Lino Bernal, pai do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, 32 anos, que teve o carro roubado, foi morto a tiro e teve o corpo enterrado numa fossa, falou nesta manhã (9) no Programa Bom Dia MS, da TV Morena, sobre as qualidades do filho, da última vez que conversou com a vítima e também sobre a falta de segurança.
“Era um menino honesto, trabalhador, fiel a esposa, bom filho, bom genro, bom músico. Ele não tinha defeito. Trabalhou comigo muitos anos e depois foi trabalhar no próprio negócio. Ele foi enganado, caiu nessa armadilha e foi levado inocentemente.”, comentou o pai.
Lino Bernal disse que tem uma lembrança e ficará com ela na memória. Ele foi a última pessoa da família que falou com Erlon antes de ele ser assassinado. “Ele me ligou às 14h48min e eu retornei as 15h32min. Eu perguntei se ele tinha me ligado e ele disse que não. Eu disse ligou sim porque está registrado aqui. Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? E ele disse que estava tudo bem e que depois me ligava”.
Após o desaparecimento do empresário, Lino foi chamado pela delegada Maria de Lourdes Souza Cano até a Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos de Veículo (Defurv), ocasião em que, ao analisar seu aparelho celular, o pai percebeu que havia uma gravação na caixa postal, deixada pelo filho.
“Uma mulher enrolava ele, perguntando se o carro tinha direção hidráulica, ar condicionado, sensor de ré, como fazia para pagar seguro. E ele, muito simples e inocente, respondia as perguntas”, contou o pai.
Lino Bernal também reclamou que falta segurança para as famílias e falta respaldo das leis porque as maiores atrocidades são praticadas por menores de idade. “Eles não tem nenhum tipo de consideração pelo ser humano. Nós não estamos valendo nada.”, finalizou.
Caso
Erlon desapareceu no dia 1º, após sair do seu estabelecimento comercial para mostrar um carro para um suposto comprador, na região da saída para São Paulo, em Campo Grande. A mulher do rapaz, desconfiou da demora do marido neste encontro e passou a ligar para o celular dele, mas não conseguiu resposta.
No encontro com o empresário, o bandido disse que o carro não era para ele e convidou Erlon para mostrar o Golf para o real interessado. A vítima foi levada até uma casa na Rua Rio Grande, quase esquina com a Avenida Souto Maior, no Bairro São Jorge da Lagoa, região do Bairro Tijuca. Uma adolescente, esposa de um dos criminosos foi quem atraiu Erlon para dentro do imóvel, onde ele foi morto, de surpresa, com um tiro na cabeça.
O corpo do empresário foi encontrado no último domingo (6), enterrado numa fossa.
Água avança sobre trecho próximo ao Córrego Imbirussu, na Vila Popular, durante chuva intensa em Campo Grande. Foto: Foto enviado à redação


