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Contra aumento salarial, prefeita pode doar quase R$ 1 milhão durante 2º mandato

Prefeita disse que pode manter o atual vencimento de R$ 21.263,62 e doar o excedente para instituições da área da Educação, Saúde e Assistência Social

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Contrária ao aumento do próprio salário, a prefeita de Campo Grande Adriane Lopes (PP) disse que irá à Justiça para barrar o acréscimo de R$ 20.581,86 mensais, e pode, inclusive, doar os valores que extrapolam seu salário atual, elevam os seus vencimentos para R$ 41.845,62 já a partir de fevereiro deste ano e a tornam a prefeita mais bem paga entre todas as capitais do Brasil.

Em nota, a líder do Executivo disse que, caso não seja possível recorrer judicialmente contra o aumento de 96% em cima de seu próprio salário, pretende manter o atual vencimento de R$ 21.263,62 e doar o excedente para instituições da área da Educação, Saúde e Assistência Social, valores que ao longo dos quatro anos de mandato chegariam a R$ 967 mil.

“Reafirmando a sua posição contrária ao aumento e em respeito à população e à confiança depositada em sua gestão, a prefeita  Adriane Lopes anuncia que recorrerá judicialmente mais uma vez  e, caso a  decisão seja mantida não havendo mais recursos cabíveis, ela  irá doar integralmente o percentual reajustado de seu subsídio para instituições sociais que atuam prioritariamente nas áreas de educação, saúde e assistência social.”, diz trecho da nota.

Assinada em fevereiro de 2023 pelo então presidente da Câmara Municipal Carlão Borges (PSB), a lei 7.005/2023, eleva não somente o salário de Adriane Lopes, mas também o da vice-prefeita Camilla Nascimento para R$ 37.658,61, bem como o salário dos dirigentes de autarquias para R$ 35.567,50. A medida foi aprovada em fevereiro do ano passado por 26 votos favoráveis e dois contrários.

À época, o texto passou praticamente sem polêmica, já que veio a reboque de uma outra lei, que elevava o salário da prefeita de R$ 21,2 mil para R$ 35,4 mil já a partir de primeiro de março daquele ano. 

Porém, como a legislação prevê que o salário do prefeito não pode ser reajustado no meio do mandato, a Justiça barrou o aumento. Como comando da Câmara já temia esta possibilidade, colocou em votação dois aumentos, mas em projetos separados. Aquele que prevê os R$ 41,8 mil a partir de 2025 segue em vigor.

Justificativa

Na data de sua publicação, o texto aprovado trouxe como justificativa o agravante de que “algumas categorias dos servidores municipais têm amargado em seus vencimentos os efeitos perversos da inflação, que corroeu seu poder aquisitivo nos últimos 8 (oito) anos sem o aumento do subsídio do Prefeito, vez que o último aumento condizente ocorreu no ano de 2012 na Administração do Prefeito Nelsinho Trad.”

Na sequência, o texto diz que já em 2012, o salário do então prefeito, atualmente vereador da Câmara Municipal, já estava defasado em 72%, “pois já não vinha sendo concedido os devidos reajustes inflacionários.”

Naquela oportunidade, o reajuste do subsídio foi 33%, e passou de  R$ 15.882,00 para R$ 20.412,42. Em 2019, o salário foi reajustado novamente em 4,17%, chegando aos R$ 21.263,62 recebidos atualmente pela prefeita.

A decisão em doar parte do próprio salário, sustentada de forma oficial pela prefeita neste sábado, também se sustenta no texto aprovado no início do ano passado, que esclarece que, caso seja de interesse do líder do Executivo, este pode “renunciar ou doar o valor correspondente ao seu salário para evitar o seu desgaste público.”

“Ao tomar suas decisões, o Chefe do Executivo Municipal não pode pensar somente em si, considerando sua situação pessoal para não desgastar sua imagem, deve levar também em consta os demais preceitos constitucionais que abroquelam a universalidade dos funcionários públicos, o que no caso, vem sendo negligenciado, razão pela qual cabe à esta casa tomar a iniciativa para restabelecer dito equilíbrio, podendo, caso seja do interesse do Chefe do Executivo, renunciar ou doar o valor correspondente ao seu salário para evitar o seu desgaste público.”, diz o documento publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). 

Confira a íntegra da nota divulgada pela prefeita Adriane Lopes

*NOTA DE ESCLARECIMENTO*  

O aumento no salário dos ocupantes do cargo de prefeito, vice-prefeito e secretário municipal foi aprovado pela Câmara Municipal de Campo Grande, em 2023, por meio da Lei nº 7.005, com vigência a partir de fevereiro deste ano. 


A iniciativa foi conduzida exclusivamente pelo Poder Legislativo, sem qualquer participação do Executivo Municipal. 

Desde o início, a prefeita Adriane Lopes se manifestou contrária ao reajuste de seu próprio salário e, à época, recorreu à Justiça, defendendo que o aumento fosse aplicado apenas aos servidores municipais, cujas remunerações estão vinculadas ao teto definido pelo subsídio do prefeito e estão defasadas há mais de 10 anos.

A prefeita reafirma sua posição e irá recorrer novamente contra a medida.  

Caso a decisão seja mantida não havendo mais recursos cabíveis, a prefeita informa que doará integralmente o valor reajustado para instituições sociais que atuam nas áreas de educação, saúde e assistência social.  

Com tal conduta , a prefeita Adriane Lopes  reforça seu compromisso com a ética, transparência e responsabilidade fiscal, sempre priorizando o desenvolvimento da cidade e o bem-estar da população campo-grandense.

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Campo Grande

CCJ da Câmara terá prazo estendido para avaliar projetos em regime de urgência

Comissão passará a ter até 24h para emitir parecer sobre as propostas, substituindo a exigência anterior que obrigava a manifestação praticamente durante a própria sessão

02/06/2026 15h30

Foto: Divulgação CMCG

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A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou nesta terça-feira (2) mudanças no Regimento Interno que ampliam o prazo de análise da Comissão Permanente de Legislação, Justiça e Redação Final (CCJ) para projetos apresentados em regime de urgência. A comissão passará a ter até 24h para emitir parecer sobre as propostas, substituindo a exigência anterior que obrigava a manifestação praticamente durante a própria sessão legislativa.

A alteração faz parte do Projeto de Resolução 620/26, aprovado pelos vereadores com o objetivo de promover ajustes no funcionamento interno do legislativo municipal com objetivo de ampliar eficiência, segurança jurídica, a transparência e a previsibilidade dos processos legislativos.

Outra mudança relevante envolve a análise de constitucionalidade dos projetos. Pela nova regra, pareceres da CCJ que apontem inconstitucionalidade só poderão resultar no arquivamento automático da matéria quando houver apoio de pelo menos quatro dos cinco integrantes da comissão, o equivalente a dois terços da composição.

Caso esse quórum qualificado não seja alcançado, o autor da proposta terá o direito de recorrer ao plenário para que os demais vereadores decidam sobre a continuidade da tramitação.

Atualmente, a CCJ é composta pelos vereadores Clodoilson Pires (Podemos), presidente; Beto Avelar (PP), vice-presidente; Dr. Lívio Leite (União Brasil), Rafael Tavares (PL) e Marquinhos Trad (PV). A comissão é responsável por analisar a legalidade e a constitucionalidade dos projetos antes que eles sejam submetidos à votação dos parlamentares.

O pacote de alterações também inclui outras mudanças no Regimento Interno. Entre elas, a limitação de até cinco moções por sessão, novas regras para evitar a tramitação simultânea de propostas com conteúdo semelhante, a possibilidade de convocação de suplentes para atuação na CCJ e ajustes nas normas que regulamentam sessões remotas e híbridas.

Outra medida aprovada proíbe a apresentação de moções de congratulação por aniversário.

Segundo a justificativa do Projeto de Resolução 620/26, as mudanças buscam aperfeiçoar procedimentos legislativos, evitar a duplicidade de proposições e tornar mais clara a condução dos trabalhos parlamentares.

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Até segunda-feira

IFMS abre 120 vagas para pós-graduação em três cidades de MS

Inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet até dia 8 de junho

02/06/2026 14h00

Reprodução, Alexandre Oliveira / IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) está com inscrições abertas para cursos presenciais e gratuitos de pós-graduação lato sensu em três municípios do estado. Ao todo, são ofertadas 120 vagas para ingresso no segundo semestre de 2026, distribuídas entre os campi de Campo Grande, Aquidauana e Corumbá.

As oportunidades são para os cursos de especialização em Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica, ofertado nos campi de Campo Grande e Aquidauana, e Informática Aplicada à Educação, em Corumbá. Os cursos são voltados a candidatos com diploma de ensino superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), independentemente da área de formação.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet até dia 8 de junho, por meio da Central de Seleção do IFMS.

Após preencher o formulário eletrônico, o candidato deverá escolher o campus, o curso e a categoria de concorrência, podendo optar pela ampla concorrência, reserva de vagas para servidores do IFMS ou cotas de ações afirmativas.

O processo seletivo será realizado por sorteio eletrônico, previsto para ocorrer até o dia 16 de junho. Segundo o edital, não haverá aplicação de provas nem análise curricular. Todos os candidatos com inscrição deferida participarão do sorteio.

O edital prevê políticas de ações afirmativas, com reserva mínima de 20% das vagas para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI) e 5% para pessoas com deficiência (PCD). No curso de Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica, metade das vagas de ampla concorrência será destinada a servidores permanentes ou em exercício provisório no IFMS.

Confira a distribuição das vagas:

  • Campo Grande: 40 vagas para Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica;
  • Aquidauana: 40 vagas para Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica;
  • Corumbá: 40 vagas para Informática Aplicada à Educação.

Os candidatos aprovados nas cotas raciais deverão passar por procedimento presencial de heteroidentificação. Já os indígenas precisarão apresentar documentação comprobatória, como Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI) ou declaração de liderança indígena. Os candidatos inscritos como PCD deverão apresentar laudo médico detalhado no ato da matrícula.

Os cursos possuem regime modular presencial, com possibilidade de oferta de algumas disciplinas a distância.

A especialização em Docência para a Educação Profissional, Científica e Tecnológica possui carga horária de 360 horas, além de 60 horas destinadas ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com duração entre 12 e 18 meses. O objetivo é qualificar profissionais para atuação crítica em ambientes educativos integrando ciência, tecnologia e trabalho.

Em Campo Grande, as aulas ocorrerão às terças e quintas-feiras, das 19h às 22h. Em Aquidauana, as atividades serão realizadas às terças e quartas-feiras, das 18h50 às 22h44.

Já a especialização em Informática Aplicada à Educação, ofertada em Corumbá, também terá 360 horas de disciplinas e 60 horas de TCC, desenvolvidas ao longo de 18 meses. O curso busca capacitar profissionais para o uso das tecnologias da informação e comunicação como ferramentas pedagógicas. As aulas ocorrerão às segundas e terças-feiras, das 19h às 22h15.

Principais datas do processo seletivo

  • Período de Inscrições 25/05 a 08/06/2026
  • Divulgação preliminar das inscrições deferidas Até 09/06/2026
  • Divulgação das inscrições deferidas (após recursos) Até 12/06/2026
  • Sorteio Eletrônico Até 16/06/2026
  • Divulgação do resultado do Sorteio Eletrônico Até 17/06/2026
  • Procedimentos de Heteroidentificação presenciais 18, 19 e 22/06/2026
  • Publicação do Resultado Final e 1ª Chamada 29/06/2026
  • Período de Matrículas da primeira chamada 30/06 a 06/07/2026
  • Início das Aulas A partir de 03/08/2026

Serviço 

Para esclarecimento de dúvidas ou mais informações sobre o edital, os interessados podem entrar em contato com a instituição através do correio eletrônico [email protected].

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