Cidades

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Delcídio pode ter palanque separado de José Orcírio

Delcídio pode ter palanque separado de José Orcírio

Redação

28/03/2010 - 00h43
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O pré-candidato a governador, José Orcírio dos Santos, e o senador Delcídio do Amaral, ambos do PT, poderão fazer campanha eleitoral em palanques separados. Para evitar prejuízos eleitorais, José Orcírio terá de trabalhar muito para manter a unidade partidária nas próximas eleições. Se fracassar nas negociações, correrá o risco de perder esta união, criando dificuldades em toda a sua campanha, facilitando a caminhada de seu maior (e provavelmente único) adversário, o atual governador André Puccinelli (PMDB), bem como de seus principais aliados, o DEM, o PPS e o PSDB. A situação interna do PT é, no mínimo, grave: José Orcírio e o senador Delcídio do Amaral Gomez falam-se apenas nas reuniões partidárias e mantêm agendas políticas diferentes, criando um clima de instabilidade, que poderá causar sérios danos políticoeleitorais. O PMDB e seus aliados festejam esta inegável incompatibilidade entre as duas fortes lideranças petistas. O ex-governador bem que se esforça para trazer Delcídio do Amaral para a sua campanha, mas a verdade é que o Partido dos Trabalhadores, em Mato Grosso do Sul, tem duas alas clara e publicamente distintas: uma, a mais antiga, liderada por José Orcírio, e a outra, mais nova, sob a liderança do senador. Vale lembrar que foi com muito esforço e negociações que, em novembro passado, os dois acabaram reunindo consenso em torno da eleição do novo diretório regional do partido. Concluída a escolha, a divisão aparentemente superada, voltou a agravar-se de maneira quase insuperável. O senador tem dito a seus aliados petistas que pretende fazer campanha em palanque diferente do de José Orcírio. Como, aliás, fez em 2002, quando se elegeu. Na campanha para governador, contra André Puccinelli, Delcídio assegura ter tido grandes dificuldades para obter apoio apenas parcial de José Orcírio. “Amor, com amor se paga”, dizem os aliados ao senador. E acrescentam: “o que poderá haver de comum, na campanha que se aproxima, é a união em torno da candidata do PT, a atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República”. A divisão mostra-se, também, muito acentuada a partir do fato de que nem mesmo o horário político eleitoral deverá ser feito conjuntamente. Delcídio do Amaral pretende contratar um publicitário de expressão (em 2002, quem cuidou de sua campanha foi o marqueteiro João Santana, o mesmo que se encarregará do programa eleitoral de Dilma Rousseff) para fazer o seu programa político no rádio e na televisão. O candidato José Orcírio, por outro lado, quer uma solução caseira, que deverá sair de dentro dos quadros do PT regional. Entretanto, apesar de todas as dificuldades de relacionamento, grupos petistas dos dois lados esforçam-se para, no mínimo, manter uma “aliança de tolerância” que evite, ao máximo, passar ao eleitorado as divergências graves e comprometedoras existentes entre os dois candidatos. O presidente regional do PT, Marcus Garcia, vem se esforçando para não deixar a aparente crise de relacionamento das duas maiores lideranças contaminar todo o partido. Ele ainda insiste em agenda conjunta de Delcídio e José Orcírio. A ideia de Marcus Garcia é levar os dois para reuniões no interior com objetivo de dar demonstração de unidade e de força política.

AMPLIAÇÃO

Policlínicas terão investimento de R$ 49 milhões em MS

Estado abriu licitações para unidades em Campo Grande e Três Lagoas com foco em atendimento especializado

19/03/2026 12h15

As duas estruturas fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

As duas estruturas fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Divulgação/ Agesul

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O Governo de Mato Grosso do Sul abriu novas licitações para a construção de policlínicas regionais dentro do programa de fortalecimento da rede pública de saúde, com investimentos que ultrapassam R$ 49 milhões em duas unidades previstas para Campo Grande e Três Lagoas.

Publicado nesta quinta-feira (19), o aviso mais recente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) prevê a construção de uma Policlínica Regional no município de Três Lagoas. A obra tem valor estimado em R$ 23,8 milhões e será contratada por meio de concorrência eletrônica, com julgamento pelo menor preço. A abertura das propostas está marcada para o dia 9 de abril.

Antes disso, no último dia 13 de março, o governo já havia lançado licitação semelhante para a construção de outra unidade em Campo Grande, com valor estimado maior: R$ 26,1 milhões. Neste caso, a abertura ocorre no dia 1º de abril.

As duas estruturas fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e seguem modelo do Ministério da Saúde voltado à ampliação da atenção especializada no Sistema Único de Saúde (SUS).

No caso da Capital, o projeto prevê a construção da policlínica na Avenida Guaicurus, no bairro Alves Pereira, com área total de aproximadamente 3,2 mil metros quadrados . A unidade será dividida entre setores assistenciais, administrativos e áreas técnicas, incluindo espaços para ensino e pesquisa.

A estrutura foi planejada para concentrar diferentes serviços em um único local, permitindo a realização de consultas, exames e procedimentos especializados. Entre os atendimentos previstos estão áreas de diagnóstico por imagem, como raio-X, tomografia, ressonância magnética e ultrassonografia, além de centro de pequenas cirurgias, reabilitação, saúde da mulher, da criança e do homem, e atendimento a pacientes com doenças crônicas .

Também estão incluídos serviços laboratoriais, farmácia, apoio administrativo, telemedicina e sistemas de inteligência sanitária, com o objetivo de reduzir filas e ampliar o acesso da população a atendimentos de média complexidade.

Além da estrutura assistencial, o projeto incorpora soluções de sustentabilidade, como aproveitamento de ventilação e iluminação natural, reuso de água e possibilidade de uso de energia solar .

Segundo o governo do Estado, a implantação das policlínicas deve contribuir para descentralizar o atendimento especializado, fortalecer a integração entre os níveis de atenção do SUS e ampliar a capacidade de diagnóstico e tratamento na rede pública.

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Pescaria

Após ser declarada uma espécie invasora, Ibama autoriza o abate sem limites do Pirarucu

A medida é válida para áreas fora da Bacia Amazônica

19/03/2026 12h00

Ibama autoriza o abate de pirarucu, após declarar como espécie invasora

Ibama autoriza o abate de pirarucu, após declarar como espécie invasora Foto: Arquivo / Imasul

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), anunciou nesta quarta-feira (18) por meio do Diário Oficial da União, uma instrução normativa que altera as regras de manejo do pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do planeta. 

Após o decreto, o animal passou a ser declarado como uma espécie invasora, quando encontrado fora da Bacia Amazônica, autorizando seu abatimento, fora de seu local. 

A nova medida tem como objetivo conter a espécie onde ele não é considerado nativo. Por ser um predador de topo de cadeia alimentar, o animal apresenta um risco ao equilíbrio ecológico, competindo com espécies locais e podendo reduzir populações nativas.

Com a nova medida, a pesca, captura e abate do pirarucu, foi liberada durante todo o ano para pescadores profissionais e artesanais. 

O Mato Grosso do Sul, tem as Bacias do Paraná e do Paraguai que percorrem parte de seu território. E caso pegue a espécie, o seu abate é liberado. Confira outras Bacias Hidrográficas que o pirarucu pode ser encontrado e tem permissão de abatimento. 

  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental
  • Região Hidrográfica do Parnaíba
  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental
  • Região Hidrográfica do São Francisco
  • Região Hidrográfica Atlântico Leste
  • Região Hidrográfica Atlântico Sudeste
  • Região Hidrográfica do Uruguai
  • Região Hidrográfica Atlântico Sul
  • Porção superior da Bacia Hidrográfica do rio Madeira, montante da barragem de Santo Antônio/RO. 

Não é estipulado um limite de peso ou tamanho, o abate é recomendado para qualquer tamanho. Além disso, todo e qualquer pirarucu capturado fora da Amazônia não deve ser devolvido ao ambiente – é recomendado o abate imediato, seja para pescadores profissionais ou para amadores. 

Quanto à comercialização da carne do pescado, fica restrito apenas para o estado onde ele foi capturado, impossibilitando o comércio interestadual. 

Outro ponto a ser destacado é o incentivo da doação da carne do pirarucu. O Ibama faz a orientação de que o alimento seja destinado, prioritariamente, aos programas públicos. Como por exemplo, organizações de combate à fome e merendas escolares. 

Apesar de ser protegido em seu habitat natural (a Bacia Amazônica), quando ele está presente em outras bacias, é considerado um invasor agressivo e de alto risco. Pois se alimenta de peixes menores o que pode ocasionar no desequilíbrio ecológico da região. 

A Instrução Normativa entrou em vigor na data de sua publicação e será revisada em três anos para avaliar sua eficácia.

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