O advogado Renato Cavalcante Franco, que defende Christian Leitheim, acusado de abusar física e sexualmente e depois matar, Sophia Ocampo, de dois anos, responde à um processo em que é acusado de armazenar e distribuir conteúdos contendo pornografia infantil. O acusado foi preso em flagrante dentro da Operação Deep Caught 3.
Ainda conforme o apurado pela reportagem, o advogado está em liberdade provisória e cumprindo medidas cautelares. Ainda não houve qualquer audiência judicial a respeito do caso e o processo tramita na Justiça Federal por se tratar de um crime cometido pela internet.
De acordo com o processo ao qual o Correio do Estado teve acesso exclusivo, o advogado foi preso no dia 29 de outubro de 2020, solto em 13 de novembro do mesmo ano e, três anos após o ocorrido, Renato ainda responde ao processo. A primeira audiência de instrução foi marcada para 27 de julho deste ano.
No auto de prisão em flagrante foi registrado que o acusado utilizava o Emule, mecanismo conhecido entre os praticantes deste tipo de crime, sendo usado para compartilhamento de arquivos pela internet sem a necessidade de um servidor geral de armazenamento, ou seja, serve para o livre compartilhamento de informações e arquivos.
No dia da prisão,foram apreendidos um notebook e um HD externo onde, segundo a investigação, estavam armazenadas as imagens que eram compartilhadas e salvas. Um videogame também foi levado, mas logo restituído por não apresentar qualquer relação com o crime em investigação.
À época Renato, que é policial militar da reserva, estava cursando a pós-graduação em Direito Penal e, de acordo com ele, foi preciso realizar uma pesquisa a respeito crimes sexuais e acabou armazenando imagens de abuso sexual de crianças para fins acadêmicos. Esta versão foi confirmada pela esposa durante interrogatório.
Agora, o investigado atua na defesa de Christian, que também é acusado de crimes sexuais contra uma menor de idade. De acordo com ele, essa relação entre os dois acabou por fazer com que "situações que passaram pelo crivo do tempo fossem revividas".
"Não creio que seja pertinente tratar sobre o assunto que já foi objeto de notícias à época do ocorrido e também não possuo relação com o caso Sophia", afirmou.

