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INFRAESTRUTURA

Dique de contenção de enchentes de Porto Murtinho será concluído em março

Após o desabamento, a recuperação do dique foi orçado em R$ 1,6 milhão

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A entrega da restauração do dique de contenção de enchentes às margens do Rio Paraguai, no município de Porto Murtinho está prevista para ser concluída em março.

Cerca de 60 metros de extensão do muro do dique veio abaixo, em 28 de outubro de 2020, por causa da força da água das chuvas, ligada a um histórico de infiltrações e erosões e, desde então, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) está conduzindo uma obra emergencial na área.

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Atualmente, as equipes trabalham na restauração e reforço da cortina de contenção do dique. Nesta primeira fase do projeto, também estão sendo realizados o calçamento, paisagismo e a instalação do guarda corpo.

“Estamos com 95% da obra executada”, informou o engenheiro da empreiteira Bandeirantes, Sidney José Carvalho Teixeira.

O orçamento da reestruturação ficou em R$ 1,6 milhão e, após a entrega no próximo mês, a Agência partirá para a segunda fase do projeto, a manutenção.

“A intervenção do Governo do Estado nos tranquiliza quanto à segurança para conter as enchentes, além da urbanização da área”, diz o prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra.

Histórico

A estrutura foi construída em 1985, pelo Ministério dos Transportes, e tem 9,7 quilômetros de extensão.

O dique circunda todo o perímetro urbano de Porto Murtinho, que tem duas características interessantes: além de se localizar próxima a margem de um rio, encontra-se dentro de uma planície de inundação e de baixa declividade.

A segunda característica em questão foi o que impulsou a construção da estrutura hidráulica. A decisão foi tomada após a  população recusar à proposta de mudança do perímetro urbano de Porto Murtinho para uma área mais distante do Rio Paraguai.

O local em questão era a chamada 'Cidade de Lona', que ficava cerca de sete quilômetros, para onde ia a população quando as grandes cheias do rio inundaram toda a comunidade.

A cidade chegou a ficar submersa nas enchentes de 1979 e 1982 e o dique suportou a de 1988, considerada recorde.

Oportunidade

Inscrições para o Programa Futuras Cientistas vão até 6 novembro

Haverá 470 vagas gratuitas para alunas e professoras da rede pública

31/10/2026 20h00

Foto: Divulgação / Cetene

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Foram prorrogadas para o dia 6 de novembro as inscrições para a Imersão Científica 2027 do Programa Futuras Cientistas.

São oferecidas 470 vagas gratuitas para estudantes e professoras da rede pública estadual participarem de atividades em universidades, laboratórios e instituições de pesquisa das cinco regiões do país. 

As inscrições gratuitas devem ser feitas pela plataforma do Programa Futuras Cientistas. As atividades ocorrerão entre 4 e 29 de janeiro.

O programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), aproxima meninas e mulheres da rotina de pesquisa nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Das vagas disponíveis, 320 são destinadas a alunas do 2º ano do ensino médio regular, integral, semi-integral ou técnico da rede pública estadual. As outras 150 são para professoras da rede pública estadual. Cada candidata deve escolher um dos 114 projetos de trabalho disponíveis. Desse total, 20 são oferecidos na modalidade remota.

Documentos

Para participar, as estudantes devem enviar o boletim escolar, e as professoras, o diploma de graduação em licenciatura. 

Os docentes precisam ter cadastro na Plataforma Lattes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de apresentar a documentação prevista no edital.

O edital reserva ainda 30% das vagas para candidatas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas. Também há vagas destinadas a pessoas com deficiência e a mulheres transexuais, travestis e mulheres intersexo.

Atividades
 A Imersão Científica coloca as participantes em contato com ambientes de pesquisa e com diferentes etapas da produção do conhecimento. Durante as atividades, estudantes e professoras podem acompanhar pesquisadores, conhecer técnicas e equipamentos e desenvolver experiências relacionadas aos projetos escolhidos.

As atividades terão carga horária de 80 horas distribuídas em 20 dias úteis. Cada participante selecionado receberá um auxílio de R$ 300, pago em parcela única pelo CNPq. 

Apuraçã

Marinha investiga afundamento de barcaça com minério em porto de Corumbá

Dois trabalhadores que estavam na barcaça precisaram pular no Rio Paraguai para escapar

31/10/2026 16h45

Barcaça carregada com minério de ferro afundou durante operação no Porto Gregório Curvo, em Corumbá

Barcaça carregada com minério de ferro afundou durante operação no Porto Gregório Curvo, em Corumbá Imagens /Stefano Alcova

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Uma barcaça utilizada no transporte de minério de ferro afundou na manhã deste sábado (31), durante uma operação de carregamento no Porto Gregório Curvo, localizado no distrito de Porto Esperança, a cerca de 90 quilômetros de Corumbá.O terminal é operado pela mineradora LHG Mining.

Imagens registradas no momento do acidente mostram a inclinação progressiva da embarcação até ficar parcialmente submersa nas águas do Rio Paraguai. Dois trabalhadores que estavam na barcaça precisaram pular no rio para escapar. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

A embarcação estava posicionada ao lado da estrutura utilizada para o carregamento de minério no momento do tombamento. Não há confirmação das causas do tombamento até a publicação desta matéria. 

Apuração 

Por meio da Capitania Fluvial do Pantanal (CFPN), a Marinha do Brasil informou que instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para investigar as causas do acidente e identificar eventuais responsabilidades. Serão analisados documentos, depoimentos e outros elementos que possam esclarecer o que aconteceu. 

A autoridade marítima ressaltou que ainda não é possível apontar as causas do afundamento. A Capitania também acompanha a situação para avaliar a necessidade de medidas destinadas à segurança da navegação e à prevenção de possíveis danos ambientais.

Em nota, a LHG Mining informou que a barcaça pertence a um armador parceiro e que está colaborando com as autoridades para esclarecer o ocorrido e adotar as providências necessárias. 

Transporte de minério

O Porto Gregório Curvo integra a estrutura logística de escoamento da produção mineral de Corumbá, utilizando a Hidrovia do Rio Paraguai para o transporte de cargas.

Em agosto deste ano, outro episódio envolvendo embarcações a serviço da LHG Mining foi registrado na região, quando um comboio de barcaças atingiu estruturas de proteção da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262. 

A ocorrência também foi alvo de investigação. Até o momento, não há informações conclusivas sobre a quantidade de minério que estava sendo transportada pela embarcação que afundou neste sábado nem sobre a extensão dos possíveis impactos ambientais. 

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