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Covid-19 leva Bradesco a fechar duas agências em Campo Grande

Sindicato dos Bancários da Capital diz que bancos não estão levando informações de infectados à entidade

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A agência bancária do Bradesco localizada na avenida Calógeras, em Campo Grande, está fechada por tempo indeterminado após dois funcionários testarem positivo para Covid-19. 

O aviso aos usuários fixado na porta diz que a agência passará por desinfecção e cumprimento das medidas de prevenção ao Coronavírus. 

De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande, Neide Maria Rodrigues, a agência da Calógeras só foi fechada após a intervenção da entidade, antes disso, o atendimento estava acontecendo normalmente. 

Além desta agência, no Bradesco da 13 de Maio esquina com Marechal Cândido Rondon, Agência Central, todos os funcionários testaram positivo para Covid-19. O local também não está realizando atendimento ao público. 

Ainda de acordo com a entidade, as agências não estão notificando os casos de Covid-19 em funcionários. Entretanto, o sindicato está fazendo o levantamento por conta própria indo diretamente de banco em banco. 

“A agência prefere fingir que não está acontecendo nada porque, se abrem um protocolo, o banco precisará seguir. Então, continuam a atender, expondo ao perigo inclusive terceirizados que trabalham na segurança e limpeza da agência, além dos clientes”, aponta Maria. 

A presidente afirma que os casos entre bancários estão crescendo desde a semana passada e a representação nacional da instituição está em tratativa com a Federação Nacional dos Bancos (Fenabam) para definir protocolos de biossegurança para as agências.

 

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Condenado

Homem é condenado a 67 anos por matar três pessoas na Capital

Crime ocorreu em 2014. Após ficar dez anos foragido, homem foi condenado por matar três pessoas queimadas vivas e tentar assassinar a ex-companheira em incêndio criminoso no Jardim Colúmbia.

21/05/2026 19h29

Foto: Divulgação

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Após permanecer foragido por uma década, Adriano Ribeiro Espinosa, de 38 anos, foi condenado a 67 anos de prisão em regime fechado pela chacina provocada por um incêndio criminoso que matou três pessoas e deixou uma mulher gravemente ferida, em Campo Grande.

O julgamento ocorreu nesta terça-feira (20), na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

O crime aconteceu em 13 de outubro de 2014, no bairro Jardim Colúmbia, e chocou a população pela brutalidade. Segundo a denúncia, Adriano agiu motivado por ciúmes da então companheira, Edna Rodrigues de Souza, ao encontrá-la ingerindo bebidas alcoólicas com amigos na residência onde ocorreu o ataque.

Conforme os autos, o acusado arquitetou o crime com a ajuda de um adolescente de 16 anos, identificado como Sérgio Torres de Oliveira. Os dois compraram combustível e atearam fogo na casa localizada na Rua Uruanã, enquanto quatro pessoas estavam no interior do imóvel.

Morreram no incêndio Lucinda Ferreira Torres, de 41 anos, Daniel Candia, de 38, e Hélio Queiroz Neres, de 37 anos. Edna Rodrigues de Souza sobreviveu após passar mais de 40 dias internada em estado grave.

Durante o julgamento, o Promotor de Justiça Substituto Leonardo da Silva Oba sustentou que o incêndio foi praticado de forma premeditada e com extrema crueldade. O MPMS apresentou três qualificadoras para os homicídios consumados e tentado: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Segundo o Ministério Público, Adriano agiu por ciúmes, utilizando o fogo como instrumento para causar sofrimento intenso às vítimas. Além disso, a Promotoria destacou que o imóvel possuía grades nas janelas e estava com as portas trancadas, impedindo qualquer possibilidade de fuga.

O MPMS também argumentou que o incêndio foi utilizado como crime-meio para alcançar o crime-fim, que eram os homicídios.

A acusação conseguiu ainda aumentar a pena-base ao sustentar o contexto de violência doméstica contra a sobrevivente e a participação do adolescente no crime.

Na sentença, o juiz presidente do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, destacou a elevada culpabilidade do réu e a premeditação da ação criminosa. Conforme a decisão, Adriano pediu para o adolescente comprar o combustível e escolheu um horário de vulnerabilidade das vítimas para executar o ataque.

O condenado permaneceu foragido por aproximadamente dez anos e foi capturado apenas em março de 2025, no município de Maracaju.

Relembre o crime

O caso teve grande repercussão em Campo Grande em 2014. Conforme as investigações, horas antes do incêndio, Lucinda Ferreira Torres havia expulsado o filho adolescente de casa após desentendimentos familiares.

Pouco depois, o jovem encontrou Adriano em um bar da região e os dois passaram a discutir a ideia de incendiar a residência. Uma testemunha ouviu a conversa e posteriormente ajudou a polícia durante as investigações.

Imagens de câmeras de segurança mostraram o adolescente chegando de bicicleta a um posto de combustíveis para comprar gasolina em um galão. Em seguida, ele seguiu até a casa acompanhado de Adriano.

De acordo com a investigação, o adolescente espalhou o combustível pelo imóvel enquanto Adriano riscou o fósforo e iniciou o incêndio.

Desesperadas, as vítimas tentaram fugir das chamas, mas encontraram dificuldades porque a casa possuía grades nas janelas e a porta estava trancada. Uma testemunha chegou a arrombar a entrada com um machado para tentar salvar os moradores.

Lucinda morreu ainda no local. Hélio e Daniel chegaram a ser socorridos e encaminhados para a Santa Casa, mas não resistiram aos ferimentos. Edna Rodrigues de Souza foi a única sobrevivente da chacina.

Falsos Policiais

Quadrilha que fingia ser polícia para roubar é alvo em MS

Operação em Dourados cumpre cinco mandados e apreende arma, munições e centenas de produtos eletrônicos

21/05/2026 18h28

Foto: Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, nesta quinta-feira (21), uma operação contra uma associação criminosa investigada por praticar roubos contra contrabandistas na região de Dourados.

Segundo as investigações, os integrantes do grupo se passavam por policiais para abordar motoristas que transportavam mercadorias contrabandeadas e descaminhadas.

A ação foi realizada por equipes do Setor de Investigações Gerais e Núcleo Regional de Inteligência (SIG/NRI) de Dourados, em conjunto com a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron). Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou ainda no ano passado, após o surgimento de informações sobre um grupo criminoso que atuava na região utilizando falsos procedimentos policiais para interceptar veículos carregados com produtos ilegais.

Durante as abordagens, os suspeitos anunciavam o assalto, roubavam veículos e cargas e utilizavam armas de fogo, além de violência contra as vítimas.

As investigações apontaram que o líder da quadrilha foi preso em flagrante no mês de janeiro, logo após um roubo ocorrido em Dourados. Na ocasião, os criminosos teriam roubado uma carga de perfumes e efetuado disparos contra as vítimas durante a fuga.

Já no início de março, outros três integrantes do grupo foram presos preventivamente após avanço das apurações conduzidas pelas equipes policiais.

No decorrer da investigação, os agentes identificaram ainda uma mulher suspeita de participação na associação criminosa e dois receptadores dos produtos roubados. Os três foram alvos dos mandados cumpridos nesta quinta-feira em cinco endereços ligados aos investigados.

Durante as buscas em uma loja pertencente a um dos alvos, identificado pelas iniciais F.F.L., de 40 anos, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 com quatro munições intactas, além de 396 fontes de carregadores de celular e 335 fones de ouvido.

O suspeito foi encaminhado para a sede do SIG de Dourados, onde acabou autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Os demais investigados também foram levados para interrogatório e seguem sendo investigados por possível participação no esquema criminoso que atuava na fronteira sul do Estado.

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