Cidades

CAMPO GRANDE

Decreto que libera escolas particulares sai nesta semana

Escolas vão precisar de tótens com álcool em gel, tapetes desinfetantes e termômetros com infravermelho

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O decreto municipal que liberará as escolas particulares a retomarem as aulas presenciais deverá ser publicado até esta sexta-feira (5), de acordo com a Associação das Instituições de Ensino Particular de Campo Grande. A abertura, porém, só será possível após cada unidade providenciar as medidas de biossegurança para evitar a contaminação do novo coronavírus.

De acordo com o presidente da Associação, Lúcio Rodrigues Neto, em reunião na semana passada a Prefeitura de Campo Grande se comprometeu em publicar o decreto esta semana. A partir daí cada instituição ficará a cargo de montar um calendário para a volta às atividades.

“Cada escola retomará as atividades quando tiver apresentado um plano individual para atender as características da escola”, contou Rodrigues. Um plano de biossegurança da categoria já foi apresentado à prefeitura, entretanto, cada instituição tem suas peculiaridades e por este motivo cada uma deverá mostrar como fará para evitar que seus alunos sejam infectados.

A volta será somente das séries iniciais, da chamada educação infantil, dos 6 meses aos 7 anos. Entretanto, nem todas as turmas deverão voltar na mesma semana, para que não haja aglomerações, segundo a Associação.

Segundo Rodrigues, a expectativa dos donos de instituições particulares é que ainda esse mês as aulas presenciais sejam retomadas, mas para isso, uma série de adequações devem ser feitas. Na escola do presidente da entidade, Colégio Status, por exemplo, onde estudam 80 alunos na educação infantil, ele avalia de cada sala de aula da educação infantil comporte de seis e oito alunos, número que de acordo com ele atende a demanda.

“Nós sabemos que muitos pais ainda não mandarão seus filhos, aproximadamente metade apenas, então a quantidade de alunos por turma deverá caber em uma sala, mas se precisar dividir também não será problema, pelo menos na minha escola. Por as salas das outras turmas estarão vagas. Tem escola que já me informou que transformará o auditório em sala também”, contou.

Rodrigues afirmou que já adquiriu tapetes desinfetantes, totens de álcool em gel e termômetro infravermelho para medir a temperatura dos alunos, todas essas medidas fazem parte do plano de biossegurança montado pelas entidades para retomar a atividade.

A negociação para a volta das aulas na rede particular de ensino da Capital começou na segunda quinzena de maio, com uma reunião entre Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Prefeitura de Campo Grande e entidades representativa das instituições.

Dois planos de biossegurança foram encaminhados para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) e é só com a aprovação desses planos é que as instituições poderão funcionar.

Apesar da volta das aulas presenciais na educação infantil, os pais que não se sentirem seguros a mandarem seus filhos de volta para as escolas, não serão obrigados, já que as instituições se comprometeram a manter o conteúdo online. As turmas de ensino fundamental e médio ainda não tem previsão para  voltarem de forma presencial.

As escolas particulares de Campo Grande estão fechadas desde o dia 24 de maio, data estabelecida pelo Governo do Estado em decreto que determinou a paralisação das aulas presenciais em toda a Rede Estadual de Ensino (REE) e também nas particulares de Mato Grosso do Sul.

Na Capital, as escolas da Rede Municipal de Educação fecharam um pouco antes, no dia 18 de março. Tanto na REE quanto na Reme, as aulas estão paralisadas, neste momento, até o dia 30 de junho deste ano, em função da pandemia do novo coronavírus, que já matou 20 pessoas em Mato Grosso do Sul.

INTERIOR

Corumbá fica sem aulas enquanto professores pedem mais salário em paralisação

Prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira repassou que há previsão de reunião com representantes do Simted, marcada para às 18h nesta terça-feira (05)

05/05/2026 12h54

Entre as reivindicações, a classe trabalhadora da educação em Corumbá luta ainda por um

Entre as reivindicações, a classe trabalhadora da educação em Corumbá luta ainda por um "salário justo" e uma valorização real. Reprodução/VisitMSOficial

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Nesta terça-feira (05) aproximadamente 30 escolas tiveram aulas afetadas, integral ou parcialmente, pelas paralisações que acontecem em Corumbá por parte dos trabalhadores da Educação, que entre outros pontos buscam desde melhores salários até uma valorização real da categoria no município que fica no "coração" do Pantanal. 

Coordenada pelo Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted), essa paralisação foi anunciada ainda no fim do mês de abril, uma vez que no último dia 24 houve Assembleia Geral da categoria diante do que eles chamam de "ausência de diálogo por parte do Executivo Municipal mesmo após o envio de três ofícios solicitando a abertura de negociação salarial".

No município, conforme apurado pelo portal local Diário Corumbaense Online, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) indica somente uma unidade escolar não aderiu à paralisação que afetou: 

  • 20 escolas com atividades totalmente paralisadas
  • 10 escolas com atividades parcialmente paralisadas

Ainda em 24 de abril a categoria deliberou, de forma unânime, pela realização de paralisação neste dia 5 de maio.

O Simted chegou a ser chamado quatro dias após essa Assembleia Geral para uma reunião na Secretaria Municipal de Educação de Corumbá, onde foi informado pela Semed do encaminhamento das demandas para a Secretaria de Planejamento e Receita (Seprad), "cuja devolutiva foi de que as questões apresentadas ainda se encontram em estudo".

"A reposição salarial dos profissionais da educação é um direito garantido por lei, ainda assim, o Executivo da rede municipal permanece em silêncio, desrespeitando aqueles que são o alicerce da educação pública no município", detalhou o Sindicato em chamada da paralisação. 

Busca por direitos

Mobilizados em frente ao Paço Municipal de Corumbá, que fica localizado no bairro Dom Bosco na Cidade Branca, os trabalhadores reivindicam alguns pontos como o chamado "enquadramento", que seria o posicionamento de um professor ou técnico em uma nova tabela de salários, classe ou nível no dito Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), como, por exemplo, através dos diplomas ou tempo de serviço. 

Quando mencionado essa reivindicação "sem interstício", cabe esclarecer que, em outras palavras, isso trataria-se de um avanço imediato para a categoria, com o cumprimento dos requisitos se dando sem o prazo de carência de tempo de serviço. 

Entre as reivindicações, a classe trabalhadora da educação luta ainda por um "salário justo" e uma valorização real.

Já em 30 de abril veio a público a nota oficial, emitida através da Prefeitura Municipal de Corumbá, abordando o reajuste salarial dos servidores municipais. 

Em resumo, o Executivo apontou que segue critérios técnicos, legais e de responsabilidade fiscal, no aguardo do fechamento e divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o que deve acontecer no próximo dia 12 de maio. 

"Somente com a divulgação desse indicador consolidado será possível concluir os cálculos necessários e apresentar uma proposta formal, com segurança jurídica e financeira. Após a divulgação do IPCA, a Prefeitura fará a análise final dos números para definir e encaminhar, de maneira responsável e transparente, as medidas relacionadas ao reajuste salarial dos servidores municipais", complementa o posicionamento do município. 

Recentemente houve inclusive "leilão" da folha salarial de Corumbá, vencida pelo Banco Bradesco por quase dez milhões de reais (R$9,8 milhões), que representa um deságio de mais de R$4 milhões para responder pelo processamento dos pagamentos originados da folha de salários dos servidores ativos, inativos e pensionistas do executivo municipal. 

Na conhecida "Cidade Branca" que fica no coração do Pantanal, cabe lembrar, o Executivo estimava contratar uma instituição financeira pública ou privada para gerenciamento e processamento da folha de pagamento de Corumbá por R$14.084.583,22, leilão esse que fracassou em novembro do ano passado. 

Mantida a paralisação, diante das movimentações internas o Simted chegou até mesmo a liberar uma série de alertas, indicando que a participação na paralisação seria uma "decisão individual" vinculada ao direito de manifestação e organização dos trabalhadores. 

Portanto, os gestores escolares não poderiam obrigar a assinatura de qualquer lista ou declaração de que o servidor estaria aderindo aos movimentos.

"O servidor deve, por responsabilidade profissional, informar previamente sua participação, o que pode ser feito de forma verbal, sem a exigência de registro formal por meio de assinatura. A imposição de listas configura prática inadequada e pode caracterizar constrangimento indevido".

Através de seu gabinete, o prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira repassou à imprensa local que há a previsão de uma reunião com representantes do Simted, marcada para às 18h nesta terça-feira (05).

 

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SEM TERCEIRAZAÇÃO

Projeto que terceiriza postos de saúde é rejeitado na Câmara de Campo Grande

Ao todo, 28 vereadores votaram durante a sessão, sendo 17 votos contrários ao projeto de lei e 11 a favor

05/05/2026 12h30

Servidores públicos da saúde compareçam a sessão para demonstrarem a posição contrária ao projeto de terceirização

Servidores públicos da saúde compareçam a sessão para demonstrarem a posição contrária ao projeto de terceirização Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande rejeitaram o Projeto de Lei 12.405/26, de autoria do Executivo, que institui o modelo de gestão administrativa em parceria com Organização da Sociedade Civil (OSC), nos Centros Regionais de Saúde dos bairros Aero Rancho e Tiradentes. A votação ocorreu na manhã desta terça-feira (5), em regime de urgência.

Ao todo, 28 vereadores votaram durante a sessão, sendo 17 votos contrários ao projeto de lei e 11 a favor. Foram inseridas 14 emendas ao PL 12.405/26, que tinha a finalidade de permitir a implementação do projeto piloto nas duas unidades de saúde para o aprimoramento da gestão administrativa.

O presidente da Comissão Permanente de Saúde da Casa de Leis, o vereador Dr. Victor Rocha, posicionou-se contrário à proposta por considerar que não resolve, de fato, os problemas na saúde de Campo Grande.

"O que a gente precisa é a valorização do nosso servidor público municipal, é dar condições de trabalho para que a gente possa atender cada vez com mais qualidade. Temos um só intuito que é melhorar a saúde pública do nosso Município. Eu sou contrário porque a gente acredita que se a gente entrar de frente com os problemas, como falta de leito, necessidade de fortalecimento da Atenção Básica, de ouvir o CMS, que é deliberativo, então é muito importante a gente ouvir todos os vetores", disse o vereador Dr. Vitor Rocha, que reforçou seu voto contrário à proposta. 

VOTOS

CONTRA

  • Marquinhos Trad (PV)
  • Landmark (PT)
  • Flávio Cabo Almi (PSDB)
  • Jean Ferreira (PT)
  • Luiza Ribeiro (PT)
  • Dr. Vitor Rocha (PSDB)
  • Maicon Nogueira (PP)
  • Silvio Pitu (PSDB)
  • Dr. Lívio (União Brasil)
  • Veterinário Francisco (União Brasil)
  • Otávio Trad (PSD)
  • Dr. Jamal (MDB)
  • Ana Portela (PL)
  • Delei Pinheiro (PP)
  • Fábio Rocha (União Brasil)
  • Ronilço Guerreiro (Podemos)
  • André Salineiro (PL)

A FAVOR

  • Carlão (PSB)
  • Clodoilson Pires (Podemos)
  • Herculano Borges (Republicanos)
  • Junior Coringa (MDB)
  • Leinha (Avante)
  • Neto Santos (Republicanos)
  • Professor Juari (PSDB)
  • Professor Riverton (PP)
  • Wilson Lands (Avante)
  • Rafael Tavares (PL)
  • Beto Avelar (PP)

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