Cidades

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Educação pede policiamento em 54 escolas

Educação pede policiamento em 54 escolas

Redação

26/03/2010 - 05h55
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Depois da morte de Nailton Elber Martins, 16 anos, – assassinado na quadra da Escola Municipal Plínio Barbosa Martins, no Jardim Macaúbas, durante partida de futebol, no sábado (20) –, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) resolveu pedir policiamento para os colégios de Campo Grande que fazem parte do projeto “Escola Aberta, Escola Viva”. Segundo o professor Gandi Winckler, coordenador do programa, o objetivo é garantir a segurança dos participantes do projeto e “evitar que outras fatalidades aconteçam”. Winckler afirma que, na próxima semana, a secretaria oficializará o pedido enviando documento ao comandante da Polícia Militar (PM) de Mato Grosso do Sul, coronel Carlos Alberto David dos Santos, solicitando à corporação que disponibilize equipe para fazer a segurança das 54 escolas que ficam abertas nos fins de semana e recebem os participantes do “Escola Aberta, Escola Viva”. “Ainda acreditamos que a morte de Nailton tenha sido um fato isolado, mas vamos pedir a presença da polícia para que não tenhamos problemas novamente”. O professor admite que nunca houve policiamento durante as atividades do “Escola Aberta, Escola Viva”, mas garante que não houve negligência da secretaria. “Na verdade nunca achamos que seria necessário. Em cinco anos de projeto, não tínhamos registrado qualquer violência nas escolas que recebem o projeto”. O “Escola Aberta, Escola Viva” é desenvolvido desde 2005 pela Semed. Escolas que participam do projeto abrem as portas nos fins de semana para receber alunos e moradores do entorno que participam de oficinas, atividades de esporte e lazer. Família Fami l iares de Nai lton acreditam que a presença da Polícia Militar na escola teria evitado a tragédia. “Se tivesse um policial lá (na escola Plínio Barbosa Martins), duvido que o menino que matou meu neto teria coragem de ter sacado a arma. Se a polícia estivesse nas escolas todos os fins de semana, esses meninos de gangue, a molecada bandida, nem apareceria”, afirma a avó do garoto, Jucineida Viana, 60 anos. Nailton foi morto com um tiro no peito quando jogava futebol com outros participantes do projeto “Escola Aberta, Escola Viva”, na quadra do colégio onde cursava o 7º ano do Ensino Fundamental. Conforme testemunhas, ele teria se desentendido com outro adolescente que assistia à partida e que, no momento da discussão, sacou um revólver e efetuou o disparo que matou o estudante. O Corpo de Bombeiros chegou a prestar socorro à vítima, mas Nailton não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do posto de saúde do Bairro Universitário.

Infraestrutura

Conclusão de obra da 1ª rodoviária da Capital deve sair do papel em 60 dias

Estrutura nasceu para ser o terminal rodoviário da Capital, mas nunca foi concluído e agora receberá o Parktec CG e a Agetec

10/03/2026 08h00

Construção inacabada desde 1994, espaço deve ser finalizado

Construção inacabada desde 1994, espaço deve ser finalizado Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Iniciada em 1991, mas nunca concluída, a construção de onde deveria ter sido implantado o Terminal Rodoviário de Campo Grande pode, finalmente, ser finalizada. Isso porque a Prefeitura Municipal projeta para daqui a 60 dias a publicação da licitação para as obras da Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação de Campo Grande (Agetec) e o Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande (Parktec CG).

Segundo o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, a previsão é de que os editais sejam publicados até maio, o que indica que ainda este ano as obras possam começar, se tudo correr dentro do prazo.

A construção do Parktec CG e da Agetec vai consumir 100% do espaço físico do que, na década de 1990, foi idealizado para ser a rodoviária de Campo Grande.

Localizado no Bairro Cabreúva, o espaço está em reforma atualmente para a conclusão do “puxadinho”, onde está sendo construído o Centro de Belas Artes. Esta obra vai ocupar 4.357,33 metros quadrados de área do local, que tem no total 16 mil m².

A ida do Parktec CG e da Agetec para o espaço já havia sido antecipada pelo Correio do Estado em agosto do ano passado. Na época, o secretário de Infraestrutura informou que a estimativa de preço para a conclusão deste espaço era de R$ 28 milhões. Este recurso já está disponível para essa etapa por meio de financiamento do governo federal.

“Achamos uma solução para aquela rodoviária lá da Ernesto Geisel, aquilo é uma coisa triste para a nossa cidade. Aquela obra foi paralisada em 1994 e até hoje estava sem solução, mas estamos dando uma solução para ela. Ali vai ficar um projeto muito bacana, estamos fazendo a primeira etapa, que é o [Centro de] Belas Artes, que vai ser um centro de cultura, e já estamos na fase final do desenvolvimento do projeto para fazer ali no remanescente o prédio da Agetec [e o Parktec CG]”, informou o secretário na época.
“Ali nós vamos fazer um sistema integrado de cultura com tecnologia. Vai ficar um projeto bem bacana, que vai consumir 100% do espaço físico”, concluiu Miglioli sobre o projeto.

PARKTEC CG E AGETEC

O Parktec CG atua com foco em parcerias estratégicas, capacitação, internacionalização e apoio direto a startups em Campo Grande. No ano passado, entre janeiro e novembro, mais de 10 mil pessoas foram atendidas pelas iniciativas do Parktec CG, com a conexão de mais de 150 empresas e instituições.

Ao todo, foram promovidos 20 eventos, entre workshops, hackathons, palestras e capacitações, além de oito visitas técnicas nacionais e internacionais, que incluíram 22 ambientes de inovação e 12 parques tecnológicos.

Enquanto isso, a Agetec tem o compromisso de modernização dos serviços internos, com o objetivo de ampliar a autonomia dos servidores e melhorar a qualidade do acesso às soluções tecnológicas da Prefeitura de Campo Grande.

Este ano a agência colocou em funcionamento duas melhorias que devem tornar o trabalho dos servidores municipais mais ágil, seguro e eficiente: o lançamento do chatbot Téo e a modernização completa da intranet.
Segundo a prefeitura, Téo é um assistente virtual com atendimento automatizado via WhatsApp.

Desenvolvido com inteligência artificial (IA), o chatbot auxilia principalmente em demandas simples e recorrentes de Tecnologia da Informação (TI), oferecendo orientações rápidas, registro de solicitações e respostas imediatas, sem a necessidade de aguardar atendimento humano em casos mais básicos.

Já a nova versão da intranet dos servidores, principal portal de acesso aos sistemas municipais da Capital, ganhou visual mais moderno e, conforme a agência a migração foi para uma tecnologia mais atual e segura.

“PUXADINHO”

Em 2012, a empresa Mark Construções foi contratada, por R$ 6.649.730,08, para terminar a obra referente ao Centro de Belas Artes, que tinha previsão de ser concluída em um ano. 

Porém, no ano seguinte, a empreiteira deixou o canteiro de obras sem ter executado todo o projeto.
A empresa, no entanto, ingressou com ação na Justiça em 2019, com o objetivo de receber o que, segundo ela, faltava ser depositado referente à construção do local.  

Por este motivo, a Justiça determinou a paralisação da obra para que fosse feita uma perícia no local. 
A construção só foi retomada em 2022, quando a Orkan Construtora Eireli foi a vencedora de nova licitação, no valor de R$ 5,1 milhões, para a conclusão do “puxadinho”.

A construção foi novamente paralisada e, no ano passado, foi retomada, após relicitação em que a empresa CR Arquitetura e Construção Ltda. venceu a concorrência para executar o projeto, por R$ 7,7 milhões. Esta parte está em andamento e deve ser entregue pela construtora em breve.

APOSENTADORIA

Ex-major Carvalho, o "Pablo Escobar brasileiro", receberá mais de R$ 1 milhão em precatórios

Sérgio Carvalho é acusado de tráfico internacional de cocaína e receberá valores referentes a reserva remunerada, antes de decisão que o expulsou da PM e cassou os proventos

09/03/2026 19h30

Major Carvalho foi preso em junho de 2023, em Budapeste

Major Carvalho foi preso em junho de 2023, em Budapeste Foto /Divulgação

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O ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho, considerado um dos maiores traficantes internacionais de drogas e conhecido como Pablo Escobar brasileiro, irá receber mais de R$ 1,3 milhão, referente a reserva remunerada que não foram pagas. A decisão é do juiz da 4ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos, Marcelo Andrade Campos Silva.

De acordo com a decisão, trata-se do cumprimento de sentença de um mandado de segurança já transitado em julgado, que assegurou ao ex-major Carvalho o recebemimento de proventos que não foram pagos entre o período de 2011 a 2015.

O ex-policial moveu processo contra a Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul (Ageprev) em 2011.À época, ele cobrava cobrava R$ 516.695,00 em aposentadorias, valor que alega não ter recebido devidamente.

Na ação, ele alegou que era policial militar aposentado desde 1996 e que, em junho de 2010, houve a suspensão do pagamento dos proventos de sua aposentadoria em decorrência da decisão judicial que declarou a perda de posto de patente após condenação por tráfico de drogas.

Ele alegou que a decisão judicial em questão não tinha o condão de interromper o pagamento da aposentadoria, uma vez que o pedido feito pelo Ministério Público se restringia à declaração de perda de posto de patente e defendeu que não houve qualquer tipo de procedimento que justificasse a suspensão do pagamento.

O pedido foi negado inicialmente, mas posteriormente acolhido, com determinação para pagamento de valores devidos desde a impetração da ação, sendo o valor inicial pleiteado corrigido e os cálculos homologados em novembro de 2022, fixando o crédido devido ao ex-major em R$ 1.313.732,01.

    

Mesmo com o trânsito em julgado, houve manifestações do Ministério Público Estadual (MPMS) e da Ageprev, que tentavam a extinção do cumprimento da sentença sob alegação de que, no período, outra decisão judicial determinou a perda do posto e da patente e também a cassação dos proventos adquiridos na passagem para a reforma.

O juiz Marcelo Andrade Campos Silva, no entanto, afirmou que não há possibilidade de extinção do feito executivo. Ele cita que a decisão que sobreveio oportunizou a nova suspensão dos pagamentos mensais, mas não atinge os pagamentos anteriores.

"Ocorre que, a decisão proferida nos autos da representação acima mencionada tem efeitos ex nunc, ou seja, a partir de sua publicação, haja vista seu texto (fundamentação e dispositivo) não dispor em sentido contrário, portanto, não retroagindo automaticamente para atingir período anterior à decretação da medida", diz a decisão.

Ou seja, o ex-major não tem direitos a receber qualquer remuneração a partir da sua exclusão das fileiras da corporação, mas a obrigação do pagamento de dívidas anteriores a essa decisão permanece vigente.

"Logo, obstada apenas a continuidade dos pagamentos futuros, resta viável a requisição via precatório dos valores devidos para o período anterior", acrescenta o magistrado.

"Desta feita, o presente feito, que versa sobre cumprimento de sentença que reconhece a exigibilidade de obrigação de pagar quantia certa pela Fazenda Pública (art. 534 e 535 do CPC), deve prosseguir regularmente", acrescenta.

O juiz conclui a decisão ressaltando que o pagamento deve ser feito no valor homologado anteriormente, de R$ 1,3 milhão, através da expedição de precatórios.

Major Carvalho foi preso na Hungria em 2023, com um passaporte mexicano falso e era procurado pelas polícias do Brasil e da Europa. Atualmente ele está detido na Bélgica, onde aguarda julgamento por tráfico de drogas. Outros 30 acusados também são julgados.

Major Carvalho

Conhecido como “Pablo Escobar brasileiro” , a Polícia Federal (PF) estima que Major Carvalho tenha movimentado R$ 2,25 bilhões entre os anos de 2018 e 2020, com exportações de 45 toneladas de cocaína à Europa..  

O ex-major ingressou na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul no fim da década de 1980 como comandante do Batalhão Militar de Amambai, área de fronteira do Estado com o Paraguai.  

Na década de 1990, Carvalho já estava envolvido com atos ilícitos, como o contrabando de pneus. Anos depois, o ex-major foi pego contrabandeando uísque.

Em 1997, Carvalho já transportava cocaína da Colômbia e da Bolívia até o interior de São Paulo. No mesmo ano, o ex-major foi transferido para a reserva remunerada da Polícia Militar de MS. No ano seguinte, foi condenado a 15 anos de prisão pelo tráfico de 237 quilos de cocaína. 

Após um longo processo e perda de seu posto e patente, sua aposentadoria foi suspensa em 2010. No entanto, em 2016, conseguiu reaver na Justiça o benefício de R$ 9,5 mil mensais.

Após desaparecer de Campo Grande em 2016 e iniciar o processo de logística internacional para o tráfico de drogas, Carvalho foi inserido na lista da Interpol, em 2018.  

O megatraficante foi expulso da Polícia Militar de MS em março de 2018.

Em 2019, o narcotraficante foi novamente condenado, desta vez a 15 anos e três meses de prisão, por usar laranjas em empresas de fachada para movimentar R$ 60 milhões.  

No Brasil, o Porto de Paranaguá (PR) era o preferido da quadrilha de Carvalho para as remessas de drogas ao Velho Continente.

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