Cidades

IMUNIZAÇÃO

Crianças de seis meses a menores de um ano já podem se vacinar contra Covid-19 em Campo Grande

Imunização está disponível em todas as regiões urbanas da Capital

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A prefeitura de Campo Grande ampliou, nesta quarta-feira (28), o público infantil que está apta a receber a imunização contra Covid-19. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), informou que a imunização já está disponível para crianças de seis meses a menores de um ano sem comorbidades. 

A autorização para expandir o público foi feita pelo Ministério da Saúde e o imunizante usado continua sendo a “Pfizer Baby”. Até então, a vacina estava disponível apenas para bebês de seis meses a 2 anos e 11 meses com comorbidades. 

De acordo com superintendente de Vigilância em Saúde da pasta, Veruska Lahdo, a ampliação de público será feita de forma escalonada devido a quantidade reduzida de imunizantes disponíveis. 

“À medida que houver disponibilização de vacinas pelo Ministério da Saúde, nós poderemos ampliar o público”, destaca. 

Embora o público tenha se expandido nesta quarta-feira, muitas crianças já haviam se imunizado durante a “xepa” da vacina, que foi aberta para que doses de vacinas destinadas aos bebês com comorbidades não fossem desperdiçadas. 

A vacinação está disponível em todas as regiões urbanas de Campo Grande, incluindo o Centro, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h00 e das 13h00 às 16h45. 

VEJA OS LOCAIS:

  • Unidade Básica de Saúde 26 de Agosto
  • Unidade de Saúde da Família Moreninhas 
  • Unidade Básica de Saúde Dona Neta
  • Unidade de Saúde da Família Paulo Coelho Machado
  • Unidade de Saúde da Família Noroeste
  • Unidade Básica de Saúde Sílvia Regina
  • Unidade de Saúde da Família Aero Itália
  • Unidade Básica de Saúde Caiçara
  • Unidade de Saúde da Família Santa Emília
  • Unidade de Saúde da Família São Francisco 

Para os bebês e crianças que já tomaram a primeira dose, a segunda só pode ser aplicada em um intervalo de quatro semanas. Já a terceira dose deve respeitar o intervalo de oito semanas. 

ALCANCE

De acordo com o Sesau, 46 crianças menores de 01 ano já se vacinaram com pelo menos uma dose. Entre 01 e 02 anos foram 251 crianças com ou sem comorbidades. 

Ainda segundo os números da pasta, até o momento foram imunizadas 1.707 crianças de até 03 anos, 2.448 crianças de 04 anos já estão vacinadas, bem como 4.320 crianças de 05 anos  já se vacinaram e 8.595 crianças até 06 anos já tomaram a vacina.

 

CONFLITOS

Conflito no Oriente Médio preocupa famílias de MS

Região vive guerra após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã, o que resultou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei; Líbano também teve bombardeios

05/03/2026 08h20

Arquivo pessoal

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Sem saber o que as espera, famílias com conexões campo-grandenses e libanesas relatam o medo e a preocupação em meio à guerra no Oriente Médio, que já soma centenas de mortos e feridos após ataques e contra-ataques de Estados Unidos, Israel e Irã, com diversos outros países afetados.

No sábado, os Estados Unidos e Israel armaram uma ofensiva aérea contra o Irã, sob a justificativa de que o país estaria se aproximando da produção de uma arma nuclear, após constatarem enriquecimento de urânio, utilizado como combustível para energia nuclear e na indústria bélica.

Como resultado, a ação matou o líder supremo iraniano Ali Khamenei, o que intensificou o conflito entre as nações.

Secretário da Junta Militar, Márcio Jamil nasceu em Campo Grande, mas tem raízes libanesas, e sua mãe e sua irmã moram no país asiático, na cidade de Zahlé – que fica a 30 quilômetros dos bombardeios –, desde 1994.

Márcio Jamil com as irmãs e a mãe, que desde 1994 moram na cidade de Zahlé, no Líbano - Foto: Arquivo pessoal

Ele explica que os pais e as irmãs se mudaram para o Líbano para que a criação das duas fosse feita no país de origem da família. Nesses 32 anos, Márcio conta que outros conflitos já ocorreram na região, mas o atual preocupa mais, pela intensidade e a frequência dos bombardeios, além de não ter previsão de cessar-fogo.

“A tensão é muito grande agora, maior que nos outros momentos, porque está envolvendo todos os países árabes e afeta muito o Líbano. Os espaços aéreo, terrestre e marítimo estão todos fechados. Estão bombardeando perto da área de residência da minha família, mais para o sul do Líbano. Mas, por enquanto, eles estão salvos”, conta à reportagem.

Por causa da instabilidade da internet na região, o secretário diz que a comunicação com a mãe e a irmã é difícil de acontecer com frequência, o que já resulta em quase uma semana sem contato. Contudo, ele diz que sua outra irmã, que atualmente reside na Suécia, conseguiu contato com elas e confirmou que estão bem.

Como é impossível sair ou entrar no Líbano neste momento, a família pensa em vir para o Brasil, mas somente depois da guerra acabar.

“A gente está torcendo para que encerre os ataques para ver se consegue trazer elas para cá agora ou em algum momento. Nesse ponto da guerra, elas ainda não querem vir, mas a gente está tentando convencê-las para vir agora”, reforça.

Intérprete das Nações Unidas no sul do Líbano e orientador da religião muçulmana, Abdala Dakour nasceu e mora no Líbano, mas mantém conexões em Campo Grande por já ter morado na capital sul-mato-grossense e ainda ter uma propriedade na Rua 14 de Julho, além de um sobrinho residir no Município.

De preto, Abdala Dakour, ao lado de membros do exército e pessoas da comunidade onde mora - Foto: Arquivo pessoal

Atualmente, Abdala mora com seus filhos e sua esposa em Rafid, uma vila no distrito de Rashaya com habitantes predominantemente muçulmanos sunitas. Mesmo sem pisar em Campo Grande desde 2001, o líder religioso pensa em voltar à cidade ainda este ano ou em 2027, mas depende dos imbróglios políticos libaneses.

“Por enquanto, vou ficar no Líbano, mas devemos, se Deus quiser, este ano ou no ano que vem, ir para Campo Grande, até porque temos propriedade ainda em Campo Grande. Vai depender da situação do Oriente Médio em geral. Se agora não melhorar e for para o pior e não tiver mais condição de melhorar, devemos retornar [para o Brasil]”, destaca.

Até o fechamento desta edição, já eram 74 mortos e mais de 360 feridos no Líbano em decorrência do conflito na região, segundo informações do líder religioso.

Cônsul honorário do Líbano em Mato Grosso do Sul, Eid Toufic Anbar também conversou com a reportagem sobre o momento de tensão que vive o país. O cônsul se limitou a dizer que “o Líbano sempre foi o campo de batalha dos outros” e, “infelizmente, temos que aguardar a situação melhorar”.

SECRETÁRIO

Campo Grande tem outro representante presente na guerra do Oriente Médio. Trata-se do ex-vereador Sandro Benites, que está em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos , há mais de uma semana.

Em conversa com o Correio do Estado, o ex-vereador, que atualmente atua como secretário municipal de Esportes de Campo Grande, contou que está “exercendo a paciência”.

Por enquanto, Sandro relatou que não ouviu mais bombardeios e que não ocorreram novas situações em que tenham sido chamados para adentrar o bunker do hotel onde está hospedado.

O secretário saiu de férias no dia 19 de fevereiro e viajou para Dubai no dia 25 com amigos, para participar de um encontro. Desde domingo, tenta retornar, mas o aeroporto está fechado.

A próxima tentativa de retorno será hoje. Enquanto isso, ele segue acompanhando os informes da empresa aérea, que atualiza o site com possíveis mudanças.

CONFLITO

Não é segredo para ninguém que o Oriente Médio vive em guerra há centenas de anos, seja por motivos religiosos, seja por conflitos armamentistas com outros países. No sábado, a situação piorou, após o líder iraniano, sua filha e sua esposa morrerem depois de ataques coordenados pelas forças militares americanas e israelenses.

Desde então, a guerra já envolveu pelo menos mais sete países, incluindo o Líbano. Especificamente na região libanesa, Israel abriu uma nova frente da guerra no início da semana, contra o grupo extremista Hezbollah, na fronteira, que fica ao sul do Líbano, onde ocorreram bombardeios na manhã de ontem.

No mesmo dia, o exército israelense enviou um alerta pedindo que os moradores de toda a região sul do Líbano deixem suas casas e sigam em direção ao norte do Rio Litani, espécie de fronteira militar em conflitos entre Israel e o Hezbollah e um importante curso de água daquela região do país.

Somente no Irã, mais de mil pessoas já morreram, segundo a organização humanitária iraniana Crescente Vermelho, além do conflito já ter causado mortes em Israel, no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos.

Países europeus como França, Grécia e Reino Unido estão reforçando a presença militar na região, especialmente no Chipre, que fica próximo da costa litorânea do Líbano.

A guerra só deve acabar após negociação pela paz ser selada entre Irã e Estados Unidos, mas isso é algo que está fora de cogitação pelas autoridades iranianas, que pretendem continuar o conflito e estão mais “enfurecidas” e determinadas após a morte de Ali Khamenei.

Colaborou Laura Brasil

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PESQUISA

Em Campo Grande, preço das flores pode variar em até quatro vezes no Dia das Mulheres

Além das floriculturas, o Procon também analisou o café da manhã e os serviços de autocuidado nos estabelecimentos de Campo Grande

04/03/2026 18h45

Pesquisa do Procon indica variação de até 214% no preço das flores

Pesquisa do Procon indica variação de até 214% no preço das flores Foto: Reprodução

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Perto do Dia Internacional da Mulher, celebrado no próximo domingo (8), o Procon Mato Grosso do Sul foi às ruas para pesquisar os preços de produtos e serviços vendidos por floriculturas e espaços de beleza, em Campo Grande. 

O consumidor de Campo Grande pode economizar mais de 200% apenas trocando de estabelecimento para o mesmo produto. Como a pesquisa foi feita em 23 de fevereiro, a tendência é que os preços sofram nova alta conforme a data comemorativa se aproxima.

O consumidor deve se atentar a diferença dos valores ofertados, caso queira economizar no presente. O buquê simples com seis rosas nacionais foi o produto que apresentou a mais expressiva diferença de preços, chegando a 214,29%. O produto pode ser adquirido por R$ 70 na floricultura Pantanal Garden, no Bairro Monte Castelo, enquanto que na Varanda e Flores, no Jardim dos Estados, o preço é R$ 220.

Orquídeas apresentaram valores entre R$ 59,90 e R$ 280, a depender da quantidade de hastes e espécie.

Outra opção para presentear as mulheres é o café da manhã. As variações, apesar de serem menores em percentual (63,89%), mantém preços elevados, com valor médio de R$ 221,67. 

O café da manhã mais barato entre os locais analisados é o da  floricultura Marrocos, vendido por R$180. Já o mais caro é o da Varanda e Flores, no valor de R$295. 

Ao todo, cinco floriculturas participaram do levantamento, realizado no dia 23 de fevereiro. Os dados estão passíveis de variação, conforme a demanda.

As cinco floriculturas analisadas foram: Marrocos, Rosalândia, Varanda e Flores, Nicaretta e Pantanal Garden. A maioria dos estabelecimentos teve entre 16 e 18 itens analisados.

A Pantanal Garden foi a floricultura que apresentou os menores preços em itens de unidade, como rosas (R$ 6,90) e orquídeas (R$ 59,90).

A floricultura com os preços mais elevados foi a Varanda e Flores, tendo 8 de 9 produtos entre os mais caros, com exceção da rosa unitária importada, que manteve o mesmo valor de outros dois locais.

Autocuidado

Em relação aos espaços de beleza, a equipe de orientação e pesquisa do Procon Mato Grosso do Sul alerta que as consumidoras busquem esclarecer previamente junto ao profissional que realizará o serviço sobre eventuais riscos, contraindicações e cuidados pós-procedimento. Um teste pode ser realizado a fim de prevenir eventual reação alérgica, assim como deve-se exigir o uso de materiais esterilizados e dentro da validade.

A pesquisa, nesse caso, revelou que o corte de cabelo com finalização registrou preço médio de R$ 168 e 200% de diferença, entre os cinco estabelecimentos pesquisados. Essa variação pode chegar a 150% no caso da escova progressiva, a depender da extensão dos fios.

Para a esmaltação tradicional de mão e pés, foram aferidos valores entre R$ 55 e R$ 95. Já os serviços relacionados a mechas e coloração “morena iluminada” tiveram uma oscilação de até 92,31%, com alguns estabelecimentos informando que somente uma avaliação profissional vai determinar o valor a ser aplicado ao serviço.


A pesquisa revela disparidades acentuadas entre o menor e o maior preço para o mesmo serviço, sugerindo que a comparação é indispensável para o consumidor:

O combo "corte e finalização" apresentou uma variação de 200%, com preços entre R$ 80,00 (Espaço Bella Centro de Beleza) e R$ 240 (Solle Beauty).

A progressiva fio curto registrou uma variação de 150%, sendo encontrada por R$ 140 no Espaço Bella Centro de Beleza e R$ 350 no Villas Centro de Beleza.
 
A progressiva fio médio teve variação de 133,33%, com o preço mínimo de R$ 150 e o máximo de R$ 350.

A manicure tradicional apresentou uma diferença de 114,29%, custando entre R$ 28,00 e R$ 60,00.

A extensão de cílios (fio a fio clássico) teve variação de 107,69%, com preços entre R$ 130 e R$ 270.

Ao todo, cinco estabelecimentos foram avaliados: Casa Ronaldo's Espaço de Beleza, Villas Centro de Beleza, Espaço Bella Centro de Beleza, Solle Beauty e Morena Mulher.

Orientações

Itens como a localização, estrutura física, qualificação profissional, padrão de atendimento e serviços agregados podem impactar a composição e a variação dos preços. Assim, pesquisar e comparar é a principal estratégia disponível aos consumidores.

Ainda que não haja uma diferença de preços nas modalidades de pagamento à vista ou no crédito, o Procon Mato Grosso do Sul recomenda que registros de publicidades e conversas por aplicativos de mensagens sejam arquivadas para comprovar as condições de contratação do serviço. Por sua vez, o comprovante de pagamento e a nota fiscal são fundamentais para efetivamente confirmar a relação de consumo.

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