Cidades

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Em feriado prolongado, 376 multas e 11 acidentes foram registrados pela Polícia Militar Rodoviária

As forças de segurança publicaram hoje (16) o balanço da Operação Proclamação da República, que teve início na última sexta (11)

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O Batalhão da Polícia Militar Rodoviária autuou, durante o feriado, 376 multas e registrou 11 acidentes. As ocorrências foram registradas durante a Operação Proclamação da República, que ocorria desde o dia 11, nas rodovias do estado de Mato Grosso do Sul.

A operação teve início na última sexta-feira (11) e visava reforçar o policiamento e as fiscalizações durante o feriado prolongado, nas rodovias estaduais.

Foram abordadas cerca de 3.278 pessoas e 2.458 veículos, dez pessoas foram encaminhadas para a delegacia. Além disso, foram apreendidas três armas de fogo, dois foragidos da justiça foram presos e um veículo roubado foi recuperado, além da apreensão de 1.800 pacotes de cigarros, informou a assessoria.

Quanto às armas de fogo, a assessoria informou que eram duas espingardas de calibre .22,  elas tinham registro, porém o autor não possuía porte. Além disso, houve a apreensão de uma pistola calibre 380, de fabricação turca, com numeração raspada e sem registro.

A força-tarefa registrou cerca de 11 acidentes de  trânsito, destes, quatro foram com vítimas fatais. 

As principais infrações de trânsito flagradas durante a fiscalização foram conduzir veículo sem uso de cinto de segurança, veículo com defeito no sistema de iluminação ou lâmpadas queimadas, com licenciamento vencido, deixar de manter acesa luz baixa dos faróis e ultrapassagem em faixa contínua, sendo autuadas 376 infrações de trânsito.

Conforme a polícia, a operação visava, sobretudo, regiões que tiveram maior circulação de público, como na cidade de Bonito, bem como nas rodovias estaduais das regiões de Ponta Porã, Dourados e Chapadão do Sul.

Para a BPMRv, o policiamento estava voltado ao combate a crimes de contrabando e descaminho, tráfico de armas e drogas, bem como captura de procurados pela Justiça e recaptura de foragidos do Sistema Penitenciário.

A operação Proclamação da República foi deflagrada na última sexta-feira (11) e se estendeu até esta quarta-feira (16). Além da Polícia Militar Rodoviária, a Polícia Rodoviária Federal também atuou na Operação Proclamação da República.

Menos fatalidades nas vias Federais 

A cada dia, o Brasil registra 14 mortes e 190 acidentes nas rodovias federais. Somente em 2018, foram 69.206 acidentes, sendo 53.963 com vítimas, conforme informações dispostas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Já em 2022, houve uma diminuição de 18% na quantidade de acidentes fatais registrados, se comparado ao mesmo período do ano passado, conforme aponta o balanço da Operação Proclamação da República, da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Além disso, conforme a Polícia, houve aumento da quantidade de abordagens realizadas, cerca de 23% a mais que a operação do ano passado.

Neste ano, conforme a PRF, houveram cerca de 288 registros de acidentes graves nas rodovias federais, destes, foram cerca de 72 com vítimas fatais. Em relação ao número de mortes houve redução de 18%, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Durante a operação de 2022, a PRF apreendeu mais de 5.834 kg de entorpecentes, entre cocaína e maconha; 89 veículos com registro de roubo/furto foram recuperados. No total, 648 pessoas foram presas, aumento de 3% em relação a 2021.

Serviço:

A Polícia Militar Rodoviária orienta a todos que ainda estiverem viajando a conferir primeiro as condições de seu veículo, fazer o planejamento de sua viagem, ter uma atitude paciente e responsável na direção, sempre respeitando a lei de trânsito.

Para denúncias e informações, ligue 198 e fale com a PMR, ou 191 para falar com a PRF.
 

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Memória

Fuzileiro naval centenário mais longevo do Brasil e combatente de Guerra morre em Ladário

Terceiro-Sargento Edson Arguelho da Silva e combatente da 2ª Guerra Mundial morava em cidade do interior de Mato Grosso do Sul

12/05/2026 18h35

Tenente sargento Edson Arguelho da Silva ao ser homenageado por oficiais da Marinha

Tenente sargento Edson Arguelho da Silva ao ser homenageado por oficiais da Marinha Rodolfo César

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Ladário tem pouco mais de 20 mil habitantes e está entre as quatro menores cidades de Mato Grosso do Sul. Seu tamanho não significa grau de importância e foi por lá que nasceu o fuzileiro naval mais longevo do Brasil, que faleceu por causas naturais aos 101 anos, neste dia 10 de maio de 2026. 

O Terceiro-Sargento Edson Arguelho da Silva esteve pronto para enfrentar exércitos alemães e italianos na Segunda Guerra Mundial. Passou por treinamento e exercícios militares e foi deslocado para a Ilha da Trindade (a 1,2 mil km da costa do Espírito Santo), onde um grupo estava previsto para seguir até à Europa para combate. Nesse intervalo de tempo, a guerra foi finalizada em 1945 e ele voltou para Ladário.

“Fui incorporado à Marinha Brasileira, no Corpo de Fuzileiros Navais em 5 de janeiro de 1943, quando tinha 18 anos incompletos. Conheci o mal da terrível 2º Guerra Mundial. Eu me orgulho de ter participado, junto com a nossa Gloriosa Marinha”, escreveu o militar na página da rede social que mantinha. 

Dentro da Marinha, virou referência em termos de resiliência e recebeu diferentes homenagens em vida. Por ultrapassar o centenário, entrou na lista exclusiva de Mato Grosso do Sul por integrar um dos 125 homens que passaram dos 100 anos (só 0,004% da população do Estado). Era conhecido por ter uma mente invejável, mesmo diante de tanto tempo de história e luta. Sua saúde também seguia em dia e, nos últimos dois anos, só tomava dois remédios. 

Seu falecimento ocorreu de forma tranquila, conforme relatado. Despediu-se desta vida enquanto dormia e seu enterro ocorreu no final da tarde desta segunda-feira (11), no cemitério municipal de Ladário.

E do mesmo jeito que recebeu honrarias enquanto seguia vivendo em Ladário, sua despedida desta vida também reservou mensagens de respeito e lamento por parte da Marinha, por meio do 6º Comando do Distrito Naval, com sede na avenida ladarense 14 de Julho.

“A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 6º Distrito Naval (Com6ºDN), informa, com pesar, o falecimento do Terceiro-Sargento (Fuzileiro Naval-Reformado) Edson Arguelho da Silva, veterano mais longevo do Corpo de Fuzileiros Navais. Ladarense, o SG Edson iniciou sua trajetória na Marinha em 2 de janeiro de 1943, ao ingressar como Marinheiro-Recruta na 1ª Companhia Regional de Ladário. Após 6 meses, foi promovido a Soldado Fuzileiro Naval. Em junho de 1944, foi selecionado para o curso de especialização de motorista no Rio de Janeiro, retornando ao Pantanal após formado. No mesmo ano, iniciou manobras e exercícios em preparo para a 2ª Guerra Mundial”, informou nota de pesar da Marinha.

Seu falecimento foi também lamentado pela Associação dos Militares da Reserva da Marinha (AMRM) e a Prefeitura de Ladário. “Última continência: Ladário se despede de Edson Arguelho da Silva, veterano mais longevo dos Fuzileiros Navais”, escreveu o governo municipal ladarense, em nota.

A família de Edson, que vive na avenida 14 de Março, emitiu um comunicado sobre a morte do famoso marinheiro.

“Hoje nos despedimos com muita dor do nosso querido avô Edson. Ex-combatente da Segunda Guerra Mundial e o fuzileiro naval mais antigo do Brasil, carregou em sua trajetória a honra, a coragem e o amor pela família. Para nós, ficará eternamente a lembrança do pai, avô e esposo exemplar, homem de caráter e de grandes ensinamentos. Seu legado jamais será apagado, pois viverá em cada conselho, em cada memória e em cada valor que nos deixou. Nossa família sente profundamente sua partida, mas temos orgulho da linda história que construiu. Descanse em paz, nosso guerreiro.”

Carreira militar e homenagens

Ao longo da carreira militar, o Terceiro-Sargento Edson escapou da morte depois de ter sofrido um acidente em missão que era cumprida em Corumbá. Ao mesmo tempo, sofreu perda óssea que o forçou a se retirar para a reserva.

Sua dedicação para as Forças Armadas e forma de trabalho, mesmo reformado, fez o ladarense tornar-se um símbolo da história militar no Pantanal. Por conta de sua trajetória, em novembro de 2024, quando completou 100 anos, ganhou um evento especial do 6º Comando do Distrito Naval, realizado pelo 3º Batalhão de Operações Ribeirinhas (3º BtlOpRib). O hino da Marinha, Cisne Branco, foi cantado por crianças e adolescentes que integravam o Programa Forças no Esporte, do Ministério da Defesa, e acompanhado pela banda do 6º Comando.

Edson era também uma referência em eventos públicos da Marinha e seguiu realizando desfiles militares até 2019, antes da crise da covid-19. Também participava sempre dos desfiles em comemoração ao aniversário de Ladário e na celebração da Independência do Brasil. 

“Não perdia o horário do remédio e cuidava da saúde de forma disciplinada. Ele lembrava tudo de cabeça, número de CPF, do telefone das pessoas, dos militares e da Marinha. Ele mexia no celular sem dificuldades, escrevia mensagens para os amigos. Enquanto eu tomava seis remédios, ele tomava apenas dois”, relatou a filha Maria da Graças dos Santos Silva à Agência Marinha.

CAMPO GRANDE

Suspeito de corrupção, ex-diretor da Agesul tinha R$ 183 mil em dinheiro vivo ao ser preso

Investigado por suposto esquema de fraudes em contratos de tapa-buraco em Campo Grande, Rudi Fioresi foi preso em operação do MPMS; ao todo, agentes apreenderam R$ 429 mil em espécie com os investigados

12/05/2026 18h19

Rodi Fioresi, diretor da Agesul até esta terça-feira (12) tinha R$ 186 mil em dinheiro vivo dentro de casa

Rodi Fioresi, diretor da Agesul até esta terça-feira (12) tinha R$ 186 mil em dinheiro vivo dentro de casa Divulgação

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Exonerado na manhã desta terça-feira (12) da direção da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Rudi Fioresi tinha R$ 183 mil em dinheiro vivo dentro de casa quando foi preso. As cédulas foram encontradas durante o cumprimento do mandado de prisão por policiais e oficiais do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Os crimes investigados pelo Grupo Especializado de Combate à Corrupção do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Gecoc) envolvem suspeitas de corrupção nos contratos de tapa-buraco nas ruas da Capital.

Rudi Fioresi, antes de ser nomeado para a Agesul, em 2023, foi secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) da Prefeitura de Campo Grande nas administrações de Marquinhos Trad (PV) e Adriane Lopes (PP).

A prisão de Rudi Fioresi e dos outros envolvidos no esquema de corrupção é preventiva. Um dos fundamentos para a decretação da prisão preventiva é a continuidade delitiva. O diretor-presidente da Agesul foi exonerado horas após a operação pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP).

Fioresi já foi alvo de outra investigação quando estava na Prefeitura de Campo Grande, durante a Operação Cascalhos de Areia. Na época, deixou o cargo, mas, meses depois, já sendo alvo da operação, foi nomeado para a Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso do Sul.

“Quem tem dezenas de milhares de reais em dinheiro vivo em casa? Ainda mais sendo servidor público?”, questionou ao Correio do Estado uma autoridade que pediu para não ter o nome revelado e que estava inteirada das investigações.

Durante o cumprimento dos mandados de prisão, foram encontrados, ao todo, R$ 429 mil em dinheiro vivo com os investigados. Foram R$ 186 mil na casa de Rudi Fioresi e R$ 233 mil em outro imóvel.

A operação desta terça-feira teve como alvo principal uma empresa que presta serviços de tapa-buracos e que, de acordo com a nota oficial do MPMS, faturou, entre 2018 e 2025, “contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02”.

Ainda de acordo com o MPMS, “a investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no Município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos”.

“As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais”, diz a nota do MPMS.

Estão presos, além de Rudi Fioresi, os servidores do município Mehdih Talayeh e Edivaldo Aquino Pereira (ambos exonerados por Adriane Lopes), Fernando de Souza Oliveira (servidor da Sisep, mas que não foi exonerado), Edik Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor da Sisep) e os empresários Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa e Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, donos da Construtora Rial, pivô do esquema de desvio de dinheiro público em medições fraudadas do tapa-buraco em Campo Grande.
 

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