Cidades

DEMOCRACIA

Eleitor chega às 04:30 à escola com mais eleitores que em 29 municípios

Escola Padre Tomáz Ghirardelli tem 8.569 eleitores cadastrados, o que supera o número de eleitores de 29 cidades de MS

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Para dar exemplo aos políticos que forem eleitos neste domingo, o jardineiro Paulo Sérgio Pires levantou de madrugada e chegou à escola Padre Tomáz Ghirardelli, no bairro Parque do Lageado, às 04:30 da madrugada deste domingo (6). Nesta escola vota mais gente que em 29 municípios do interior.

Ele foi o primeiro de uma longa fila, com pelo menos 300 pessoas, que já se formava antes das 07 horas no local com o maior número de eleitores em Campo Grande. Somente nesta escola estão cadastrados 8.569 eleitores, o que supera o número de eleitores de mais de quase três dezenas de eleitores em municípios do interior. O menor é Figueirão, com 2760. 

Paulo Sérgio Pires chegou às 04:30 na escola e espera que políticos também madruguem para trabalhar

Além de querer evitar o calor do restante do dia, o jardineiro Paulo Sérgio fez questão de frisar que chegou cedo para dar um recado, principalmente ao novo prefeito (a). “Eu quero que o governante que ganhar faça que nem eu. Levante cedo de manhã para percorrer a cidade, cuidar das nossas crianças e dos bairros. É por isso que cheguei cedo aqui hoje”. 

Os portões foram abertos pontualmente às 7 horas e a maior parte daqueles que chegaram antes da abertura dos portões, pois preferem ficar livres no restante do dia. Outros, chegaram cedo porque precisam trabalhar no restante do dia. 

Esse é o caso da auxíliar de limpeza Natividade dos Santos Ferreira, que chegou às 06:30 e que depois da votação iria para seu trabalhos. Sem muita empolgação pela disputa acirrada da eleição em Campo Grande, ela votou pela segunda vez nesta escola. 

Com 77 anos, Alcides Cevallos da Silva, chegou à escola por volta das 06:30. Embora não tivesse mais a obrigação, fez questão de participar da escolha do prefeito e dos vereadores. Sua esposa, porém, não quis participar, segundo Alcides. 

Com 65 anos, ela ainda tem obrigação legal de votar, mas, segundo ele, não quer passar pelos aborrecimentos que normalmente enfrenta nos locais de votação. Além disso, afirma Alcides, ela está desiludida das  promessas dos políticos.

Atrás de Alcides na fila, Orlandina da Silva Cruz, de 75 anos, é mais otimista e diz que vai votar até o fim da vida. “A gente precisa votar pra mostrar que está viva. O INSS vê que a gente participa e com isso a gente evita algum aborrecimento no futuro”, acredita ele

Embora a maioria dos eleitores da fila fosse de idosos, também havia jovens, como Denibo Machado, de 18 anos. Esta foi a primeira vez que participou de uma eleição. Ele foi cedo para aproveitar o domingo, já que está de folga no trabalho.

Apesar do grande movimento na escola e de uma certa confusão inicial, rapidamente os servidores a serviço do Tribunal Regional Eleitoral conseguiram direcionar os eleitores para as salas em que deveriam votar e todas as urnas funcionaram. 

RANKING DOS MUNICÍPIOS

Em todo o Estado, são 2.032.593 eleitores e o maior número está em Campo Grande, com 646.216 pessoas aptas a participar da eleição deste domingo. Em segundo lugar está Dourados, com 163.229.

Água Clara: 13.745
Alcinópolis: 3.859
Amambai: 27.560
Anastácio: 18.732
Anaurilândia: 6.341
Angélica: 8.866
Antônio João: 7.952
Aparecida do Taboado: 19.248
Aquidauana: 36.980
Aral Moreira: 8.303
Bandeirantes: 6.948
Bataguassu: 19.332
Batayporã: 8.627
Bela Vista: 16.635
Bodoquena: 6.433
Bonito: 19.223
Brasilândia: 9.842
Caarapó: 22.212
Camapuã: 11.248
Campo Grande: 646.216
Caracol: 4.804
Cassilândia: 15.434
Chapadão do Sul: 22.057
Corguinho: 4.482
Coronel Sapucaia: 11.904
Corumbá: 67.739
Costa Rica: 22.467
Coxim: 26.741
Deodápolis: 10.809
Dois Irmãos do Buriti: 8.779
Douradina: 5.024
Dourados: 163.229
Eldorado: 9.337
Fátima do Sul: 17.045
Figueirão: 2.760
Glória de Dourados: 8.159
Guia Lopes da Laguna: 8.166

Iguatemi: 11.031
Inocência: 7.275
Itaporã: 14.238
Itaquirai: 14.973
Ivinhema: 21.309
Japorã: 6.517
Jaraguari: 6.060

Jardim: 19.121
Jateí: 4.531
Juti: 6.084

Ladário: 13.926
Laguna Carapã: 5.314
Maracaju: 29.684
Miranda: 20.400
Mundo Novo: 14.966
Naviraí: 38.320
Nioaque: 10.467
Nova Alvorada do Sul: 16.869
Nova Andradina: 35.765
Novo Horizonte do Sul: 3.702
Paraíso das Águas: 4.357

Paranaíba: 32.050
Paranhos: 9.436
Pedro Gomes: 6.220
Ponta Porã: 25.505
Ponta Porã: 43.937
Porto Murtinho: 9.075
Ribas do Rio Pardo: 15.576
Rio Brilhante: 26.474
Rio Negro: 4.239
Rio Verde de Mato Grosso: 14.238
Rochedo: 5.254
Santa Rita do Pardo: 5.729

São Gabriel do Oeste: 22.964
Selvíria: 7.360
Sete Quedas: 7.738

Sidrolândia: 35.051
Sonora: 11.574
Tacuru: 7.170
Taquarussu: 4.107

Terenos: 13.658
Três Lagoas: 86.968
Vicentina: 6.123

Campo Grande

Prefeitura abre procedimento para apurar irregularidades que motivaram intervenção sobre consórcio

Processo terá objetivo de comprovar as causas determinantes da intervenção decretada em junho último

15/07/2026 17h30

Desde 2012 concessão do transporte coletivo da Capital é operada pelo Consórcio Guaicurus

Desde 2012 concessão do transporte coletivo da Capital é operada pelo Consórcio Guaicurus Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A prefeitura de Campo Grande instaurou um procedimento administrativo para apurar as causas que motivaram uma intervenção sobre os serviços prestados pelo Consórcio Guaicurus, responsável desde 2012 pelo transporte coletivo da Capital. 

Conforme publicado em edição extra do Diário Oficial desta quarta-feira (15), o processo terá objetivo de comprovar as causas determinantes da intervenção decretada em junho último sobre a concessão do serviço público de transporte coletivo urbano de passageiros e apurar "quais as responsabilidades da concessionária, de seus administradores e de eventuais terceiros envolvidos nas irregularidades que motivaram a intervenção." 

A comissão terá objetivo de apurar eventuais "irregularidades operacionais, administrativas, financeiras
e contratuais, além de averiguar o exame do cumprimento das obrigações contratuais, regulatórias e legais
assumidas pelo Consórcio Guaicurus". 

Compõe a apuração o procurador do município, Edmir Fonseca Rodrigues; Paulo da Silva, diretor da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos (Agereg) e Ciro Vieira Ferreira, diretor da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Caberá à comissão requisitar documentos, informações e esclarecimentos, colher depoimentos, determinar diligências, inspeções e perícias e elaborar relatório conclusivo, contendo análise dos fatos, das provas produzidas sobre das responsabilidades do Consórcio sobre os serviços relacionados ao transporte público. 

Segundo o advogado Aléxandre Adriano Lisandro de Oliveira, nomeado como interventor, o primeiro passo sobre a intervenção seria fazer um diagnóstico mais aprofundado sobre a situação do Consórcio Guaicurus e a prestação do serviço, para que ao fim do prazo a prefeitura pudesse tomar uma decisão "correta e acertada".

"Se tiver algo muito discrepante, que esteja afetando diretamente a população, isso vai ser analisado, não haverá negligência com relação a isso, mas não é esse o objetivo. Nesse primeiro momento, principalmente, [o objetivo] é a manutenção e a continuidade do serviço", disse à época, explicando que não haverá mudanças nos serviços oferecidos aos usuários, como número e horário de linhas, entre outros.

Oliveira explicou à época que não haveriam demissões ou alterações de funções. 

Tapa-Buracos

Prefeitura de Campo Grande vê com interesse parceria com Exército para tapa-buracos

Após proposta apresentada pelo vereador Ronilço Guerreiro, administração municipal afirma que avalia cooperação com o Exército Brasileiro e amplia negociações para aumentar equipes e a oferta de massa asfáltica.

15/07/2026 17h28

Imagem de arquivo ilustra os desafios enfrentados pela operação tapa-buracos em Campo Grande.

Imagem de arquivo ilustra os desafios enfrentados pela operação tapa-buracos em Campo Grande. FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande afirmou que vê com interesse a possibilidade de firmar uma parceria institucional com o Exército Brasileiro para reforçar a operação tapa-buracos na Capital.

A manifestação representa o primeiro posicionamento oficial do Executivo sobre a proposta apresentada pelo vereador Ronilço Guerreiro (Podemos), que sugeriu a utilização da estrutura do setor de engenharia militar para acelerar a recuperação da malha viária da cidade.

Em nota encaminhada ao Correio do Estado, a administração municipal informou que permanece aberta ao diálogo para avaliar a viabilidade de ações conjuntas que possam fortalecer os serviços prestados à população.

A prefeitura ressaltou, no entanto, que uma eventual cooperação dependerá de análises técnicas, administrativas e jurídicas antes de qualquer decisão.

A sinalização positiva ocorre em um momento em que Campo Grande enfrenta uma das maiores demandas por manutenção asfáltica dos últimos anos.

Buracos espalhados por diferentes regiões da cidade têm sido alvo constante de reclamações de motoristas, motociclistas e moradores, além de frequentes cobranças por parte da Câmara Municipal.

Pedido foi formalizado por ofício

A proposta de envolver o Exército Brasileiro na operação tapa-buracos não ficou restrita ao debate político. A iniciativa foi formalizada pelo vereador Ronilço Guerreiro por meio do Ofício GAB/RG nº 216/26, encaminhado em 1º de julho ao secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André Moura Brandão.

No documento, o parlamentar solicita a adoção de medidas emergenciais para intensificar a recuperação da malha viária de Campo Grande e pede que a Prefeitura avalie a celebração de um convênio ou outro instrumento de cooperação com o setor de engenharia do Exército Brasileiro para reforçar os serviços. 

Segundo o vereador, a parceria poderá ampliar a capacidade operacional da Prefeitura e dar maior celeridade à recuperação das vias públicas, proporcionando mais segurança e melhores condições de mobilidade para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

No ofício, Ronilço Guerreiro também destaca que a iniciativa contribuiria para reduzir os transtornos enfrentados diariamente pela população e coloca o mandato à disposição para colaborar na viabilização da proposta.

Prefeitura amplia estratégias

Além de admitir a possibilidade de cooperação com o Exército, a Prefeitura informou que já está adotando medidas para ampliar a capacidade operacional da operação tapa-buracos.

Segundo a administração municipal, estão em andamento tratativas com o Consórcio Central, responsável por uma usina de asfalto, para aumentar o fornecimento de massa asfáltica utilizada nas obras de recuperação das vias.

A expectativa é que, com maior disponibilidade do insumo, seja possível expandir o número de equipes em campo e acelerar o atendimento das demandas.

A prefeitura também informou que a eventual participação do Exército poderá ser considerada como um reforço à força de trabalho, desde que a iniciativa se mostre tecnicamente viável e juridicamente adequada.

Modelo já foi utilizado no país

Embora ainda não exista definição sobre a parceria em Campo Grande, o emprego do Exército Brasileiro em obras de infraestrutura urbana não é inédito.

Em diferentes momentos, batalhões de engenharia já atuaram em obras de pavimentação, recuperação de rodovias, construção de pontes e ações emergenciais em municípios afetados por desastres naturais, graças à expertise técnica da corporação em engenharia pesada.

Caso a proposta avance, será necessário definir questões como a formalização do convênio, a divisão de responsabilidades, o fornecimento de materiais, equipamentos e recursos financeiros, além da disponibilidade operacional da instituição militar.

Próximos passos

A manifestação da Prefeitura não representa, por enquanto, a confirmação da parceria, mas indica que a proposta deixou de ser apenas uma iniciativa parlamentar para entrar no radar da administração municipal.

A expectativa agora é saber se as tratativas evoluirão para um acordo formal entre o município e o Exército Brasileiro.

Enquanto isso, a Prefeitura aposta na ampliação do fornecimento de massa asfáltica e no reforço das equipes de manutenção como estratégia para reduzir o passivo de buracos que afeta a mobilidade urbana e gera prejuízos diários aos condutores da Capital.

Leia a íntegra da nota oficial enviada pela Prefeitura de Campo Grande ao Correio do Estado:

A Prefeitura de Campo Grande informa que vê com interesse a possibilidade de estabelecer parcerias institucionais com o Exército Brasileiro e permanece aberta ao diálogo para avaliar a viabilidade de ações conjuntas que possam contribuir para o fortalecimento dos serviços prestados à população.

A administração municipal vem adotando as medidas necessárias para ampliar as equipes que atuam na operação tapa-buracos. Nesse sentido, também estão em andamento tratativas com o Consórcio Central, que possui usina de asfalto, para ampliar o fornecimento de massa asfáltica à Prefeitura. Com maior disponibilidade desse insumo, será possível reforçar a capacidade operacional dos serviços.

Nesse contexto, uma eventual parceria com o Exército poderá ser avaliada como alternativa para ampliar a força de trabalho empregada na operação, sempre observando a viabilidade técnica, administrativa e legal da iniciativa.


 

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