bandeirantes e elevou o valor final de contrato

04/09/2026 12h30

Obras do Corredor Sudoeste, na Avenida Marechal Deodoro/Gunter Hans, foram retomadas em 2025 e agora têm novo prazo para conclusão

Obras do Corredor Sudoeste, na Avenida Marechal Deodoro/Gunter Hans, foram retomadas em 2025 e agora têm novo prazo para conclusão Marcelo Victor

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A conclusão do corredor exclusivo de transporte coletivo da Avenida Marechal Deodoro, em Campo Grande, foi novamente adiada. De acordo com a publicação desta sexta-feira (4) no Diário Oficial do município, a Prefeitura prorrogou por mais 180 dias o prazo de execução das obras que ligam os terminais Aero Rancho e Bandeirantes e aumentou em R$ 100,5 mil o valor do contrato firmado com a Engevil Engenharia Ltda. 

Com o segundo termo aditivo ao Contrato nº 43/2025, celebrado em 20 de agosto, o novo prazo de execução passou a ser de 24 de agosto de 2026 a 19 de fevereiro de 2027. O valor contratual, que era de R$ 9.638.000,00, subiu para R$ 9.738.559,27, conforme extrato publicado.

Apesar de o impacto líquido ser de R$ 100.559,27, o aditivo envolve alterações significativamente maiores na planilha da obra. Foram autorizados R$ 1.292.115,99 em acréscimos e R$ 1.191.556,72 em supressões de serviços. Na prática, considerando o contrato de R$ 9,638 milhões como base, os acréscimos equivalem a aproximadamente 13,4% do valor, enquanto as supressões representam cerca de 12,4%. O aumento líquido fica próximo de 1%.

Segundo o extrato, as mudanças estão respaldadas nos artigos 111, 124 e 125 da Lei Federal nº 14.133/2021 e têm como base justificativa técnica e novo cronograma físico-financeiro anexados ao Processo Administrativo nº 56044/2024-16.

Obra atravessa anos de paralisações

O novo adiamento acrescenta mais um capítulo a uma intervenção que há anos enfrenta dificuldades para ser concluída.

O Corredor Sudoeste integra o projeto de modernização do transporte coletivo da Capital, financiado originalmente dentro de um pacote de intervenções de mobilidade urbana. Na Marechal Deodoro, uma das principais etapas das obras começou em fevereiro de 2021, quando estavam previstos 1,1 quilômetro de drenagem, cerca de 5,5 quilômetros de recapeamento e a implantação das estações de pré-embarque. Na ocasião, a previsão era concluir os trabalhos ainda naquele ano.

O investimento estava estimado em R$ 12,58 milhões e o contrato anterior havia sido firmado com a Engepar por aproximadamente R$ 11,41 milhões.

O cronograma, porém, não foi cumprido. A intervenção acabou paralisada e, em 2023, o Correio do Estado mostrou que os trabalhos na Marechal Deodoro já estavam interrompidos havia pelo menos um ano, enquanto a prefeitura mantinha tratativas para viabilizar a retomada.

A tentativa de destravar definitivamente a obra ganhou força somente no fim de 2024. Em novembro daquele ano, uma nova licitação foi lançada para executar cerca de 5,22 quilômetros, considerando os dois sentidos do corredor. O projeto previa serviços de microdrenagem, restauração de pavimento, acessibilidade, sinalização e conclusão das estruturas das estações que haviam ficado inacabadas. O orçamento estimado da licitação era de aproximadamente R$ 10,4 milhões.

Em dezembro de 2024, a Engevil Engenharia Ltda. foi declarada vencedora da concorrência por R$ 9,638 milhões, cerca de R$ 840 mil abaixo do valor máximo previsto no edital. Conforme mostrou o Correio do Estado na época, a empresa foi a terceira colocada inicialmente na disputa e acabou assumindo a primeira posição após problemas na documentação de concorrentes que apresentaram propostas menores. 

O contrato com o município foi celebrado em 7 de março de 2025, e seu extrato foi publicado no fim daquele mês. O prazo previsto para a execução era de 360 dias. A contratação era tratada pela prefeitura como a solução para concluir o trecho do Corredor Sudoeste que havia permanecido inacabado. 

Os trabalhos começaram efetivamente a aparecer novamente na Marechal Deodoro no primeiro semestre de 2025, com movimentação de máquinas e intervenções no trecho da Avenida Gunter Hans, nome assumido pela via em parte do percurso. Em abril daquele ano, equipes já atuavam na retirada de terra e preparação da área. 

O projeto prevê quatro estações de ônibus entre o Terminal Aero Rancho e a região do Trevo Imbirussu e a continuidade da ligação até o Terminal Bandeirantes. Com a implantação do corredor, pontos de embarque são deslocados para a região central da via e parte da pista passa a ser destinada prioritariamente ao transporte coletivo. 

Em março deste ano, a administração formalizou o primeiro termo aditivo, prolongando a execução até agosto. Agora, antes mesmo do encerramento desse período, um segundo aditivo adicionou outros seis meses ao cronograma.

SUSPENSÃO

TCE trava andamento do pacote de obras de R$ 188 milhões de Adriane

Decisão do conselheiro Osmar Domingues Jeronymo foi baseada na análise prévia da Divisão de Fiscalização de Obras, Serviços de Engenharia e Meio Ambiente

04/09/2026 12h00

Pavimentação deve contemplar 40 bairros da Capital até 2028

Pavimentação deve contemplar 40 bairros da Capital até 2028 FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) decidiu pela suspensão cautelar dos itens 1 e 11 do procedimento licitatório da Prefeitura de Campo Grande, a qual trata-se da contratação de empresas especializadas para execução das obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diversos bairros do Município. Ao todo, o investimento é de aproximadamente R$ 188,5 milhões. 

O item 1 em questão trata-se de obras nos bairros Vila Nossa Senhora Aparecida e o Bosque da Saúde, com investimento total de R$ 16.821.643,03; já o 11 refere-se ao lote no Jardim São Conrado, com R$ 9.959.984,17 de recursos previstos na licitação.

Além disso, a Corte de Contas também determinou a suspensão cautelar da formalização dos contratos dos itens 4 e 9, adjudicados e homologados pelo Executivo, no dia 24 de agosto de 2026.

O investimento de R$ 4.995.603,89 é previsto no item 4, que engloba obras no bairro Complexo Jardim Itatiaia. A empresa Gradual Engenharia e Consultoria Eireli venceu esta licitação.

A do item 9 teve como vencedora a TST Construções e refere-se ao lote nas regiões do Coophavilla II e Batistão, com valores de R$ 13.080.365,52.

A prefeita Adriane Lopes terá o prazo de cinco dias úteis para comprovar o cumprimento das suspensões cautelares, sob pena de responsabilização, reparação de eventual dano ao erário e aplicação de multa de 1.800 Uferms. A decisão foi do relator Osmar Domingues Jeronymo.

Análise do certame

Uma análise prévia da equipe técnica da Divisão de Fiscalização de Obras, Serviços de Engenharia e Meio Ambiente identificou pendências de instrução e propôs a intimação da prefeita de Campo Grande para manifestação e envio de documentos pertinentes.

Diante do pedido, a prefeita de Campo Grande compareceu aos autos, apresentando justificativas e documentos que foram submetidos à nova análise da equipe técnica.

Com base nos procedimentos de auditoria realizados, o controle prévio do certame quanto aos aspectos relevantes está com atendimento parcial, com os critérios aplicados. Portanto, a Divisão de Fiscalização de Obras opinou por:

  • determinar à Administração a suspensão da licitação para os Lotes 01 e 11, além de republicar o edital para tais itens, com as planilhas orçamentárias revisadas, e reabrir o prazo legal para a formulação de novas propostas;
  • autorizar o prosseguimento regular da licitação para os lotes (02 ao 10 e 12 ao 18, incluindo o 13), e retificar os memoriais descritivos quanto às referências normativas do DNIT;
  • solicitar à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP) que, antes de iniciar a execução contratual e emitir as ordens de serviço dos lotes liberados, defina, em Especificação Técnica/Termo de Referência, a faixa granulométrica a ser utilizada e espessura mínima do CBUQ;
  • determinar que as medições somente sejam processadas mediante apresentação dos relatórios de controle tecnológico; não processar e/ou atestar, nenhuma medição para pagamento, se, junto a ela, não anexar relatório de controle da qualidade com resultados dos ensaios laboratoriais e determinações devidamente interpretados, caracterizando a conformidade técnica do serviço executado.
  • após às providências cabíveis quanto aos lotes 1 e 11, nos quais a revisão técnica repercutiu sobre a solução, os quantitativos e o orçamento, remeter a documentação para análise do Projeto Básico/Orçamentos dos lotes.

Pacote de obras

O pacote de R$ 188 milhões divulgado pela Prefeitura de Campo Grande é parte do planejamento municipal de ampliação da infraestrutura urbana, com intervenções para diversas regiões da Capital.

Conforme divulgado, esses recursos fazem parte do planejamento do Executivo de Campo Grande a serem empregados para cobertura da pavimentação e drenagem. A previsão da Capital do Mato Grosso do Sul é alcançar um volume de 640 milhões de reais em investimentos até o ano de 2028.

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