Cidades

DENÚNCIA

Coordenador da Saúde
é investigado por jornada dupla

Ele cuida da Sesau e é enfermeiro na Santa Casa

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Enfermeiro da Santa Casa, que se tornou servidor municipal e que ganha mais de R$ 14 mil da Prefeitura de Campo Grande, está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE/MS) por não estar cumprindo horário de serviço no hospital. O coordenador Yama Albuquerque Higa atua no Pronto Socorro da Santa Casa desde 2001 e em 2006 se tornou servidor público da prefeitura.

Em agosto de 2017, Higa foi empossado pelo secretário de Saúde de Campo Grande Marcelo Vilela como coordenador de Urgência da Sesau. Seu salário saltou para R$ 14.594,58. Como enfermeiro da Santa Casa, Higa declarou que recebe o piso da categoria, que é em média R$ 3,092 mil.

O Ministério Público aceitou denúncia anônima e está investigando possíveis irregularidades, já que a Santa Casa, apesar de ser particular, ela recebe recursos federais, estaduais e municipais para se manter.

Em contrapartida, o coordenador se defendeu. Higa declarou que, por ser muito atuante, no pronto socorro do hospital, alguém deve ter percebido sua ausência, já que o enfermeiro teve que mudar de horário para poder atender a demanda da Sesau. “Agora eu não atendo mais de madrugada no pronto socorro, eu mudei para área administrativa e trabalho apenas três dias na semana, na Santa Casa”, explicou.

Higa detalhou também que começa seus serviços na Sesau a partir das 7h e termina às 17h. E que na Santa Casa ele atua das 18h às 21h. 

O coordenador declarou disse que não bate mais ponto desde junho deste ano. “Não tem ilegalidade nenhuma, já mandei os documentos para MPE”, disse.

Na Santa Casa, o enfermeiro é contratado por meio da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT). “Agora fico responsável pelos relatório da unidade”, detalhou.

A denúncia do MPE acusa Higa de funcionário fantasma do hospital, porque, após ter assumido cargo em comissão como Coordenador de Urgência da Sesau, não tem cumprido carga horária na Santa Casa, embora continue com vínculo empregatício e recebido salário. “Ao aceitar esse cargo que exige dedicação integral, esse funcionário estabeleceu que continuaria com a remuneração da Santa Casa, um emprego com regras de CLT. Antes de assumir a coordenação, já cumpria funções nos dois lugares, porque se trata de funcionário concursado do município. Porém, após tomar posse como coordenador, que exige dedicação integral, nem aparece mais na Santa Casa para cumprir seu contrato”, diz parte da denúncia.

ASSISTÊNCIA SOCIAL

MP cobra vagas emergenciais para idosos após falhas no acolhimento

Prefeitura deverá contratar acolhimento na rede privada e reorganizar atendimento a pessoas vulneráveis

14/04/2026 11h30

Idosos em situação de vulnerabilidade devem ser transferidos para vagas adequadas após intervenção do MPMS em Três Lagoas

Idosos em situação de vulnerabilidade devem ser transferidos para vagas adequadas após intervenção do MPMS em Três Lagoas Divulgação

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A atuação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) levou a Prefeitura de Três Lagoas a adotar medidas emergenciais para ampliar o acolhimento de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade. A iniciativa inclui a contratação imediata de vagas na rede privada e a reestruturação do fluxo de atendimento na assistência social do município.

A mudança ocorre após a 4ª Promotoria de Justiça identificar falhas no atendimento à população idosa, durante procedimento administrativo instaurado no início de 2026. Relatórios técnicos apontaram que a Unidade de Acolhimento para Adultos e Famílias (Acolhimento POP) operava acima da capacidade e recebia públicos para os quais não estava preparada, como idosos, pessoas acamadas e indivíduos com deficiência.

Diante do cenário, o MPMS expediu recomendação formal e passou a acompanhar o caso de perto. Em resposta, a Secretaria Municipal de Assistência Social informou a aquisição de 15 vagas em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) da rede privada, medida que permitirá a transferência imediata de idosos que aguardavam acolhimento adequado.

Além de desafogar a estrutura existente, a providência também deve reorganizar o atendimento de outros grupos vulneráveis. Pessoas com deficiência e transtornos mentais, por exemplo, passarão a ser direcionadas para serviços específicos, como residências inclusivas e terapêuticas.

Segundo o Ministério Público, a intervenção busca garantir o cumprimento da legislação e assegurar condições dignas de atendimento à população idosa. O órgão destaca que continuará monitorando as medidas adotadas pelo município para evitar novas irregularidades e assegurar a efetividade das políticas públicas.

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Infraestrutura

Governo do Estado irá custear a construção de ponte sobre o Rio do Peixe

Ao todo devem ser investidos pouco mais de R$ 13 milhões, para a construção da ponte definitiva

14/04/2026 11h15

Álvaro Rezende/Secom-MS

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Na última segunda feira (13) o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), realizou uma vistoria  na obra emergencial da ponte sobre o Rio do Peixe, na cidade de Rio Negro, à 158 quilometros de Campo Grande. O investimento está na casa dos R$ 13,2 milhões.  

A visita aconteceu em decorrência da queda da ponte anterior que ocorreu em fevereiro deste ano devido às fortes chuvas. Antes do acordo firmado para a construção de uma nova estrutura, estava sendo utilizada uma ponte provisória, feita de materiais metálicos. 

A nova ponte será construída no mesmo local da anterior, ela terá cerca de 80 metros de extensão e dois metros à mais de altura, para garantir que em épocas de cheia, a vazão ocorra com mais facilidade, evitando assim novos desmoronamentos. Com a assinatura da ordem de serviço já realizada, as obras começam de imediato. 

O governador que esteve no local, pontuou a importância do projeto. 

“Importante que já contratamos a obra definitiva. São R$ 13 milhões de investimento. Iremos construir a ponte do lado, no mesmo local, sendo um novo acesso para a rodovia. O objetivo é a retomada do fluxo até melhor do que era antes, beneficiando as pessoas, veículos e toda região”

A ponte sobre o Rio do Peixe faz parte do trajeto da MS-080, uma das rotas para chegar à Campo Grande, e por ter alguns rios e córregos em suas proximidades, ela costuma inundar em períodos de grandes chuvas.

Em uma dessas épocas, mais especificamente em fevereiro deste ano, foi responsável por comprometer a estrutura da ponte do Rio do Peixe. Para resolver previamente a situação, enquanto a construção da ponte definitiva, não fica pronta, a alternativa encontrada foi, realizar a montagem de uma ponte provisória, feita de metal e custou cerca de R$ 854,7 mil. 

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