Cidades

Terras indígenas

Demarcação de terras indígenas pouco evoluiu no Estado

Demarcação de terras indígenas pouco evoluiu no Estado

bruno grubertt

24/11/2010 - 03h47
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Iniciados há mais de dois anos, os processos de demarcação das terras indígenas pouco evoluíram em Mato Grosso do Sul, o Estado com maior concentração demográfica de indígenas no País. Disputa entre fazendeiros e latifundiários na Justiça emperrou o processo que, até hoje, não foi concluído no Estado. Na segunda-feira (22), em reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), autoridadades afirmaram que os estudos antropológicos devem ser encerrados nos primeiros meses de 2011.

Em Mato Grosso do Sul há 45 mil indígenas vivendo em uma área de pouco mais de 3,5 mil hectares, de acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior concentração dessa população está nas reservas de Dourados, onde a área destinada para um indígena é vinte vezes menor do que o local de permanência de uma cabeça de gado, que é de 7 hectares.

De acordo com lideranças indígenas que estiveram na reunião, existem 22 acampamentos à beira de estradas e rodovias, onde vivem mais de 3 mil índios das etnias Guarani Kaiowá e Guarani Nhandéwa. A disputa territorial se arrasta por anos e a judicial a partir de 2008, quando foram iniciados os estudos antropológicos para verificar a validade das posses das terras e a ligação histórica das etnias a determinadas áreas.

Muitas das terras vistoriadas em mais de 25 municípios pelos grupos técnicos, contratados pela Fundação Nacional do Índio (Funai), são ocupadas por fazendeiros e empresas que detêm o título da terra.

Disputa
A briga na Justiça diz respeito à data da titulação das terras, que foram oferecidas aos fazendeiros pela União. Aquelas áreas tituladas até 1988, teoricamente, não poderiam fazer parte dos novos processos de demarcação. Isso porque, na década de 70, outra demarcação feita pelo Serviço de Proteção ao Índio, órgão que antecedeu a Fundação Nacional do Índio (Funai), não levou em conta características antropológicas e titulou de forma equivocada as terras dos índios aos fazendeiros, de acordo com o que explicou o presidente da Funai, Márcio Meira, que participou da reunião, ao lado do ministro da Secretaria dos Direitos Humanos, Paulo Vanuchi.

A demarcação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em novembro de 2007 entre o Ministério Público Federal e a Funai. O TAC estabeleceu uma série de obrigações para a Funai, que deverá resultar na entrega de relatórios de identificação e delimitação de terras indígenas no estado.

BYE!

Guns N' Roses deixa Campo Grande cerca de 45 horas depois de show histórico

Banda americana se apresentou para mais de 35 mil pessoas na última quinta-feira e agora vão rumo ao Espírito Santo

11/04/2026 18h30

Nesta quinta-feira, banda americana se apresentou para cerca de 35 mil pessoas em Campo Grande

Nesta quinta-feira, banda americana se apresentou para cerca de 35 mil pessoas em Campo Grande Foto: Divulgação

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A banda americana Guns N’ Roses deixou Campo Grande no início da noite deste sábado (11), quase dois dias depois de se apresentar para mais de 35 mil pessoas no Autódromo Internacional Orlando Moura na última quinta-feira.

Amanhã, domingo (12), os integrantes têm compromisso marcado com os fãs de Cariacica (ES), neste que deve marcar o quinto show da banda em solo brasileiro somente neste mês de abril. 

A aeronave responsável por levar Axl Rose, Slash, Richard Fortus, Duff McKagan, Frank Ferrerter, Dizzy Reed e Melissa Reese ao estado capixaba é um Boeing 767-200, de matrícula VP-BBE, operada pela empresa aérea Freedom II, baseada nas Bermudas.

O jato é preparado para receber um número pequeno de pessoas, contando com apenas 62 assuntos, que reclinam para a posição de até 140º. Além disso, também conta com uma cabine com banheiro privativo. O modelo é considerado de alto padrão no segmento de fretamento executivo e é o responsável por carregar bandas mundialmente famosas. 

A aeronave pousou na Capital na noite da última quinta-feira (9), vindo dos Estados Unidos, e vai levar a banda até Cariacica. A presença do avião em solo campo-grandense chamou a atenção dos moradores e de quem anda ao redor da pista do aeroporto, já que não é todo dia que se vê um avião desse porte por aqui. 

Não há registros de que outra aeronave deste segmento tenha pousado no Aeroporto Internacional de Campo Grande nos últimos anos. Depois de se apresentar no Espírito Santos, a banda vai em direção ao Nordeste, mais especificamente à Bahia, onde se apresenta no dia 15 de abril, em Salvador.

Pouca aparição

Mesmo que tenham ficado um tempo considerável em Campo Grande, os fãs tiveram poucas oportunidades de avistarem os ídolos além do momento do show. Em uma rara aparição pública, o guitarrista Richard Fortus, de 59 anos, foi visto caminhando no Parque dos Poderes na manhã deste sábado.

As interações entre fãs e integrantes foram raras durante os dois dias, especialmente quanto trata-se do vocalista Axl Rose e do guitarrista Slash, dois dos mais famosos do universo roqueiro mundial e que não foram vistos antes ou depois do show.

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INTERIOR

Investigação contra cigarros contrabandeados resulta em mandado da PF

Agentes estiveram em imóvel no interior de Mato Grosso do Sul para cumprir busca e apreensão depois de 9 meses da investigação iniciar

11/04/2026 17h00

PF cumpre mandado de busca e apreensão em Sete Quedas

PF cumpre mandado de busca e apreensão em Sete Quedas Foto: Divulgação

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A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (10), mandado de busca e apreensão no município de Sete Quedas contra o crime de contrabando de cigarros estrangeiros relacionado à uma apreensão feita em julho do ano passado que despertou a atenção da instituição.

De acordo com informações oficiais, o cumprimento do mandado foi em um imóvel na cidade do interior. Tudo começou há cerca de nove meses, quando agentes apreenderam 400 mil maços de cigarros de origem estrangeira transportados em conjunto veicular na rodovia MS-141, em Naviraí, e que estavam ocultos sob carga de resíduos recicláveis.

A ação da PF deflagrada na tarde desta sexta-feira resultou no confisco de aparelhos celulares, documentos e outros materiais que serão submetidos à análise forense para elucidação da participação de terceiros na empreitada criminosa.

Cigarros, contrabando & MS

Em Mato Grosso do Sul, a comercialização de cigarros contrabandeados do Paraguai é muito mais comum que no restante do Brasil, por conta da fronteira com o país vizinho.

Esse cenário faz com que, de 10 maços vendidos no Estado, 7 sejam de marcas ilegais, o que resulta em uma perda bilionária aos cofres do governo do Estado, que não recolhe o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) desses produtos.

Estimativa feita pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), com base nos dados do Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), mostra que, nos últimos seis anos, R$ 2,7 bilhões deixaram de ser arrecadados em Mato Grosso do Sul em razão da venda ilegal de cigarros contrabandeados.

Só em 2024, ainda de acordo com o FNCP, foram R$ 150 milhões perdidos em imposto que poderia ter sido cobrado.

Esse valor é alto porque o ICMS cobrado em Mato Grosso do Sul sobre o cigarro legal é de 30%. Essa política de impostos altos incidentes sobre esse tipo de produto é uma prática comum no País inteiro, como uma forma de desestimular que a população faça uso de um produto que comprovadamente faz mal à saúde.

Pelos dados do Ipec, no ano passado, 72% dos cigarros comercializados em todo o Estado tinham origem ilegal, porcentual que representa mais que o dobro do valor nacional, que foi de 32% em 2024.

Apesar de o valor ser alto, ele representa uma pequena queda em relação a 2023, quando esse mercado representava 74% das vendas de cigarro no Estado. E esse porcentual já chegou a ser de 85%, em 2019.

Matéria publicada em fevereiro deste ano pelo Correio do Estado mostrou que, de acordo com números da Polícia Federal, no ano passado, a corporação apreendeu R$ 87.771.190 em cigarros contrabandeados em Mato Grosso do Sul. As apreensões ocorreram nas cidades de Mundo Novo (6), Ponta Porã (5), Campo Grande (4) e Corumbá (1).

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