Cidades

EPICENTRO

Diretor da UPA de Dourados está na UTI, com Covid-19

Diretor técnico e médico intensivista respira com apoio de aparelhos

Continue lendo...

O diretor técnico da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Dourados, Gecimar Teixeira Júnior, foi internado nesta quarta-feira (17) em uma unidade de terapia intensiva da cidade, acometido pela Covid-19. Informações obtidas pelo Correio do Estado afirmam que o servidor respira com apoio de aparelhos.

A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da administração municipal.

Na semana passada, Dourados registrou a morte de um profissional de saúde infectado pelo coronavírus. Malory Melo,  de 55 anos que esteve internada durante 10 dias no Hospital da Cassems, e trabalhava na farmácia do posto de saúde da Vila Rosa.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, vários profissionais estão afastados com suspeita de infecção. A administração desde o início da pandemia tem enfrentado dificuldades com o fornecimento de equipamentos de proteção individual.

De acordo com a Associação dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias, o material só passou a ser fornecido de forma adequada após denúncias ao Ministério Público Estadual.

Segundo a entidade, dias atrás em uma reunião virtual que contou com a participação da secretária municipal Berenice Machado com os agentes comunitários e enfermeiros, a gestora da pasta afirmou que os materiais estariam à disposição, ao contrário do que denunciavam os servidores.

“E nós dissemos pra ela: o problema é que esses equipamentos não estão chegando pra gente, e que a única alternativa foi acionar o MPE. Agora o fornecimento da sendo regular”, contou servidora ouvida pela apuração.

A assessoria de imprensa não confirmou em qual unidade hospitalar Gecimar está internado.

Epidemia de Chikungunya

Chikungunya recua nas aldeias de Dourados, mas cenário ainda preocupa autoridades de saúde

Informe do COE aponta queda nos atendimentos e casos agudos nas aldeias Bororó e Jaguapiru, porém município ainda registra internações e mantém força-tarefa com mutirões de limpeza e ações de combate ao mosquito transmissor

05/05/2026 18h32

Chikungunya recua nas aldeias de Dourados, mas cenário ainda preocupa autoridades de saúde

Chikungunya recua nas aldeias de Dourados, mas cenário ainda preocupa autoridades de saúde Foto: Divulgação/ Assecom

Continue Lendo...

Os números divulgados pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, apontam recuo da doença nas aldeias Bororó e Jaguapiru.

Apesar disso, a situação ainda é considerada preocupante, e as equipes de saúde, de combate às endemias e de recolhimento de resíduos sólidos seguem atuando de forma intensiva na região.

As ações seguem as diretrizes do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, documento que reúne um conjunto de medidas voltadas à contenção da doença.

Segundo o secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, o recuo está diretamente ligado às estratégias adotadas.

“Esse resultado é fruto das ações firmes definidas pelo COE, sobretudo os decretos de emergência e calamidade, que permitiram reforço na atenção à saúde, mutirões de limpeza, contratação de profissionais e implementação da vacina contra a Chikungunya na rede básica”, destacou.

A redução pode ser observada na queda do número de notificações e atendimentos de pacientes com sintomas da doença.

Na segunda-feira (4), a Equipe 2 da Aldeia Bororó realizou 54 consultas clínicas e identificou quatro pacientes com sintomas da fase aguda da doença (entre 1 e 14 dias), seis na fase subaguda (15 a 90 dias) e nenhum caso na fase crônica (acima de 90 dias).

A Equipe 1 da mesma aldeia não precisou realizar remoções hospitalares nem busca ativa de novos casos.

Na Aldeia Jaguapiru, a Equipe 1 realizou 82 atendimentos, com três pacientes na fase aguda, oito na fase subaguda e um na fase crônica. Também não houve necessidade de encaminhamentos hospitalares, e foram coletadas três amostras para exames PCR.

Já a Equipe 2 contabilizou 29 consultas, sem registro de casos agudos, apenas cinco subagudos e um crônico, sem remoções.

No assentamento Nhuvera, localizado dentro da reserva, foram realizadas 29 consultas clínicas, sem identificação de casos na fase aguda. Três pacientes apresentaram sintomas da fase subaguda e não houve necessidade de encaminhamento hospitalar.

Informe epidemiológico

O informe epidemiológico divulgado nesta terça-feira (5) pelo COE aponta que, até o momento, foram registradas:

  • 3.141 notificações de casos suspeitos
  • 2.418 casos prováveis
  • 2.071 casos confirmados
  • 723 casos descartados
  • 347 casos em investigação

Apesar do recuo, a doença ainda está presente no município. Atualmente, 35 pacientes permanecem internados por complicações da Chikungunya, sendo:

  • 1 no Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá)
  • 18 no Hospital Universitário HU-UFGD
  • 1 no Hospital Cassems
  • 7 no Hospital Regional
  • 2 no Hospital Unimed
  • 3 no Hospital da Vida
  • 3 no Hospital Evangélico Mackenzie

Limpeza da aldeia

Até esta terça-feira (5), o mutirão de recolhimento de resíduos sólidos já retirou cerca de 250 toneladas de lixo em toda a extensão da Reserva Indígena de Dourados.

A ação tem como objetivo eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença.

A força-tarefa envolve Defesa Civil (estadual e municipal), Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria Municipal de Saúde (Sems), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).

As ações seguem coordenadas pelo COE e fazem parte do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, com foco na contenção da doença e prevenção de novos casos

Homicídio

Morte em show sertanejo em Chapadão do Sul pode estar ligada à facção, diz polícia

Mateus Almeida Costa no último final de semana pode ter ligação com organização criminosa

05/05/2026 17h15

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga a possível ligação com organização criminosa na execução do ajudante de pintor Mateus Almeida Costa, de 27 anos, morto a tiros durante um evento com show da cantora Naiara Azevedo, em Chapadão do Sul no último final de semana. A informação foi confirmada nesta terça-feira (5), três dias após o crime.

O homicídio ocorreu na madrugada de sábado (2), logo após a apresentação da artista, durante o Festival Gastronômico realizado na Praça de Eventos do município, a 331 quilômetros de Campo Grande. Mateus foi atingido por diversos disparos e morreu após ser socorrido. Um jovem de 21 anos também foi baleado pelas costas, está em estado grave e precisou ser transferido em vaga zero.

Segundo a Seção de Investigações Gerais (SIG) da delegacia local, o ataque foi premeditado e executado com divisão de funções entre os envolvidos. As apurações apontam a atuação de um atirador, um condutor de veículo e outros participantes responsáveis pelo apoio logístico e tentativa de ocultação de provas.

Até o momento, três suspeitos (um de 22 anos e dois de 23) foram presos em flagrante. Um quarto envolvido, já identificado, segue foragido. Durante a ação policial, foram apreendidas duas armas de fogo, incluindo a que teria sido usada no crime, além de uma motocicleta e substâncias entorpecentes ligadas aos investigados.

A Polícia Civil afirma que há indícios de conexão do crime com facção criminosa, hipótese que será aprofundada ao longo do inquérito. As investigações seguem em andamento para esclarecer a motivação e identificar outros possíveis participantes.

No dia do crime, policiais militares que faziam o policiamento do evento ouviram os disparos e correram até a região dos banheiros públicos, onde encontraram a vítima caída. Mateus foi atingido na cabeça, pescoço e tórax.

Testemunhas chegaram a relatar versões divergentes sobre os autores, mencionando inicialmente dois suspeitos com roupas distintas. Com o avanço das investigações, no entanto, a polícia concluiu que a ação foi coordenada e envolveu mais de um participante, embora apenas um tenha efetuado os disparos.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).