Cidades

Balneário irregular

Conselheiro do TCE é sócio de balneário clandestino, palco de tragédia

Espaço funcionava sem documentação regular quando dois homens morreram eletrocutados durante festa de casamento em Bonito

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A Estância Walf, que funcionava de maneira clandestina e onde dois homens morreram durante uma festa de casamento, tem como sócio o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), Waldir Neves Barbosa.

Como acompanhou o Correio do Estado, a estância,  onde dois jovens morreram após receberem descarga elétrica em uma tirolesa, foi interditada depois que o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul verificou que o local não possui Certificado de Vistoria.

“O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul informa que o local citado não possui Certificado de Vistoria emitido pela corporação. As circunstâncias do acidente estão sendo apuradas pela Polícia Civil, a quem compete a investigação dos fatos”, diz a nota.

O local aparece ligado à Walf Agropecuária e Empreendimentos Turísticos e Imobiliários LTDA, com data de abertura em 23 de abril de 2024. A empresa tem sede registrada no Residencial Damha, na Capital, e mantém filial ativa no município de Bonito, onde ocorreu a tragédia.

Entenda

A estância onde dois jovens morreram após sofrerem descarga elétrica em uma tirolesa foi interditada e não possuía alvará. O acidente ocorreu na manhã de domingo (22), em uma chácara localizada na área rural de Bonito, a cerca de 276 quilômetros de Campo Grande.

Em nota encaminhada à reportagem, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul informou que o local “não possui Certificado de Vistoria emitido pela Corporação”. A instituição também destacou que as circunstâncias do acidente são apuradas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, responsável pela investigação.

O espaço, conhecido como Estância Walf, foi fechado após a ocorrência. Segundo os bombeiros, o empreendimento funcionava sem autorização e não estava regularizado para a realização de eventos.

Estrutura metálica e fiação antiga

Em nota, a Delegacia de Polícia de Bonito informou que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias das mortes. Peritos estiveram no local acompanhados por investigadores e técnicos da Energisa, que prestaram apoio material à perícia.

Segundo informações preliminares, toda a estrutura da tirolesa era metálica e, no topo da torre, havia um sistema de iluminação com fiação antiga e pontos desencapados. A suspeita é de que essa instalação possa ter energizado a estrutura, hipótese que será confirmada ou descartada após a conclusão dos laudos periciais.

A Polícia Civil ressaltou que a participação da concessionária de energia ocorreu apenas como suporte técnico e que, até o momento, não há indícios de que o acidente tenha relação com a rede pública elétrica, já que o fato aconteceu integralmente dentro da propriedade.

As causas exatas das mortes ainda dependem dos laudos necroscópicos e do exame pericial no local. A autoridade policial também apura eventuais responsabilidades criminais relacionadas à instalação da estrutura e à realização do evento em espaço sem regularização junto ao Corpo de Bombeiros.

Novas informações devem ser divulgadas após o avanço das investigações.

O caso

As vítimas foram identificadas como Gustavo Henrique Camargo, de 29 anos, e Pedro Henrique de Jesus, de 20 anos, moradores de Vicentina. Eles participavam de uma festa de casamento no local.

Conforme apurado, Gustavo utilizava a tirolesa instalada sobre um açude quando sofreu uma descarga elétrica ao entrar na água. Ao perceber a situação, Pedro entrou no lago para tentar socorrer o amigo, mas também acabou atingido.

Os dois foram retirados da área rural em veículos particulares, que encontraram equipes de resgate no trajeto. Pedro chegou a dar entrada em um hospital de Bonito e passou por cerca de 40 minutos de manobras de reanimação, mas não resistiu.

Gustavo foi transferido em vaga zero para a Santa Casa de Campo Grande, devido à gravidade do quadro. Ele morreu na noite de domingo (22).

Afastamento do TCE

Afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) desde o dia 8 de dezembro de 2022, o conselheiro Waldir Neves foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a reocupar seu cargo, conforme publicação do diário oficial de 13 de maio de 2025, que veio a público no dia 14.

Sob o argumento de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia afastado o conselheiro, demorou demais para julgar o caso, o ministro do STF determinou ainda a retirada da tornozeleira eletrônica. Porém, duas semanas após o afastamento, ele já havia se livrado do monitoramento, pois fazia tratamento contra câncer de próstata.

Waldir Neves foi afastado em decorrência da Operação Mineração de Ouro, por suspeita de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Junto com ele também foram afastados os conselheiros Ronald Chadid e Iran Coelho das Neves, que por enquanto continuam fora do TCE. 

Os advogados de Waldir Neves alegaram que as medidas se prolongaram por tempo excessivo sem que houvesse julgamento da denúncia, apresentada ainda em março de 2023.

** Colaborou Alicia Miyashiro e Neri Kaspary

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Estragos

Fortes chuvas provocam queda de pontes no interior de MS

Com 150 mm de precipitação registrados na madrugada de sábado (21), uma estrutura não resistiu, e a outra precisou ser interditada

24/02/2026 11h33

Reprodução Redes Sociais

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A chuva que atingiu Costa Rica na madrugada de sábado (21) derrubou uma ponte e deixou outra interditada em estradas vicinais do município que dão acesso a chácaras na região.

O município, localizado a 330 quilômetros de Campo Grande, foi atingido por 150 milímetros de chuva, o que acarretou a queda de uma ponte e deixou outra danificada, ambas sobre o Córrego Tapera Queimada.

A ponte que precisou ser interditada após passar por avaliação fica em um local conhecido como Capela do Senhor Bom Jesus, a cerca de 18 quilômetros da área urbana.

O coordenador da Defesa Civil, Claudiney Montani, informou em entrevista ao site MS News que, além dos estragos nas pontes, há chamados de manutenção em estradas de áreas rurais.

Conforme o secretário, são pontes de pouca circulação. Embora façam ligação com sítios, a população não ficou isolada.

No entanto, a prioridade será atender situações que coloquem a população em risco.
Com mais chuva prevista para esta terça-feira (24), ao longo do dia e também à noite, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o reparo dos estragos pode sofrer atrasos.

Estragos no interior

Após o rompimento de uma represa em decorrência da chuva que atinge o município de Rio Negro, a MS-080 ficou interditada na manhã desta quarta-feira (4), deixando o trecho parado em decorrência de uma represa ter cedido.

A reportagem entrou em contato com o prefeito Henrique Ezoe, que deve decretar situação de emergência ainda hoje, após encerrar a vistoria em regiões onde pontes ficaram completamente alagadas e outras estão intransitáveis.

Áreas isoladas

A ponte localizada na estrada do Balneário Novo, que dá acesso ao Assentamento Santa Rosa, está totalmente submersa devido ao nível atingido pelo rio Negro, deixando cerca de 30 famílias isoladas, com o acesso comprometido.

Em outro ponto, a Estrada da Boiadeira está intransitável. Segundo o prefeito, a força da água fez com que a cabeceira de uma ponte em estrada vicinal não resistisse e cedesse. Com a estrutura abalada, o local será interditado.

A ponte na região do Alcantilado, que possui estrutura de 25 metros de extensão e é utilizada por caminhões de grande porte que trafegam por fazendas da região, ficou totalmente submersa.

O prefeito  Henrique Izoe informou ainda que áreas como Serra Braba, Licor e Acampamento também foram afetadas, deixando aproximadamente 700 pessoas isoladas devido às condições das vias e pontes.

A estrada 419, que liga Aquidauana a Corixão, também foi impactada, com a Ponte do Rio Negrinho submersa.

No momento, conforme autoridades do município, cerca de cinco pontes estão totalmente submersas.

Em nota, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) informou que segue monitorando de forma permanente as rodovias estaduais na região de Rio Negro, que ainda registra chuvas contínuas nos últimos dias.

"No momento, o acompanhamento é realizado pelas equipes regionais, com atenção especial aos trechos mais suscetíveis a impactos em razão da elevação do nível dos rios", diz a nota.

"Para uma avaliação técnica mais precisa, é necessário que as condições climáticas se estabilizem. Assim que houver trégua nas chuvas, os possíveis danos serão vistoriados in loco por equipe técnica da Agesul e, caso seja identificada a necessidade de intervenções, as medidas cabíveis serão analisadas e executadas conforme os protocolos técnicos", acrescenta a Agência.

 

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Rede Municipal

Duas semanas após início das aulas compra dos uniformes está longe do fim

A aquisição dos uniformes, na qual a prefeitura está disposta a investir R$ 47,66 milhões, segundo publicação no Diogrande desta terça-feira (24), está em fase de análise

24/02/2026 10h33

Prefeitura de Campo Grande prevê até R$ 47,6 milhões em uniformes escolares  para 105 escolas

Prefeitura de Campo Grande prevê até R$ 47,6 milhões em uniformes escolares para 105 escolas Imagem Divulgação

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A aquisição de uniformes escolares, que prevê um investimento de R$ 47,6 milhões, segue em fase de análise, conforme publicado no Diogrande nesta terça-feira (24) da Prefeitura Municipal de Campo Grande, mesmo com as aulas em andamento desde o dia 9 de fevereiro.

Nesta fase, a Secretaria Especial de Licitações e Contratos (SELC) está convocando as empresas participantes para análise das amostras, ou seja, para verificar se as ofertas estão dentro dos padrões solicitados no pregão.

Em edital publicado no dia 11 de novembro de 2025, como acompanhou o Correio do Estado, verificou-se que, em dois anos, o uniforme sofreu queda de qualidade e ficou 83% mais caro em comparação ao pregão anterior, realizado no final de 2023.

Em comparação com o pregão de 2023, em que as jaquetas custavam R$ 65,39, a nova aquisição demonstrou ter material de qualidade inferior, sendo que a compra do mesmo item poderá custar até R$ 120,00.

Outro aumento significativo foi o das meias, pelas quais a Secretaria Municipal de Educação (Semed) está disposta a pagar até R$ 14,40. Já no certame de 2023, o valor máximo estipulado foi de R$ 9,00.

Comparando os editais de 2023 e 2025, fica nítido que o material é exatamente o mesmo: “meia personalizada; composição: 50% algodão, 34% poliamida, 15% poliéster e 1,0% elastodieno; gênero: unissex; punho: jérsei (meia malha) 1 x 1 curta; cor: branca”.

E não são somente as meias que devem ter reajuste bem superior ao da inflação dos últimos dois anos, que está na casa dos 10%, conforme o IBGE. No caso dos tênis, que também são iguais aos do pregão anterior, o aumento será de 52%.

Comparativo - Pregões 2023 x 2025

Item 2023  Valor Máx. (R$) 2025  Valor Máx. (R$) Aumento (%) Inflação (≈10%) 2023  Quantidade 2025  Quantidade
Tênis 71,52 108,75 52% ~10% 182.000 pares 99.257 pares
Bermuda 30,80 44,42 44,2% ~10% 302.000 unidades 165.200 unidades
Camiseta 27,15 32,47 19,6% ~10% 500.000 unidades 266.542 unidades

 

Suspensão do pregão

As propostas referentes ao pregão, com previsão de abertura para o dia 25 de setembro de 2025, à época, devido a pedidos de impugnação e de esclarecimentos, tiveram que ser suspensas pela prefeitura.

Após a prestação de esclarecimentos no dia 24 de novembro de 2025, a prefeitura tornou público, por meio de publicação no Diogrande, o aviso de continuidade do pregão.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Semed para saber se a aquisição é para recompor o estoque de 2025 ou se é referente ao ano letivo de 2026. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta. Assim que houver manifestação, ela será incluída no texto.

MAIS FRACAS E CARAS


O edital divulgado nesta quinta-feira também destina pouco mais de R$ 10,22 milhões para aquisição de jaquetas. Ao todo, são pouco mais de 95 mil unidades, sendo que em junho deste ano havia 111,2 mil estudantes matriculados na rede municipal, incluindo os centros de educação infantil, que inclui crianças de seis meses a cinco anos que, em sua maioria, ainda não recebem uniformes. 

No edital passado, o valor máximo para as jaquetas foi estipulado em R$ 65,39 o casaco. Agora, a prefeitura está disposta a desembolsar até R$ 120,00, o que significa aumento de 83% na comparação com a licitação anterior. Neste caso, porém, o material utilizado não é o mesmo.

Em 2023 elas eram de tecido tactel; Composição: 100% poliamida; Manga: raglã; Gênero: unissex; Bolsos: embutidos na lateral frente; Cor: azul; Requisito: com capuz. O edital deste ano também exige tecido de tactel, mas a composição de 77% poliéster, 23% viscose. As demais exigências são as mesmas.  

Porém, de acordo com o Google, jaquetas de poliamida deveriam ser mais caras que as de poliester. Ou seja, a troca de material, em tese, não justifica o aumento de preço. 

"A poliamida é geralmente mais cara que o poliéster, sendo considerada um tecido mais nobre e de maior qualidade, com características como toque mais macio e sedoso, maior resistência ao desgaste e maior capacidade de gerenciar a umidade e a troca térmica. O poliéster, por outro lado, é mais acessível e conhecido por sua resistência ao sol e rapidez na secagem, sendo uma opção mais econômica", diz a inteligência artificial do Google. 
 

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