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Conselheiro afastado do TCE é investigado por poluição

Investigado por suposta corrupção, Waldir Neves ignorou multa aplicada pelo Imasul e acabou virando alvo de inquérito do Ministério Público

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Afastado de suas funções desde 8 de dezembro do ano passado por causa de suspeita de um esquema de corrupção com uma empresa de informática que presta serviços ao Tribunal de Contas do Estado, Waldir Neves Barbosa agora virou alvo de investigação por suposta poluição ambiental. 

O Ministério Público Estadual instaurou um inquérito civil para "apurar a regularidade jurídico-ambiental da atividade de barramento na propriedade rural denominada Rancho WN", conforme publicação do diário oficial do MPE relativa a 16 de novembro, mas que já está disponível no site da instituição nesta quarta-feira (15)

Em março deste ano, o conselheiro do TCE foi multado em R$ 2 mil pelo Imasul porque não renovou a licença de uma barragem construída em seu rancho de 28 hectares, em Campo Grande. A licença está vencida desde outubro de 2017.

E, como Waldir Neves ignorou a notificação do órgão ambiental estadual, o caso acabou sendo levado ao Ministério Público. Após inúmeras tentativas para que atendesse à exigência de renovoação desta licença, finalmente o conselheiro afastado deu ouvidos do MPE em outubro deste ano e respondeu alegando que o Imasul não tem competência para exigir o Comunicado de Atividade para Barragem e que esta licença é de competência municipal. 

Com esta resposta, a promotora Luz Marina Borges Maciel Pinheiro decidiu abrir o inquérito para apurar se o conselheiro afastado está ou não cometendo alguma irregularidade. Ela deu prazo de 15 dias para que ele se manifeste e estipulou o mesmo período de tempo para que a Semadur informe se o proprietário do Rancho WN requereu ou não a regularização da atividade para barragem.

O inquérito não informa as dimensões desta barragem e nem o curso d'água no qual ela foi instalada.

Waldir Neves chegou ao TCE após passar mais de duas décadas na política. Ainda em 1988  foi eleito vereador em Miranda. Dois anos depois venceu a disputa para deputado estadual e permanceu na Assembleia Legislativa durante quatro mandatos até 2006, quando foi eleito deputado federal com 80 mil votos.

Em julho de 2009, renunciou ao mandato de deputado federal para assumir o cargo vitalício de conselheiro do TCE, par o qual foi nomeado pelo então governador André Puccinelli. Ele chegou a presidir o TCE durante quatro anos, entre 2015 e 2018. 

AFASTAMENTO

Por determinação do ministro Francisco Falcão, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Waldir Neves, Iran Coelho das Neves e Ronaldo Chadid foram afastados por período de seis meses no dia 8 de dezembro passado. Em julho deste ano, o afastamento estendeu-se por mais um ano. 

Os três foram acusado pelo Ministério Público Federal por crimes como peculato e fraude em licitação (Waldir e Iran) e lavagem de dinheiro e corrupção (Ronaldo Chadid). 

aldir Neves foi denunciado por fraudar licitação (crime cuja punição é de dois a quatro anos de prisão) e três vezes por peculato (pena de dois a 12 anos de prisão), com um agravante, a pena pode aumentar em até um terço, pelo fato de o delito imputado a ele ter sido praticado por um servidor público no exercício da função. 

Iran Coelho das Neves, conforme o material da Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul (PGE-MS), ao qual o Correio do Estado teve acesso, teve denúncia parecida com a de Waldir, mas foi acusado cinco vezes de peculato, por causa dos aditivos ao contrato com a empresa Dataeasy, empresa de informática, pivô do escândalo de corrupção que deu origem à Operação Terceirização de Ouro, em dezembro do ano passado 

Já Ronaldo Chadid foi enquadrados em outra denúncia, por suposta venda de decisões (venda de sentença) favoráveis à parceira público-privada da Prefeitura de Campo Grande com o consórcio CG Solurb. Ele foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro do valor envolvido nas transações, de aproximadamente R$ 1,6 milhão. 

 

Bem-Estar

Aulão gratuito de dança japonesa é opção para o sábado em Campo Grande

Atividade de Matsuri Dance é aberta a todas as idades e não exige experiência

07/08/2026 16h32

Casa de Cultura

Casa de Cultura Reprodução

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Quem ainda não decidiu o que fazer neste sábado (8) pode aproveitar uma opção gratuita de lazer e cultura em Campo Grande. A Casa de Cultura promove um aulão de Matsuri Dance, das 9h às 11h45, aberto a pessoas de todas as idades e sem necessidade de experiência com dança.

A atividade será realizada na sede da instituição, na Avenida Afonso Pena, 2.270, no Centro. A participação é gratuita e não é necessário fazer inscrição antecipada: basta comparecer ao local.

O aulão será conduzido pelos professores Márcio Oliveira e Kenji e vai ensinar coreografias tradicionais do Matsuri Dance, manifestação ligada à cultura japonesa. A proposta também é promover integração, bem-estar e socialização entre os participantes.

Além de ser uma opção para movimentar o corpo e conhecer um pouco mais da cultura japonesa, a atividade também pode ajudar quem pretende participar das apresentações do Bon Odori 2026, que será realizado nos dias 14, 15 e 16 de agosto, na sede da Associação Nipo-Brasileira.

Serviço

O quê: Aulão gratuito de Matsuri Dance
Quando: sábado (8)
Horário: das 9h às 11h45
Onde: Casa de Cultura — Avenida Afonso Pena, 2.270, Centro
Quanto: gratuito
Inscrição: no próprio local
 

Fiscalização Urbana

Exército é notificado por terreno sem limpeza em Campo Grande, mas diz que área é da União

Área foi notificada por falta de limpeza e pode receber multa de até R$ 13,5 mil; Exército afirma que imóvel já foi transferido ao patrimônio da União.

07/08/2026 16h19

Comando do Exército consta no edital da Prefeitura como responsável pelo terreno, mas instituição informou que a área foi transferida ao patrimônio da União.

Comando do Exército consta no edital da Prefeitura como responsável pelo terreno, mas instituição informou que a área foi transferida ao patrimônio da União. Foto: Divulgação

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O Comando do Exército foi incluído pela Prefeitura de Campo Grande em uma relação de responsáveis por imóveis urbanos notificados por irregularidades. A medida consta no Diário Oficial do Município (Diogrande) desta sexta-feira (7) e estabelece prazo de 30 dias para que os problemas apontados pela fiscalização sejam regularizados.

A notificação foi publicada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Edital de Notificação nº 050/2026. O documento reúne dezenas de proprietários de áreas espalhadas por diferentes regiões da Capital.

No caso atribuído ao Comando do Exército, o imóvel é identificado no cadastro do Município como localizado na região do Sobrinho, com a referência “próximo Jair Garcia”. A notificação de número 545623 registra a infração identificada pela letra “A”. 

De acordo com o próprio edital, a classificação “A” corresponde à infração prevista no artigo 18-A da Lei Municipal nº 2.909/1992, referente à não limpeza de propriedade urbana. Para essa irregularidade, a Prefeitura estabelece multa que varia de R$ 3.390,50 a R$ 13.562. 

A publicação, porém, não informa as condições encontradas no terreno, como presença de mato alto, lixo, entulho ou outros materiais.

Também não detalha a extensão da área nem esclarece há quanto tempo o imóvel estaria em situação irregular. O que o documento oficial permite afirmar é que a fiscalização enquadrou o imóvel na categoria referente à falta de limpeza.

Cadastro aponta Exército, mas instituição diz que área é da União

Embora o edital publicado pela Prefeitura de Campo Grande identifique o Comando do Exército como responsável pelo imóvel localizado na região do Sobrinho, próximo à Jair Garcia, o Exército informou ao Correio do Estado que a área não pertence mais à instituição e foi transferida ao patrimônio da União. 

Questionado sobre quando ocorreu a transferência, o Exército não informou a data.

A reportagem também procurou a Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS) para confirmar a titularidade, esclarecer desde quando o imóvel está sob responsabilidade da União e quem deve realizar a manutenção da área, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Exército tem 30 dias para regularizar situação

Conforme as regras estabelecidas pela Semades, os proprietários relacionados no edital têm 30 dias, contados da publicação, para sanar as irregularidades. Caso a determinação não seja cumprida, ficam sujeitos ao lançamento das multas previstas para cada tipo de infração. 

Além da falta de limpeza, o edital estabelece penalidades para outras situações encontradas pela fiscalização municipal.

Entre elas estão ausência de muro ou estrutura de fechamento, falta de construção ou conservação de passeio público, problemas na manutenção da faixa de permeabilidade e depósito de materiais em via pública.

Para a falta de muro, calçada ou manutenção da faixa de permeabilidade, a cobrança indicada é de R$ 33,91 por metro de testada. Já o depósito de materiais em via pública pode resultar em multa entre R$ 1.695,25 e R$ 6.781.

A penalidade mais elevada entre as infrações descritas no edital é justamente a relacionada à falta de limpeza, que pode alcançar R$ 13.562. 

Fiscalização alcança imóveis em diferentes regiões

O Comando do Exército não é o único responsável notificado. A relação publicada pela Prefeitura inclui pessoas físicas, espólios e empresas com imóveis em bairros e parcelamentos de diferentes pontos de Campo Grande.

Entre as regiões citadas no documento aparecem Nova Lima, Rita Vieira, Jardim dos Estados, Bandeirantes, São Conrado, Nova Campo Grande, Centro, Carandá, Panamá e outras localidades. As irregularidades variam conforme cada propriedade. 

A presença de um órgão federal na relação chama atenção em meio à extensa lista porque coloca o Comando do Exército sob a mesma fiscalização das normas municipais de postura urbana aplicada aos demais responsáveis relacionados no edital.

A notificação foi assinada pelo gerente de Controle de Posturas da Semades, Paulo Nina Ferreira, e consta no Diogrande nº 8.419. 

 

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