Cidades

Desde 2022

Adriane admite possibilidade de reajuste para servidores ainda este ano

Promessa de revisão salarial para os servidores de Campo Grande já dura cinco anos

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Sem conceder reajuste salarial linear desde que assumiu a prefeitura de Campo Grande em 2022, a prefeita Adriane Lopes (PP) voltou a dar esperança sobre um aumento salarial para os servidores do município. 

"Nós estamos estudando a proposta [de reajuste] ainda para este ano", afirmou a prefeita ao Correio do Estado durante o anúncio do investimento de R$ 60 milhões em 24 mil cirurgias no município na manhã desta segunda-feira (25).

O último reajuste real à categoria foi dado pelo prefeito Marquinhos Trad (PDT) de 10% em 2021. Assim, desde que assumiu o cargo, em abril de 2022, Adriane Lopes concedeu reajustes salariais individualizados, mas nenhuma reposição linear. Desde então, a inflação se aproxima dos 15%. Entre as categorias que conseguiram alguma melhora estão os professores, cujos custos estão atrelados ao Fundeb. 

Além disso, a elite do funcionalismo como procuradores, auditores fiscais, médicos e parte dos dentistas, também conseguiram reposição salarial. E este aumento beneficiou a própria prefeita e todo o primeiro escalão. 

Em abril do ano passado, o salário da prefeita passou de R$ 22,1 mil para R$ 26,9 mil. Em fevereiro deste ano, subiu para R$ 31,9 mil sem os descontos. No mesmo mês em 2027, deve subir para R$ 35,46 mil. Com isso, ela, o primeiro escalão e a elite do funcionalismo terá garantido aumento de da ordem de 66% nos salários em três anos.

A data-base para as negociações de pagamento é maio, o que significa que elas devem se estender ao longo dessa última semana para que o salário de junho já reflita o possível aumento na conta dos servidores, caso o aumento realmente aconteça. 

A promessa do reajuste acontece todos os anos pela prefeita. No início de maio de 2025, o Correio do Estado noticiou que Adriane admitiu a possibilidade de alteração salarial, mas não deu detalhes de datas e alegou apenas que o assunto estava sendo estudado. 

Em julho do mesmo ano, Lopes afirmou que devido à adoção de medidas de ajuste fiscal, como a adesão do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), havia a possibilidade dos servidores permanecerem com os mesmos salários por mais dois anos. 

Na Câmara

Enquanto isso, a Câmara dos Vereadores de Campo Grande divulgou no Diário Oficial Municipal (Diogrande) deste segunda-feira (25) um reajuste salarial de 4,39% para os servidores efetivos da Casa e pensionistas. 

O projeto foi assinado pelo presidente da Câmara, Epaminondas Neto (PSDB), o Papy, com a justificativa de valorizar os trabalhadores e buscar minimizar os efeitos da inflação. Atualmente, são 97 servidores ativos na Câmara Municipal de Campo Grande

Com a atualização, os vencimentos seguem padrões e níveis, da seguinte forma. 

  • Padrão 20: níveis de I a XII, com salários de R$2.077,36 a R$ 3.552,98;
  • Padrão 30: níveis de I a XII, com salários de R$3.705,85 a R$ 6.338,25;
  • Padrão 40: níveis de I a XII, com salários de R$ 6.294,72 a R$10.766,20;
  • Padrão 50: classes iniciais a especial, com salários de R$10.778,49 a R$22.255,58.

A medida passa a valer a partir do salário do mês de junho. 

 

último dia

Iniciação científica: IFMS oferece 247 bolsas e auxílio de até R$ 1 mil

Inscrições encerram nesta segunda-feira (25)

25/05/2026 13h30

Reprodução, Alexandre Oliveira / IFMS

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O edital do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) para seleção de projetos de iniciação científica e tecnológica com 247 bolsas para estudantes de níveis médio e superior, além de recursos de até R$ 1 mil por proposta para custeio de pesquisa segue com inscrições abertas até a próxima segunda-feira (25).

O processo integra o ciclo 2026-2027 do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica (Pitec) e prevê vigência das atividades entre setembro deste ano e agosto de 2027. Os projetos devem ser submetidos por coordenadores por meio do Sistema Unificado de Administração Pública (Suap).

Ao todo, serão investidos R$ 1,41 milhão em bolsas, com recursos do próprio IFMS, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Para estudantes do ensino médio, o valor mensal é de R$ 300, enquanto no ensino superior as bolsas chegam a R$ 700.

A distribuição contempla 117 bolsas para o ensino médio (entre Pibic-EM e ações afirmativas) e 122 para o ensino superior, divididas entre Pibic, Pibiti e Pibic-AF. Além disso, o edital reserva R$ 50 mil para apoio à pesquisa e inovação, permitindo que cada projeto solicite até R$ 1.000,00 para aquisição de insumos e manutenção.

A análise das propostas ocorrerá nos meses seguintes, com divulgação do resultado preliminar em 10 de agosto e final no dia 14. O início das atividades está previsto para 1º de setembro.

Podem coordenar projetos servidores docentes e técnicos-administrativos do quadro permanente, que devem optar entre as categorias júnior e sênior. A categoria júnior é destinada a quem não coordenou projetos de iniciação científica no IFMS antes de 2026 e conta com reserva de 10% das bolsas Pibic-EM.

Para participar, os estudantes precisam estar regularmente matriculados, ter currículo atualizado na Plataforma Lattes e não possuir vínculo empregatício nem acumular bolsas. A carga horária exigida é de cinco horas semanais para o ensino médio e 20 horas para o superior.

A seleção será feita em duas etapas: avaliação do mérito científico do projeto, por pareceristas internos e externos, e análise do currículo do coordenador. A nota final considera peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo, sendo aprovadas as propostas que atingirem ao menos 60% da pontuação máxima.

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CIDADE MORENA

Com verba federal, Adriane anuncia R$60 milhões para cirurgias

Ação tenta resolver algo em torno de 60 a 70% da demanda reprimida na Capital de pacientes que aguardam na fila por uma cirurgia há mais de um ano

25/05/2026 12h57

"Vira CG" busca tirar do papel cerca de 24 mil procedimentos, entres cirurgias e exames menores, de média e alta complexidade, conveniando hospitais que tenham capacidade de absorver a demanda.  Marcelo Victor/Correio do Estado

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Anunciado durante o lançamento do chamado "Vira CG Saúde" nesta segunda-feira (25), o mais recente plano da prefeitura de Campo Grande envolve o empenho de mais de R$60 milhões de recursos federais para tirar aproximadamente 24 mil procedimentos e cirurgias do papel através de um novo mutirão de cirurgias, exames, etc. 

"Nos comprometemos a buscar o final das filas de espera. Estamos aqui com o Vira CG Saúde, que é uma virada nessa área, onde teremos o dia D das cirurgias, procedimentos e exames nos hospitais conveniados. Serão mais de 24 mil procedimentos realizados, um investimento de 60 milhões da bancada federal", disse a prefeita Adriane Lopes (PP) durante o lançamento. 

Nas palavras do secretário de Saúde, Marcelo Vilela, a fila do Sistema Único de Saúde (SUS) têm que ser controlada, mas admite que "zerar" essa espera realmente é "difícil". 

"São vários da nossa rede contratualizada, você têm: o São Julião; o Pênfigo; a maternidade Cândido Mariano; a instituição Funcraft que está participando... hospitais da nossa rede que a gente faz aditivo com eles, pactua isso dentro de um plano de trabalho com o Ministério da Saúde e a gente começa a fazer os procedimentos que a virada de Campo Grande na saúde aconteça a partir de agora", diz o titular da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau). 

Vira CG

Essa iniciativa chamada de "Vira CG" busca tirar do papel cerca de 24 mil procedimentos, entres cirurgias e exames menores, de média e alta complexidade, conveniando hospitais que tenham capacidade de absorver a demanda. 

Nas palavras da própria prefeita de Campo Grande, esses 24 mil procedimentos devem resolver algo em torno de 60 a 70% da demanda reprimida na Capital, de pacientes que aguardam na fila por uma cirurgia há mais de um ano. 

Saúde na mira

Vale lembrar que, na semana em que teve a prestação de contas referente a 2024 reprovada, com suspeitas sobre ajustes financeiros de R$156 milhões para cobrir gastos, a "dívida" na Saúde de Campo Grande entrou também na mira do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, que acompanha de perto agora a gestão do Fundo Municipal de Saúde.

Na sexta-feira (22) o Executivo da Capital trouxe à público a deliberação do Conselho Municipal de Saúde (CMS), com a reprovação do chamado Balanço Geral Anual do Fundo Municipal de Saúde (FMS), referente ao exercício de 2024. 

Depois disso, a 76ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para apurar, entre outros pontos, uma dívida milionária na Saúde de Campo Grande, indicando passivos que ultrapassam a casa de R$197 milhões.  

Com risco de enfrentar cenário de desabastecimento, o MP entrou em ação principalmente após denúncias feitas pelas próprias empresas contratadas pela prefeitura. Essas, por sua vez, relataram ao Ministério Público "dificuldade em receber" pelos serviços prestados. 

Entre esses serviços prestados, por exemplo, estariam especialmente o fornecimento de medicamentos e insumos hospitalares, com casos de fornecedores que estariam há mais de 500 dias sem receber, o que evidencia o risco de descontinuidade do abastecimento nas unidades e postos de saúde. 

Conforme a deliberação publicada no último dia 22, suplementações milionárias - tema que está, inclusive, sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) - teriam sido feitas voltadas para despesas de exercícios anteriores. 

Vale lembrar que, ainda em dezembro de 2025, este mesmo Conselho já havia detectado "anomalias" e solicitado auditorias aos órgãos de controle, após identificar duas principais anormalidades nas contas da Saúde de Campo Grande. 

Primeiro foi identificado que uma quantia de quase R$30 milhões havia sido retirada da conta do Fundo Municipal de Saúde, que estava na casa dos R$35 milhões e “despencou” para R$9 milhões durante o período de 60 dias.

A outra suposta irregularidade apontada em ofício seria a abertura de uma nova conta sem oficialização ou anúncio público por parte do Executivo, ação essa que, segundo o CMS, aconteceu logo após a queda brusca citada acima, que não teria sido “acompanhada de qualquer ato administrativo formal apresentado” ao conselho.

 

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