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PANDEMIA

Coronavírus em Mato Grosso do Sul: tudo sobre a Covid-19

Enfermidade causada pelo novo coronavírus se tornou pandemia em março de 2020
16/07/2020 15:30 - Adriel Mattos


Desde o fim de 2019, o mundo convive com o novo coronavírus, que levou à uma pandemia de Covid-19, nome pelo qual ficou conhecida a doença causada pelo vírus.  

O primeiro caso no Brasil foi confirmado no fim de fevereiro, e os primeiros de Mato Grosso do Sul foram registrados em março.

Descoberto na China, o novo coronavírus ganhou essa diferenciação porque se tornou a sétima variante desse vírus. O SARS-CoV causou o surto de SARS (do inglês, Síndrome Respiratória Aguda Grave) na Ásia em 2003.

O SARS-CoV-2 é a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o novo coronavírus, que causa a Covid-19 (do inglês, doença do coronavírus de 2019). Os primeiros casos foram notificados na China, em dezembro de 2019.

Desde março, a OMS considera que a doença está em estágio de pandemia, quando inúmeros países têm casos confirmados.

Sem tratamento específico, a recomendação das autoridades de saúde vão desde o uso de máscara até o isolamento social, para quem pode aderir.

Como a doença está evoluindo no Brasil e em Mato Grosso do Sul? Acompanhe a seguir.

Confira nossa página especial sobre o novo coronavírus: tudo o que você precisa saber

 
 

PANDEMIA EM MATO GROSSO DO SUL

Os primeiros casos de Covid-19 em Mato Grosso do Sul foram confirmados no dia 12 de março. Dessa data até o dia 10 de julho, o Estado registrou mais de 12 mil casos.

A evolução da curva de casos passou a aumentar com mais velocidade em abril, quando a Secretaria de Estado de Saúde (SES) identificou os primeiros casos por transmissão comunitária, ou seja, quando não é possível identificar o local e a data exata da contaminação.

Para ultrapassar a marca de mil casos, o Estado levou 74 dias. No dia 25 de maio, Mato Grosso do Sul confirmou 1.023 casos. Já para passar dos 2 mil casos, foram necessários apenas 12 dias.

E para ultrapassar os 3 mil casos, o espaço de tempo foi ainda menor: seis dias. Por ser a capital, Campo Grande passou várias semanas com a maioria das confirmações, mas a situação mudou em junho.

Dourados teve um crescimento expressivo, impulsionado pelas poucas ações do Poder Público contra a pandemia. Em abril, o Ministério Público do Estado (MPMS) chegou a recomendar a anulação do decreto de flexibilização das atividades econômicas.

A Capital também adotou o processo de flexibilização, o que levou Campo Grande a voltar a ser o município com o maior número de casos no Estado, em 4 de julho.

Em 10 de abril, apenas 11 cidades tinham casos confirmados. No dia 10 de maio, eram 30 municípios com confirmações. Em 10 de junho, esse número aumentou para 54. E no dia 10 de julho, eram 73 cidades. O Estado tem 79 municípios.

 
 

ISOLAMENTO SOCIAL

Uma das principais medidas para diminuir a velocidade de contágio do novo coronavírus, o isolamento social teve boa adesão da população de Mato Grosso do Sul nos primeiras semanas.

Porém, os índices passaram a cair já em abril, chegando a níveis do período de Carnaval, ou seja, antes das primeiras confirmações no Estado.

No dia 2 de abril, o governo anunciou que passou a usar um sistema de monitoramento do isolamento social. 

É importante ressaltar que o uso dessa tecnologia de geolocalização não infringe a Lei Geral de Proteção de Dados, respeitando a privacidade do cidadão.

Em 1º de abril, o índice de isolamento social no Estado foi de 47,2%. O recomendado pelas autoridades de saúde é o mínimo de 60%. Nesse dia, apenas três municípios chegaram a esse índice: Ladário (60,2%), Bela Vista (73,7%) e Jateí (74,5%).

Um mês depois, essa taxa caiu para 45,8%. No primeiro dia de junho, apenas 37,42% dos moradores do Estado permaneceram em casa. O índice ficou no mesmo patamar no início de julho: 37,2%.

Na terça-feira de Carnaval, 25 de fevereiro, 43% da população não saiu de casa. No dia 5 de junho, o Estado registrou a pior marca da série histórica: apenas 33,1% dos sul-mato-grossenses aderiram ao isolamento social.

 
 

PRIMEIROS CASOS

Em 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde anunciou a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil. Tratava-se de um idoso de 61 anos, que esteve na Itália.

No dia 14 de março, a SES anunciou a confirmação dos primeiros casos de Mato Grosso do Sul.  

Thayany Silva, de 23 anos, procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon, em Campo Grande, no dia 12, após entrar em contato com um paciente do Rio de Janeiro. A estudante foi considerada recuperada em 26 de março.

O outro caso foi de um homem de 31 anos que procurou a UPA Coronel Antonino também em 12 de março. Ele esteve em Londres (Reino Unido) e se encontrou com um paciente de São Paulo.

SINTOMAS

Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas da Covid-19 são tosse, febre, coriza, dor de garganta e dificuldade para respirar.

“Não tem como diferenciar de outras doenças respiratórias”, frisa a médica infectologista Mariana Croda, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

TRANSMISSÃO

A transmissão da doença ocorre por meio de contato pessoal, como aperto de mão, abraço ou com gotículas de saliva.

Outra forma é contato com superfícies e objetos, como mesas, maçanetas, telefones celulares, computadores e até mesmo dinheiro.

Para evitar o contágio, só existem duas formas: o uso da máscara e a higienização frequente das mãos.

No vídeo abaixo, o médico Drauzio Varella ensina a forma correta de lavar as mãos. Antes dessa ação, é importante retirar acessórios como relógios e anéis.

 
Como lavar as mãos - Drauzio Varella
 

Essa técnica também vale para passar o álcool 70% nas mãos, em gel ou líquido.

Desde março, o Ministério da Saúde recomenda que a população use máscaras artesanais, evitando adquirir Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para direcioná-los aos profissionais de saúde.

A infectologista Mariana Croda orienta que a máscara exige cuidados.

“Não é recomendado usar a mesma máscara por mais de 4 horas, por isso é importante lavar”, disse a especialista.

A máscara usada deve ser guardada em um saco plástico, e ao chegar em casa, deve ser lavada.

É importante ressaltar que desde 3 de julho, o uso de máscara é obrigatório em todo o Brasil.  

Em Mato Grosso do Sul, a exigência vale até mesmo para estabelecimentos de uso coletivo, como comércio e áreas de uso comum de condomínios e prédios comerciais.

Já o isolamento social funciona da seguinte forma: a pessoa se mantém em casa, saindo apenas para situações realmente necessárias, como ir ao trabalho ou ao supermercado, por exemplo.

Nesses casos, é importante evitar aglomerações, mantendo a distância mínima de 1,5 metro em filas e das demais pessoas.  

Ao entrar em contato com superfícies, como corrimões, higienize as mãos, dando preferência, se possível, à lavagem.

Voltando para casa, higienize seus objetos pessoais e compras. Tire os sapatos para entrar na residência. E tome um banho antes de entrar em contato com os demais moradores.  

O Ministério da Saúde também recomenda a higienização frequente do telefone celular e outros objetos pessoais, além de manter sempre os ambientes coletivos arejados, ou seja, de janelas abertas.

O QUE FAZER SE TIVER SINTOMAS?

E se você testar positivo para o novo coronavírus? A recomendação é restringir completamente sua movimentação.

“Deve-se limitar sua circulação a apenas um cômodo da casa. No quarto, que só a pessoa limpa. É preciso separar todos os objetos de uso pessoal do restante dos moradores”, explica Mariana.

Assim, a recomendação é permanecer no quarto durante todo o tempo, e se precisar sair para ir ao banheiro, por exemplo, use máscara. Limpe o banheiro após o uso.

Evite circular por áreas de uso comum, como a sala e a cozinha. Separe o lixo para o descarte correto. A casa deve ser limpa frequentemente, com álcool 70% e água sanitária.

A recuperação leva de uma a duas semanas, nas formas mais leves.

 
 

PREVENÇÃO

Não há outras medidas de prevenção além do uso de máscara, higienização das mãos e isolamento social, alerta Mariana.

“Até agora, sem vacina, não existem outras medidas. Não é recomendado tomar qualquer medicação. A ivermectina tem até dosagem segura, mas não tem estudos que indiquem que tenha ação antiviral”, explica.

A infectologista prossegue apontando que, por mais existam protocolos com medicamentos, a eficácia deles é bastante variável, agindo de forma diferente dependendo de cada pessoa.

Dessa forma; “Nenhum medicamento é completamente seguro e eficaz. A pessoa precisa entender os riscos inerentes ao tomar qualquer um”, finaliza Mariana.

 
 

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.