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Donos da 123 Milhas deverão comparecer à CPI na quarta-feira

Justiça autorizou a condução coercitiva dos empresários

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Os sócios-administradores da empresa 123 Milhas, os irmãos Ramiro Soares Madureira e Augusto Julio Soares Madureira, não poderão deixar o Brasil até terem prestado depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras da Câmara dos Deputados. A decisão é do juiz federal Edison Grillo, da 3ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte (MG), que atendeu pedido do presidente da CPI, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). 

Em sua decisão, o juiz autorizou a condução coercitiva caso os empresários deixem de comparecer. Os sócios e principais administradores da plataforma digital de vendas de passagens aéreas garantem que comparecerão à audiência da CPI das Pirâmides Financeiras na próxima quarta-feira (6), às 10h. 

“As testemunhas estão sujeitas à aplicação das sanções previstas no artigo 219 do Código Penal, imposição de multa, condenação ao pagamento das custas da diligência e eventual persecução pelo delito de desobediência, na hipótese de não comparecimento injustificado”, lembrou o juiz, antes de determinar que a Polícia Federal (PF) seja informada da restrição à saída dos empresários do território brasileiro antes da 0 hora do dia 7. Caso os sócio-administradores da empresa faltem e a CPI julgue necessário, caberá à corporação conduzi-los à Brasília.

“Na hipótese de ausência com justificativa, caberá à CPI avaliar a razoabilidade dos motivos apresentados pelos intimados, a fim de deliberar pela conveniência da condução coercitiva já autorizada por este juízo”, acrescentou Grillo. 

Consultada pela Agência Brasil sobre a decisão judicial desta sexta-feira, a assessoria da empresa se limitou a responder que "a 123milhas informa que seus sócios, Ramiro e Augusto Soares Madureira, estarão na sessão da CPI sobre Pirâmides Financeiras, marcada para o próximo dia 6 de setembro, às 10h.”

Os empresários já faltaram às duas reuniões da comissão a que foram convocados para prestar esclarecimentos sobre os problemas que a empresa enfrenta e as medidas que está adotando para evitar prejuízos aos clientes. Na última quarta-feira (30), os advogados dos irmãos Madureira enviaram um ofício alegando que seus clientes não compareceriam à audiência por ter uma reunião previamente agendada no Ministério do Turismo, no mesmo horário.

Na ocasião, a defesa assegurou que os empresários estavam à disposição da CPI a partir de 4 de setembro. Apesar disso, o presidente da comissão, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), pediu à Justiça Federal que autorizasse a condução coercitiva, ou seja, à força, dos empresários caso eles voltassem a não atender à convocação de comparecimento.

Suspensão

Alegando "motivos alheios à sua vontade”, no dia 18 de agosto a 123 Milhas anunciou a suspensão da emissão de passagens para embarques previstos entre setembro e dezembro deste ano. Doze dias depois, já tendo se tornado alvo de uma ação civil pública e de ações individuais, a empresa protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ-MG). 

“A medida tem como objetivo assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos com clientes, ex-colaboradores e fornecedores. A Recuperação Judicial permitirá concentrar em um só juízo todos os valores devidos. A empresa avalia que, desta forma, chegará mais rápido a soluções com todos os credores para, progressivamente, reequilibrar sua situação financeira”, informou a empresa, em nota, no mesmo dia.

A juíza da 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, do TJ-MG, Cláudia Helena Batista, aceitou o pedido de recuperação judicial na última quinta-feira (31). Em sua decisão, a magistrada sustenta que “as empresas recuperandas merecem ter preservado o exercício de suas atividades empresariais, a fim de que possam continuar a cumprir a função social que lhes incumbe".

A empresa terá que apresentar um plano de recuperação em até 60 dias a partir da publicação da decisão da juíza. Segundo a justiça mineira, as dívidas somadas da 123 Milhas chega à casa dos R$ 2,3 bilhões.

Na última terça-feira (29), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou uma Ação Civil Pública contra a empresa. Na ação, o MP estadual pede o bloqueio de pelo menos R$ 20 milhões pertencentes à empresa. A quantia, segundo os promotores, visa a garantir ao menos parte de eventuais futuras indenizações aos consumidores lesados.

Para evitar novos danos e novas vítimas, o MP mineiro também pede à Justiça estadual que a empresa seja proibida de realizar as chamadas “promoções flexíveis”, com datas abertas. E que seja condenada a pagar R$ 10 milhões por danos morais, além de outros danos individuais.

Segundo os promotores, a 123 Milhas lesou os consumidores ao oferecer passagens e pacotes de viagens a baixo custo, “explorando a inexperiência de julgamento de consumidores com a ideia de que é possível venda de passagens aéreas no preço anunciado […] Uma verdadeira cilada. Vê-se, assim, a quebra da confiança, por parte da empresa”, aponta o promotor de Justiça de Uberlândia (MG), Fernando Martins.

Demissão

Agepen demite policial que atuava como "pombo-correio" do PCC dentro da Gameleira

Eder William Ador teria participado no planejamento de atentados contra policiais penais

10/08/2026 09h00

Segundo as investigações, Eder atuava como

Segundo as investigações, Eder atuava como "mensageiro" dentro da penitenciária da Gameleira, em Campo Grande Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) demitiu o policial penal Eder William Ador, 44 anos, apontado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) como integrante de uma estrutura utilizada para transmitir ordens e atuar como uma espécie de "pombo-correio" do Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro do sistema prisional de Mato Grosso do Sul.

Eder William Ador foi preso em 2022 durante uma operação do Gaeco e passou a responder por envolvimento com organização criminosa e participação no planejamento de atentados contra policiais penais.

Segundo as investigações, ele trabalhava na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira, em Campo Grande, e utilizava o acesso proporcionado pela função para atuar como uma espécie de mensageiro da facção.

A demissão foi formalizada em publicação assinada pelo diretor-geral da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, na edição desta segunda-feira (10) do Diário Oficial do Estado.

Eder foi responsabilizado administrativamente por uma série de infrações previstas na legislação que rege os servidores públicos estaduais e os agentes do sistema penitenciário. Entre os dispositivos citados estão condutas relacionadas ao uso do cargo para obter vantagem pessoal ou para terceiros, recebimento de propina ou outras vantagens em razão das atribuições e comportamento incompatível com a função pública.

De acordo com a investigação conduzida no âmbito da Operação Bilhete, recados recolhidos com o policial penal continham informações sobre um plano de atentado contra ao menos cinco agentes penitenciários, além de integrantes de uma organização criminosa rival. As mensagens teriam sido utilizadas para transmitir ordens e informações entre integrantes da facção que estavam dentro e fora do sistema prisional, alguns investigados na Operação Omertà.

A atuação atribuída a Ador estaria relacionada a represálias contra integrantes da organização criminosa mantidos em presídios federais.

As investigações apontaram que lideranças do grupo pretendiam pressionar pela retirada desses presos das unidades federais e pelo retorno deles a estabelecimentos prisionais de São Paulo.

À época, uma lista com cerca de 2 mil nomes e endereços de agentes públicos de diferentes regiões do país que estariam sob ameaça.

Conforme informações divulgadas pelo colunista Josimar Jozino, do UOL, cópias dos arquivos teriam sido distribuídas a lideranças da organização criminosa, inclusive para integrantes que estavam fora dos presídios.

Em julho de 2024, Eder foi condenado a 8 anos e 5 meses de prisão por envolvimento com organização criminosa e pelos fatos relacionados ao planejamento dos atentados. 

ensino

ENEM 2026: como saber, antes do resultado, se sua nota entra no curso dos sonhos

A resposta depende de uma conta que poucos estudantes fazem corretamente: a média ponderada do Enem, calculada com os pesos que cada curso e cada universidade atribuem às cinco notas do boletim (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Nature

10/08/2026 08h35

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Com as provas marcadas para os dias 8 e 15 de novembro, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já entrou na reta final de preparação para milhões de candidatos em todo o país. Mas a dúvida que mais tira o sono de quem estuda para o exame não é só "vou tirar uma boa nota" é "essa nota é suficiente para a vaga que eu quero".

A resposta depende de uma conta que poucos estudantes fazem corretamente: a média ponderada do Enem, calculada com os pesos que cada curso e cada universidade atribuem às cinco notas do boletim (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Redação).

Um curso de Medicina, por exemplo, costuma dar peso maior para Ciências da Natureza; um curso de Direito, para Ciências Humanas e Redação. Ignorar essa diferença é um dos erros mais comuns  e mais caros  de quem disputa uma vaga pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Por que a média ponderada muda tudo

O Sisu não usa a média simples das cinco notas. Cada instituição define pesos próprios por curso, e é essa combinação que determina se o candidato ultrapassa ou não a nota de corte da concorrência. Duas pessoas com a mesma média simples podem ter chances completamente diferentes de aprovação, dependendo de como se saíram em cada área.

Diante disso, ferramentas de simulação se tornaram aliadas de quem não quer esperar até a última hora para descobrir se está no páreo.

É o caso da calculadora de nota do Enem para o Sisu, disponível na plataforma Calcula Brasil, que permite inserir as cinco notas do boletim, aplicar os pesos do curso escolhido e comparar o resultado com a nota de corte em menos de um minuto e sem custo.

ProUni: outra conta que vale a pena fazer

Além do Sisu, o Enem também é porta de entrada para o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas integrais e parciais em instituições privadas.

Para participar, o candidato precisa atingir média mínima de 450 pontos e não pode ter zerado a redação além de se enquadrar nos critérios de renda familiar per capita (até 1,5 salário mínimo para bolsa integral e até 3 salários mínimos para bolsa parcial).

São dois filtros que, juntos, eliminam boa parte dos inscritos sem que eles percebam o motivo. Por isso, simular a própria situação antes de aguardar o resultado oficial ajuda a planejar os próximos passos com mais segurança seja reforçando os estudos em uma área específica, seja ajustando as opções de curso e instituição na hora da inscrição.

O que fazer com os três meses que restam

Com o exame ainda a poucos meses de distância, especialistas em educação costumam recomendar que o candidato defina previamente dois ou três cursos-alvo, verifique os pesos usados por cada instituição e simule diferentes cenários de nota. Essa etapa de planejamento, tantas vezes deixada de lado, é o que separa quem chega ao resultado do Sisu com uma estratégia de quem chega só na torcida.

Ferramentas gratuitas de simulação como a calculadora de nota do Enem e a calculadora do ProUni reunidas na categoria Enem e Vestibular do Calcula Brasil não substituem o estudo, mas ajudam a transformar ansiedade em planejamento, um dos fatores que mais pesa no desempenho de quem encara uma prova decisiva para o futuro.

Nota: valores e datas citados são estimativos e de referência; para regras oficiais e critérios definitivos, consulte sempre o edital do Inep e as instituições participantes.

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