Durante o terceiro dia de julgamento dos réus pela morte do estudante Matheus Xavier, de 20 anos, a defesa de Vladenilson Olmedo, um dos acusados pelo crime, pediu que o júri individualize as avaliações e, ainda, apontou que o Ministério Público de Mato Grosso ofereceu a denúncia contra o ex-policial civil com base em “indícios”.
A todo momento, os advogados Alexandre Barros Padilha e Ewerton Belinati da Silva, falaram a defesa de Vald, como é conhecido, precisou “fazer a prova da prova”, já que, de acordo com a tese levantada, a polícia não chegou a procurar provas da ligação entre Vladenilson e a advogada Laura, embora afirme que o réu teria encontrado com ela cinco dias antes do atentado para ter informações de Paulo Xavier, verdadeiro alvo dos atiradores.
Os advogados ainda refutam as provas juntadas pelo Ministério Público Estadual de MS, apontando que o órgão só tem o testemunho da advogada Laura e como ela foi ouvida apenas como informante não teria o dever de contar a verdade, ou seja, de acordo com a defesa “ela estaria autorizada a mentir”.
Ainda de acordo com a defesa, o MP/MS não tem provas efetivas de que Vladenilson se encontrou com Laura, já que não há filmagens ou testemunhas que viram ele entrar no prédio onde a advogada mora.
A defesa também afirma que o veículo usado na execução foi encontrado incendiado, mas passou por perícia, na qual não foram encontradas digitais de Vladenilson, o que já seria prova suficiente para a decretar a inocência do seu cliente.
Padilha e Belinatti ainda mencionam que houve conversas informais que foram levadas em consideração pelo Ministério Público, mas não foram investigadas a fundo, mas levadas em consideração porque citavam o ex-policial.
“Estamos fazendo ‘a prova da prova’ porque estamos investigando as provas do Ministério Público. É relevante um homicídio, não pode ter deixar qualquer diligência para trás, como solicitar as imagens de uma câmera ou apenas verificar se Vladenilson ligou para Laura, ou se ela ligou para Vladenilson”, concluiu a defesa.
Por fim, os advogados voltaram a pedir que as avaliações do júri fossem feitas de forma individual porque são três réus cuja investigação aponta que participaram de forma diferente no crime.
Logo após a defesa concluir, foi a vez dos advogados de Marcelo Rios apresentarem os argumentos em favor de Marcelo Rios, ex-guarda municipal, que também é acusado de fazer a intermediação entre os atiradores e os Name durante o planejamento do assassinato.
O júri está no terceiro dia e a previsão é de que conclua apenas à noite.





