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Cotas em universidades são ampliadas e ciganos passam a ter direito

Levantamento aponta diversificação das cotas, que também incluem reserva de vagas para negros, indígenas, alunos de escola pública, quilombolas e pessoas com deficiência

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Além das cotas previstas em lei para pessoas negras, indígenas, quilombolas,  de baixa renda, pessoas com deficiência e  de escolas públicas, outros públicos têm sido atendidos nas reservas de vagas nos últimos anos nas instituições de ensino superior.    

Levantamento realizado pelo jornal O Globo aponta que, em vários locais do Brasil, passaram a ser beneficiados  a população do campo, refugiados, presos, filhos de policiais mortos em serviço e pessoas transgênero, com regras criadas pelas próprias instituições de ensino em diferentes contextos locais. 

Em Mato Grosso do Sul, no entanto, esses públicos não têm direito a vagas de cotistas, sendo beneficiados apenas os casos previstos em lei.

A pesquisa foi feita pelas vagas disponíveis na última edição do Sistema de  Seleção Unificado (Sisu), onde alunos usam a nota do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) para concorrerem às vagas nas universidades.

No Estado, todas disponibilizam cotas para negros, pessoas com deficiência, quilombolas e estudantes da rede pública, que continuam sendo os maiores beneficiados da política de reserva de vagas nas instituições de ensino superior. 

É importante que os candidatos fiquem atentos as regras de cada universidade.  

Em todo o Brasil, a quantidade total de vagas para cotistas somou 140 mil na última edição do Sisu, enquanto as da ampla concorrência passa de 120 mil. 

Lei de cotas

A Lei de Cotas foi criada em 2012 e renovada em 2024. Ela prevê que as universidades e institutos federais devem reservar pelo menos 50% das vagas para pessoas que se formaram na escola pública.

A norma prevê ainda que elas podem ser mais focalizadas, destinando vagas para autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

No entanto, as instituições têm autonomia para criar reserva de vagas para outros grupos além do que estabelece a lei.

Quanto aos grupos minoritários, além de pessoas trans e ciganos, o Sisu 2025 também teve vagas reservadas para refugiados, professores de escolas públicas, indígenas aldeados, população de campo, filhos de policiais e bombeiros mortos em serviço, surdos e prisioneiros.

A maior parte das vagas, no entanto, está reservada para os grupos previstos em lei: negros, indígenas, pessoas com deficiência e quilombolas.

 Além de pertencerem a esses grupos sociais, os candidatos muitas vezes precisam se enquadrar em critérios de renda, que, em geral, é de 1,5 salário mínimo, mas pode variar, e terem sido alunos de escolas públicas pelo menos no ensino médio.

* Matéria alterada às 17h23 do dia 23/09 para correção de informação. Inicialmente, a reportagem afirmava que havia cotas de ciganos na UFMS e IFMS, mas não há vagas reservadas para este público em ambas as instituições.

Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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