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Cotação da soja melhora, mas produtor não vê a cor do dinheiro

Mesmo com a queda do dólar, exportador está faturando mais neste ano. Para o produtor, porém, o preço em 2026 está menor que em 2025

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Com aumento de 10,5% na comparação com o ano passado, Mato Grosso do Sul nunca faturou tanto com as exportações como no primeiro semestre de 2026, somando 5,9 bilhões de dólares, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. 

O resultado só não é melhor por conta da queda nos preços da celulose e do minério de ferro. Em compensação, verificou-se  significativa melhora nos preços internacionais da soja e da carne bovina.

Por conta disso, a soja voltou a ocupar o primeiro lugar nos produtos de maior relevância nas exportações de Mato Grosso do Sul, com 33,5% do total faturado, somando US$ 2 bilhões. Isso representa aumento de 30,5% ante igual perído do ano anterior. 

Porém, a melhora nos preços não chegou ao bolso dos produtores, que no último ciclo fizeram a maior colheita da história do Estado, com 16,774 milhões de toneladas. No primeiro semestre do ano passado foram exportadas 4,076 milhões de toneladas, ante 4,687 milhões de toneladas em igual período de 2026. 

A diferença, porém, foram os valores faturados. Em 2025, conforme os dados oficiais, as vendas externas renderam US$ 1,51 bilhão, com a tonelada rendendo 372 dólares. Neste ano, o faturamento ficou um pouco acima dos US$ 2 bilhões, ou US$ 427 a tonelada, uma alta de quase 15%. 

Traduzindo: no primeiro semestre do passado a saca de 60 quilos rendeu uma média de R$ 125,00 aos exportadores. Neste ano, o valor saltou para a casa dos R$ 134,00. Estes nove reais por saca faturados a mais pelos exportadores e que não chegaram ao produtor podem não parecer muito.

Mas, levando em consideração que 16,774 milhões de toneladas da última safra equivalem a cerca de 280 milhões de sacas, os exportadores elevaram em cerca de R$ 2,5 bilhões o seu faturamento e os agricultores não viram a cor deste dinheiro. 

Pelo contrário, os produtores receberam menos em 2026 do que no ano anterior. No primeiro semestre do ano passado o preço médio da soja ao produtor em Campo Grande, por exemplo, ficou entre R$ 117,00 e 121,00. Neste ano, o valor médio ficou entre R$ 108,00 e R$ 115,00.

Uma das explicações é a queda na cotação do dólar, que teve uma desvalorização média da ordem de 50 centavos de um ano para outro. No dia 30 de junho do ano passado, a saca em Campo Grande estava em R$ 116,00. Na mesma data deste ano, R$ 114,00. 

CARNE BOVINA

Outro setor fundamental para a economia de Mato Grosso do Sul é a carne bovina, cujas vendas externas renderam 49,3% a mais que no primeiro semestre do ano passado, passando de US$ 759 milhões para US$ 1,1 bilhão. 

Em média, a cotação da tonelada saltou de US$ 5,2 mil para US$ 6,2 mil. E, com preço melhor, o volume também aumentou, passando de 146 mil toneladas para 182 mil toneladas. O setor respondeu por 19,2% das exportações estaduais no primeiro semestre.

E, ao contrário daquilo que ocorreu com os produtores de soja, os pecuaristas estão colhendo os frutos deste bom momento. A cotação média da arroba no primeiro semestre de 2025 oscilou entre RS$ 294,00 e R$ 311,00. Neste ano, os valores melhoraram e oscilaram entre R$ 330,00 e R$ 355,00.

MINÉRIOS

Mas, os setores da agricultura e pecuária têm motivos para comemoração, o setor da mineração está literalmente entrando em apuros. O volume de minérios exportados saltou de 3,94 milhões de toneladas para 5,11 milhões de toneladas. Isso representa aumento da ordem de 30%.

O faturamento, contudo, despencou de US$ 187,5 milhões para apenas US$ 108,8 milhões nos primeiros seis meses. Em média, o vaturamento por toneladas caiu de US$ 46,3 para apenas US$ 21,2, uma queda superior a 50% na cotação. 

Esta retração não significou queda somente no faturamento dos exportadores. A arrecadação dos royalties da mineração registrou queda de 23% no primeiro quadrimestre de 2026, acendendo um alerta sobre a dependência econômica de municípios que tem forte dependência da mineração, como Corumbá e Ladário. 

Entre janeiro e abril, o volume arrecadado pela Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) caiu de R$ 15,3 milhões em 2025 para R$ 11,7 milhões neste ano, segundo dados recentes. 

No ano passado, o faturamento com exportações de minério representaram 3,8% daquilo que o Estado exportou. Neste ano, a participação é de apenas 1,8%. 

CELULOSE

Fenômeno semelhante está ocorrendo com as exportações de celulose. Em 2025, a produção das três indústrias em atividade no Estado equivaleu a 28,9% dos US$ 10,8 bilhões faturados com as exportações. No primeiro semestre dese ano, o setor responde por 24,3%, ficando atrás da soja (33,5%). 

Por conta da queda no preço, as indústrias até reduziram as vendas externas, que passaram de 3,522 milhões de toneladas para 3,187 milhões, uma redução de quase 10%. O faturamento, contudo, teve queda maior, de 16,6%, passando de US$ 1,7 bilhão para US$ 1,4 bilhão no semestre.

LOTERIAS

Mega-Sena terá 5 sorteios seguidos na última semana de outubro

Concursos serão realizados diariamente entre 26 e 30 de outubro; programação especial também terá referência ao Outubro Rosa.

05/10/2026 17h21

Mega-Sena terá cinco sorteios consecutivos entre os dias 26 e 30 de outubro, durante a programação especial da Mega Semana.

Mega-Sena terá cinco sorteios consecutivos entre os dias 26 e 30 de outubro, durante a programação especial da Mega Semana. Foto: Divulgação Loterias Caixa.

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A Mega-Sena terá uma programação especial na última semana de outubro, com cinco sorteios consecutivos em cinco dias. Entre 26 e 30 de outubro, os concursos serão realizados de segunda a sexta-feira, em uma sequência que foge do calendário regular da modalidade. 

A chamada Mega Semana compreenderá os concursos 3076, 3077, 3078, 3079 e 3080. O primeiro sorteio da série será realizado no dia 26, uma segunda-feira, e o último está previsto para o dia 30, sexta-feira. 

As regras da Mega-Sena permanecem as mesmas durante a programação especial, sem alteração na forma de apostar ou nas chances de premiação.

Na aposta simples, com seis números marcados entre os 60 disponíveis, a probabilidade de acertar as seis dezenas e levar o prêmio principal é de 1 em 50.063.860.

A realização de cinco concursos consecutivos aumenta o número de oportunidades de participar ao longo da semana, mas não modifica a chance matemática de acerto em cada sorteio.

A programação concentrada deve tornar o fim do mês um dos períodos mais movimentados do calendário recente da Mega-Sena, com uma oportunidade de aposta por dia durante toda a semana.

Além da mudança no cronograma, outubro também terá uma identidade visual diferente nos jogos. Em referência ao Outubro Rosa, os tradicionais volantes da Mega-Sena passaram a aparecer na cor rosa ao longo do mês. 

Mega-Sena terá cinco sorteios consecutivos entre os dias 26 e 30 de outubro, durante a programação especial da Mega Semana.Mega-Sena ganhou identidade visual rosa durante outubro em referência à campanha de conscientização sobre o câncer de mama. Foto: Divulgação Loterias Caixa.

 

A iniciativa faz referência à campanha de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, uma das mobilizações de saúde mais conhecidas do calendário anual.

Cinco concursos em sequência

O cronograma previsto para a Mega Semana será o seguinte:

  • 26 de outubro - concurso 3076
  • 27 de outubro - concurso 3077
  • 28 de outubro - concurso 3078
  • 29 de outubro - concurso 3079
  • 30 de outubro - concurso 3080

Com isso, os apostadores terão cinco concursos consecutivos, sem intervalo entre os sorteios durante os dias úteis da semana. 

A sequência também tende a aumentar a movimentação em lotéricas, plataformas digitais de apostas e grupos que participam de bolões.

Bolão aposta na força do jogo coletivo

Entre os grupos que se preparam para a sequência está o Bolão Vamos Ganhar!, de Mato Grosso do Sul, que reúne participantes em apostas coletivas.

Fernando é o responsável pela organização do grupo e disponibilizou o telefone (67) 98145-9246 para contato e mais informações sobre o bolão da Mega Semana.

A proposta é dividir os custos entre os integrantes e, com isso, ampliar a quantidade de combinações realizadas. Segundo o material do grupo, a estratégia permite montar um volume maior de jogos do que seria possível individualmente. 

O grupo já reuniu grandes mobilizações em concursos anteriores. Na Lotofácil da Independência, por exemplo, foram 875 participantes e mais de R$ 101 mil destinados à montagem dos jogos. 

O histórico informado também inclui duas quinas e 17 quadras no concurso 3038 da Mega-Sena, com retorno total de R$ 158,6 mil, além de outras premiações em concursos da Mega-Sena e loterias especiais. 

Os responsáveis ressaltam que resultados anteriores não representam garantia de novos acertos. 

Para a Mega Semana de outubro, o grupo está aberto a novos participantes interessados em conhecer a dinâmica, os valores das cotas e a composição dos jogos.

 

Cidades

Exposição na Capital resgata chegada da ferrovia e projeta futuro da indústria de MS

Mostra gratuita pelos 80 anos do Sesi usa inteligência artificial, imagens históricas e experiências imersivas

05/10/2026 17h16

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Uma exposição que será aberta nesta semana em Campo Grande vai usar a história da ferrovia, imagens de arquivo e inteligência artificial para recontar parte das transformações que marcaram Mato Grosso do Sul e projetar os desafios da indústria para as próximas décadas. A mostra “Sesi 80 anos: Indústria em Movimento Do trilho ao bit” será inaugurada na quarta-feira (7) e poderá ser visitada gratuitamente a partir de quinta-feira (8).

A exposição usa fotografias históricas, documentos, vídeos, mapas interativos e recursos de inteligência artificial para reconstruir momentos da história regional e conectar a transformação provocada pela ferrovia aos desafios atuais da indústria sul-mato-grossense.

O percurso começa com a recriação da chegada da Maria Fumaça à então pequena vila de Campo Grande. Em uma sala imersiva, projeções, sons e fotografias animadas mostram como a ferrovia contribuiu para a urbanização e criou condições para a expansão econômica da região.

A partir desse episódio, a mostra avança para a criação do Sesi, em 1946, sua instalação em Mato Grosso do Sul e a ampliação da atuação da instituição nas áreas de educação, saúde, cultura, esporte e qualidade de vida dos trabalhadores.

Do trilho ao futuro

Dividida em quatro estações, a exposição também deixa o registro histórico para abordar os caminhos que a indústria sul-mato-grossense pretende seguir nas próximas décadas.

O terceiro núcleo apresenta a evolução da educação e sua relação com as transformações do mercado de trabalho e da indústria. Já a última estação aborda temas como bioenergia, energia limpa, sustentabilidade, Rota Bioceânica, inclusão social e inovação.

A experiência também reúne depoimentos de trabalhadores, empresários e educadores, além de animações e trilhas sonoras relacionadas a diferentes períodos históricos.

A proposta é mostrar que, assim como a ferrovia foi um elemento de transformação econômica no passado, educação, tecnologia e inovação ocupam papel central nas mudanças que devem marcar a indústria nas próximas décadas.

A exposição celebra os 80 anos do Sesi no país e tem como conceito central a ideia de que “toda indústria começa com pessoas”.

A visitação gratuita ocorre de 8 a 17 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos fins de semana e feriado, das 10h às 18h. A inauguração será na quarta-feira (7), às 18h30, no Edifício Casa da Indústria, na Avenida Afonso Pena, 1.206, bairro Amambaí, em Campo Grande. Grupos podem fazer agendamento pela página da exposição.

 

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