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Deputada volta a cobrar explicações sobre suposto rombo milinionário na Sanesul

Denúncia aponta repasse irregular de R$ 40,4 milhões à MS Pantanal, mas requerimento de Gleice Jane nem chegou à estatal

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Em 21 de setembro a deputada estadual Gleice Jane (PT) protocolou requerimento da Assembleia Legislativa cobrando explicações sobre suposto pagamento irregular de R$ 40,4 milhões  da Sanesul à empresa Ambiental MS Pantanal. Embora aprovado em plenário, até agora, porém, o pedido não chegou à Sanesul e por isso ela promete exigir explicações na próxima segunda-feira do comando da Assembleia para saber o paradeiro do seu requerimento. 

A deputada está cobrando informações oficiais da Sanesul depois de ter recebido denúncia do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Mato Grosso do Sul (Sindágua) de que a empresa teria recebido R$ 40.447.765,02 acima daquilo que deveria no período de maio de 2021 até janeiro de 2023.

A denúncia aponta que a Sanesul estaria remunerando a MS Pantanal com base no volume total de água fornecido aos cerca de 642 mil clientes nas 68 cidades e 61 distritos onde atua. Porém, a coleta e tratamento de esgoto só é feita em cerca de 60% destes imóveis. 

Sendo assim, o pagamento da Sanesul à empresa deveria ser somente com base no volume de água fornecido a esta parcela dos clientes, entendem os autores da denúncia levada à Assembleia. 

O requerimento cobrando explicações da Sanesul foi protocolado na Assembleia Legislativa no dia 21 de setembro. Até agora, contudo, o documento não chegou ao comando da estatal, segundo Lázaro de Godoy, presidente do sindicato que levou as denúncias à Casa de Leis. 

Novata na Assembleia, a deputada explica que seu requerimento “foi aprovado e terá de ser levado adiante, mas existe um protocolo meio demorado da Casa. Na segunda-feira vamos ter que verificar isso. Não sei se já saiu da Casa”, afirmou a parlamentar nesta sexta-feira (03). 

A legislação determina que o Governo tem 30 dias de prazo para responder depois que o requerimento foi protocolado pela Assembleia. Mas, como ele nem mesmo chegou à empresa, agora a deputada suspeita que seu pedido de explicações pemaneça engavetado. 

Na documentação enviada à Assembleia, o Sindágua faz uma levantamento detalhando mês a mês os supostos pagamentos indevidos. Já no primeiro mês da parceria, em maio de 2021, teriam sido pagos R$ 1.343.825,52 indevidamente. 

Um ano depois, em abril de 2022, esse montante mensal indevido já estava em R$ 2.861.613,22. A denúncia encaminhada à Assembleia está acompanhada com uma série de notas fiscais comprovando os repasses e os demonstrativos financeiros anuais tanto da Sanesul quanto da MS Pantanal 

Lucro 

A suspeita de que está havendo repasse indevido da estatal para a empresa privada ganhou corpo depois da última reunião do Conselho Administrativo da Sanesul. Nesta reunião, segundo Lázaro de Godoy, foi informado que a estatal fecharia 2023 com lucro líquido de apenas R$ 25 milhões, o que seria queda superior a 70% na comparação com 2022.

Se isto se confirmar, seria o segundo ano seguido de retração no lucro da estatal. No ano passado, o lucro da Sanesul ficou em R$ 87,8 milhões, o que representou queda de 8,89% na comparação com os 96,4 milhões de superávit do ano anterior.

De acordo com Lázaro, a expectativa do setor era de que em 2023 a estatal obtivesse lucro de pelo menos R$ 120 milhões, já que somente no ano passado foram acrescidos 14 mil novos clientes à rede de água e outros 24,6 mil à rede de esgoto. 

A preocupação dos sindicalistas com a queda no lucro da estatal é, além da perda de capacidade para novos investimentos, com a possibilidade de a empresa ficar sem condições para conceder reajustes salariais aos 1.335 funcionários da Sanesul nos próximos anos. 

Outra queixa do Sindágua é relativa à suposta falta de investimentos da MS Pantanal na ampliação das redes de coleta e tratamento de esgoto nas áreas onde passou a atuar a partir de 2021.

Conforme o sindicalista, que diz estar acompanhando os balanços anuais tanto da Sanesul quanto da MS Pantanal, todo o dinheiro que está sendo investido na ampliação de redes de esgoto é proveniente de empréstimos feitos pela Sanesul.

A empresa privada, garante, não investiu nada até agora, embora o contrato de parceria tivesse estipulado que já deveriam ter sido investidos pelo menos R$ 129 milhões. No primeiro ano completo da PPP foram instalados 45 quilômetros de rede de coleta de esgoto nos 68 municípios, mas tudo teria sido bancado pela Sanesul, de acordo com Lázaro. 

FERIADÃO

A reportagem do Correio do Estado procurou a assessoria da Sanesul para tentar falar sobre as denúncias, mas não obteve retorno em meio ao feriadão do Dia de Finados. Mas, no dia 2 de outubro a estatal informou que “cumpre todos os termos estabelecidos no contrato firmado com a 'Ambiental MS Pantanal' no âmbito da Parceria Público-Privada (PPP)”. 

Na época, o Correio do Estado também procurou o comando da Ambiental MS Pantanal, que enviou nota informando que “a Ambiental MS Pantanal atua de maneira íntegra, transparente e em linha com o contrato assinado após leilão na B3, que conta com auditoria independente. A companhia reforça que segue trabalhando com o compromisso de universalizar a coleta e tratamento de esgoto nos 68 municípios atendidos pela companhia estadual, em até 10 anos."

Oportunidades

Funsat abre nesta quinta-feira 1.341 oportunidades de emprego

115 profissões distintas são ofertadas por 142 empresas diferentes

26/03/2026 10h35

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira Arquivo / Agência Brasil

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Nesta quinta-feira (26) a Fundação Social do Trabalho (Funsat), abriu mais 1.341 vagas de emprego, para 115 funções diferentes, oferecidas por 142 empresas diferentes em Campo Grande. 

Das 1.341 vagas disponíveis, 913 são reservadas para o perfil aberto, ou seja, não necessita de experiência prévia. 

No quadro geral de vagas, estão a disposição almoxarife (5), analista de crédito (2), atendente de lojas e mercados (82), auxiliar de linha de produção (27), auxiliar operacional de logística (50), consultor de vendas (18), gerente de loja e supermercado (10), além de oportunidades para mecânico de automóvel e caminhão.

Para o perfil aberto tem funções como agente de saneamento (10), ajudante de carga e descarga (43), auxiliar de cozinha (18), repositor em supermercados (35), servente de pedreiro (9), pedreiro (3) e vendedor interno (2).

Já para o público PCD, foram disponibilizadas 17 vagas nas seguintes funções: repositor de mercadorias, auxiliar administrativo, auxiliar de linha de produção, empacotador à mão, motorista de caminhão, porteiro e auxiliar de limpeza.

Para estar apto à concorrer às vagas, tem que estar com o cadastro atualizado na Funsat. O atendimento acontece na Rua 14 de Julho, 992, na Vila Glória, das 7h às 16h, e no Polo Moreninhas, na Rua Anacá, 699, das 7h às 13h.
 

CIDADE MORENA

CCZ confirma 4° morcego com raiva em Campo Grande

Quarto caso de morcego infectado pelo vírus em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto

26/03/2026 10h14

Arquivo/Correio do Estado/Paulo Ribas

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Através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o Executivo Municipal confirmou ainda ontem (25) o quarto morcego positivo para o vírus da raiva em território campo-grandense neste ano, o que segundo o Poder Público reforça que a circulação viral permanece ativa na capital. 

Conforme repassado pela Médica Veterinária do CCZ, Dra. Cristina Pires de Araújo, o quarto caso de morcego infectado em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto, em que a moradora tomou todas as medidas necessárias e isolou o animal antes de ligar para o CCZ. 

"Recolhemos e o animal foi encaminhado para exames laboratoriais onde foi constatada a presença do vírus da raiva. Estou aqui para lembrar a população que, ao encontrar um morcego vivo ou morto, isolem o animal com um pote, balde ou pano e ligue para o CCZ para fazer o recolhimento", complementa a profissional. 

Além disso, esse caso se diferencia dos demais registrados até então, que foram encontrados em andares mais altos, o que reforça que esses animais podem aparecer em todos os tipos de imóveis, por isso é importante seguir algumas recomendações, como por exemplo: 

  • Não toque: nunca manipule o animal ao encontrar morcego em situação atípica (voando baixo, pendurado em locais baixos, dentro de casa ou caído), vivo ou morto. 
     
  • Isole o animal: caso não seja possível cobrir o animal com um balde, isole o cômodo onde ele se encontra para evitar o contato de pessoas e animais da residência.
     
  • Ligue para o CCZ: com o contato imediato, é possível solicitar o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
     
  • Vacine-se: importante manter a vacina antirrábica de cães e gatos em dia (anual), para proteger o pet e sua família em caso de contato acidental com algum morcego contaminado. 

"Embora os casos anteriores tenham ocorrido em regiões como o Santa Fé e Vivendas do Bosque, o registro no Jardim Campo Alto demonstra que morcegos positivos podem ser encontrados em qualquer bairro. A prevenção salva vidas", complementa o CCZ em nota.

Como acionar o CCZ

Localizado na Av. Sen. Filinto Müller, número 1601, do bairro Vila Ipiranga em Campo Grande, o CCZ possui alguns canais que são disponibilizados para atendimento ao público, o que inclui um número de WhatsApp voltado somente para o envio de mensagens: (67) 99142-5701, que podem ser enviadas de segunda a sexta, das 7h às 17h. 

Abaixo, você confere também os horários do setor de recolhimento: 

  • Segunda a Sexta (7h às 17h): 2020-1801 ou 2020-1789
  • Plantão Noturno (17h às 21h): 2020-1794
  • Finais de Semana e Feriados (6h às 22h): 2020-1794

 

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