Cidades

Passaporte

Economia promete liberar verba para PF retomar emissão de passaportes

O serviço foi suspenso no último sábado (19) por falta de verba

Continue lendo...

O Ministério da Economia informou nesta terça-feira (22) que vai liberar R$ 37 milhões de forma imediata para a Polícia Federal retomar a emissão de passaportes. O serviço foi suspenso no último sábado (19) por falta de verba.


Outros R$ 37 milhões devem ser destravados ao longo do mês de dezembro, após a aprovação de um projeto de lei de crédito suplementar pelo Congresso Nacional.


O secretário especial de Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, disse que o presidente da CMO (Comissão Mista de Orçamento), deputado Celso Sabino (União Brasil-PA), se comprometeu a dar celeridade à tramitação da proposta.


"Não vamos ficar sem emissão de passaporte, vai ser suplementado", afirmou o secretário de Orçamento Federal do Ministério da Economia, Ariosto Culau. Segundo ele, trata-se de um serviço essencial do governo.


A liberação da primeira parcela dos recursos deve ocorrer após ato próprio da Economia, o que agiliza a recomposição. Com a aprovação do projeto no Congresso, o pedido integral de R$ 74 milhões seria atendido.


O Ministério da Justiça vinha pedindo recomposição dos recursos desde setembro, como mostrou a Folha de S.Paulo. Até agora, porém, o Ministério da Economia não teve espaço para atender à demanda.


Há dois meses, o governo precisou elevar o bloqueio no Orçamento de 2022 a R$ 10,5 bilhões para evitar um estouro no teto de gastos -regra fiscal que impede o crescimento das despesas acima da inflação.


Nesta terça, a Economia anunciou um novo bloqueio de R$ 5,7 bilhões. O corte aumenta as chances de um apagão de serviços públicos na reta final do mandato do presidente Jair Bolsonaro (PL).


A PF realiza o serviço de emissão de passaporte por meio de um contrato com a Casa da Moeda. A dotação atual da ação é de R$ 217,9 milhões, e todo o valor já foi alvo de empenho (a primeira fase do gasto, quando o governo se compromete com a compra do bem ou serviço).


A cifra efetivamente paga pelo órgão também já está próxima do limite disponível. A elevada execução do orçamento previsto para os passaportes indica que há de fato um estrangulamento.


"O agendamento online do serviço e o atendimento nos postos da PF continuarão funcionando normalmente. No entanto, não há previsão para entrega do passaporte solicitado enquanto não for normalizada a situação orçamentária", informou a Polícia Federal em nota na sexta-feira (18).


O cidadão paga uma taxa de R$ 257,25 para a emissão do passaporte, mas o dinheiro não fica com a Polícia Federal. Ele vai para a conta única do Tesouro Nacional. O uso do recurso depende da disponibilidade de espaço no Orçamento.


Essa não é a primeira vez que a emissão de passaportes é suspensa por falta de verbas. Em 2017, a PF suspendeu o serviço, e o governo acabou encaminhando um pedido de abertura de crédito para contemplar a corporação.

 

Assine o Correio do Estado.

ESTRAGOS DA CHUVA

Açude transborda, enxurrada invade lavoura e alaga estradas em Antônio João

Fortes chuvas atingiram a zona rural do município, provocaram prejuízos à agricultura e dificultaram a passagem de veículos; previsão indica mais temporais até sexta-feira

15/10/2026 09h00

Volume de água provocado pelas fortes chuvas fez açude transbordar e deixou estradas rurais alagadas em Antônio João

Volume de água provocado pelas fortes chuvas fez açude transbordar e deixou estradas rurais alagadas em Antônio João Reprodução

Continue Lendo...

As fortes chuvas que atingiram Antônio João, município localizado na região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, provocaram o transbordamento de um açude, alagaram estradas rurais e causaram prejuízos em áreas agrícolas. Os transtornos foram registrados principalmente na terça-feira (13) e repercutiram na quarta-feira (14), após a divulgação de imagens que mostram a força da enxurrada em propriedades rurais. 

O volume de água acumulada fez com que o açude transbordasse e a água avançasse sobre trechos de estradas de terra, dificultando o deslocamento de moradores e produtores. Em um dos registros, ocupantes de um veículo tentam atravessar uma passagem alagada, enquanto a correnteza toma conta da via. 

A situação também afetou lavouras da região. Em uma propriedade rural, a enxurrada atravessou uma área de plantio, comprometendo parte da produção. Conforme informações iniciais, a água ultrapassou cerca de 50 centímetros de uma estrutura de contenção existente no local.

Além dos danos à agricultura, os alagamentos aumentaram a preocupação com as condições de circulação pelas estradas rurais, especialmente nos trechos próximos a açudes e cursos d’água.

De acordo com informações divulgadas na terça-feira, o prefeito de Antônio João, Marcelo Pé, informou que não havia registro de feridos ou de danos de grandes proporções no município, apesar da intensidade da chuva. 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia emitido alerta laranja de perigo para tempestades, incluindo Antônio João entre os municípios sob risco. O aviso previa precipitações de até 100 milímetros por dia, rajadas de vento de até 100 km/h e possibilidade de granizo. Os valores representavam riscos previstos, e não volumes efetivamente registrados na cidade.

Clima

Após os estragos, a previsão meteorológica indica que Antônio João ainda poderá registrar pancadas de chuva nesta quinta-feira (15), principalmente durante a tarde, quando há possibilidade de trovoadas. As temperaturas devem variar entre 17°C e 24°C, com umidade relativa do ar chegando a 100%. 

Na sexta-feira (16), a instabilidade contínua, com previsão de chuva e trovoadas isoladas pela manhã e pancadas de chuva à tarde. A mínima será de 15°C e a máxima de 23°C. 

A partir de sábado (17), a previsão indica redução das instabilidades e queda nas temperaturas. Os termômetros devem marcar entre 13°C e 25°C, com poucas nuvens. No domingo (18), a mínuma poderá chegar a 11°C, enquanto a máxima será de 24°C.

Já na segunda-feira (19), o frio permanece durante a manhã, com mínima de 11°C, mas a temperatura poderá alcançar 27°C na parte da tarde.

 

 

OPERAÇÃO CAPOLÍNEA

Grupo traficou 24 toneladas de drogas em caminhões de minério em MS

Operação da FICCO/MS cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão, sendo 14 preventivas e 7 temporárias

15/10/2026 08h15

A Justiça também autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol

A Justiça também autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol Divulgação: Polícia Federal

Continue Lendo...

Uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS), na manhã desta quinta-feira (15), combate uma organização criminosa que trazia drogas da Bolívia, pela fronteira de Corumbá com Puerto Quijarro, e as distribuía para Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais. De acordo com a investigação, o grupo negociou cerca de 24 toneladas de entorpecentes no período analisado.

A ação, denominada Operação Capolinea, cumpre 20 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão, sendo 14 preventivas e 7 temporárias, além de ordem de sequestro e bloqueios de bens no montante de R$ 24 milhões. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Corumbá e são cumpridos nos estados de MS, SP, GO e MG.

Um dos presos trabalhava como vigilante na Delegacia da Polícia Federal em Corumbá. Ele é enteado de um dos líderes da organização. Segundo as investigações, informava ao grupo sobre a rotina interna da unidade, a presença de equipes policiais e a situação dos presos, e enviava fotos de apreensões e documentos feitas dentro da delegacia. Ele também guardava drogas em casa e fazia o transporte entre a Bolívia e o Brasil, inclusive da carga apreendida em Três Lagoas.

A Justiça também autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol, sendo um deles o líder da organização, o qual se encontrava escondido na Bolívia há cerca de seis anos, após um ter sido beneficiado por um habeas corpus em um plantão do Tribunal de Justiça. A análise de um celular apreendido com um integrante do grupo levou à identificação do chefe do grupo criminoso.

Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. 

Caminhões de minério

De acordo com a investigação, a droga era transportada em caminhões que levavam cargas de minério de ferro, aproveitando o grande movimento desse tipo de frete na região. Para isso, o grupo aliciava funcionários de mineradoras, como supervisores e operadores de balança, e pagava a eles por PIX para que os veículos fossem carregados sem fiscalização.

Também foram identificados esconderijos em pneus e tanques de combustível de caminhões e em cargas de grãos. Uma das remessas foi apreendida em Três Lagoas, em agosto de 2025, quando foram encontrados 35 kg de cocaína e 12,5 kg de maconha no estepe do veículo de carga. 

O veículo era conduzido por um homem que tinha o filho como passageiro. Ao vistoriarem o caminhão, os policiais rodoviários perceberam que os estepes estavam soltos das rodas. A inspeção revelou que, no interior dos pneus, havia diversos tabletes dos entorpecentes.

Nomenclatura

O nome da operação vem do italiano capolinea, que significa “fim da linha”, em alusão ao final da atividade criminosa do principal investigado, bem como na cessação da linha de fretes de minério de ferro exploradas pelo grupo.

A FICCO/MS é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Polícia Penal Estadual, Polícia Civil, Polícia Penal Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).