Cidades

nível superior

Detento de MS conclui a faculdade dentro da prisão

José Carlos é o segundo preso do Estado a concluir o ensino superior.

DA REDAÇÃO

17/12/2014 - 17h41
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O tão sonhado, para muitos, diploma de nível superior se tornou realidade também para um detento do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG). José Carlos de Santana Junior, de 28 anos, se tornou bacharel em Processos Gerenciais, pela Universidade Católica Dom Bosco. A cerimônia de formatura realizada no próprio presídio. 

O interno teve acesso ao ensino de nível superior por meio de parceria entre a universidade particular e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), estabelecida há cerca de três anos. As aulas acontecem pelo método ensino à distância e seguem os mesmos protocolos de exigências dos demais cursos do módulo virtual. Outros oito internos do IPCG e mais dois do Centro de Triagem também são beneficiados pela parceria. As aulas acontecem nos setores de informática e todo o acesso é monitorado pelos responsáveis pelos setores de educação das duas unidades prisionais. 

José Carlos é o primeiro da Capital e o segundo no Estado a concluir o ensino superior dentro do regime fechado, conforme informações da Divisão de Educação da Agepen. No ano passado, o custodiado Daniel Flávio Nogueira Vieira, 33 anos, se formou em Comércio Exterior, quando ainda cumpria pena no Estabelecimento Penal de Aquidauana, também por meio de parceria com a UCDB. Daniel iniciou os estudos na faculdade quando cumpria pena no Centro de Triagem e prosseguiu com os estudos mesmo após ser transferido para o outro município. Atualmente, ele está em regime semiaberto. 

Para a conquista do diploma, o detento do IPCG estudou por dois anos na faculdade e custeou os estudos com o dinheiro que ganha trabalhando na unidade penal, além da ajuda da família. O nível médio também foi iniciado e concluído no Instituto Penal, através de aulas da Escola Estadual Pólo Regina Anffe Nunes Betine, responsável pelo ensino em estabelecimentos penais de Mato Grosso do Sul. 

 

Feminicídio

Enfermeira morta a marretadas por bombeiro tem órgãos doados

A 5ª vítima de feminicídio no Estado, por decisão da família, salva a vida de três pacientes que aguardavam na fila de espera por transplantes do SUS

07/03/2026 12h00

Imagem Reprodução

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A partida precoce da enfermeira Liliane de Souza Bonfim, de 51 anos, que teve morte cerebral confirmada na sexta-feira (6), após ser vítima de feminicídio, ganhou novos contornos com a autorização da família para a doação de órgãos.

Mãe de três filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela foi vítima de um episódio de violência ocorrido dentro de casa, em Ponta Porã, na terça-feira (3). Dois dos filhos, de 15 e 17 anos, também acabaram sendo agredidos pelo subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Eliaderson Duarte.

A enfermeira, que se tornou a 5ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul, ao perceber a aproximação do marido, chegou a gritar para que os filhos saíssem de casa, mas não houve tempo. O caçula, de 11 anos, embora não tenha sido agredido, presenciou a violência.

Enquanto ela era golpeada, os filhos, mesmo feridos, correram e pediram ajuda a populares. Ao entrarem na residência, encontraram o bombeiro sentado ao lado do corpo da esposa, que estava no chão após ser atingida várias vezes.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital da Vida, em Dourados. Quem trabalhava na linha de frente da saúde acabou lutando pela própria vida, mas não resistiu.

Com a decisão da família de autorizar a doação de órgãos, outras pessoas que aguardam na fila por uma oportunidade de vida saudável terão uma segunda chance.

Foram doados três órgãos da enfermeira: os dois rins e o fígado. Um dos rins será transplantado em um paciente em Mato Grosso do Sul, o outro foi encaminhado ao Rio Grande do Sul, e o fígado seguirá para um terceiro paciente em Brasília (DF).
 

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APURAÇÃO POLICIAL

Polícia investiga morte de jovem de 25 anos encontrada inconsciente na casa do namorado

Circunstâncias da morte de jovem que supostamente discutiu com o namorado e teria convulsionado após ingerir bebida na casa dele seguem sendo apuradas

07/03/2026 11h44

Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, em Campo Grande

Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, em Campo Grande Whatsapp/Correio do Estado

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A polícia investiga a morte de Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, que teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande.

O namorado informou à polícia que, após uma suposta discussão por ciúmes, durante a tarde de sexta-feira (6), ela teria ingerido uma bebida e, em seguida, começou a convulsionar. A jovem chegou a ser socorrida por uma equipe do Samu.

Ela foi encaminhada para atendimento médico em estado grave, mas não resistiu e morreu na madrugada deste sábado (7).

Conforme informações da polícia, o namorado contou que houve uma discussão e, posteriormente, eles retornaram para a casa dele, momento em que Ludmila teria ingerido a bebida por conta própria.

Ao ser questionado sobre lesões no rosto da jovem, ele informou que elas teriam sido causadas pela queda enquanto Ludmila estava convulsionando.

A perícia esteve na casa e colheu depoimentos de testemunhas e do namorado. Embora ainda não existam elementos que comprovem feminicídio, a investigação prossegue para verificar todas as hipóteses.

Os exames necroscópicos periciais devem auxiliar no esclarecimento do caso, para que sejam tomadas as providências de polícia judiciária cabíveis, caso seja configurado crime.

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