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El Niño reforça preparação do setor de saneamento para eventos climáticos extremos

As empresas ampliam investimentos em tecnologia, monitoramento e infraestrutura, enquanto a regulação começa a incorporar essa agenda

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A previsão de um El Niño intenso tem levado concessionárias de saneamento a reforçar estratégias para enfrentar eventos climáticos extremos. As empresas ampliam investimentos em tecnologia, monitoramento e infraestrutura, enquanto a regulação começa a incorporar essa agenda.

A previsão para o próximo ciclo de El Niño indica redução das chuvas em parte do Norte e do Nordeste, o que pode comprometer a disponibilidade hídrica. No Sudeste e Centro-Oeste, a tendência é de temperaturas mais elevadas, aumentando o consumo de água e a pressão sobre os sistemas de abastecimento, segundo o sócio-diretor e meteorologista da Nottus, Alexandre Nascimento.

Os impactos sobre o saneamento, porém, vão além. "Muito se fala em água e esgoto, mas tem também a questão da drenagem", afirma o sócio da LMDM Consultoria, Carlos Lebelein. Segundo ele, o excesso de precipitações no Sul tende a sobrecarregar os sistemas de drenagem urbana, ampliando o risco de enchentes.

Nascimento destaca que o El Niño deverá ocorrer em um cenário de temperaturas globais já elevadas, o que exigirá monitoramento permanente e uma gestão cada vez mais eficiente dos recursos hídricos. "Estamos vivenciando um novo normal. As empresas vão ter que utilizar muita inteligência para conseguir gerir um problema que veio para ficar", diz.

Preparo

Na Aegea, o planejamento para eventos climáticos leva em consideração os impactos regionais distintos do El Niño, segundo o vice-presidente da companhia para as regiões Norte e Nordeste, Renato Médicis. Para isso, a empresa utiliza modelos de inteligência artificial que antecipam cenários com até seis meses de antecedência, cruzando dados sobre consumo de água, níveis de rios e previsões meteorológicas.

Em Manaus, por exemplo, a Aegea reposicionou antecipadamente bombas de captação no Rio Negro durante a seca histórica de 2024 As projeções também orientaram investimentos em novos poços, reservatórios e na ampliação da oferta de água no Piauí e no Pará. "Trabalhamos sempre de forma preventiva, para não precisarmos atuar de maneira reativa", diz Médicis.

O diretor de Produção e Tratamento da Sabesp, Marco Antonio Lopez Barros, relata que a crise hídrica de 2014 e 2015, a mais severa já enfrentada pelo Estado de São Paulo, foi uma "lição dura", incorporada ao DNA da companhia.

Entre 2025 e 2030, a Sabesp prevê investir R$ 7,8 bilhões em segurança e resiliência hídrica, reforçando a agenda após a privatização. O plano inclui ações para combater perdas, como o uso de tecnologia para localizar vazamentos, a instalação de hidrômetros inteligentes e a distribuição de caixas d'água para famílias mais vulneráveis, reduzindo os impactos da gestão de pressão adotada em períodos de escassez hídrica.

"Não considerar que hoje há alterações no clima em relação ao que tínhamos há 20 anos é fechar os olhos para os dados", afirma Barros. Contudo, ele pondera que conciliar investimentos em resiliência climática com as metas de universalização é um desafio para o setor, especialmente para empresas de menor porte

Na Iguá Saneamento, a adaptação climática passou a integrar o planejamento operacional. Desde 2022, a companhia desenvolve planos de segurança hídrica e de resiliência climática, além de centros de controle que monitoram, em tempo real, rios, reservatórios, vazões e tendências climáticas para antecipar riscos.

Entre as iniciativas estão a ampliação de reservatórios, a modernização dos sistemas de distribuição e a elaboração de planos de contingência para enfrentar eventos extremos. "Não temos como fazer chover, mas podemos melhorar o sistema para preparar a empresa para situações mais críticas", afirma a diretora de Operações (COO), Paula Violante.

Avanços regulatórios

Do ponto de vista regulatório, a incorporação do tema é mais gradual. Ana Cândida, sócia do BMA Advogados, observa que os contratos de concessão mais recentes passaram a tratar de forma mais específica os riscos climáticos.

Como exemplo, ela cita o contrato de privatização da Sabesp, que prevê medidas preventivas para enfrentar situações recorrentes de escassez hídrica e estabelece regras específicas para eventos climáticos extremos que ultrapassem a capacidade de mitigação da concessionária.

Para a advogada, a evolução da regulação acompanha uma transformação mais ampla no setor. "O desafio agora é adaptar a infraestrutura a um cenário em que secas, enchentes e ondas de calor tendem a ocorrer com maior frequência e intensidade", afirma.

COPA DO MUNDO

Mais de 1,3 mil torcedores acompanharam derrota do Brasil na Cidade da Copa

Torcedores acompanharam o confronto entre Brasil e Noruega na Cidade da Copa, mas deixaram o local frustrados após derrota por 2 a 1 e a eliminação nas oitavas de final

05/07/2026 18h00

torcedores lotaram a Cidade da Copa, para acompanhar Brasil x Noruega, mas deixaram o local decepcionados com a eliminação da seleção nas oitavas de final

torcedores lotaram a Cidade da Copa, para acompanhar Brasil x Noruega, mas deixaram o local decepcionados com a eliminação da seleção nas oitavas de final Gerson Oliveira

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Mais de 1,3 mil torcedores escolheram a Cidade da Copa em Campo Grande para assistir ao jogo das oitavas de final entre a Seleção Brasileira e a Noruega neste domingo (5), segundo estimativa da Guarda Civil Municipal.

O jogo, que teve início às 16h, no horário de MS, vale a vaga para a penúltima fase da Copa do Mundo. 

O público foi muito maior que o presente no último jogo do Brasil, no dia 29 de junho. Por ter sido em uma tarde de segunda-feira, muitos optaram por assistir em casa ou assistiram nos próprios estabelecimentos comerciais. 

Dessa vez, o domingo foi um dia propício para reunir famílias, amigos e até os torcedores que procuraram um local animado para assistir à partida. 

Muitos aproveitaram a Cidade da Copa pela primeira vez. A técnica de enfermagem Eliene Gomes, de 40 anos, afirmou que estava confiante em uma vitória brasileira e elogiou a animação do público.

"A expectativa é sempre a melhor. Acho que o Brasil vence por 1 a 0 e nem vai precisar de pênaltis. É a primeira vez que venho assistir aqui e gostamos muito. A galera está bem animada."

A produtora cultural Franciella Cavalheri, de 47 anos, também decidiu trocar a tradição de assistir aos jogos em casa por um encontro com amigos na Cidade da Copa.

"Acho que vai ser um jogo sofrido, mas vamos acreditar. Estou apostando em uma vitória do Brasil por 3 a 1. É a primeira vez que assistimos ao jogo fora de casa e resolvemos vir com os amigos."

     

Com dois gols da Noruega nos minutos finais do segundo tempo, a Seleção Brasileira perdeu a chance de continuar na disputa pelo Hexa. 

A derrota frustrou os torcedores que lotaram a Cidade da Copa. O contador Kyoma Ferreira, de 27 anos, disse que viveu a partida com emoção do início ao fim e lamentou a eliminação.

"Gosto de futebol desde que nasci. Toda Copa é uma emoção muito grande e eu estava tremendo desde o começo. A gente sempre acredita que o hexa pode vir. O Neymar entrou, ajudou, mas não foi dessa vez. Agora é esperar a próxima Copa."

Mesmo com a entrada do volante campo-grandense Éderson aos 33 minutos do segundo tempo, o jogador não conseguiu segurar o norueguês Haaland, que marcou os dois gols da Noruega. 

A Seleção Brasileira até tentou, mas perdeu um pênalti no primeiro tempo e duas chances de gol ao longo do segundo tempo. Nos acréscimos, uma cotovelada no Casemiro dentro da área deu uma oportunidade de pênalti para o Brasil. Neymar foi para a cobrança e marcou o gol brasileiro aos 10 minutos dos acréscimos. 

Quem também estava junto e não conseguiu segurar a tristeza foi a empresária autônoma Sabrina Santos, de 28 anos, ela é esposa de Kyoma e contou que assistir aos jogos da Seleção é uma tradição entre familiares e amigos. Disse que o grupo estava confiante na classificação, mas acabou deixando a Cidade da Copa com um sentimento de decepção.

"Sempre vemos os jogos, seja em família ou entre amigos, nunca perdemos um. A gente estava nervoso desde cedo e achei que o Brasil ia ganhar por 2 a 1, mas não deu."

Desde 1990 o Brasil não era eliminado tão cedo na Copa do Mundo, nas oitavas de final. O jogo terminou em 2 para a Noruega e 1 para o Brasil. 

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Fica para 2030

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05/07/2026 17h55

Noruega acaba com o sonho do Hexa em 2026

Noruega acaba com o sonho do Hexa em 2026 Foto: Fifa

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O dia 5 de julho é daqueles que o torcedor brasileiro gostaria de riscar do calendário. A partir deste domingo (5), a data marcada pela traumática eliminação para a Itália de Paolo Rossi, na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, é também a do adeus precoce ao sonho do hexa.

A nova memória é a da derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final.

O revés mantém dois incômodos tabus. Há 24 anos, desde que superou a Alemanha por 2 a 0 em Yokohama (Japão), na final da Copa de 2002, o Brasil não supera um rival europeu em uma partida eliminatória de Mundial.

Além disso, a Noruega segue como único país que a seleção brasileira nunca venceu na história. Agora, são três derrotas e dois empates.

Grande estrela do time escandinavo, Erling Haaland foi, mais uma vez, decisivo. Autor do gol da classificação norueguesa diante de Costa do Marfim, na etapa anterior, o centroavante balançou as redes duas vezes no segundo tempo. O craque nórdico chegou a sete gols na Copa, igualando-se aos também atacantes Kylian Mbappé, da França, e Lionel Messi, da Argentina, na artilharia do Mundial.

Eliminado pela sexta vez seguida em uma fase eliminatória, o Brasil faz sua pior campanha em Copas desde 1990, quando também caiu nas oitavas de final - à ocasião para a Argentina de Diego Maradona.

Daqui até 2030, a seleção canarinho completará 28 anos sem título mundial, o maior jejum desde a primeira conquista, em 1958, na Suécia.

O adversário da Noruega nas quartas de final será conhecido ainda neste domingo. A partir de 21h (horário de Brasília), o México pega a Inglaterra no Estádio Azteca.

Quem passar no confronto da capital mexicana encara a seleção nórdica no próximo sábado (11), às 18h, em Miami (Estados Unidos).

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