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Correios recebem calendários de 2012 com sete meses de atraso

Correios recebem calendários de 2012 com sete meses de atraso

terra

29/07/2012 - 05h00
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Sete meses de atraso na entrega dos calendários 2012 e um prejuízo de R$ 361,5 mil. Essa é a situação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos que, desde janeiro, espera receber 231.760 calendários solicitados durante licitação aberta em setembro do ano passado.

A primeira data prevista para entrega desse material foi 20 de janeiro, quando em contato com os Correios, a Roqueseller Gráfica e Editora pediu a prorrogação na data de entrega alegando que não havia recebido o papel para a impressão do material.

Os Correios acataram o pedido e estabeleceram a data de 9 de fevereiro como limite para a entrega dos calendários. Caso não fosse feita a entrega nessa data, o contrato seria rescindido. Na véspera do vencimento do prazo, 8 de fevereiro, a gráfica entrou com uma ação na Justiça Federal do Distrito Federal para garantir a manutenção do contrato, independente de haver cumprido a entrega dos calendários. Essa ação visava garantir que o contrato não fosse rescindido no dia seguinte e estabelecia a data de 24 de fevereiro para a entrega dos calendários.

O juiz da 13ª Vara Federal do DF, Paulo César Lopes, não acatou o pedido de antecipação de tutela, argumentando que era direito da parte ré, os Correios, querer cumprir as cláusulas contratuais e rescindir o contrato devido a quebra de contrato por parte da gráfica.

A gráfica, então, entrou com um agravo de instrumento junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF1) para que a decisão anterior fosse revista e obtiveram êxito. Assim, no dia 6 de junho, a gráfica conseguiu na Justiça o direito de manter o contrato com os Correios e entregar os calendários seis meses depois do prazo.

A desembargadora Selene Almeida entendeu que o atraso se deu por motivos "alheios" aos da Roqueseller e a decisão afirma: "a agravante (Roqueseller) logrou comprovar que não deu causa ao referido atraso pela ocorrência de causa justificadora de sua conduta".

A mesma decisão ressalta ainda que o prejuízo seria apenas na dilação de prazo, sem mencionar possível dano ao erário público. "O caso fortuito ou de força maior poderá acarretar a simples prorrogação dos prazos contratuais".

Correios
A assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) informou que foram interpostos recursos durante as fases do processo e até mesmo foram oferecidas alternativas ao prejuízo da empresa pública, como a entrega de calendários para o ano de 2013 e não deste que corre. "A decisão da Justiça foi para que fossem entregues os calendários do ano de 2012 e temos que acatar".

Uma nota divulgada pelos Correios informa ainda que a única razão para que a empresa recebesse os calendários em atraso foi o provimento do agravo por parte da Justiça. "A ECT informa que o recebimento dos calendários fora dos prazos estabelecidos contratualmente se deu unicamente em razão do cumprimento de decisão judicial".

Os calendários começaram a ser entregues para as sucursais dos Correios na segunda quinzena de julho. O processo ainda corre no TRF1.

Roqueseller
Com sede em Osasco (SP), a gráfica Roqueseller foi a vencedora entre outras 20 empresas para confeccionar os calendários. O lance inicial da gráfica foi de R$ 1,5 milhão e após pregão eletrônico fechou o valor em R$ 361.545,60. A escolha foi feita devido o melhor preço.

O Terra entrou em contato com a advogada da empresa, Cláudia Lemos Roncador. Ela afirmou que a entrada com a ação judicial ocorreu porque todas as tentativas da gráfica em pedir mais prazo aos Correios obtiveram resposta negativa. "Eles não deram prazo nenhum para a gráfica, desde o começo. Tivemos atraso na entrega dos papeis. A licitação correu no fim do ano, quando as empresas entram em recesso e não conseguimos cumprir o prazo", afirmou.

A advogada disse que a data de 24 de fevereiro, quando a empresa poderia entregar o material, não foi aceito pelos Correios, por isso a entrega foi feita apenas no mês passado.

Cláudia informou ainda que a decisão da Justiça presou pelo bom senso e que o pedido foi acatado porque há documentos que provam a impossibilidade da entrega dentro do prazo contratual e também o prejuízo que seria causado pelo acúmulo de material já adquirido para a confecção do produto. A advogada também afirmou que o contrato com os Correios "só causou prejuízos" e que "não pretendemos mais participar de nenhuma licitação que os envolva".

Ensino

Iniciação científica: IFMS oferece 247 bolsas e auxílio de até R$ 1 mil

Inscrições encerram na próxima segunda-feira (25)

21/05/2026 14h45

Reprodução, Alexandre Oliveira / IFMS

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O edital do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) para seleção de projetos de iniciação científica e tecnológica com 247 bolsas para estudantes de níveis médio e superior, além de recursos de até R$ 1 mil por proposta para custeio de pesquisa segue com inscrições abertas até a próxima segunda-feira (25).

O processo integra o ciclo 2026-2027 do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica (Pitec) e prevê vigência das atividades entre setembro deste ano e agosto de 2027. Os projetos devem ser submetidos por coordenadores por meio do Sistema Unificado de Administração Pública (Suap).

Ao todo, serão investidos R$ 1,41 milhão em bolsas, com recursos do próprio IFMS, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Para estudantes do ensino médio, o valor mensal é de R$ 300, enquanto no ensino superior as bolsas chegam a R$ 700.

A distribuição contempla 117 bolsas para o ensino médio (entre Pibic-EM e ações afirmativas) e 122 para o ensino superior, divididas entre Pibic, Pibiti e Pibic-AF. Além disso, o edital reserva R$ 50 mil para apoio à pesquisa e inovação, permitindo que cada projeto solicite até R$ 1.000,00 para aquisição de insumos e manutenção.

A análise das propostas ocorrerá nos meses seguintes, com divulgação do resultado preliminar em 10 de agosto e final no dia 14. O início das atividades está previsto para 1º de setembro.

Podem coordenar projetos servidores docentes e técnicos-administrativos do quadro permanente, que devem optar entre as categorias júnior e sênior. A categoria júnior é destinada a quem não coordenou projetos de iniciação científica no IFMS antes de 2026 e conta com reserva de 10% das bolsas Pibic-EM.

Para participar, os estudantes precisam estar regularmente matriculados, ter currículo atualizado na Plataforma Lattes e não possuir vínculo empregatício nem acumular bolsas. A carga horária exigida é de cinco horas semanais para o ensino médio e 20 horas para o superior.

A seleção será feita em duas etapas: avaliação do mérito científico do projeto, por pareceristas internos e externos, e análise do currículo do coordenador. A nota final considera peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo, sendo aprovadas as propostas que atingirem ao menos 60% da pontuação máxima.

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Pesquisa

Pandemia ainda deixa reflexos nos registros de mortes em MS, diz IBGE

Sub-notificações de óbitos no Estado voltaram a cair a partir de 2023, mas efeitos pandêmicos ainda são observados nos registros

21/05/2026 14h30

Uso de máscaras obrigatório foi instituído em junho de 2020 para evitar proliferação do vírus

Uso de máscaras obrigatório foi instituído em junho de 2020 para evitar proliferação do vírus Valdenir Rezende/Arquivo Correio do Estado

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Mesmo depois de quatro anos do auge da Covid 19, os impactos da pandemia ainda aparecem nos sistemas de registro de óbitos em Mato Grosso do Sul.

Dados divulgados na última quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, embora tenha havido redução nos índices de sub-notificação de óbitos no Estado, os efeitos do período pandêmico ainda afetam as estatísticas. 

De acordo com o levantamento "Estimativas de sub-registro de nascimentos e óbitos 2024", a taxa de sub-registro de ótimos em Mato Grosso do Sul ficou em 1,79% em 2024, o menor índice desde 2015. 

Ainda assim, o IBGE aponta que os anos de 2020 a 2022 provocaram alterações significativas nos padrões históricos de registros de mortes. 

Segundo o analista de Coordenação de População e Indicadores Sociais (Copis) do IBGE, José Eduardo Trindade, os anos de pandemia registraram aumento temporário no número de óbitos, provocando possíveis impactos na cobertura dos sistemas de registro decorrentes da sobrecarga dos serviços de saúde e das mudanças nos fluxos de atendimento e registro. 

"A diminuição dos índices representam uma tendência de redução gradual nos indicadores, mesmo que em ritmo menos acelerado na comparação dos registros de nascidos vivos. A partir de 2023, observa-se a retomada da tendência de redução dos óbitos, indicando resiliência dos sistemas de informação e continuidade dos esforços de qualificação dos registros vitais", explicou. 

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde, no período de 2020 a 2022, Mato Grosso do Sul registrou um total estimado de 10.962 mortes em razão da Covid-19, com 2021 sendo o ano mais letal da doença, com 7.358 óbitos. 

A tendência nos índices no mesmo período também afetaram os registros nacionais, com a taxa chegando a 4,14% de sub-notificação no ano de 2020, terceiro maior índice desde o início da série histórica em 2015. Durante todo o período pandêmico, o Brasil registrou aproximadamente 716.238 mortes em razão da Covid-19. 

Em números reais

Para o IBGE, a retomada da tendência de redução de óbitos a partir de 2023 em Mato Grosso do Sul demonstra uma recuperação e maior integração entre cartórios, hospitais e sistemas públicos de informação. 

Em 2024, foram registrados 19.915 óbitos no Estado, com uma taxa de sub-notificação de 1,79%. Isto é, do total, aproximadamente 356 mortes não foram registradas devidamente. 

As maiores taxas de sub-notificações foram registradas em crianças de 0 a 9 anos. Durante o ano do estudo, morreram 498 crianças com menos de 1 ano de idade com 5,26% de sub-notificação (26 óbitos não registrados); 111 crianças entre 1 e 4 anos, com taxa de 6,32% (7 óbitos); e 72 crianças de 5 a 9 anos, com taxa de 6,96% dos casos sub-notificados (5 óbitos). 

Os maiores números de mortes ficaram com os idosos com 85 anos ou mais (3.469 óbitos), seguido pelos idosos de 70 a 74 anos (2.094). 

Em todo o Brasil, a taxa estimada de sub-registros de óbitos foi de 3,40%, uma redução de 1,5% em relação ao início da série em 2015, quando era de 4,89. O número total de óbitos no País em 2024 foi de 1.547.473, com aproximadamente 52,6 mil óbitos sub-notificados. 

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