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Duas semanas após início das aulas compra dos uniformes está longe do fim

A aquisição dos uniformes, na qual a prefeitura está disposta a investir R$ 47,66 milhões, segundo publicação no Diogrande desta terça-feira (24), está em fase de análise

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A aquisição de uniformes escolares, que prevê um investimento de R$ 47,6 milhões, segue em fase de análise, conforme publicado no Diogrande nesta terça-feira (24) da Prefeitura Municipal de Campo Grande, mesmo com as aulas em andamento desde o dia 9 de fevereiro.

Nesta fase, a Secretaria Especial de Licitações e Contratos (SELC) está convocando as empresas participantes para análise das amostras, ou seja, para verificar se as ofertas estão dentro dos padrões solicitados no pregão.

Em edital publicado no dia 11 de novembro de 2025, como acompanhou o Correio do Estado, verificou-se que, em dois anos, o uniforme sofreu queda de qualidade e ficou 83% mais caro em comparação ao pregão anterior, realizado no final de 2023.

Em comparação com o pregão de 2023, em que as jaquetas custavam R$ 65,39, a nova aquisição demonstrou ter material de qualidade inferior, sendo que a compra do mesmo item poderá custar até R$ 120,00.

Outro aumento significativo foi o das meias, pelas quais a Secretaria Municipal de Educação (Semed) está disposta a pagar até R$ 14,40. Já no certame de 2023, o valor máximo estipulado foi de R$ 9,00.

Comparando os editais de 2023 e 2025, fica nítido que o material é exatamente o mesmo: “meia personalizada; composição: 50% algodão, 34% poliamida, 15% poliéster e 1,0% elastodieno; gênero: unissex; punho: jérsei (meia malha) 1 x 1 curta; cor: branca”.

E não são somente as meias que devem ter reajuste bem superior ao da inflação dos últimos dois anos, que está na casa dos 10%, conforme o IBGE. No caso dos tênis, que também são iguais aos do pregão anterior, o aumento será de 52%.

Comparativo - Pregões 2023 x 2025

Item 2023  Valor Máx. (R$) 2025  Valor Máx. (R$) Aumento (%) Inflação (≈10%) 2023  Quantidade 2025  Quantidade
Tênis 71,52 108,75 52% ~10% 182.000 pares 99.257 pares
Bermuda 30,80 44,42 44,2% ~10% 302.000 unidades 165.200 unidades
Camiseta 27,15 32,47 19,6% ~10% 500.000 unidades 266.542 unidades

 

Suspensão do pregão

As propostas referentes ao pregão, com previsão de abertura para o dia 25 de setembro de 2025, à época, devido a pedidos de impugnação e de esclarecimentos, tiveram que ser suspensas pela prefeitura.

Após a prestação de esclarecimentos no dia 24 de novembro de 2025, a prefeitura tornou público, por meio de publicação no Diogrande, o aviso de continuidade do pregão.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Semed para saber se a aquisição é para recompor o estoque de 2025 ou se é referente ao ano letivo de 2026. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta. Assim que houver manifestação, ela será incluída no texto.

MAIS FRACAS E CARAS


O edital divulgado nesta quinta-feira também destina pouco mais de R$ 10,22 milhões para aquisição de jaquetas. Ao todo, são pouco mais de 95 mil unidades, sendo que em junho deste ano havia 111,2 mil estudantes matriculados na rede municipal, incluindo os centros de educação infantil, que inclui crianças de seis meses a cinco anos que, em sua maioria, ainda não recebem uniformes. 

No edital passado, o valor máximo para as jaquetas foi estipulado em R$ 65,39 o casaco. Agora, a prefeitura está disposta a desembolsar até R$ 120,00, o que significa aumento de 83% na comparação com a licitação anterior. Neste caso, porém, o material utilizado não é o mesmo.

Em 2023 elas eram de tecido tactel; Composição: 100% poliamida; Manga: raglã; Gênero: unissex; Bolsos: embutidos na lateral frente; Cor: azul; Requisito: com capuz. O edital deste ano também exige tecido de tactel, mas a composição de 77% poliéster, 23% viscose. As demais exigências são as mesmas.  

Porém, de acordo com o Google, jaquetas de poliamida deveriam ser mais caras que as de poliester. Ou seja, a troca de material, em tese, não justifica o aumento de preço. 

"A poliamida é geralmente mais cara que o poliéster, sendo considerada um tecido mais nobre e de maior qualidade, com características como toque mais macio e sedoso, maior resistência ao desgaste e maior capacidade de gerenciar a umidade e a troca térmica. O poliéster, por outro lado, é mais acessível e conhecido por sua resistência ao sol e rapidez na secagem, sendo uma opção mais econômica", diz a inteligência artificial do Google. 
 

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DECISÃO JUDICIAL

Justiça determina reestruturação de onze UBSs em Campo Grande

Inquéritos civis constataram a precariedade estrutural, insuficiência de profissionais e a ausência de equipamentos mínimos necessários ao atendimento da população nas unidades

25/04/2026 12h30

UBS Dr. Jair Garcia de Freitas (26 de Agosto)

UBS Dr. Jair Garcia de Freitas (26 de Agosto) Divulgação: Prefeitura de Campo Grande

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) determinou que sejam adotadas melhorias em 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Campo Grande.  Foram constatadas graves falhas na prestação dos serviços da atenção básica. A decisão é resultado de uma ação civil pública do Ministério Público Estadual (MPE), que tramitou na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

O MPE, através da 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, investigou a situação, por meio de vistorias técnicas e inquéritos civis, constatando a precariedade estrutural, a insuficiência de profissionais e a ausência de equipamentos mínimos necessários ao atendimento da população.

As irregularidades foram identificadas nas UBSs dos bairros Caiçara, Jockey Club, Coophavila II, Pioneira, Vila Popular, Aero Rancho, 26 de Agosto, Silvia Regina, Lar do Trabalhador, Dona Neta e Buriti.

As vistorias in loco, realizadas entre 2017 e 2019 por assessores técnicos do MPE, revelaram problemas recorrentes, como ambientes físicos inadequados, falta de materiais básicos, ausência de equipamentos para atendimentos de urgência de baixa complexidade e falta de profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, etc.

Ação civil pública

Diante da persistência das irregularidades, mesmo após recomendações administrativas expedidas ao Município desde 2016, o MPE ingressou com uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência, sustentando que a omissão do poder público compromete diretamente o direito fundamental à saúde.

O órgão ministerial destacou que as irregularidades produzem consequências graves, como a superlotação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dos Centros Regionais de Saúde (CRSs), que passam a absorver demandas de baixa complexidade que deveriam ser resolvidas nas UBSs.

Na ação, o MPE solicitou que o Município de Campo Grande fosse obrigado a regularizar o quadro de profissionais das 11 unidades no prazo de 60 dias e a providenciar todos os materiais e equipamentos básicos e de urgência no prazo de 120 dias, sob pena de multa diária.

A determinação judicial estabelece a necessidade de melhorias estruturais e operacionais nas UBSs, com o objetivo de garantir condições mínimas e adequadas de atendimento à população de Campo Grande.

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R$ 51,2 milhões

Governo de MS autoriza início das obras do anel viário em Bonito

Anel viário terá extensão de 7,6 quilômetros entre a MS-382/MS-178 (acesso ao Aeroporto de Bonito) e entre MS-178/MS-382 (acesso a Bodoquena)

25/04/2026 12h00

Governador Riedel visitou Bonito nesta sexta-feira (24) para lançar as obras

Governador Riedel visitou Bonito nesta sexta-feira (24) para lançar as obras Alvaro Rezende/Governo de MS

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Governo de Mato Grosso do Sul autorizou o início das obras de construção do anel viário de Bonito, município turístico localizado a 298 quilômetros de Campo Grande.

O anel viário terá extensão de 7,6 quilômetros entre a MS-382/MS-178 (acesso ao Aeroporto de Bonito) e entre MS-178/MS-382 (acesso a Bodoquena).

No projeto, está prevista construção de rotatória, pista dupla, redutor de velocidade, passarela de pedestre, ciclovia, passagem de gado e túnel sobre a Estrada Boiadeira – antigo corredor de boiada.

O valor estimado da obra é de R$ 51.285.390,58. A realização é da Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul).

O anel viário promete desviar caminhões que trafegam no centro de Bonito. A reivindicação da obra é feita há anos pela Prefeitura Municipal do município.

Diariamente passam pela região em torno de 500 caminhões procedentes da região de Jardim, com destino a Bodoquena e Miranda, o que atrapalha o trânsito e o fluxo de carros de passeio.

De acordo com o prefeito da cidade, a obra é um “sonho” desde 2016. Em 2021, a Prefeitura de Bonito buscou ajuda financeira do Governo do Estado para que esse “sonho” saísse do papel e se tornasse realidade. Mas, algumas turbulências surgiram ao longo desses cinco anos.

Em 2022, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) prometeu que a licitação para a construção seria feita ainda no primeiro semestre daquele ano e que seriam destinados R$ 27 milhões no projeto, que agora, quatro anos depois, vai consumir quase o dobro.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, a licitação do anel viário chegou a ser aberta algumas vezes, teve empresas interessadas, mas, de acordo com a Agesul, em determinada época, nenhuma delas atendeu as exigências e o certame fracassou.

Algumas das construtoras interessadas foram Caiapó (GO), Agrimat Engenharia (MT), São Cristóvão (GO), Mobicon (GO) e Pavotec Pavimentação (MG). Mas, nenhuma atendeu a todos os critérios exigidos pela Agesul.

Em 16 de setembro de 2025, a empreiteira cearense Cosampa Construções finalmente venceu a licitação e irá construir o anel viário.

De acordo com o governador de MS, Eduardo Riedel (PP), a obra é emblemática para o município.

“Esse anel rodoviário aqui é fundamental para o desenvolvimento de toda região. Os caminhões que passam aqui não passarão mais no centro, para eles é melhor do ponto de vista logístico, para quem está na cidade é muito melhor, o culturismo é importante. É uma obra que nasce com todos os conceitos de responsabilidade ambiental inseridas nela, custo 12% maior só para garantir o menor impacto possível tanto na fauna quanto na flora ao longo da utilização da rodovia”, pontuou o governador.

O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, afirmou que o sonho vai se tornar realidade.

"Sonho que começou em 2016 quando começamos o projeto. Corremos atrás e em 2021 fomos atrás do Estado para viabilizar este sonho, que agora será realizado. Vai desafogar os veículos pesados da nossa cidade. O sentimento é de gratidão", ressaltou o prefeito.

Projeto do contorno rodoviário está concluído há mais de três anos. Em 2022 foi aprovado o novo traçado da rodovia, contornando a cidade pela região sul e passando por uma área ocupada irregularmente por cerca de 60 famílias, que terão de ser realocadas. 

Governador Riedel visitou Bonito nesta sexta-feira (24) para lançar as obras

 TURISMO

Dados divulgados pelo Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB) apontam que o município recebeu 71.730 turistas de 1° de janeiro a 31 de março de 2026.

Conforme o levantamento, a maioria dos turistas brasileiros que visitaram Bonito são dos estados de São Paulo (36,41%), Paraná (10,08%), Rio Grande do Sul (7,55%), Mato Grosso do Sul (7,28%), Rio de Janeiro (7,06%), Santa Catarina (6,77), entre outros.

As regiões do Brasil que mais visitaram a cidade são Sudeste (56,38%), Sul (28,12%), Centro-Oeste (10,76%), Nordeste (3,70%) e Norte (1,04%).

BONITO

Bonito é o principal destino turístico de Mato Grosso do Sul. A cidade é conhecida popularmente como Capital do Ecoturismo.

Está localizada na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, a 297 quilômetros de Campo Grande. Foi fundada em 2 de outubro de 1948 e completou 77 anos em 2025.

A partir de dezembro de 2025, viajar para Bonito ficou mais caro: a Prefeitura anunciou a cobrança de Taxa de Conservação Ambiental (TCA) de R$ 15 por pessoa. 

Segundo o município, a taxa foi criada para fortalecer políticas públicas voltadas à conservação ambiental, diante do aumento da demanda turística e da necessidade de investimentos constantes em infraestrutura e monitoramento, essenciais para manter a experiência de visitação segura e sustentável.

Três linhas aéreas operam em Bonito: Gol, Latam e Azul.

O município recebeu esse nome por herança da Fazenda Rincão Bonito, de onde o distrito foi desmembrado.

Foi fundada em 1927 e com a criação do território Federal de Ponta Porã, pelo Decreto-Lei nº 5.839, de 21 de setembro de 1943, é lhe anexado como Distrito de Paz de Miranda.

Mas, tornou-se município apenas em 2 de outubro de 1948, ainda pertencente ao estado de Mato Grosso. Em 1977, o município passou a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul, após divisão do território.

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