Cidades

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Doador de medula óssea de Mato Grosso do Sul encontra paciente compatível em Minas Gerais

No Brasil, a probabilidade de encontrar compatibilidade é de 1 para cada 100 mil pessoas

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O servidor público Alessandro Nahabedian, de 45 anos, é doador de sangue há quase duas décadas, e desde então possui cadastro no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Em abril deste ano, Alessandro recebeu a notícia de que foi identificado um paciente compatível com seus dados em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Para realizar os exames essenciais para o transplante, o servidor público viajou para a Capital mineira e passou pelos primeiros procedimentos nesta segunda-feira (5).

Em entrevista ao Correio do Estado, Alessandro falou um pouco sobre o processo até aqui. O cadastro no Redome foi feito há quase 20 anos, em uma das primeiras vezes em que o servidor público foi doar sangue, e a compatibilidade foi uma surpresa.

"Nesse intervalo todo, depois de 20 anos, a gente não espera, né? Porque [a compatibilidade] vir de fora da família é muito difícil. O fato de você poder ajudar pessoas doando sangue já é maravilhoso, imagina você ser um doador de medula para salvar uma vida? É muito bom", comentou.

É muito difícil encontrar doadores de medula compatíveis. A forma mais comum de compatibilidade acontece entre irmãos, e mesmo assim a doação só é possível em 30% dos casos.

Ao identificar que existe possibilidade de um doador compatível com o paciente cadastrado, o Redome entra em contato para confirmar com o doador se ele aceita realizar todos os exames e o procedimento.

"O Redome entrou em contato via mensagem dizendo que teve uma compatibilidade. Ficamos conversando em um intervalo de duas semanas, e eles pediram alguns testes de sangue, que fiz aqui no Hemosul. A responsável pelo Hemosul me explicou que o Redome tinha que ligar para mim dentro de noventa dias. Se eu não recebesse a ligação neste período, minha medula não era compatível", relatou.

Dentro de duas semanas, o Redome comunicou Alessandro de que ele era realmente compatível com o paciente, e que o processo teria início.

"Eles explicaram que existem duas formas de realizar o transplante. A minha forma é a de tirar a medula mesmo. Agora nós estamos na expectativa dos exames", comentou.

O Redome levou Alessandro para Minas Gerais, para dar início aos procedimentos. Se tudo estiver de acordo, no dia 25 de junho Alessantro retorna à Belo Horizonte para realizar o transplante.

Para milhares de pacientes com leucemia e outras doenças sanguíneas, o transplante de medula óssea é a única esperança de cura. As informações do paciente receptor não podem ser divulgadas ao doador, mas a certeza de transformar uma vida já é suficiente para encher o coração de alegria.

"Não caiu a ficha ainda. A gente passa tão rápido nessa vida. Se cada um pensar um pouquinho mais no outro, puder ajudar uma pessoa... Estou muito feliz em poder ser usado por Deus para salvar uma vida.", afirmou.

Durante as viagens, o doador será acompanhado por sua filha. Toda a família apoia o gesto, e está orgulhosa da decisão de Alessandro.

"A gente tem que se colocar no lugar da pessoa que está lá, que pode ser um pai de família, uma criança...", acrescentou.

Saiba: Segundo dados do Redome, o estado tem 164 mil doadores, e 287 pacientes em Mato Grosso do Sul já se cadastraram para receber medula óssea.

Segundo o Hemosul, no estado, apenas 50 doadores cadastrados no Redome realizaram doações efetivas. Os dados não são precisos, já que muitas doações são feitas para pacientes de outros estados e até mesmo de outros países.

Se no Brasil estimativa é de que a compatibilidade seja de 1 para cada 100 mil pessoas, no mundo a estimativa é de que a compatibilidade seja de 1 para 1 milhão.

Como doar?

Em Mato Grosso do Sul as doações podem ser feitas em todas as unidades do Hemosul. O doador deve ter entre 18 a 35 anos, e apresentar bom estado de saúde: não ter doença infecciosa ou incapacitante, não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.

Na coleta, são retirados 5ml de sangue, como um exame de laboratório, e o doador é cadastrado no REDOME – Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

No banco do INCA, os dados genéticos são cruzados com os dos pacientes que precisam da medula. Se der compatibilidade genética através do exame HLA, a doação pode ser realizada.

Como funciona?

A doação pode ser feita de duas formas:

  • Punção: por meio de uma pequena cirurgia na região da bacia, sob anestesia geral, são retiradas as células-tronco através de punção.
  • Coleta por aférese: o doador faz uso de medicação por alguns dias com objetivo de aumentar o número de célula-tronco. Após esse período a doação é realizada através de uma máquina que coleta o sangue direto da veia do doador.

O procedimento dura aproximadamente 90 minutos, e é realizado com uma anestesia para que o processo seja sem dor.

As células de medula são tiradas do osso da bacia e não da espinha, portanto, não tem risco para a coluna.

Do outro lado o paciente tem a sua medula doente destruída e recebe a as células de medula saudável do doador. A parte da medula retirada do doador se recupera sozinha em no máximo quinze dias.

Confira unidades para se cadastrar em Mato Grosso do Sul

  • HEMOCENTRO COORDENADOR – MS

Avenida Fernando Correa da Costa nº 1.304 – Centro-Campo Grande/MS
Fone: (67) 3312-1500 / 3312-1539

  • CENTRAL ESTADUAL DE TRANSPLANTE

Avenida Afonso Pena nº 3547 (Fundos) – Campo Grande/MS
Fone: (67) 3312-1400

  • HRMS - NÚCLEO DE HEMOTERAPIA

Rua Engº Lutherio Lopes nº 36 - AeroRancho – Campo Grande/MS
Fone: (67) 3378-2678

  • DOURADOS - HEMOCENTRO REGIONAL

Rua: Waldomiro de Souza nº 295 – Vila Industrial  – Dourados/MS
Fone: (67) 3424-4192

  • PONTA PORÃ - NÚCLEO DE HEMOTERAPIA

Rua Sete de Setembro s/nº - Santa Isabel – Ponta Porã/MS
Fone: (67) 3010-0972*06

  • AQUIDAUANA - NÚCLEO DE HEMOTERAPIA

Rua Duque de Caxias nº 2170 – Bairro Alto Aquidauana/MS
Fone: (67) 3241-7578

  • CORUMBÁ - NÚCLEO DE HEMOTERAPIA

Rua Colombo nº 1.250 – Centro – Corumbá/MS
Fone: (67) 3232.2470

  • COXIM - NÚCLEO DE HEMOTERAPIA

Rua Gaspar Reis Coelho nº 361 Bloco B – Bairro Flávio Garcia  – Coxim/MS
Fone (67) 3291-2906

  • NAVIRAÍ - NÚCLEO DE HEMOTERAPIA

Rua Amélia Fukuda nº 776 – Centro  – Naviraí/MS
Fone: (67) 3461-7957

  • NOVA ANDRADINA - NÚCLEO DE HEMOTERAPIA

Rua Eurico Soares de Andrade nº 331 – Vila Operária  – Nova Andradina/MS
Fone: (67) 3441-8543

  • PARANAÍBA - NÚCLEO DE HEMOTERAPIA

Rua Selma Martins de Oliveira nº335 – Ipê Branco I  – Paranaíba/MS - CEP: 79.500-000
Fone: (67) 3503-1026

  • TRÊS LAGOAS - NÚCLEO DE HEMOTERAPIA

Rua Manoel Rodrigues Artez nº 520 – Bairro Colinos  – Três Lagoas/MS
Fone: (67) 3522.7959

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Varejo em Crise

Casas Bahia fecha lojas em MS em corte que atinge 298 unidades no Brasil

Quatro unidades encerraram as atividades em Dourados, Naviraí e Nova Andradina; reestruturação nacional também prevê a demissão de cerca de 1,9 mil trabalhadores.

14/08/2026 19h03

Casas Bahia fecha quatro unidades em Mato Grosso do Sul em meio à reestruturação que atinge centenas de lojas no País.

Casas Bahia fecha quatro unidades em Mato Grosso do Sul em meio à reestruturação que atinge centenas de lojas no País. Foto: Divulgação/Casas Bahia.

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Pelo menos quatro lojas das Casas Bahia em Mato Grosso do Sul fecharam as portas nesta sexta-feira (14), em meio a uma ampla reestruturação promovida pela varejista em todo o País. Duas unidades atingidas ficam em Dourados, enquanto as outras estão localizadas em Naviraí e Nova Andradina. O fechamento no Estado ocorre no mesmo dia em que a companhia promove uma das maiores reduções recentes de sua rede física.

Conforme informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, 298 estabelecimentos estão sendo encerrados em diferentes regiões brasileiras, acompanhados do desligamento de aproximadamente 1,9 mil trabalhadores.

O número chama atenção pela dimensão da operação. Ao final de 2025, as Casas Bahia mantinham 1.042 lojas em funcionamento. Com isso, os 298 pontos atingidos pela atual reestruturação equivalem a aproximadamente 28,6% desse total.

Em Mato Grosso do Sul, os primeiros reflexos foram percebidos já nas primeiras horas desta sexta-feira.

Funcionários são surpreendidos em Dourados

Em Dourados, as duas lojas físicas das Casas Bahia localizadas na Avenida Marcelino Pires, na região central da cidade, amanheceram fechadas. Conforme informações, funcionários teriam sido surpreendidos pela medida e tomaram conhecimento do encerramento das atividades somente quando chegaram aos locais para trabalhar.

Até o momento, não foi informado oficialmente quantos empregados das duas unidades foram desligados nem se existe possibilidade de aproveitamento de parte dos trabalhadores em outras operações da companhia.

O impacto também chegou a Naviraí, onde a unidade da rede encerrou as atividades nesta sexta-feira. Ainda não há detalhamento sobre o número de funcionários atingidos pela decisão.

Em Nova Andradina, outra loja das Casas Bahia entrou na lista de estabelecimentos fechados. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que os trabalhadores da unidade foram desligados com o encerramento das operações.

Com os casos identificados até agora, Mato Grosso do Sul contabiliza ao menos quatro lojas atingidas pela reestruturação nacional, distribuídas por três municípios.

O número, entretanto, ainda poderá aumentar caso outras unidades existentes no Estado estejam incluídas no plano de redução da rede física.

Quase 300 lojas fechadas de uma vez

A dimensão da mudança ganha ainda mais peso quando comparada ao movimento recente da companhia. No fim de 2023, a rede possuía 1.078 lojas. O número caiu para 1.064 em 2024 e chegou a 1.042 estabelecimentos ao término de 2025.

Diferentemente de ajustes graduais realizados ao longo dos últimos anos, desta vez a redução estaria concentrada praticamente em um único movimento.

Aproximadamente 600 funcionários teriam sido desligados já na quinta-feira (13), enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil cortes estavam previstos para esta sexta. O enxugamento poderia chegar a 3 mil trabalhadores.

A companhia deve apresentar ao mercado mais detalhes sobre a estratégia de redução de despesas e reorganização de suas operações.

Prejuízo bilionário aumenta pressão sobre varejista

A reestruturação ocorre em um momento de forte pressão financeira sobre as Casas Bahia. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão, resultado influenciado principalmente pelas despesas financeiras.

Apesar do prejuízo, a receita líquida avançou 6,1% na comparação anual e alcançou R$ 7,4 bilhões. As despesas com vendas, gerais e administrativas, por sua vez, cresceram 5,4%, chegando a aproximadamente R$ 1,7 bilhão.

O cenário econômico também representa um obstáculo para a companhia. Juros elevados, endividamento das famílias e pressão sobre a renda disponível afetam diretamente um segmento fortemente dependente das vendas parceladas e da concessão de crédito.

A própria direção das Casas Bahia vinha indicando ao mercado uma estratégia de maior disciplina financeira, com prioridade para rentabilidade, geração de caixa, controle do crédito e aumento da eficiência operacional, em vez da expansão das vendas a qualquer custo.

O grupo ainda carrega os efeitos do processo de recuperação extrajudicial iniciado em 2024, que envolveu aproximadamente R$ 4 bilhões em obrigações financeiras.

Balanço foi adiado

Em meio à reestruturação, a varejista também adiou a divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026. O balanço, inicialmente previsto para quarta-feira (12), foi transferido para esta sexta-feira (14), enquanto a teleconferência da administração com investidores está programada para segunda-feira (17).

A expectativa é de que os próximos comunicados da companhia esclareçam a dimensão completa do corte de despesas, os impactos financeiros do fechamento das lojas e os próximos passos para a operação física da rede.

 

caso lívia

Discord aponta que responsáveis por estimular suicídio em MS teriam se unido no TikTok e no Telegram

Menina de 13 anos teve a morte transmitida ao vivo na plataforma Discord, incentivada por grupo extremista que agia online

14/08/2026 19h00

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Discord afirmou que há evidências de que os grupos que incitaram a adolescente de 13 anos, que se matou em Naviraí, a praticar violência contra si mesma teriam se articulado previamente no TikTok e no Telegram. A afirmação foi feita pela plataforma em resposta enviada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Nesse mesmo documento, o Discord também admite falhas em seu sistema automatizado para alertas de risco. A reportagem questionou o TikTok e o Telegram, mas ainda não obteve resposta.

Nesta semana, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável por fiscalizar o cumprimento do ECA Digital, determinou a suspensão do recurso de transmissão ao vivo do Discord até que a plataforma implemente medidas para garantir a segurança de crianças e adolescentes. As lives devem estar fora do ar a partir da próxima semana.

No documento de 20 páginas enviado às autoridades brasileiras, a plataforma afirma que "as evidências disponíveis também indicam possível coordenação prévia ou paralela em outros serviços digitais, incluindo Telegram e TikTok, antes do ingresso no servidor investigado."

Na carta enviada às autoridades brasileiras para prestar explicações sobre o caso da adolescente de 13 anos que se suicidou, o Discord afirma que é relevante reconstruir a cronologia do fato e diz:

"A Discord não apresenta essa informação para deslocar responsabilidades, mas para delimitar tecnicamente os dados que seus sistemas poderiam processar antes do ingresso dos usuários no servidor."

O argumento da plataforma é de que medidas de incitação à violência podem ter começado antes de que o grupo criminoso começasse a transmissão nos canais do Discord. A empresa afirma que "a capacidade da Discord de identificar ou intervir proativamente depende dos sinais disponíveis na plataforma e das salvaguardas técnicas e de privacidade aplicáveis".

Neste mesmo documento, o Discord admitiu que seu sistema automático de alertas falhou em identificar potencial risco na transmissão ao vivo envolvendo a incitação de violência à adolescente. O sistema classificou a live com uma pontuação de risco que era apenas 1/8 da nota necessária para ativar as travas da rede. Procurado para comentar o documento, a plataforma não falou.

O Discord sustenta que não chegou a transmitir o suicídio, pois conseguiu derrubar o servidor antes da morte, ao ser alertada pela polícia. E afirma ainda que a transmissão da morte ocorreu em outras plataformas.

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