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Dra. Mariana Vilela alerta: o que você realmente injeta ao usar 'canetas emagrecedoras' ilegais?

A especialista enfatiza que, além dos riscos imediatos de contaminação e reação adversa, o uso desacompanhado desses produtos frequentemente resulta em perda de peso à custa de massa muscular

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A busca por um emagrecimento rápido e a preços acessíveis tem levado milhares de brasileiros a ignorar um risco fatal: o uso de "canetas emagrecedoras" (como a Tirzepatida ) adquiridas ilegalmente no Paraguai.

Mas, afinal, o que está realmente sendo injetado no corpo? A Dra. Mariana Vilela, médica e conhecedora em emagrecimento e saúde metabólica, lança um alerta veemente e revela a verdade por trás do mercado ilegal, que tem sobrecarregado UPAs e causado óbitos no Brasil.

O que você está prestes a ler pode mudar sua decisão antes de buscar um atalho para a perda de peso.

A Crise humanizada: de Luana a Kellen, o preço da ilegalidade

A busca por soluções rápidas para o emagrecimento tem levado milhares de brasileiros a ignorar os riscos, com consequências trágicas. A Dra. Mariana Vilela cita casos notórios que expõem a gravidade da situação, humanizando o alerta:

"Estamos vendo uma crise de saúde pública. Postos de saúde e UPAs estão sobrecarregados com pacientes que apresentam complicações graves. Casos como o óbito de Luana, no Guarujá, e a internação em UTI de Kellen, em Belo Horizonte, com problemas neurológicos, são evidências claras de que estamos lidando com algo muito perigoso."

A especialista enfatiza que, além dos riscos imediatos de contaminação e reação adversa, o uso desacompanhado desses produtos frequentemente resulta em perda de peso à custa de massa muscular (sarcopenia), comprometendo a saúde geral e a longevidade do paciente, em vez de promovê-las.

O Elo fraco da regulação: por que o paraguai se tornou o risco

A raiz do problema reside na disparidade regulatória entre Brasil e Paraguai. Enquanto a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mantém um controle rigoroso, exigindo receita médica para medicamentos de alto risco, o cenário no país vizinho é drasticamente diferente.

A DINAVISA, o equivalente paraguaio da ANVISA, possui um controle notoriamente frouxo. A Dra. Mariana Vilela revela que essa flexibilidade permite a venda livre de substâncias perigosas, como hormônios de cavalo (Trembolona), para qualquer pessoa, inclusive crianças, sem qualquer prescrição ou acompanhamento médico.

Info Anvisa e dinavisaFeito por Denis Felipe com IA

Contaminação e falsificação: os riscos ccultos da cadeia ilegal

A Dra. Mariana Vilela levanta sérias dúvidas sobre a integridade dos medicamentos que chegam ao Brasil por vias ilegais.

  1. Produção Desregulada: Embora a lei de patentes permita a fabricação local de genéricos, a especialista questiona as condições de higiene e controle de qualidade nas fábricas paraguaias, levantando o risco de contaminação.
  2. Transporte Comprometido: O transporte desses produtos para o Brasil é clandestino e proibido, sendo realizado em condições inadequadas (como pneus de caminhão ou motores). A exposição a temperaturas extremas e a falta de armazenamento ideal alteram a eficácia e a segurança do medicamento, transformando-o em um risco desconhecido.
  3. Mercado de R$ 600 Milhões: O mercado ilegal é vasto e lucrativo. Estima-se que apenas cerca de 5% dos medicamentos falsificados que entram no Brasil são apreendidos, alimentando um comércio que movimenta mais de R$ 600 milhões. O consumidor final não tem como verificar a procedência ou a composição real do que está injetando em seu corpo.

A recomendação inegociável da especialista

Diante do cenário de risco iminente, a Dra. Mariana Vilela é categórica: a única forma segura e eficaz de buscar o emagrecimento é através do acompanhamento médico sério e regulamentado.

"A clínica médica não pode vender medicamentos. Isso é crime pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O medicamento deve ser parte de um tratamento médico acompanhado por um profissional, com receita e adquirido em farmácias regulamentadas. Não existe atalho seguro quando o assunto é a sua vida."

A mensagem final da Dra. Mariana Vilela é um apelo à cautela e à responsabilidade: a saúde e a longevidade não podem ser negociadas por um preço mais baixo ou uma solução mais rápida. O emagrecimento deve ser um processo que promove a saúde, e não que a coloca em risco.

Dra. Mariana Por-Deus Vilela, CRM 12830 - MS é a médica responsável pela sua mudança de vida. Já ajudou vários paciente no auxílio em emagracimento saudável e perfomance, coleciona cursos e intermináveis horas de aprendizado para poder trazer o que há de melhor para Campo Grande. Seu profundo conhecimento em implantes de reposição hormonal e terapias com injetáveis, torna a Dra. Mariana uma referência em emagrecimento saudável em Campo Grande. Agenda agora mesmo uma consulta.

CRIME

Casal invade casa, rouba e ataca idoso com facão em Dourados

Homem conseguiu fugir e levou uma bateria; a mulher foi detida e agredida por populares que perceberam a situação

08/09/2026 08h45

A criminosa foi levada para o hospital e depois apresentada à polícia

A criminosa foi levada para o hospital e depois apresentada à polícia Divulgação

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Um idoso, de 68 anos, foi vítima de um roubo dentro de sua residência, em uma região conhecida como ‘favelinha’, no município de Dourados, na manhã de segunda-feira (7). Uma mulher foi detida após o ataque.

Segundo o boletim de ocorrência, o homem, identificado como Aldir Steinhauser, estava dormindo em seu barraco, localizado na rua Cabral com a Gustavo Adolfo Pavel, quando acordou e se deparou com um homem e uma mulher dentro da residência.

O homem foi identificado como Odenir, de 49 anos, e a mulher como Daniele, de 40. 

Durante a ação, o idoso foi atacado com um facão e sofreu um ferimento na mão direita. De acordo com as informações do Dourados News, populares perceberam a situação e conseguiram deter a mulher, que foi agredida. O homem conseguiu fugir do local levando uma bateria.

A vítima relatou ainda que, durante a tarde, o mesmo casal teria entrado em sua casa e levado mantimentos. Daniele foi encaminhada para atendimento médico devido às lesões e, posteriormente, apresentada à polícia. 

O caso foi registrado como lesão corporal, roubo e tentativa de latrocínio.

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Doença

Vício em bets faz apostador perder emprego de oito anos

Natural de Três Lagoas, homem de 30 anos movimentou mais de R$ 2,4 milhões na plataforma Blaze e vendeu o veículo particular para manter a atividade

08/09/2026 08h30

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Um três-lagoense de 30 anos perdeu o emprego no qual estava há oito anos, em uma empresa de Campo Grande, depois que seu vício em apostas on-line esportivas, especificamente na Blaze, resultou em queda de produtividade. Ele chegou a acessar a plataforma de jogos durante o expediente de trabalho, ato que faz parte do quadro de ludopatia e intensifica a doença.

Morador do Coophavila 2, o apostador entrou no mundo dos cassinos virtuais em 2023 motivado por um colega de trabalho, que administrava um grupo de estratégia de jogo.

No início, registrou ganhos financeiros esporádicos, o que contribuiu para que uma prática ocasional virasse um vício, especialmente a partir do ano seguinte.

Em 2024, o comportamento escalou para um patamar descontrolado, passando a dedicar cerca de seis horas por dia à atividade, atrapalhando os períodos de repouso noturno e o expediente de trabalho. Para se ter ideia do quadro, somente em outubro de 2024, a conta bancária da vítima registrou a movimentação de R$ 71.360,02.

Essa situação caracterizaria dois padrões: pass-through (entradas seguidas de saídas imediatas para as plataformas); e chasing (tentativa irracional de recuperar perdas acumuladas). Ao todo, o paciente estima ter gastado R$ 2,4 milhões ao longo dos três anos de apostas, descrito como um impacto financeiro de “magnitude catastrófica”.

Para manter seu vício ativo, o sul-mato-grossense precisou de “auxílio” de bancos, familiares e amigos, contraindo dívidas de R$ 200 mil, impulsionado também pelo instrumento bancário conhecido como Pix no Crédito, que geralmente apresenta altos juros. Além disso, a vítima vendeu seu veículo para financiar as apostas.

Diante disso, o apostador tentou interromper sua atividade de jogos por conta própria, mas apresentou sintomas de síndrome de abstinência, caracterizado por irritabilidade e estresse extremo. 

Ainda, informou sua dependência às pessoas mais próximas e foi orientado a realizar o bloqueio definitivo de todas as plataformas e transferir o controle total de suas finanças à esposa.

Em abril deste ano, recebeu o diagnóstico de ludopatia, transtorno mental que se caracteriza pelo desejo incontrolável e compulsivo de jogar, especialmente em jogos de azar e apostas on-line, com agravante de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e ideação suicida diária com risco elevado.

Apostador trabalhava em Campo Grande e foi demitido após perder a produtividade e passar a jogar durante o expediente

PROCESSO

O três-lagoense pede indenizações por danos materiais e morais contra a Blaze operada no Brasil pela Foggo Entertainment Ltda.

Conforme consta no processo judicial, a plataforma intensificou o ciclo de dependências por meio de propagandas digitais, chamadas de gatilhos digitais estratégicos, como promoções e cashbacks, mensagens publicitárias personalizadas e incentivos virtuais.

“A casa contribuiu ativamente para a permanência do autor nas apostas mesmo quando um nível crítico de envolvimento financeiro já havia sido alcançado. A manutenção da conta ativa e a oferta de incentivos foram fundamentais para o sequestro dopaminérgico do autor, impedindo a interrupção do comportamento mesmo diante da ruína financeira”, afirma a representação da vítima.

O advogado do apostador também disse que houve falha da plataforma ao não intervir nas operações do rapaz, mesmo ao ficar explícito a dependência do usuário diante das movimentações intensas no site.

Esse cenário teria agravado o quadro do paciente, evoluindo de uma prática recreativa para o descontrole financeiro e social.

“A plataforma falhou em intervir perante sinais óbvios de vulnerabilidade, como o uso de crédito para apostar e o volume de transações desproporcional à capacidade financeira do usuário”, aponta a defesa.

A denúncia pede R$ 200 mil em danos materiais, “correspondente às perdas financeiras suportadas pelo autor a partir do momento em que caracterizada a compulsividade das apostas”, e R$ 20 mil em danos morais, em razão do “sofrimento experimentado, do abalo emocional decorrente do descontrole financeiro e da própria necessidade de tratamento”.

Até o momento, a última movimentação no processo ocorreu na segunda semana de agosto, no qual o juiz Flávio Saad Peron solicita mais documentos financeiros à vítima para comprovar sua hipossuficiência, a fim de garantir o benefício da gratuidade da Justiça.

BLAZE

A Blaze é uma das plataformas de apostas mais conhecidas no Brasil, especialmente pelo envolvimento em polêmicas nacionais desde o ano de 2023.

O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) moveu uma ação civil pública contra a empresa e pediu uma indenização de R$ 380 milhões. O valor busca reparar danos a apostadores por conta das publicidades que prometiam lucros fáceis.

Um dos alvos da ação, a influenciadora digital Virgínia Fonseca encerrou a parceria com a plataforma no mês passado. Mesmo assim, o site ainda mantém contrato publicitário com Neymar, que é embaixador global e principal garoto-propaganda da Blaze desde dezembro de 2022, após a Copa do Mundo do Qatar.

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