Cidades

Canal de Suez

Egito realiza testes de nova via marítima que custou US$ 8 bi

Egito realiza testes de nova via marítima que custou US$ 8 bi

Folhapress

26/07/2015 - 01h00
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O Egito realizou o primeiro teste do Novo Canal de Suez, via marítima construída para tentar intensificar o comércio na região e fortalecer a economia do país, combalida pelos numerosos conflitos civis e trocas de governo que começaram em 2011.

Neste sábado (25), três navios cargueiros -um americano, um dinamarquês e um saudita- cruzaram o canal para testar a obra que durou 11 meses e custou US$ 8 bilhões.

"Este foi o primeiro teste, mas haverá outros", afirmou o político Mohab Mameesh, que liderou o projeto. "Estamos 99,2% prontos. Devemos terminar tudo em dois ou três dias". A data prevista de inauguração da obra é 6 de agosto.

Na prática, o novo canal é como uma segunda "pista" do Canal de Suez, que, construído há 145 anos, é um das principais rotas de comércio entre Europa e Ásia.

A expansão deve permitir a navegação em mão dupla de navios de grande porte e reduzir o tempo de trânsito no canal pela metade, de 22 horas para 11 horas. O governo egípcio espera que a mudança faça o canal gerar US$ 15 bilhões de receitas até 2023 -hoje, movimenta cerca de US$ 5 bilhões.

Segundo a agência Reuters, os testes foram realizados sob a escolta de helicópteros e com forte presença de forças de segurança -desde 2013, um conflito com insurgentes na Península do Sinai deixou centenas de mortos nas proximidades do canal.

Feminicídio

Enfermeira morta a marretadas por bombeiro tem órgãos doados

A 5ª vítima de feminicídio no Estado, por decisão da família, salva a vida de três pacientes que aguardavam na fila de espera por transplantes do SUS

07/03/2026 12h00

Imagem Reprodução

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A partida precoce da enfermeira Liliane de Souza Bonfim, de 51 anos, que teve morte cerebral confirmada na sexta-feira (6), após ser vítima de feminicídio, ganhou novos contornos com a autorização da família para a doação de órgãos.

Mãe de três filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela foi vítima de um episódio de violência ocorrido dentro de casa, em Ponta Porã, na terça-feira (3). Dois dos filhos, de 15 e 17 anos, também acabaram sendo agredidos pelo subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Eliaderson Duarte.

A enfermeira, que se tornou a 5ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul, ao perceber a aproximação do marido, chegou a gritar para que os filhos saíssem de casa, mas não houve tempo. O caçula, de 11 anos, embora não tenha sido agredido, presenciou a violência.

Enquanto ela era golpeada, os filhos, mesmo feridos, correram e pediram ajuda a populares. Ao entrarem na residência, encontraram o bombeiro sentado ao lado do corpo da esposa, que estava no chão após ser atingida várias vezes.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital da Vida, em Dourados. Quem trabalhava na linha de frente da saúde acabou lutando pela própria vida, mas não resistiu.

Com a decisão da família de autorizar a doação de órgãos, outras pessoas que aguardam na fila por uma oportunidade de vida saudável terão uma segunda chance.

Foram doados três órgãos da enfermeira: os dois rins e o fígado. Um dos rins será transplantado em um paciente em Mato Grosso do Sul, o outro foi encaminhado ao Rio Grande do Sul, e o fígado seguirá para um terceiro paciente em Brasília (DF).
 

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APURAÇÃO POLICIAL

Polícia investiga morte de jovem de 25 anos encontrada inconsciente na casa do namorado

Circunstâncias da morte de jovem que supostamente discutiu com o namorado e teria convulsionado após ingerir bebida na casa dele seguem sendo apuradas

07/03/2026 11h44

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A polícia investiga a morte de Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, que teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande.

O namorado informou à polícia que, após uma suposta discussão por ciúmes, durante a tarde de sexta-feira (6), ela teria ingerido uma bebida e, em seguida, começou a convulsionar. A jovem chegou a ser socorrida por uma equipe do Samu.

Ela foi encaminhada para atendimento médico em estado grave, mas não resistiu e morreu na madrugada deste sábado (7).

Conforme informações da polícia, o namorado contou que houve uma discussão e, posteriormente, eles retornaram para a casa dele, momento em que Ludmila teria ingerido a bebida por conta própria.

Ao ser questionado sobre lesões no rosto da jovem, ele informou que elas teriam sido causadas pela queda enquanto Ludmila estava convulsionando.

A perícia esteve na casa e colheu depoimentos de testemunhas e do namorado. Embora ainda não existam elementos que comprovem feminicídio, a investigação prossegue para verificar todas as hipóteses.

Os exames necroscópicos periciais devem auxiliar no esclarecimento do caso, para que sejam tomadas as providências de polícia judiciária cabíveis, caso seja configurado crime.
 

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