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onda de calor

El Niño pode trazer tempestades e temperaturas altíssimas até o fim do ano

Fenômeno atinge intensidade máxima de influência no Estado nos próximos três meses, causando instabilidades

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A variação entre ondas de calor e tempestades perigosas continua até o fim deste ano, por influência do El Niño. Após atingir recordes de altas temperaturas consecutivos até esta segunda-feira, Mato Grosso do Sul volta a ter clima mais ameno e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emite alerta de tempestade para hoje.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (Cemtec-MS), o El Niño pode atingir intensidade máxima entre os meses de novembro e dezembro, causando anomalias nas temperaturas esperadas para esta época do ano. 

“Este cenário de variabilidade natural do clima pode potencializar a formação e a intensidade das tempestades no Estado. Outro impacto do fenômeno é que ele pode amplificar as altas temperaturas já registradas na primavera e, consequentemente, gerar novas ondas de calor”, detalhou o Cemtec-MS ao Correio do Estado. 

O Cemtec-MS destaca que os próximos meses serão bem mais quentes que o normal em Mato Grosso do Sul.

“De acordo com o modelo, a previsão para a temperatura do ar indica que, no trimestre de novembro, dezembro e janeiro, ela deve ficar acima do que é esperado”.

Em relação às chuvas, o centro adianta que nos próximos dois meses elas ficarão ligeiramente abaixo da média histórica nas regiões centro-norte e ligeiramente acima da média histórica no extremo-sul do Estado.

“Climatologicamente, em grande parte de Mato Grosso do Sul, as chuvas variam entre 500 mm e 700 mm. Já em parte das regiões sul, pantaneira e sudoeste, as chuvas variam entre 400 mm e 500 mm”, detalha o Cemtec-MS sobre o esperado no período de novembro a janeiro.

Segundo a equipe do Cemtec-MS, os dados coletados nos últimos meses no Estado demonstram chuvas acima da média climatológica na região sul e abaixo da média na região norte. Em relação às temperaturas, foi observada temperatura máxima do ar próxima de 40ºC a 43°C, evidenciando um trimestre mais quente.

“Sendo assim, entendemos que a precipitação deve se manter dentro ou até ligeiramente abaixo da média climatológica em grande parte do Estado para o trimestre de novembro, dezembro e janeiro e ligeiramente acima da média histórica na região sul do Estado. Em relação à previsão climática da temperatura do ar para o mesmo trimestre, o modelo indica que em Mato Grosso do Sul as temperaturas tendem a ficar acima da média histórica”. 

EXTREMOS

Após dois dias de calor recorde em Campo Grande, a temperatura ontem começou a cair. Números do Inmet apontaram que às 15h os termômetros registraram 24,1ºC em Campo Grande. No entanto, a temperatura ficou 15,3ºC abaixo dos 39,4ºC registrados na segunda-feira.

A mudança na temperatura já havia sido prevista pelo Cemtec-MS, que apontava a chegada de uma frente fria que traria ventos de até 50 km/h e possibilidade de chuvas.

Nesta segunda-feira, Corumbá registrou a terceira maior temperatura máxima no Brasil, com 41,7ºC. Em menos de 24 horas, todo esse calor deu espaço para uma chuva forte e queda acentuada de temperatura no município.

Na manhã de ontem, houve chuva torrencial por cerca de 30 minutos e os termômetros caíram para 25ºC. No período da tarde, o calor retornou, mas com máxima de 28ºC.

Por conta dessa grande variação de temperatura, alguns locais de Corumbá registraram problemas, principalmente atribuídos à chuva que caiu na cidade.

No Residencial Buriti, que fica na parte alta da cidade, obras estão em andamento para restaurar danos nos apartamentos atingidos por temporal que passou pela cidade em setembro.

A prefeitura local confirmou que as obras de recuperação dos apartamentos, iniciadas na segunda-feira, mais de um mês depois do temporal que desabrigou famílias, precisaram ser paradas pela manhã e que a Defesa Civil Municipal identificou alguns danos.

As obras no Residencial Buriti serão executadas com recursos próprios da prefeitura de Corumbá e estão orçadas em R$ 402 mil.

A Defesa Civil e a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos do município estão monitorando os problemas causados pela chuva desta terça-feira no local e devem divulgar um balanço ainda hoje. As intervenções vão ser retomadas normalmente durante esta semana.

Previsão 

Para hoje e amanhã, a previsão indica tempo instável, com probabilidade de chuvas de intensidade fraca a moderada. Localmente, podem ocorrer chuvas mais intensas e tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e, pontualmente, queda de granizo.

As instabilidades atmosféricas podem atingir todo o Estado, com destaque para as regiões central, sul, leste, nordeste e norte. Essas instabilidades ocorrem em razão do deslocamento de cavados, aliado a uma frente fria oceânica associada a um ciclone extratropical.

Além disso, o transporte de calor e umidade favorece a formação de nuvens e chuvas. Para as regiões sul, Bolsão e leste do Estado, estão previstas mínimas entre 20ºC e 24°C e máximas que podem atingir os 33°C.

Para as regiões norte, pantaneira e sudoeste, temperaturas mínimas entre 23ºC e 26°C e máximas de até 35°C.

Em Campo Grande, mínima de 23°C e máxima de até 31°C. No Estado, os ventos variam do quadrante norte e oeste com valores entre 30km /h e 50 km/h. Pontualmente, podem ocorrer rajadas de vento acima dos 50km/h.

A partir desta sexta-feira, a aproximação de uma frente fria deverá favorecer chuvas com acumulados significativos e tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo. (Colaborou Rodolfo César, de Corumbá)

Varejo em Crise

Casas Bahia fecha lojas em MS em corte que atinge 298 unidades no Brasil

Quatro unidades encerraram as atividades em Dourados, Naviraí e Nova Andradina; reestruturação nacional também prevê a demissão de cerca de 1,9 mil trabalhadores.

14/08/2026 19h03

Casas Bahia fecha quatro unidades em Mato Grosso do Sul em meio à reestruturação que atinge centenas de lojas no País.

Casas Bahia fecha quatro unidades em Mato Grosso do Sul em meio à reestruturação que atinge centenas de lojas no País. Foto: Divulgação/Casas Bahia.

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Pelo menos quatro lojas das Casas Bahia em Mato Grosso do Sul fecharam as portas nesta sexta-feira (14), em meio a uma ampla reestruturação promovida pela varejista em todo o País. Duas unidades atingidas ficam em Dourados, enquanto as outras estão localizadas em Naviraí e Nova Andradina. O fechamento no Estado ocorre no mesmo dia em que a companhia promove uma das maiores reduções recentes de sua rede física.

Conforme informações publicadas pelo jornal Valor Econômico, 298 estabelecimentos estão sendo encerrados em diferentes regiões brasileiras, acompanhados do desligamento de aproximadamente 1,9 mil trabalhadores.

O número chama atenção pela dimensão da operação. Ao final de 2025, as Casas Bahia mantinham 1.042 lojas em funcionamento. Com isso, os 298 pontos atingidos pela atual reestruturação equivalem a aproximadamente 28,6% desse total.

Em Mato Grosso do Sul, os primeiros reflexos foram percebidos já nas primeiras horas desta sexta-feira.

Funcionários são surpreendidos em Dourados

Em Dourados, as duas lojas físicas das Casas Bahia localizadas na Avenida Marcelino Pires, na região central da cidade, amanheceram fechadas. Conforme informações, funcionários teriam sido surpreendidos pela medida e tomaram conhecimento do encerramento das atividades somente quando chegaram aos locais para trabalhar.

Até o momento, não foi informado oficialmente quantos empregados das duas unidades foram desligados nem se existe possibilidade de aproveitamento de parte dos trabalhadores em outras operações da companhia.

O impacto também chegou a Naviraí, onde a unidade da rede encerrou as atividades nesta sexta-feira. Ainda não há detalhamento sobre o número de funcionários atingidos pela decisão.

Em Nova Andradina, outra loja das Casas Bahia entrou na lista de estabelecimentos fechados. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que os trabalhadores da unidade foram desligados com o encerramento das operações.

Com os casos identificados até agora, Mato Grosso do Sul contabiliza ao menos quatro lojas atingidas pela reestruturação nacional, distribuídas por três municípios.

O número, entretanto, ainda poderá aumentar caso outras unidades existentes no Estado estejam incluídas no plano de redução da rede física.

Quase 300 lojas fechadas de uma vez

A dimensão da mudança ganha ainda mais peso quando comparada ao movimento recente da companhia. No fim de 2023, a rede possuía 1.078 lojas. O número caiu para 1.064 em 2024 e chegou a 1.042 estabelecimentos ao término de 2025.

Diferentemente de ajustes graduais realizados ao longo dos últimos anos, desta vez a redução estaria concentrada praticamente em um único movimento.

Aproximadamente 600 funcionários teriam sido desligados já na quinta-feira (13), enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil cortes estavam previstos para esta sexta. O enxugamento poderia chegar a 3 mil trabalhadores.

A companhia deve apresentar ao mercado mais detalhes sobre a estratégia de redução de despesas e reorganização de suas operações.

Prejuízo bilionário aumenta pressão sobre varejista

A reestruturação ocorre em um momento de forte pressão financeira sobre as Casas Bahia. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão, resultado influenciado principalmente pelas despesas financeiras.

Apesar do prejuízo, a receita líquida avançou 6,1% na comparação anual e alcançou R$ 7,4 bilhões. As despesas com vendas, gerais e administrativas, por sua vez, cresceram 5,4%, chegando a aproximadamente R$ 1,7 bilhão.

O cenário econômico também representa um obstáculo para a companhia. Juros elevados, endividamento das famílias e pressão sobre a renda disponível afetam diretamente um segmento fortemente dependente das vendas parceladas e da concessão de crédito.

A própria direção das Casas Bahia vinha indicando ao mercado uma estratégia de maior disciplina financeira, com prioridade para rentabilidade, geração de caixa, controle do crédito e aumento da eficiência operacional, em vez da expansão das vendas a qualquer custo.

O grupo ainda carrega os efeitos do processo de recuperação extrajudicial iniciado em 2024, que envolveu aproximadamente R$ 4 bilhões em obrigações financeiras.

Balanço foi adiado

Em meio à reestruturação, a varejista também adiou a divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026. O balanço, inicialmente previsto para quarta-feira (12), foi transferido para esta sexta-feira (14), enquanto a teleconferência da administração com investidores está programada para segunda-feira (17).

A expectativa é de que os próximos comunicados da companhia esclareçam a dimensão completa do corte de despesas, os impactos financeiros do fechamento das lojas e os próximos passos para a operação física da rede.

 

caso lívia

Discord aponta que responsáveis por estimular suicídio em MS teriam se unido no TikTok e no Telegram

Menina de 13 anos teve a morte transmitida ao vivo na plataforma Discord, incentivada por grupo extremista que agia online

14/08/2026 19h00

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord

Lívia foi induzida a tirar a vida em live transmitida no Discord Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Discord afirmou que há evidências de que os grupos que incitaram a adolescente de 13 anos, que se matou em Naviraí, a praticar violência contra si mesma teriam se articulado previamente no TikTok e no Telegram. A afirmação foi feita pela plataforma em resposta enviada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Nesse mesmo documento, o Discord também admite falhas em seu sistema automatizado para alertas de risco. A reportagem questionou o TikTok e o Telegram, mas ainda não obteve resposta.

Nesta semana, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável por fiscalizar o cumprimento do ECA Digital, determinou a suspensão do recurso de transmissão ao vivo do Discord até que a plataforma implemente medidas para garantir a segurança de crianças e adolescentes. As lives devem estar fora do ar a partir da próxima semana.

No documento de 20 páginas enviado às autoridades brasileiras, a plataforma afirma que "as evidências disponíveis também indicam possível coordenação prévia ou paralela em outros serviços digitais, incluindo Telegram e TikTok, antes do ingresso no servidor investigado."

Na carta enviada às autoridades brasileiras para prestar explicações sobre o caso da adolescente de 13 anos que se suicidou, o Discord afirma que é relevante reconstruir a cronologia do fato e diz:

"A Discord não apresenta essa informação para deslocar responsabilidades, mas para delimitar tecnicamente os dados que seus sistemas poderiam processar antes do ingresso dos usuários no servidor."

O argumento da plataforma é de que medidas de incitação à violência podem ter começado antes de que o grupo criminoso começasse a transmissão nos canais do Discord. A empresa afirma que "a capacidade da Discord de identificar ou intervir proativamente depende dos sinais disponíveis na plataforma e das salvaguardas técnicas e de privacidade aplicáveis".

Neste mesmo documento, o Discord admitiu que seu sistema automático de alertas falhou em identificar potencial risco na transmissão ao vivo envolvendo a incitação de violência à adolescente. O sistema classificou a live com uma pontuação de risco que era apenas 1/8 da nota necessária para ativar as travas da rede. Procurado para comentar o documento, a plataforma não falou.

O Discord sustenta que não chegou a transmitir o suicídio, pois conseguiu derrubar o servidor antes da morte, ao ser alertada pela polícia. E afirma ainda que a transmissão da morte ocorreu em outras plataformas.

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