Cidades

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Corrida de rua interdita trânsito em Campo Grande neste fim de semana

A Live Run XP ocorre das 5h às 12h no domingo e fechará vias importantes da Capital

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) informa que haverá interdições temporárias em diversas ruas de Campo Grande neste domingo (26), devido à realização da Corrida de Rua – Live Run XP.

As vias ficarão interditadas durante toda manhã de domingo, das 5h às 12h. A abertura da Arena Live, onde  os atletas poderão se concentrar está prevista para às 4h30, com bloqueios parciais ao longo do percurso durante toda a manhã. Equipes de trânsito estarão posicionadas para orientar motoristas e pedestres.

O evento terá os percursos de 5, 10 e 21 quilômetros. O trajeto inclui a saída nas proximidades do Shopping Campo Grande, seguindo pelas avenidas Paulo Coelho Machado, Professor Luiz Alexandre de Oliveira, Nelly Martins, Mato Grosso e Afonso Pena, além de ruas como Antônio Rahe, Rio Negro e Jamil Basmage, entre outras.

Percurso dos 21km da prova

As medidas visam garantir a segurança dos participantes e o bom andamento da prova. Agentes da Agetran estarão em pontos estratégicos para organizar o fluxo. A liberação das vias será feita de forma gradual, conforme a passagem dos corredores.

A orientação é que motoristas busquem rotas alternativas e que pedestres redobrem a atenção, respeitando a sinalização e as instruções dos agentes durante o período do evento.

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Saúde

Em nova remessa, MS recebe mais de 40 mil doses da vacina contra a Covid-19

A ação do Ministério da Saúde busca manter o estoque cheio e em 2026 já foram mais de 6 milhões doses distribuídas em todo o país

25/04/2026 11h30

Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Nesta semana o Governo do Brasil realizou mais uma distribuição de doses da vacina contra a covid-19. Ao todo foram entregues 2,2 milhões de doses em todos os estados, incluindo o Distrito Federal, a ação visa garantir estoque suficiente para atender cada demanda regional. 

Nessa nova remessa o Mato Grosso do Sul foi contemplado com 41.310 doses do imunizante e com essa entrega o estado ultrapassa a marca de 80 mil doses recebidas desde o início no ano, enquanto em âmbito nacional chega a 6,3 milhões de vacinas entregues. 

Até o dia 11 de abril de 2026, o Brasil registrou cerca de 62.596 casos de síndrome gripal (SG) por covid-19 e apesar do número de contaminação ser consideravelmente menor em comparação aos tempos de pandemia, o alerta fica para pessoas consideradas do grupo de risco, pois seu agravamento pode evoluir para óbito. 

Além dos casos de síndrome gripal ocasionados pela covid, também foram registrados cerca 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SPAG) sendo 1.456 casos por covid-19, que acabou resultando em 188 óbitos de SRAG por covid-19. 

E diante deste cenário para evitar que a situação se agrave o Ministério da Saúde mantém um estoque quantitativo suficiente para atender todo o país e faz as distribuições das vacinas conforme a demanda dos estados e regiões. Os estados ficam responsáveis por gerenciar os estoques, controle de validade e aplicação das doses. 

O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. E em casos de urgências os estados podem solicitar mais doses que o Ministério realiza o envio. 

Para se vacinar é muito simples e o sistema segue a diretriz de priorizar grupos como crianças e idosos. Veja quem entra no chamado grupo prioritário: 

  • Idosos (a partir de 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
  • Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
  • Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
  • Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
  • População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.

Outros públicos também fazem parte do grupo especial como trabalhadores da áreas da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.

Para receber a dose do imunizante a recomendação é de que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia. 

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Investigação

Além de superfaturados, remédios contra o câncer vinham em quantidade menor

Quadrilha atuava em ações de fornecimento de medicamentos contra o câncer, mas não cumpria o combinado

25/04/2026 09h30

Operação realizada na quinta-feira reuniu Receita Federal, Polícia Civil, MPMS e Defensoria

Operação realizada na quinta-feira reuniu Receita Federal, Polícia Civil, MPMS e Defensoria Divulgação/Receita Federal

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A quadrilha sul-mato-grossense desmantelada por superfaturar remédios usados para tratamento contra o câncer também enviava medicamentos insuficientes para o prazo solicitado pelos pacientes, o que facilitava o esquema para embolsar milhões diante das doenças oncológicas dos assistidos.

Na quinta-feira, o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a Receita Federal, o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e a Defensoria Pública de MS (DPE-MS) deflagraram a Operação OncoJuris, que tem como alvo dois farmacêuticos, um advogado e dois ex-servidores da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES).

O esquema consistia no ingresso de pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem capacidade financeira ou estoque, em processos de remédios de alto custo por demanda judicial como terceiros interessados, oferecendo medicamentos com preços muito inferiores ao Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).

Após o repasse, grande parte dos recursos seria desviada sob a forma de “taxas de serviço” ou “assessoria”, chegando a porcentuais superiores a 70%, restando apenas uma pequena parcela para a aquisição efetiva dos medicamentos.

As investigações constataram que os remédios que chegavam às mãos dos pacientes não eram os mesmos determinados na judicialização, visto que eram importados de países asiáticos.

Além disso, esses medicamentos importados não tinham comercialização em território nacional autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em conversa com o Correio do Estado, a delegada responsável pelo Dracco, Ana Cláudia Medina, explicou que outra atitude de má-fé foi constatada durante a apuração do caso.

Foi descoberto que a quantidade de medicamentos entregue não correspondia à quantidade solicitada pelos pacientes, tornando-se insuficiente para o tratamento adequado.

“Uma das nossas diligências foi chamar o paciente, verificar o que estava prescrito, verificar o que tinha sido determinado para compra e verificar o que efetivamente recebeu, onde foram constatadas divergências inclusive na quantidade recebida. Ou seja, se pagou pela medicação de seis meses, mas as farmácias que estavam nessa engenharia criminosa forneciam por três meses. Virou um contexto criminoso com várias frentes”, explica.

A defensora pública Eni Maria Diniz, que foi peça fundamental para descobrir o esquema, também confirmou à reportagem que em diversos casos foram constatadas incongruências na quantidade de medicamentos.

Contudo, ela disse que não pode dar mais detalhes, pois o esquema segue em investigação e novas operações podem surgir em breve.

Até o momento, estima-se que os cofres públicos estaduais sofreram prejuízo de cerca de R$ 78 milhões em 12 meses por causa do esquema, que durou aproximadamente dois anos e meio.

Há também a confirmação de que outros estados foram prejudicados pelo grupo criminoso, mas ainda não há detalhes de quantos ou quais.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, em municípios de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais, e cinco mandados de prisão temporária em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, expedidos pelo Núcleo de Garantias do Poder Judiciário de Campo Grande.

PRESOS

Os farmacêuticos envolvidos são Luiz Henrique Marino, o único preso em Ribas do Rio Pardo, e Reginaldo Pereira dos Santos, ambos donos das farmácias que entravam nos processos como fornecedoras dos medicamentos solicitados. Reginaldo também é sócio de uma empresa especializada em assessoria para compra de medicamentos importados.

Os dois ex-servidores envolvidos no esquema são Guilherme de Oliveira Neto e Altair Penha Malhada, que atuavam na área de assistência farmacêutica e eram responsáveis por fornecer informações privilegiadas dos orçamentos que seriam de acordo com os limites legais, ou seja, que estariam dentro do limite do PMVG.

O primeiro foi exonerado em junho de 2025 e, somente no mês que antecedeu sua saída, recebeu mais de R$ 11 mil como servidor público, função que desempenhou durante seis anos. Já o segundo foi exonerado em agosto do ano passado depois de quase três anos e meio atuando na SES.

Por fim, o advogado preso é Victor Guilherme Lezo Rodrigues, que tinha a função de entrar no processo como representante das empresas, apresentando orçamentos que seriam do medicamento a um custo mais baixo, estando nos conformes do limite legal e passando despercebido pelo juiz responsável pelo caso, que acabava autorizando a aquisição.

* Saiba 

Em ações contra o poder público por intervenções na Saúde, o Poder Judiciário costuma determinar o bloqueio de verbas públicas para pagamento direto a fornecedores quando o Estado não apresenta o remédio em estoque, o que leva empresas a se interessarem, vencendo aquela que apresenta o menor preço.

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