Cidades

Desvio

Dinheiro de merenda era usado para pagar ração e uísque em AL

Dinheiro de merenda era usado para pagar ração e uísque em AL

Folha

30/03/2011 - 15h05
Continue lendo...

Dinheiro público que deveria ser usado para a merenda escolar em municípios do interior de Alagoas foram desviados para a compra de uísque e ração para cachorro. A suspeita é resultado de uma investigação conjunta entre Ministério Público Federal, Controladoria Geral da União e Polícia Federal em nove municípios do Estado.

A estimativa é que em dois anos tenham sido usados indevidamente R$ 8 milhões em recursos federais destinados à merenda.

A PF (Polícia Federal) deflagrou na madrugada desta quarta-feira uma operação para cumprir 16 mandados de prisão temporária e 28 de busca e apreensão nas prefeituras de Girau do Ponciano, Poço das Trincheiras, Estrela de Alagoas, Senador Rui Palmeira, Belo Monte, Limoeiro de Anadia, Lagoa da Canoa, Traipu e Craibas.

Entre os presos estão ex-prefeitos, primeiras-damas e parentes de prefeitos que ocupam cargos nas administrações municipais, além de gestores públicos. A PF não divulgou o nome dos suspeitos. Todos os mandados foram expedidos pela Justiça Federal em Arapiraca (AL). Nenhum prefeito está entre os presos. A competência para investigá-los é do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede em Recife.

Segundo José Godoy, procurador da república em Arapiraca (122 km da capital), há suspeita de que o dinheiro desviado tenha sido usado também para pagar as compras semanais na casa dos suspeitos.

"Essa operação denota uma cultura muito nefasta de alguns gestores, de tratar a coisa pública com se fosse bens privados", disse Godoy. 'Usam o dinheiro da merenda para fazer as compras diárias da casa e de artigos de luxo.'"

Durante as investigações, crianças de escolas visitadas disseram que só tinham biscoito para comer. Em outras, só havia merenda para os primeiros 15 dias do mês. Nos demais, as crianças não comiam.

Segundo o procurador, o quadro encontrado nas escolas em relação à quantidade e qualidade dos alimentos oferecidos às crianças não batia com as notas fiscais nem com as licitações feitas pelas prefeituras para compra de merenda.

A operação realizada hoje é uma continuação de uma ação realizada em outubro de 2010, na qual sete pessoas foram presas suspeitas de fraudes nas licitações de merenda no Estado.

Segundo o procurador, os documentos apreendidos e os depoimentos obtidos após a primeira operação mostraram que as possíveis irregularidades iam além da fraude em licitações e abrangiam também desvio de dinheiro.

de quem é a culpa?

Procon abre investigação após congestionamento impedir acesso de fãs a show do Guns N' Roses

Após a notificação, a empresa tem 20 dias para se posicionar e apresentar sua defesa

10/04/2026 18h30

Caos no acesso deixa público fora de show do Guns N' Roses e vira investigação pelo Procon

Caos no acesso deixa público fora de show do Guns N' Roses e vira investigação pelo Procon Divulgação/Ewerton Pereira

Continue Lendo...

O Procon-MS abriu investigação contra as empresas responsáveis pela organização do show do Guns N’ Roses da última quinta-feira (9) em Campo Grande. 

A falta de logística com relação ao acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura causou um congestionamento de 13 quilômetros na BR-262 e deixou milhares de fãs presos no trânsito. 

O único jeito de chegar até o Autódromo é através da rodovia, que não é duplicada. Mesmo com ações da Polícia Rodoviária Federal e da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), o grande fluxo de veículos sobrecarregou a estrutura preparada para receber as 40 mil pessoas esperadas. 

Assim, mesmo com o show começando 1h30 atrasado para esperar o máximo de pessoas chegarem ao local, muita gente ficou de fora e não conseguiu chegar a tempo, nem mesmo no final do concerto. 

Diante dos fatos, o Procon-MS afirmou em nota que vai investigar a responsabilidade da empresa promotora do evento, já que um grande número de pessoas procurou o órgão para abrir reclamação por não ter conseguido assistir ao evento, mesmo com ingressos válidos. 

“O Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), informa que iniciou procedimento de investigação preliminar para averiguar eventuais responsabilidades da empresa promotora do evento, devido à impossibilidade de acesso de consumidores com ingressos válidos ao show”, afirma a nota. 

Após a notificação, a empresa responsável terá um prazo de 20 dias para apresentar o seu posicionamento pela situação. 

Como já noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, a responsabilidade pela bagunça no trânsito antes e depois do show virou um verdadeiro “empurra-empurra”. 

Para a PRF, a responsabilidade deveria recair sobre a organização do show, já que muitos “combinados” não foram cumpridos, como a abertura dos portões em atraso, falta de planejamento nos pontos de retenção, falta de sinalização da via e a implementação de controle de acesso por QR Code, o que gerou demora e maior volume de fila. 

Por outro lado, a assessoria de imprensa da organização afirmou que a responsabilidade pelo controle e organização do tráfego recai sobre os órgãos públicos, já que "a organização privada não possui competência legal para intervenção em rodovias federais ou no sistema viário urbano". 

"A gestão, o ordenamento e a operação do trânsito são atribuições dos órgãos públicos, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro. A realização do evento ocorreu com autorização formal e com pleno conhecimento das condições de acesso por parte das autoridades responsáveis", escreveu a nota. 

O documento ainda ressaltou que todas as etapas que estavam sob responsabilidade da organização do show foram realizadas seguindo o planejamento aprovado.

O Procon-MS não informou à reportagem o número exato de reclamações abertas pela situação, mas afirmou que o balanço completo será feito a partir da próxima segunda-feira. 

Congestionamento

Com aproximadamente 13 quilômetros de congestionamento na Avenida João Arinos, única via de acesso ao Autódromo Internacional, cerca de 30% do público não conseguiu chegar ao show inédito nesta quinta-feira (9). 

Vários relatos nas redes sociais mostraram fãs presos no trânsito por até seis horas, tentando chegar no evento. Muitos deixaram os carros no meio do caminho e seguiram a pé, outros pegaram carona de motociclistas que tentavam furar a fila, e ainda houveram relatos de motoristas que conseguiram vias alternativas. 

O grande número de veículos na rodovia fez com que muitos fãs não conseguissem assistir ao show, gerando revolta e decepção. 

A reportagem tentou contato direto com a Santo Show, responsável pelo evento, para entender qual será o posicionamento adotado, inclusive se o dinheiro das pessoas que compraram ingressos e não conseguiram chegar no evento será ressarcido. 

A empresa não respondeu aos questionamentos. Na rede social oficial, nenhuma postura ou pronunciamento foi dado e os comentários nas postagens recentes do perfil oficial sobre o show em Campo Grande foram desativados. 

Na sua página pessoal, o dono da Santo Show, Valter Júnior, disse que as dificuldades foram causados por "fatores externos".

Novo Cangaço

Operação derruba 'Pouca Sombra', mente do maior roubo da história recente de MT

Operação desta semana cumpriu 97 ordens judiciais, entre mandados de prisão, buscas e apreensões, além do bloqueio de contas bancárias

10/04/2026 18h00

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Uma megaoperação da Polícia Civil de Mato Grosso resultou, nesta quinta-feira (9), na prisão de Pablo Henrique de Sousa Franco, homem com nanismo conhecido como “Pouca Sombra”, apontado como chefe da logística do maior assalto já registrado no estado. A captura ocorreu em Marabá, cidade paraense durante a terceira fase da Operação Pentágono, que investiga a ação criminosa realizada em abril de 2023, no município mato-grossense de Confresa.

Segundo as investigações, “Pouca Sombra” exercia papel estratégico dentro da organização, sendo responsável pelo planejamento logístico do ataque à transportadora de valores Brinks. A operação desta semana cumpriu 97 ordens judiciais, entre mandados de prisão, buscas e apreensões, além do bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados, e representa mais um avanço no desmonte do grupo, que atuava no modelo conhecido como “domínio de cidades”, associado ao chamado “Novo Cangaço”.

O crime, ocorrido em 9 de abril de 2023, mobilizou ao menos 50 integrantes da organização criminosa. Na ocasião, cerca de 20 homens fortemente armados sitiaram Confresa, invadiram o quartel da Polícia Militar, renderam agentes e incendiaram o prédio. Simultaneamente, outros membros da quadrilha destruíram veículos e prédios públicos, instaurando pânico entre moradores.

O alvo principal era a unidade da Brinks na cidade. Apesar do uso de explosivos de alta potência para acessar o cofre, o grupo não conseguiu concluir o roubo e fugiu às pressas, deixou veículos e equipamentos utilizados na ação.

As apurações da Polícia Civil apontam que a organização possuía estrutura altamente sofisticada, dividida em seis núcleos: comando e financeiro; planejamento e logística; execução; apoio nos estados do Pará e Tocantins; além de um núcleo específico para locação de veículos, utilizado na fuga.

A prisão de “Pouca Sombra” é considerada estratégica pelas autoridades, já que ele é apontado como uma das principais lideranças operacionais do grupo. As investigações continuam para identificar e capturar outros envolvidos no esquema interestadual.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).