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COVID-19

Dama do Rasqueado, cantora Delinha morre aos 85 anos em Campo Grande

Delinha enfrentava problemas respiratórios e passou por algumas internações, mas morreu em casa

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A cantora sul-mato-grossense Delinha, de 85 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (16), conforme informou seu filho, João Paulo Pompeu, em comunicado feito nas redes sociais.

“Quero comunicar o falecimento da minha mãe, que está com Deus e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, declarou.

Conhecida como Delinha, Delanira Pereira Gonçalves estava recebendo tratamento em casa desde maio deste ano.

Ela recebera alta no dia 25 daquele mês após ficar internada durante 12 dias no Hospital Proncor, devido a crises respiratórias.

Ainda segundo João Paulo, a cantora vinha passando por momentos delicados na saúde desde que sofreu uma queda em outubro de 2021, após um show.

Natural de Maracaju, a cantora se mudou para Campo Grande aos 8 anos de idade. 

Desde então sempre esteve bastante ligada à música e, por iniciativa da mãe, foi colocada no coral da Igreja Perpétuo Socorro.  

Lá conheceu seu primeiro marido e companheiro artístico, Délio, com quem dividiu os palcos por mais de 50 anos. 

Nesse período se tornaram os musicistas com a carreira mais bem sucedida de Mato Grosso do Sul.

Juntos lançaram 32 títulos entre LP’s, CD’s, DVD’s e compactos. 

Durante os 50 anos de dupla, as brigas eram frequentes, segundo declaração de Délio em uma entrevista de 1997. “Às vezes a gente brigava muito, mas na parte musical sempre dávamos muito bem”, prossegue a parceria musical.

“No período em que estivemos separados artisticamente, todos perguntavam sobre a dupla. Acho que fazíamos falta; tanto, que quando voltamos, o carinho foi intenso por parte do público com a gente”, destacou Délio em 2007.

Na época da entrevista, Délio calculava que a dupla havia lançado 14 discos em 78 rotações, 4 compactos e 5 CDs. Com o fim do casamento, a dupla se separou na década de 1970, ficando distante artisticamente. O retorno aconteceu nos anos 80. 

“Voltamos para gravar ‘O sol e a lua’ e foi um grande momento da nossa carreira”, apontou ontem Delinha.

Conhecida como a Dama do Rasqueado, Delinha era considerada uma divindade artística em MS. 

A artista foi homenageada recentemente pela Secretaria de Turismo e Cultura (Sectur) de Campo Grande no arrail de Santo Antonio deste ano.

Em postagem no instagram, na manhã de hoje, o órgão lamentou a morte da rainha. 

Delinha estava em carreira solo desde o falecimento de seu parceiro Délio, em 2010.

DIA DO PAGODE

Afinal de contas, o quinto dia útil agora em março de 2026 é quando?

Este ano, o mês de março de 2026 não apresenta feriados nacionais que possam alterar a contagem dos dias úteis, o que facilita o planejamento financeiro

05/03/2026 08h37

Denis Felipe

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Com a chegada de um novo mês, a expectativa em torno do pagamento de salários e outras obrigações financeiras sempre gera a mesma pergunta: quando será o quinto dia útil? Para março de 2026, a resposta é clara e já pode ser anotada no calendário dos trabalhadores e empregadores brasileiros.

De acordo com o calendário oficial e a legislação trabalhista vigente no Brasil, que considera o sábado como dia útil para fins de contagem de prazos de pagamento, o quinto dia útil de março de 2026 será a sexta-feira, dia 6.

Este ano, o mês de março de 2026 não apresenta feriados nacionais que possam alterar a contagem dos dias úteis, o que facilita o planejamento financeiro.

É importante ressaltar que, embora o sábado seja considerado dia útil para o cálculo, muitas empresas optam por efetuar o pagamento até o dia útil anterior, ou seja, a sexta-feira, para garantir a disponibilidade dos valores aos seus funcionários.

Para os trabalhadores, essa informação é crucial para o planejamento de suas finanças pessoais, como o pagamento de contas e a realização de compras. Já para as empresas, a clareza sobre a data permite a organização do fluxo de caixa e o cumprimento das obrigações legais dentro do prazo estabelecido.

Em resumo, prepare-se: o quinto dia útil de março de 2026 será no dia 6, uma sexta-feira, marcando o período para o recebimento dos salários e o início de um novo ciclo financeiro para muitos brasileiros.

OPERAÇÃO

Força-tarefa na fronteira com a Bolívia tenta conter imigração ilegal para o Brasil

Ação reuniu a Polícia Federal, equipes de polícia judiciária, controle migratório e inteligência na região de Corumbá

05/03/2026 08h30

Rodolfo César

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A Polícia Federal (PF) iniciou ontem uma força-tarefa com outros órgãos de segurança pública na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia com o objetivo de conter a imigração ilegal do país vizinho para o Brasil.

A ação envolveu, além da PF, equipes de polícia judiciária, controle migratório e inteligência. A Operação Integrar Fronteira Pantanal começou ontem, mas deve terminar apenas hoje.

Segundo a PF, a operação visa ações em campo “voltadas à apuração de denúncias relacionadas à exploração de trabalho análogo à escravidão”.

A entrada e saída de pessoas de outros países de forma ilegal a partir da fronteira com a Bolívia, em Corumbá, é uma situação antiga e que já foi notícia em várias reportagem do Correio do Estado.

Para se ter uma ideia, em 2021 a Polícia Federal descobriu que atravessadores, também conhecidos como coiotes, cobravam, em média, US$ 250 (em torno de R$ 1.290) por haitiano que decidisse atravessar a fronteira do Brasil com a Bolívia, em Corumbá, na tentativa de chegar a outros países, como os Estados Unidos e México. Uma indústria ilegal de grandes cifras e que pode ter atingido lucro milionário.

O esquema foi monitorado pela PF e desmontado em setembro de 2021, após deflagração de operação.

Na época, os principais suspeitos do crime de imigração ilegal, que não tiveram os nomes divulgados, foram presos com R$ 3.342 e US$ 1.165 (cerca de R$ 6 mil). Além do dinheiro, policiais federais apreenderam documentos e celulares.

Porém, a entrada de bolivianos ilegalmente no Brasil também ocorre em grande quantidade. No mês passado, um ônibus que carregava aproximadamente 30 imigrantes ilegais de origem boliviana, e que entrou em território brasileiro em Corumbá, levava também 750 quilos de pasta base de cocaína escondido no bagageiro traseiro. Esta foi, até então, a maior apreensão de cocaína do ano em Mato Grosso do Sul.

Fronteira entre o Brasil e a Bolívia, em Mato Grosso do Sul, é por onde ocorre a entrada dos imigrantes  - Foto: Rodolfo César

EM FAMÍLIA

Em 2022, outra operação da PF mirou uma família de Corumbá que prometia um futuro mais promissor, melhores rendimentos e mais oportunidades para bolivianos no Brasil.

O problema é que esse fluxo migratório estava sendo promovido por coiotes em Corumbá, na promessa de muitas benesses, mas tudo dentro da ilegalidade.

O esquema funcionava da seguinte forma: de Corumbá, o grupo familiar contratava empresas de ônibus e faziam viagens regulares para São Paulo, levando entre 30 a 40 pessoas diariamente, pelo menos entre dezembro de 2021 e o começo de 2022, quando a ação foi descoberta.

Após depoimentos colhidos, a PF identificou que o grupo estava programado para viajar até São Paulo com a promessa de ter trabalho e oportunidades.

Para cada pessoa que a família envolvida no crime conseguiu aliciar, eles cobraram entre R$ 250 e R$ 450, dependendo do que seria ofertado para as pessoas quando chegassem à cidade de destino.

Algumas vezes, em uma só viagem, o grupo criminoso tinha a possibilidade de receber R$ 18 mil. O que se apurou até agora é que essas viagens vinham ocorrendo regularmente ao menos desde dezembro de 2021, e o potencial de ganhos a partir da promoção de imigração ilegal está na casa dos milhares de reais.

Estimativas extraoficiais apontam que na época, apenas em um mês, em torno de 600 bolivianos acabaram entrando no esquema ilegal de imigração e foram levados para São Paulo.

O desemprego e o salário baixo no país vizinho estão entre os motivos da imigração ilegal de bolivianos, que em alguns casos acabam sendo trazidos para trabalho escravo, principalmente na região do Brás, em São Paulo.

*Saiba

Além da imigração ilegal, o tráfico de drogas também está presente na divisa entre Mato Grosso do Sul e a Bolívia. Neste fim de semana, a polícia apreendeu 5,3 kg de cocaína em um ônibus que saiu de Corumbá para São Paulo.

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