Cidades

TEMPO

Coxim registrou a menor umidade do ar do País e semelhante ao deserto

Entre os 20 municípios mais secos do País, 4 são de Mato Grosso do Sul

Continue lendo...

Coxim foi a cidade mais seca do Brasil nesta quarta-feira (3), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

A umidade relativa do ar atingiu 12% no município, próxima ao registrado no deserto africano do Saara (10%-15%). 

Entre os 20 municípios mais secos do País, quatro são de Mato Grosso do Sul.

Sonora (13%), Água Clara (14%) e Costa Rica (15%) são municípios sul-mato-grossenses que também registraram as menores umidades do País nesta quarta.

No ranking das 20 cidades mais secas do Brasil, Coxim ocupou o 1º lugar, Sonora 8º, Água Clara 14º e Costa Rica a 16ª posição.

Umidade relativa do ar é a quantidade de água em forma de vapor dispersa pelo ar.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade indicada é de no mínimo 60%. O instrumento utilizado para medir a umidade é o higrômetro.

Além disso, Três Lagoas (36,5ºC) estava entre as 20 cidades mais quentes do Brasil nesta quarta-feira (3). O município registrou 36,5ºC e ocupou a 16ª posição. 

O clima seco é típico da estação de inverno, que começou em 21 de junho e terminará em 22 de setembro de 2022. 

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o calor intenso e contínuo registrado em Mato Grosso do Sul, em plena estação de inverno, se dá em razão do fenômeno Lã Niña

O meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Ernesto Alvin, afirmou ao Correio do Estado que o fenômeno Lã Niña causa tempo seco, clima quente e chuvas abaixo da média na região Centro-Oeste, onde Mato Grosso do Sul está localizado. 

O prognóstico de inverno do meteorologista Natálio Abrahão apontou temperaturas acima do normal entre junho e agosto e tempo seco, sem perspectiva de chuva, entre julho e agosto. 

Recomendações 

Segundo orientações do Ministério da Saúde, em caso de tempo seco o cidadão deve:

  • Beber dois litros de água por dia
  • Evitar atividades físicas das 9h às 17h
  • Umidificar o ambiente com toalha molhada ou balde de água
  • Evitar exposição solar
  • Hidratar a pele
  • Evitar ambientes fechados
  • Evitar uso de fogo

Naviraí

TJMS suspende cargo de procurador-geral adjunto ocupado sem concurso no interior

Decisão do Órgão Especial considera que função exerce atividades técnicas permanentes e deve ser ocupada por servidor concursado

13/05/2026 16h12

TJMS suspende cargo de procurador-geral adjunto ocupado sem concurso no interior

TJMS suspende cargo de procurador-geral adjunto ocupado sem concurso no interior Divulgação

Continue Lendo...

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu suspender, de forma provisória, o provimento em comissão do cargo de procurador-geral adjunto do município de Naviraí. A medida vale até o julgamento final da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), ainda sem data definida.

A decisão foi tomada por unanimidade durante sessão permanente e virtual. A ação foi relatada pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva.

A ADI foi proposta pela Associação dos Procuradores dos Municípios do Estado de Mato Grosso do Sul contra dispositivos da Lei Complementar Municipal nº 132/2013, alterada pela Lei Complementar nº 268/2023, do município de Naviraí.

A legislação previa o preenchimento em comissão dos cargos de procurador-geral do município e procurador-geral adjunto.

Ao analisar o pedido cautelar, o relator destacou que os cargos em comissão representam exceção à regra constitucional do concurso público e devem ser destinados apenas a funções de direção, chefia e assessoramento.

Segundo o magistrado, o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal admite, em determinadas situações, que o cargo de procurador-geral do município seja ocupado por nomeação política, desde que exerça funções de direção superior e assessoramento estratégico ao chefe do Executivo.

Entretanto, no caso do cargo de procurador-geral adjunto, o desembargador apontou que as atribuições previstas na legislação municipal envolvem atividades típicas e permanentes da advocacia pública, como emissão de pareceres jurídicos, análise de contratos e licitações, consultoria jurídica institucional e representação judicial do município.

Para o relator, essas funções devem ser desempenhadas exclusivamente por procuradores efetivos aprovados em concurso público, principalmente quando já existe estrutura organizada de advocacia pública municipal.

Em seu voto, Luiz Claudio Bonassini da Silva afirmou que a distinção entre os dois cargos foi determinante para a decisão cautelar. Segundo ele, enquanto o cargo de procurador-geral possui natureza institucional e diretiva, o cargo de procurador-geral adjunto exerce funções técnico-jurídicas permanentes típicas da advocacia pública municipal.

Com a decisão, fica suspensa apenas a eficácia da norma que autoriza o preenchimento em comissão do cargo de procurador-geral adjunto. A legislação referente ao cargo de procurador-geral do município permanece válida até o julgamento definitivo da ação.

Prisão

Bicheiro Carlinhos Cachoeira é preso pela Polícia Federal em São Paulo

Conhecido nacionalmente por envolvimento em esquemas de jogos ilegais, Cachoeira foi abordado por agentes da PF logo após desembarcar no terminal paulista

13/05/2026 15h45

Carlinhos Cachoeira

Carlinhos Cachoeira Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Polícia Federal prendeu, na tarde desta quarta-feira (13), o contraventor Carlinhos Cachoeira no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. A prisão preventiva foi determinada pela 8ª Vara Criminal de Goiânia, em meio a uma investigação que apura os crimes de calúnia, difamação e injúria.

Conhecido nacionalmente por envolvimento em esquemas de jogos ilegais, Cachoeira foi abordado por agentes da PF logo após desembarcar no terminal paulista. Até o momento, a defesa dele não se manifestou sobre a prisão.

Carlos Augusto de Almeida Ramos ganhou notoriedade em 2012, após ser apontado pela Polícia Federal como líder de uma organização criminosa voltada à exploração de caça-níqueis e corrupção. O esquema foi revelado durante a Operação Monte Carlo, uma das maiores investigações da PF na época.

O caso teve forte repercussão política depois da divulgação de interceptações telefônicas que mostravam contatos frequentes entre Cachoeira e o então senador Demóstenes Torres.

As investigações também citaram empresários, agentes públicos e atingiram a construtora Delta Construções, culminando na criação de uma CPMI no Congresso Nacional para apurar o esquema.

Preso durante a operação em 2012, Cachoeira chegou a ser condenado por crimes como corrupção, formação de quadrilha e exploração de jogos ilegais. Somadas, as penas ultrapassavam 39 anos de prisão. Posteriormente, parte das condenações foi revista e ele passou a responder a alguns processos em liberdade, após decisões judiciais e recursos apresentados pela defesa.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).