A aplicação da chamada dose zero contra o sarampo vai ser implementada pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A implementação é voltada para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.
A prevenção está junto às outras ações já em curso no Estado, que visam vigilância ativa e bloqueios vacinais para evitar a reintrodução do vírus, especialmente após o registro de casos na Bolívia e no Paraguai, países que fazem fronteira com o Estado.
Segundo nota técnica da SES, outras vacinas previstas no calendário de rotina de crianças de 12 e 15 meses ainda são necessárias e a dose zero as substitui. Além disso, ela também não é contabilizada para fins de cobertura vacinal e funciona como uma proteção adicional.
Todos os municípios de Mato Grosso do Sul terão acesso a aplicação, por serem consideradas áreas de maior vulnerabilidade na circulação do vírus. Também por conta da fronteira internacional, em que cidades sul-mato-grossenses estão próximas a países que já estão com números altos de casos.
O documento divulgado ainda orienta sobre a imunização e vacinação de outras faixas etárias, como adolescentes, jovens e adultos. Especialmente, pessoas oriundas de outros países também devem se atentar à atualização do esquema vacinal.
Para pessoas com Alergia à Proteína do Leite da Vaca (APLV), houve a recomendação específica de receberem somente a versão da vacina sem o componente alergênico.
De acordo com Frederico de Moraes, gerente de Imunização da SES, há uma grande importância na inclusão no cronograma de vacinação, pois dá mais segurança para proteger os bebês quando estão em sua maior fase de vulnerabilidade
“A inclusão da dose zero é uma estratégia fundamental para criar uma barreira imunológica antes mesmo da idade prevista no calendário de rotina [...] especialmente em um cenário de risco aumentado pela proximidade com áreas onde há circulação do vírus”, explica.
Contato com os municípios
Para o alinhar a implantação e operacionalização da dose zero nos municípios, a SES realizou um encontro com os coordenadores municipais. A reunião aconteceu virtualmente na última sexta-feira (08) e foi apresentado o informe técnico da Rede de Frio.
O papel dos municípios na intensificação da vacinação e no bloqueio rápido de casos suspeitos também foi discutido. Além de esclarecer orientações sobre a dose e definição dos fluxos de registros delas.
Na Bolívia a doença já teve casos confirmados esse ano. Perante a isso, a SES junto ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), iniciou reuniões semanais coordenadas pelo Ministério da Saúde, a fim de alinhar estratégias de contenção, com foco especial nas áreas de fronteira.
Com o risco real de reintrodução do vírus em MS, o Governo do Estado, por meio da SES, aumentou o direcionamento de informação à população, com campanhas de vacinação, bloqueio vacinal, busca ativa de sintomáticos e ações educativas. Essas ações se concentram nas regiões de Corumbá e Ladário, em parceria com o Ministério da Saúde e secretarias municipais.




