Cidades

ENTRETENIMENTO PERIGOSO

Corumbá: DJ usa sinalizador, público inala fumaça e quase repete tragédia da Boate Kiss

Cerca de oito jovens foram hospitalizados, três sofreram complicações; a boate foi multada em R$ 47,4 mil

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O uso de sinalizadores gerou muita fumaça em uma boate em Corumbá, durante a noite de sábado e magrugada de domingo que resultou na internação e observação de oito jovens no pronto-socorro da cidade.

Eles inalaram fumaça e por terem problemas relacionados à bronquite, sofreram complicações. Precisaram ficar em observação e liberados durante a madrugada de domingo.

A situação foi semelhante ao que ocorreu em 2012, na boate Kiss, que ficava na cidade de Santa Maria (RS). Lá, porém, houve incêndio e ocorreu uma tragédia com mortes.

A situação dos sinalizadores e da fumaça gerou pânico na avenida Marechal Rondon, no Centro de Corumbá, e motivou correria durante a madrugada.

Diversos vídeos circulam nas redes sociais e aplicativos de troca de mensagens que mostram a situação de pânico.

A boate acabou multada em R$ 47,4 mil pelo Corpo de Bombeiros.

 

Os Bombeiros de Corumbá foram acionados para dar apoio. A primeira informação que receberam era de que havia incêndio na boate, mas depois constataram que o problema tinha sido a fumaça originada de sinalizadores. O recinto é todo fechado e fica no subsolo, bem próximo do Porto Geral da Capital do Pantanal. 

"São muitos os fatores que podem interferir em um princípio de incêndio, Mas os dois principais são o tipo de chama do artefato pirotécnico que pode ser quente ou fria; e também o tipo do revestimento do local: espuma flexível de poliuretano-poliéster ou outro tipo de material inflamável. Existem outros fatores de ambientes que podem interferir no cenário geral", apontou os Bombeiros de Corumbá, em relato divulgado à imprensa neste domingo.

Há leis editadas que procuram evitar o uso desse tipo de material em locais fechados, como boates e casas de show. Por conta da ocorrência do final de semana, uma equipe de vistoria vai visitar a boate para verificar a situação.

Conforme os Bombeiros, a boate em Corumbá tem certificado de funcionamento e o documento, até segunda ordem, está atualizado.

A legislação que trata sobre o uso de artefatos em locais fechados é a lei estadual nº 4.530, de 22 DE maio de 2014.

Ela proíbe a utilização de artefatos de pirotecnia e de materiais inflamáveis e não auto-extinguíveis em recintos fechados de uso coletivo, no território de Mato Grosso do Sul. Esse regramento especifica que os infratores das disposições ficam sujeitos a multa variável entre 50 e 5.000,00 UFERMS (UFERMS= R$ 47,40). 

Para a aplicação dessa multa, é necessária a vistoria dos Bombeiros e apuração de autoridades ligadas à certificação.

Providências

Importante frisar que a boate foi notificada e multada, sendo interditada até a correção das medidas de segurança. 

Pela notificação, fica sendo necessária a implantação de iluminações e sinalização, além da saídas de emergência (sendo que a chamada "barra anti-pânico" estava danificada). 

Foi imputada apenas ao proprietário e responsável pelo uso da edificação, uma multa pelo uso dos artefatos pirotécnicos, estipulada em 1.000 UFERMS, equivalendo a R$ 47.400,00. 

 

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Judiciário

Juiz que atuou em ônibus toma posse como desembargador nesta sexta

Após 23 anos na Justiça Itinerante de Campo Grande, magistrado assume cargo no TJMS

26/03/2026 12h45

O magistrado foi promovido ao cargo de desembargador por antiguidade durante sessão do Tribunal Pleno

O magistrado foi promovido ao cargo de desembargador por antiguidade durante sessão do Tribunal Pleno Divulgação TJMS

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O juiz Cezar Luiz Miozzo, conhecido por atuar durante 23 anos no ônibus da Justiça Itinerante de Campo Grande, toma posse como desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) nesta sexta-feira (27).

A sessão solene de posse e juramento está marcada para às 16 horas, no plenário do Tribunal Pleno, na Capital, e marca oficialmente o início da atuação do magistrado no segundo grau de jurisdição.

Miozzo foi promovido ao cargo no último dia 18 de março, por antiguidade, após decisão por aclamação dos integrantes do Tribunal Pleno. A escolha levou em consideração a longa trajetória do magistrado, marcada pela atuação próxima à população sul-mato-grossense.

“Chegar ao cargo de desembargador do nosso Tribunal de Justiça é uma sensação de profunda responsabilidade, mas, acima de tudo, um sentimento de dever cumprido nessa trajetória de 35 anos de magistratura.”

Segundo o magistrado, a chegada ao Tribunal representa o reconhecimento de uma trajetória pautada pelo esforço e pela ética, além do compromisso de contribuir com o trabalho da Corte, com foco no diálogo e no respeito à colegialidade.

Perfil

Natural de Verê (PR), ele ingressou na magistratura sul-mato-grossense em fevereiro de 1991, após ser aprovado no XIV Concurso para o cargo de juiz substituto do Estado, e atuou como juiz substituto em Dourados e Campo Grande.

Judicou nas comarcas de Miranda e Naviraí até ser promovido para a Capital, em novembro de 2001, onde atuou, desde abril de 2003, na 8ª Vara do Juizado Especial - Justiça Itinerante.

“Para ser sincero, nem no maior dos meus sonhos eu imaginava chegar a este honroso cargo. Para quem começa na magistratura, o tribunal parece um horizonte distante, quase inalcançável. Olhar para trás hoje e ver que agora passo a integrar esse tribunal não é apenas uma vitória na carreira, é o testemunho de que o esforço e a ética valem a pena”, contou.

Quase quatro décadas depois de optar pela magistratura, Miozzo é enfático ao afirmar que faria a mesma escolha.

Ele ressalta que é preciso ter vocação e, aos que buscam essa carreira, aconselha: é necessário pensar que, por trás de um processo, existem pessoas com suas angústias, na expectativa de que a demanda seja resolvida.

Questionado sobre o que se pode esperar dele ao assumir o novo desafio, Miozzo garantiu que está ciente da responsabilidade que a toga impõe e do impacto das decisões na vida do cidadão.

Assim, deve seguir comprometido com a celeridade, a imparcialidade e o fortalecimento do Estado de Direito, mantendo a humildade de quem sabe que o poder só faz sentido se for usado para servir.

“Chego ao Tribunal com o propósito de somar ao trabalho já realizado pelos desembargadores, pautando minha atuação no diálogo constante e no respeito à colegialidade. É verdadeiramente uma honra que ultrapassa qualquer ambição que eu tenha cultivado, ainda na infância ou na juventude. Agradeço a Deus, que me deu saúde e discernimento necessários para atravessar os momentos mais difíceis da carreira, e também à minha família, apoio de todas as horas”, completou.

Ao agradecer ainda aos colaboradores durante sua trajetória, assessores, estagiários e servidores do cartório, o agora desembargador lembrou que, no início da carreira, a estrutura de trabalho era menor e as demandas eram diferentes, já que o Judiciário não era tão procurado para solucionar os problemas da população.

“A era dos computadores estava começando, e trabalhávamos com máquina de escrever. Não havia celular nem internet de fácil acesso. Tínhamos um fax. Se hoje se reclama de estrutura deficiente, imagine naquela época.”

Dos lugares pelos quais passou, ele lembra com carinho de todas as comarcas, mas não esconde a paixão por comandar a 8ª Vara do Juizado Especial – Justiça Itinerante.

“Atuar na Itinerante, em contato direto com a população, com pessoas que necessitam da Justiça, é gratificante. Muitas vezes, os problemas são resolvidos de forma simples, e você abre a porta para a solução do que aflige aquela pessoa. Resolver processos e demandas é a profissão que escolhi, e há sempre um ser humano por trás de cada processo”, ressaltou.

*Colaborou Laura Brasil*

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CAMPO GRANDE

Polícia prende mulher que decepou orelha de companheiro

A suspeita esteve foragida desde o crime e tinha histórico de tentativa de homicídio de 2023

26/03/2026 12h30

Divulgação PCMS

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Na última quarta-feira (25) a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Policiamento Interestadual e Capturas (Polinter), prendeu uma mulher, de 46 anos, em Campo Grande. Foragida desde o início deste mês, a mulher teria histórico de crimes violentos.

A motivação da prisão foi por tentativa de homicídio e lesão grave. O primeiro crime ocorreu em janeiro de 2023, quando a mulher tentou assassinar um homem com uma faca. A vítima foi atingida com facadas no ombro, costas e abdômen.

O segundo crime foi mais recente, em outubro de 2024, suspeita de agredir o companheiro. De acordo com as informações, na ocasião, ela atacou o homem e decepou a orelha dele. Posteriormente, ela descartou o membro no lixo comum.

A mulher estava foragida desde a investigação do segundo crime, e foi capturada ontem.

Devido a violência dos crimes e fuga da envolvida, foi decretada prisão preventiva pela Justiça. A equipe da Polinter a encaminhou para realizar os procedimentos legais e agora permanece à disposição do Judiciário.

Não foi divulgada a motivação dos crimes.

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