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Após fim de semana chuvoso, últimos dias do outono terão tempo estável e frente fria

Chuvas ainda podem cair em algumas regiões, mas em menor intensidade; temperaturas podem ficar abaixo de 7°C

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As fortes chuvas que caíram durante todo o fim de semana em Mato Grosso do Sul devem dar uma trégua a partir desta segunda-feira (15). Na última semana do verão, que dá espaço para o inverno no próximo domingo (21) ainda podem ocorrer precipitações, mas a previsão indica tempo estável, além de frio de 7°C.

Desde sexta-feira, Campo Grande foi atingida por um grande volume de chuvas, que causou alagamentos  estragos em algumas regiões, mobilizando equipes da prefeitura para atender as ocorrências.

Conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), as chuvas devem dimunuir a partir desta segunda-feira, quando a previsão indica tempo mais firme, com sol e variação de nebulosidade em grande parte do Estado.

No entanto, não se descartam pancadas de chuva isoladas em alguns munípios.

Entre segunda-feira e ao longo da semana, a passagem de uma massa de ar frio deve provocar queda acentuada das temperaturas.

As mínimas deverão variar entre 7°C e 9°C, com possibilidade de registros pontuais abaixo dos 7°C, especialmente na região sul do Estado.

As menores temperaturas devem ser registradas na região sul, cone sul e grande Dourados. Na Capital, as temperaturas variam entre 16°C e 22°C, subindo ligeiramente a partir de quinta-feira, mas ainda abaixo de 30°C.

Fim de semana chuvoso

As chuvas dos últimos dois dias deixaram acumulados expressivos em Campo Grande, com registros que se aproximaram dos 100 milímetros em algumas regiões da cidade.

Desde sexta-feira (12), a Capital foi atingida por chuva e descargas elétricas. Em apenas duas horas e meia, a cidade foi atingida por 5.750 raios, o maior volume registrado em um único dia desde o início do ano, segundo a estação meteorológica da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp).

Somente no último sábado (13), choveu o equivalente a 85,4 milímetros na região do Shopping Norte Sul Plaza, segundo dados do meteorologista Natálio Abrão. Na estação da Coca-Cola, foram registrados 54,2 milímetros. No bairro Carandá, o acumulado foi de 35,7 milímetros.

O domingo também foi de chuva em Campo Grande, mas até a publicação desta reportagem não havia o quantitativo do acumulado de precipitações.

No interior do Estado, também foram registrados volumes significativos durante o final de semana. Dourados ocupou a segunda posição entre as cidades brasileiras onde mais choveu no último sábado, chegando a 54,8 milímetros em 24 horas. Água Clara ficou em terceiro lugar, com volume de 51,2 milímetros, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Inverno

Em 2026, o solstício de inverno no Hemisfério Sul, que marca o início do inverno, ocorre no dia 21 de junho, às 4h24, horário de Mato Grosso do Sul, fazendo com que a noite do dia 20 para 21 de junho seja a mais longa do ano.

Em Campo Grande, o inverno tem aproximadamente 2h30 a menos de sol, resultando em 10h53min de luz no dia. Em comparação, no início do verão, os dias duram 13h22min na Capital de MS. 

Segundo o Cemtec, No Mato Grosso do Sul é a estação que apresenta os menores índices pluviométricos do ano, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Durante o período seco, observam-se baixos índices de umidade relativa do ar o que pode favorecer a ocorrência de incêndios florestais.

Para este ano, o prognóstico aponta para um padrão de chuvas ligeiramente acima da média histórica durante a estação, porém, a distribuição da chuva ainda deve seguir um padrão irregular. 

Com relação as temperaturas, o inverno terá condições mais quentes do que a média climatológica em Mato Grosso do Sul.

Homicídio

Jovem é executado a tiros em frente a tabacaria em Campo Grande

Guilherme Soares Gomes Oliveira, conhecido como "Garrafinha", foi morto com ao menos nove disparos no Jardim Leblon; Polícia Civil investiga possível relação com crime ocorrido em 2025

14/06/2026 16h28

Foto: Divulgação

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A noite deste sábado (13) foi marcada por mais um homicídio em Campo Grande. Guilherme Soares Gomes Oliveira, de 24 anos, conhecido pelo apelido de “Garrafinha”, foi executado a tiros em frente a uma tabacaria localizada na Avenida Manoel Joaquim de Moraes, no Jardim Leblon. O jovem morreu ainda no local antes de receber atendimento médico.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 21h. Equipes da Polícia Militar foram acionadas após relatos de disparos de arma de fogo em via pública e, ao chegarem ao endereço, encontraram a vítima caída na rua. O óbito foi constatado às 21h20 por uma equipe de resgate.

Testemunhas informaram aos policiais que Guilherme estava em frente ao estabelecimento quando foi surpreendido pelo atirador. O suspeito usava capacete com viseira fechada, o que dificultou sua identificação, e efetuou diversos disparos contra a vítima antes de fugir.

Relatos colhidos pela polícia apontam que, após os tiros, o autor deixou o local acompanhado por uma mulher. 

A cena do crime foi isolada para os trabalhos periciais. Durante as diligências, peritos recolheram nove cápsulas deflagradas de munição de arma de fogo de uso restrito ou proibido.

Equipes da Polícia Civil, do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar também participaram do atendimento da ocorrência.

Por causa dos trabalhos de perícia, uma das pistas da Avenida Manoel Joaquim de Moraes precisou ser interditada temporariamente, causando impactos no trânsito da região.

Os investigadores tentaram obter imagens de câmeras de monitoramento instaladas nas proximidades, mas encontraram dificuldades porque os estabelecimentos comerciais mais próximos estavam fechados ou com os sistemas de segurança desligados.

Moradores vizinhos informaram que irão disponibilizar imagens de câmeras residenciais para auxiliar na identificação do autor.

Histórico criminal

A morte de Guilherme chama atenção por causa de seu envolvimento em um homicídio registrado em julho de 2025, em Campo Grande. Ele havia sido denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por participação no assassinato de Lucas Ribeiro Pastor, ocorrido no Bairro Iracy Coelho Netto.

Segundo a denúncia, o crime aconteceu durante a madrugada em uma tabacaria na Rua Santa Quitéria. Além de Guilherme, também foram denunciados João Vitor da Silva Bento, conhecido como “Joãozinho do Corte”, Jhullison Fernando da Silva, apelidado de “Duxo”, e Kaio Henrique Pires dos Santos, o “Caim”.

Conforme a investigação, Lucas estava no estabelecimento acompanhado de outro jovem quando Guilherme chegou ao local conduzindo uma motocicleta. Na garupa estava Kaio, que desceu armado com uma pistola calibre 9 milímetros e efetuou diversos disparos contra a vítima.

Ainda de acordo com o MPMS, outro rapaz acabou atingido por engano durante a ação criminosa. Após os primeiros tiros, o atirador teria se aproximado de Lucas e efetuado novos disparos na cabeça para garantir sua morte.

João Vitor e Jhullison foram apontados como responsáveis por fornecer a motocicleta e a arma utilizadas na execução.

Investigação

Poucas horas após o assassinato de Guilherme, uma publicação feita por um conhecido da vítima em redes sociais chamou a atenção dos investigadores.

A mensagem continha a frase “Vida se paga com vida”, circunstância que poderá ser analisada durante o inquérito para verificar eventual relação com conflitos anteriores.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol como homicídio qualificado por emboscada e por recurso que dificultou a defesa da vítima. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e a motivação do crime permanece sob investigação.

Execução

Homem é executado com tiros na cabeça durante jogo do Brasil em praça

Crime ocorreu diante de dezenas de pessoas que acompanhavam a partida entre Brasil e Marrocos na Arena Tony Gol, no Jardim Colibri

14/06/2026 15h28

Foto: Divulgação

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O que era para ser uma tarde de lazer e confraternização terminou em tragédia no Jardim Colibri, em Campo Grande. Um homem foi executado a tiros diante de dezenas de pessoas que acompanhavam a transmissão da partida entre Brasil e Marrocos na Praça Lucas Andrade Cardoso, conhecida como Arena Tony Gol.

A vítima foi identificada como Claudemar Ferreira Alves, de 32 anos. O crime ocorreu durante o intervalo do jogo, quando o local estava movimentado por moradores e torcedores que assistiam à partida em um espaço público da região.

Segundo relatos de testemunhas, o autor se aproximou de Claudemar e iniciou uma breve conversa. Poucos instantes depois, sacou uma arma de fogo e efetuou diversos disparos contra a vítima. Pelo menos cinco tiros atingiram a região da cabeça.

Os estampidos provocaram correria e pânico entre as pessoas que estavam na praça. Mesmo gravemente ferido, Claudemar foi socorrido e encaminhado à UPA Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário.

Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois.

A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e realizar o isolamento da área. Equipes da Polícia Civil e da Perícia Técnica também estiveram no local para coletar informações que possam auxiliar na identificação do autor e na elucidação do caso.

Até o momento, não há informações sobre a motivação do homicídio nem sobre a identidade do responsável pelos disparos. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Investigação

As investigações conduzidas pela Polícia Civil indicam que o homicídio pode ter ligação com disputas envolvendo o tráfico de drogas na região.

Conforme apurado até o momento, há a suspeita de que a execução tenha sido encomendada por R$ 30 mil por um detento conhecido pelo apelido de "Seis Dedos".

O homem apontado como autor dos disparos foi identificado apenas como "Macaquinho". Durante os trabalhos periciais, foram recolhidas cápsulas de munição e vestígios de sangue no local do crime.

Moradores que estavam no local informaram ter visto os suspeitos chegando momentos antes da execução e reconheceram o atirador pelo apelido. Os investigadores também apuram uma possível ligação da vítima com uma facção criminosa.

Claudemar possuía antecedentes por tráfico de drogas, estupro de vulnerável e outros delitos, além de já ter recebido ameaças de morte anteriormente.

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