Cidades

58 anos

Correio do Estado foi e é escola para jornalistas

Correio do Estado foi e é escola para jornalistas

MILENA CRESTANI

08/02/2012 - 00h00
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No decorrer dos seus 58 anos, o Correio do Estado serviu de escola para diversos profissionais e foi importante testemunha da história de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. Seus arquivos são objeto de pesquisas feitas por estudantes, historiadores e profissionais das mais diferentes categorias.

Nos anos 1970, ainda não existia curso de jornalismo no Estado. O jornal publicava anúncios do tipo: “Contrata-se jovens que queiram trabalhar como repórter e que gostem de escrever. Ensina-se o ofício”. A partir daí, várias pessoas apareciam no jornal e passavam por uma seleção antes de serem contratadas.

Alguns profissionais que surgiram a partir desse anúncio e são formados pela “Escola Correio do Estado” ainda atuam na redação: Hordonês Echeverria, editor de Nacional/Internacional; Thiago Gomes, editor de Polícia; e Fausto Brites, editor do Portal Correio do Estado.

Maurício Hugo, editor de Rural, Arlindo Florentino, editor de Esportes, o repórter Montezuma Cruz, o correspondente em Dourados, Cícero Farias, o de  Corumbá, Silvio Andrade e o fotógrafo Valdenir Rezende também integram a lista de profissionais que iniciaram a carreira no Correio do Estado e continuam trabalhando. 

Outros continuam atuando na imprensa sul-mato-grossense: Lucimar Couto, diretor-editor do site Campograndenews; Geraldo Ferreira Duarte, da assessoria de imprensa da Fundação Nacional do Índio (Funai); e Laureano Secundo, repórter do Diário Digital. Também fizeram parte deste time Silvana Echeverria Alcaraz e Rosa Maria Félix da Silveira.

Aulas
Antonio João considera o Correio do Estado uma família, pois participa das atividades do jornal desde os oito anos de idade. Ainda criança assinava uma coluna em que informava os resultados dos jogos de futebol. Depois de alguns anos, passou a ser responsável por ministrar as aulas aos novatos (conhecidos por focas no meio jornalístico)  que estavam iniciando na carreira profissional. Usava a experiência pessoal e também o aprendizado do jornal O Estado de S. Paulo,  do qual foi correspondente.

“Explicava como deveria ser o lead, como a notícia deve ser apurada. Tentava repassar um pouco daquilo que sabia”, recorda. Ele destaca a importância do diploma atualmente para contratar jornalistas, o que é exigência hoje no Correio do Estado

Eco às reivindicações

O Correio do Estado começou a circular em 7 de fevereiro de 1954. Mais de dois mil exemplares, em formato tablóide, com 8 páginas, chegaram às mãos dos leitores.

O editorial da edição inaugural (com o título “Nossa Apresentação”) dizia: “O Correio do Estado quer também fazer eco das reivindicações populares, das nossas classes trabalhadoras, médias e classes produtoras”.

Ontem, dia 7 de fevereiro, quando o jornal completou 58 anos, os leitores tiveram acesso a uma edição diferenciada, com formato muito mais dinâmico, na maior reforma gráfica já feita pelo impresso. 

Profissionais destacam reportagem

  

Dentre as várias matérias de suas carreiras, os jornalistas Hordonês Echeverria, Montezuma Cruz e Fausto Brites destacam a entrevista em 1975 com Hiroo Onoda, sargento do serviço secreto e herói japonês, que ficou 30 anos nas selvas filipinas pensando que a Segunda Guerra Mundial ainda não havia acabado. Rendeu-se ao Governo e depois veio morar em uma fazenda em Terenos. 

Relatos dos profissionais que trabalham há anos no Correio do Estado


“Quando cheguei na Redação trazia comigo o dom de escrever. No Correio do Estado aprendi todas as técnicas de reportagem e tudo que sei de jornalismo”
Maurício Hugo, 62 anos,  editor do Correio Rural, no jornal desde 1978.


“Esta é a 3ª vez que estou trabalhando na empresa, onde comecei a carreira. Aprendi que ética, respeito, moral e dignidade não se aprendem no jornalismo, mas no berço familiar”.
Fausto Brites, 53 anos,  editor do Portal Correio do Estado.

“Não tínhamos faculdade de jornalismo. Cheguei à profissão em resposta a um anúncio veiculado no jornal, oferecendo oportunidade a quem desejasse trabalhar na área”.
Thiago Gomes, 50 anos,  editor de Polícia, está no jornal desde dezembro de 1978.

“Comecei na reportagem policial, percorrendo as poucas delegacias da época. No Correio, aprendi muitas lições, principalmente o respeito com a fonte e com o leitor”.
Hordonês  Echeverria, 57 anos,  editor de Brasil, Mundo e Veículos, no jornal desde 1974. 

“O Correio do Estado ajudou a abrir as portas para mim e muitas outras pessoas no jornalismo. Comecei minha carreira no interior de SP, mas aprendi a ser repórter no Correio”.
Montezuma Cruz, 59 anos,  repórter. Iniciou no Correio em 1975 e retornou após 35 anos.

“Logo que comecei no jornal quis aprender a fotografar. Trabalhava como office-boy. Em 1980 surgiu uma vaga e passei a trabalhar como fotógrafo. Aprendi tudo no Correio”.
Valdenir Rezende, 46 anos,  chefe do setor de fotografia, começou no jornal em 1979. 

“O Correio do Estado sempre privilegiou a notícia de maneira geral. Disciplina profissional também é outro ponto importante, que aprendi no Correio”.
Cícero Farias, correspondente em Dourados. Começou no Correio em 1976.

“Sempre trabalhei na editoria de esportes do Correio, onde aprendi muito e tive a oportunidade de acompanhar as mudanças no futebol e no jornalismo”.
Arlindo Florentino, 55 anos,  editor de Esportes; está no jornal desde 1984. 

Fortes Chuvas

Chuvas deixam estragos e Campo Grande reforça atendimento à população

Equipes da Sisep, Defesa Civil e Emha atuam em diferentes regiões de Campo Grande para reduzir impactos causados pelo grande volume de água e atender famílias em situação de vulnerabilidade

14/06/2026 17h28

Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande intensificou neste fim de semana as ações de atendimento e monitoramento nas regiões afetadas pelas fortes chuvas que atingiram a Capital.

Equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), da Defesa Civil Municipal e da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) permanecem mobilizadas para atender ocorrências, realizar vistorias técnicas e executar medidas emergenciais voltadas à população.

O trabalho inclui o acompanhamento permanente das áreas impactadas, avaliação dos danos provocados pelo grande volume de água e a definição das intervenções necessárias para restabelecer as condições de segurança e mobilidade nos locais afetados.

Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Brandão, as equipes seguem em campo para atender as demandas registradas após os temporais.

“Estamos monitorando as ocorrências e atuando com equipes em campo para atender as demandas causadas pelas chuvas. Nosso compromisso é agir com rapidez e eficiência para reduzir os impactos à população”, afirmou.

De acordo com a Sisep, os serviços de limpeza e desobstrução dos bueiros já integram a programação da secretaria e serão executados conforme o cronograma operacional.

Além disso, as equipes atuarão na remoção de entulhos e em outras intervenções necessárias para melhorar a drenagem urbana e garantir melhores condições de circulação nos pontos atingidos.

Apoio às famílias

Além das ações de infraestrutura, a Prefeitura também promoveu atendimento social às famílias que necessitaram de suporte emergencial. No sábado (13), a Emha realizou a entrega de lonas para moradores da Comunidade Lagoa Park, localizada na Região Urbana Lagoa.

A iniciativa faz parte das ações do Programa CGSustentável e tem como objetivo oferecer apoio temporário às famílias em situação de vulnerabilidade, contribuindo para a proteção das moradias e minimizando os impactos provocados pelas condições climáticas adversas.

Segundo a administração municipal, o atendimento integra um trabalho contínuo desenvolvido pela agência em diversas regiões da cidade, tanto na área habitacional quanto em ações de apoio social emergencial.

“Essas ações são medidas emergenciais de apoio às famílias que enfrentam situações de necessidade e precisam de uma resposta rápida do poder público. Buscamos sempre estar presentes nas comunidades, acompanhando de perto as demandas e oferecendo o suporte possível para amenizar as dificuldades, enquanto trabalhamos por soluções mais estruturadas que garantam melhores condições de vida e moradia a essas famílias”, apontou Cláudio Marques, diretor da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha).

Defesa Civil mantém monitoramento

A Defesa Civil Municipal também segue acompanhando os pontos impactados pelas chuvas em diferentes regiões da cidade. As ocorrências recebidas estão sendo encaminhadas para avaliação das equipes técnicas, responsáveis pelas vistorias e pelo monitoramento constante das áreas afetadas.

Entre as situações observadas estão alagamentos pontuais, enxurradas e processos erosivos, problemas comuns durante períodos de precipitação intensa e concentrada, que exigem acompanhamento permanente e respostas rápidas por parte do poder público.

O coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Eneas Netto, destacou a importância da participação da população no registro das ocorrências.

“A Defesa Civil está acompanhando de forma permanente os pontos impactados pelas chuvas e realizando os encaminhamentos necessários junto aos órgãos competentes. É fundamental que a população registre situações de risco por meio do telefone 199”, destacou.

Segundo o município, o acionamento oficial permite maior agilidade no direcionamento das equipes e auxilia na definição das prioridades de atendimento. Mesmo com a continuidade das chuvas, a Prefeitura mantém equipes de plantão e segue monitorando a situação em toda a Capital.

A administração municipal informou que continuará adotando as medidas necessárias para reduzir os transtornos causados pelos eventos climáticos, preservar a segurança da população e garantir respostas rápidas às demandas registradas.

previsão

Após fim de semana chuvoso, últimos dias do outono terão tempo estável e frente fria

Chuvas ainda podem cair em algumas regiões, mas em menor intensidade; temperaturas podem ficar abaixo de 7°C

14/06/2026 17h14

Milhares de raios caíram em Campo Grande entre sexta-feira e domingo

Milhares de raios caíram em Campo Grande entre sexta-feira e domingo Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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As fortes chuvas que caíram durante todo o fim de semana em Mato Grosso do Sul devem dar uma trégua a partir desta segunda-feira (15). Na última semana do verão, que dá espaço para o inverno no próximo domingo (21) ainda podem ocorrer precipitações, mas a previsão indica tempo estável, além de frio de 7°C.

Desde sexta-feira, Campo Grande foi atingida por um grande volume de chuvas, que causou alagamentos  estragos em algumas regiões, mobilizando equipes da prefeitura para atender as ocorrências.

Conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), as chuvas devem dimunuir a partir desta segunda-feira, quando a previsão indica tempo mais firme, com sol e variação de nebulosidade em grande parte do Estado.

No entanto, não se descartam pancadas de chuva isoladas em alguns munípios.

Entre segunda-feira e ao longo da semana, a passagem de uma massa de ar frio deve provocar queda acentuada das temperaturas.

As mínimas deverão variar entre 7°C e 9°C, com possibilidade de registros pontuais abaixo dos 7°C, especialmente na região sul do Estado.

As menores temperaturas devem ser registradas na região sul, cone sul e grande Dourados. Na Capital, as temperaturas variam entre 16°C e 22°C, subindo ligeiramente a partir de quinta-feira, mas ainda abaixo de 30°C.

Fim de semana chuvoso

As chuvas dos últimos dois dias deixaram acumulados expressivos em Campo Grande, com registros que se aproximaram dos 100 milímetros em algumas regiões da cidade.

Desde sexta-feira (12), a Capital foi atingida por chuva e descargas elétricas. Em apenas duas horas e meia, a cidade foi atingida por 5.750 raios, o maior volume registrado em um único dia desde o início do ano, segundo a estação meteorológica da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp).

Somente no último sábado (13), choveu o equivalente a 85,4 milímetros na região do Shopping Norte Sul Plaza, segundo dados do meteorologista Natálio Abrão. Na estação da Coca-Cola, foram registrados 54,2 milímetros. No bairro Carandá, o acumulado foi de 35,7 milímetros.

O domingo também foi de chuva em Campo Grande, mas até a publicação desta reportagem não havia o quantitativo do acumulado de precipitações.

No interior do Estado, também foram registrados volumes significativos durante o final de semana. Dourados ocupou a segunda posição entre as cidades brasileiras onde mais choveu no último sábado, chegando a 54,8 milímetros em 24 horas. Água Clara ficou em terceiro lugar, com volume de 51,2 milímetros, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Inverno

Em 2026, o solstício de inverno no Hemisfério Sul, que marca o início do inverno, ocorre no dia 21 de junho, às 4h24, horário de Mato Grosso do Sul, fazendo com que a noite do dia 20 para 21 de junho seja a mais longa do ano.

Em Campo Grande, o inverno tem aproximadamente 2h30 a menos de sol, resultando em 10h53min de luz no dia. Em comparação, no início do verão, os dias duram 13h22min na Capital de MS. 

Segundo o Cemtec, No Mato Grosso do Sul é a estação que apresenta os menores índices pluviométricos do ano, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Durante o período seco, observam-se baixos índices de umidade relativa do ar o que pode favorecer a ocorrência de incêndios florestais.

Para este ano, o prognóstico aponta para um padrão de chuvas ligeiramente acima da média histórica durante a estação, porém, a distribuição da chuva ainda deve seguir um padrão irregular. 

Com relação as temperaturas, o inverno terá condições mais quentes do que a média climatológica em Mato Grosso do Sul.

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