
O inverno não chegou, mas as temperaturas já bateram recordes para 2014 (Foto:Bruno Henrique)
Oficialmente, o inverno ainda não chegou, mas nas ruas de Campo Grande o que se vê são pessoas agasalhadas e encolhidas, lutando para afastar o frio que castiga a cidade desde a semana passada. “Acorcar cedo, mexer com água, é tudo muito ruim”, reclamava ontem a auxiliar de serviços gerais Elizete Monteiro, 41 anos, na Praça Ary Coelho. “Se eu pudesse, teria ficado em casa, mas não tem jeito”, conforma-se. O frio é tema de reportagem na edição de hoje (27) do jornal Correio do Estado.
O aposentado Fujita, de 68 anos, veio de São Bernardo do Campo para Campo Grande, e já se queixava do clima. “Parece que aqui está mais frio que lá”, comentou, lendo seu jornal do dia no banco da praça.
As queixas de Elizete e Fujita fazem sentido. Isto porque, em pleno outono, foi registrado o dia mais gelado do ano em Mato Grosso do Sul. Ontem, no início da manhã, a temperatura chegou a 9°C, com sensação térmica de 5°C graus na Capital.
De acordo com o meteorologista Natálio Abraão Filho, de Campo Grande, o frio repentino deve durar só até amanhã, mas é um gostinho do que está por vir nos próximos meses. Para o especialista, não dá para descartar a possibilidade de um frio intenso com temperaturas recordes.
Quando o assunto é clima, tudo pode acontecer. Inclusive, dias mais gelados que o 16 de julho de 1975, marcado na memória de muitos como o dia mais frio que Campo Grande já enfrentou.
Frio histórico
“Em 16 de julho de 75, a temperatura chegou a 1,4ºC abaixo de zero”, relata o meteorologista, pontuando que os registros começaram em 1960. A reportagem é de Eduardo Fregatto.


