Cidades

NEGLIGÊNCIA

Dona dos cães que morreram em "spa"
para cachorros processará proprietária

Testemunha disse que dona do local sempre maltratava os animais

MARIANE CHIANEZI

12/12/2016 - 18h00
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Dona dos cachorros que morreram em um 'SPA pet' no dia 9 de dezembro, a aposentada Soraia Amado entrará com um processo indenizatório contra o Bicho de Colo, estabelecimento onde a tragédia aconteceu. Uma ex-funcionária testemunhará contra a proprietária do local.

Animais morreram asfixiados quando a dona do local precisou se ausentar e os cachorros ficaram sem os devidos cuidados.

Principal objetivo do processo, além da indenização, seria fechar o local para impedir que mais alguém sofra a perda do animal de estimação. “É indescritível a falta que eu e minha irmã estamos sentindo deles. Não imaginávamos que eles iriam pra lá e não voltariam mais”, disse Soraia ao Portal Correio do Estado.

Ainda conforme ela, uma mulher, que trabalhou no local por menos de um mês, entrou em contato para relatar supostos maus-tratos que presenciou no curto período em que permaneceu trabalhando como auxiliar no estabelecimento.

“Ela nos contou que a dona do Pet Shop maltratava os animais, judiava mesmo. Dava chicotadas, alguns passavam mal e ela afirmou ter registros em vídeo que provam isso”, afirmou a aposentada.

De acordo com o advogado de Soraia, Wagner Leão do Carmo, contrato proposto pela proprietária do local, seria que os cães ficassem 45 dias no SPA, sendo que no dia do incidente, estadia dos animais completava 20 dias.

Toddy, o cão da raça Shih Tzu, estava no local para perder peso, enquanto Dudu, de raça não definida, teria outros cuidados com a saúde. “Temos papéis escritos por ela (dona do Bicho de Colo) com o valor combinado, sendo que metade já haviam sidos pagos pela Soraia e ainda temos a testemunha”, relatou Wagner, que preferiu não divulgar valores.

Soraia finaliza dizendo que o que aconteceu foi negligência. “Não há outra palavra para definir a não ser irresponsabilidade. Não queremos que outras pessoas passem pelo o que nós passamos”, disse. Toddy tinha 8 anos e Dudu, 4.

Na última sexta-feira (9) boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado na Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat) na Capital.

INVESTIGAÇÃO

Guerra de facções em MS tem lista com 24 jurados de morte

Operação do MPMS identificou perfil que publicava fotos de suspostos alvos do Comando Vermelho no Estado

04/09/2026 07h40

Montagem com fotos dos alvos era publicada em perfis da facção no TikTok e no Instagram

Montagem com fotos dos alvos era publicada em perfis da facção no TikTok e no Instagram Reprodução

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Operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) prendeu ontem em Juscimeira, em Mato Grosso, um suposto integrante do Comando Vermelho (CV) que divulgou ameaça de morte a 24 pessoas que seriam membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Mato Grosso do Sul.

Pablo da Silva Santos, de 19 anos, seria o administrador de perfis no TikTok e no Instagram onde publicava fotos de pessoas que estariam “jurados” de morte por integrar o PCC em Mato Grosso do Sul.

Segundo o promotor de Justiça Felipe Almeida Marques, coordenador da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do MPMS, que comandou as investigações, o tema começou a ser apurado a partir do monitoramento de redes sociais.

“A gente já tinha informação de que existiam perfis no TikTok e no Instagram publicando ameaças para a população, imputando a participação ou a vinculação com o PCC. E aí a partir do monitoramento desses perfis na internet, a gente começou a fazer a investigação sobre quem seriam as pessoas que estariam por trás desses perfis e chegamos à pessoa do Pablo Silva Santos”, contou o promotor.

“Ele publicava esses perfis a partir de Mato Grosso, e a gente já tinha informação também de que essa guerra de facção que a gente está vivendo vem de Mato Grosso”, completou Marques.

A ação foi agilizada após um dos alvos que teve a foto publicada ser morto dias após a publicação.

Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, conhecido como Márcio Pelé, e a enteada dele, uma menina de apenas 3 anos e 8 meses, foram mortos em Cassilândia, no dia 1º de agosto deste ano.

Eles estavam em um carro quando foram surpreendidos por disparos de arma de fogo. O automóvel ficou com diversas perfurações de tiros, principalmente na região do motorista, e cápsulas de munição foram encontradas nas proximidades.

Outra criança, de 12 anos, foi atingida por estilhaços e encaminhada para atendimento na Santa Casa de Cassilândia.

“No dia que ele fez a publicação, logo depois da publicação dele, uma pessoa foi morta em Cassilândia e ela estava com uma filha de 3 anos. Ela também foi morta, a menina de 3 anos. Então isso nos chocou demais e fez com que a gente intensificasse as investigações”, contou.

Além de Márcio Aparecido, pelo menos mais uma pessoa que também foi jurada de morte em Mato Grosso do Sul pelo CV foi morta.

“Essas ameaças a gente tem conhecimento porque são públicas. Então, a partir disso, a gente empreende esforço na identificação dos perfis, através de cruzamento de dados, cruzamento de informações que constam das redes sociais, com os dados que a gente já tem disponíveis aqui, os sistemas que a gente já tem disponíveis aqui no MPMS de busca de dados pessoais”, afirmou o promotor.

Ainda segundo o MPMS, as vítimas residiam, em sua maioria, em municípios do interior de Mato Grosso do Sul.

Durante o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão contra Pablo, na Operação Death List, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão submetidos à extração e análise forense para seguir com as investigações e descobrir se há mais pessoas envolvidas.

Pablo não tinha passagens pela polícia, havia acabado de completar 19 anos, mas ele é tratado como integrante do Comando Vermelho.

Sobre os alvos, o promotor ainda acrescentou que ainda não está claro se todos são mesmo membros do PCC ou apenas desafetos da facção carioca.

“Ninguém sabe se essas pessoas são vinculadas ao PCC ou não. Eles imputam e também aquela coisa do tribunal do crime. Não necessariamente tem vínculo com o PCC, mas ele até tem umas ameaças”, explicou o promotor.

LEI ANTIFACÇÃO

Em sua primeira passagem, Pablo da Silva Santos deverá ser enquadrado na Lei Antifacção (Lei nº 15.358/2026), também chamada de Lei Raul Jungmann, sancionada em 24 de março deste ano.

Segundo o promotor, o suposto faccionado está sendo investigado por favorecimento ao domínio de território, que consta na nova lei e que resulta em uma pena de 12 a 20 anos de prisão.

“Essa nova lei antifacção sancionada este ano veio muito a calhar nesse ponto, porque ela imputa penas muito duras para esse tipo de conduta”, analisa o promotor, que salienta que as investigações continuam.

Cultura & Lazer

Festival de Chamamé reúne artistas do Brasil, Paraguai e Argentina na Capital

Evento será realizado de 17 a 20 de setembro, com shows, dança, feira cultural e concurso de chamamé

03/09/2026 18h45

Foto: Daniela Péres

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Campo Grande recebe, entre os dias 17 e 20 de setembro, a 8ª edição do Festival Cultural do Chamamé, da Polca Paraguaia e da Guarania. A programação tem como custo a diação de um quilo de alimento não perecível, contando com shows, apresentações de dança, feira cultural e atrações do Brasil, Paraguai e Argentina.

As atividades serão realizadas no Teatro Aracy Balabanian e na Colônia Paraguaia, reunindo artistas regionais e internacionais em uma programação voltada à música e às tradições culturais da região de fronteira.

Entre as atrações está o concurso de dança de salão no estilo chamamé, com categorias livre e 60+. As inscrições são gratuitas e as duplas vencedoras de cada categoria receberão premiação em dinheiro.

Além dos espetáculos musicais e de dança, o festival terá feira com gastronomia e artesanato, ampliando a programação para quem quiser conhecer outros elementos da cultura sul-americana.

Lançamento

Antes do início oficial do festival, a organização realiza nesta sexta-feira (4) o lançamento da edição deste ano. O evento será a partir das 19h, na Praça Marcelo Silva, conhecida como Praça da Coophatrabalho, na Rua Pequi.

A noite terá apresentações de Jakeline Sanfoneira, Fábio Kaida e Danilo da Gaita, além de apresentações de dança. A entrada é gratuita.

O festival é organizado pelo Instituto Cultural do Chamamé MS e pelo programa A Hora do Chamamé, com apoio de instituições culturais de Mato Grosso do Sul e do Paraguai. 

Serviço

Lançamento do festival
4 de setembro
19h
Praça Marcelo Silva (Praça da Coophatrabalho) – Rua Pequi
Entrada gratuita

8º Festival Cultural do Chamamé
17 a 20 de setembro
Teatro Aracy Balabanian e Colônia Paraguaia
Entrada: 1 kg de alimento não perecível.

Informações: (67) 99927-5144

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