Cidades

BR-163

Em audiência pública para debater nova licitação, CCR volta a ser cobrada por trabalho inacabado

Concessionária não poderá participar do novo leilão da BR-163; confira novo projeto apresentado pela ANTT para nova licitação da rodovia

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A tarde desta terça-feira (21) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) foi dedicada à audiência pública com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para a apresentação do projeto de relicitação da BR-163, relativo ao trecho norte, do KM-466 ao KM-845, chamado "Rota do Pantanal", que tem extensão de 379,6 quilômetros, do entroncamento com a BR-262/MS, em Campo Grande, ao fim da Ponte Rio Correntes, na divisa com Mato Grosso. 

O foco da audiência era debater a necessidade de construir um novo Anel Rodoviário na BR-163, em Mato Grosso do Sul. O assunto havia sido debatido em audiência pública na Câmara Municipal de Campo Grande no dia 13 deste mês. Na ocasião, ficou a decisão unânime de que a construção é, de fato, necessária. 

A decisão - a nível municipal - foi levada à ALEMS. O governador Eduardo Riedel, deputados e prefeitos presentes na Casa de Leis concordaram com a necessidade do anel viário, e aproveitaram para demonstrar insatisfação e realizar cobranças à CCR MSvia, concessionária que administra a BR-163 em todo o Estado.

“Nove anos de concessão, expectativa frustrada, pedágios sendo cobrados e o avanço das obras cessado. É um problema para o Estado. Sabemos das dificuldades, das barreiras que temos de suplantar, mas não podemos aceitar essa situação. E nós, do Executivo, com a força do Legislativo, podemos destravar os mecanismos que temos para avançar na infraestrutura de Mato Grosso do Sul”, declarou o governador.

A CCR MSvia assumiu a concessão da BR-163 em 2013. Apesar do contrato prever 30 anos de duração, a empresa não conseguiu cumprir os encargos estabelecidos e, há quatro anos, pediu a devolução amigável do trecho. 

Quando assumiu a rodovia, a previsão era de que toda a estrada fosse duplicada em dez anos.

Depois de 2016, porém, os créditos que o governo federal se comprometeu a liberar via Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não foram liberados, a concessionária reduziu os investimentos, e não cumpriu as metas estabelecidas em contrato.  

"Não tem como você discutir o processo de relicitação sem trazer à tona o descumprimento por parte da concessionária", afirmou o deputado estadual Junior Mochi (MDB), que integra comissão designada pela Mesa Diretora para acompanhar a audiência pública.

Mochi ainda afirmou que a empresa deveria ser penalizada por não cumprir o contrato.

“Se estamos aqui hoje é por descumprimento do contrato. Cabe a nós fazermos com que essa audiência pública seja um marco para que tenhamos transparência absoluta dos dados. Assim, este Parlamento poderá avançar as discussões para que essa rodovia, que é a principal artéria do nosso Estado, possa ter condições de trafegabilidade e menos mortes, decorrentes do não cumprimento do contrato”, discursou o parlamentar.

A CCR MSVia não pode participar do novo leilão da BR-163 em Mato Grosso do Sul. Em 2022, em entrevista ao Correio do Estado, a empresa informou que acessará os benefícios de um decreto do governo federal que regulamenta a devolução de ativos ao poder público e que por conta disso fica vetada de participar de qualquer processo de licitação que envolva o mesmo objeto.

Novo projeto

O projeto apresentado pela ANTT prevê investimento de R$ 4,3 bilhões em infraestrutura e R$ 2,8 bilhões em operação, totalizando R$ 7,1 bilhões destinados a 379,6 quilômetros de rodovia. 

Nos primeiros dois anos da concessão, devem ser realizados os trabalhos iniciais para eliminar problemas que representem riscos e desconforto aos usuários e recomposição das sinalizações vertical e horizontal.

Do 3º ao 7º, a previsão é de que seja feita a recuperação estrutural da rodovia, reestabelecendo suas características originais, inclusive a restauração de todos os seus elementos. A partir da recuperação, a rodovia passa a receber periodicamente serviços de manutenção estruturada.

Haverá investimento em:

  • 63 km de duplicações;
  • 84 km de faixas adicionais em pista simples ;
  • 5 km de adequação de duplicação;
  • 74 dispositivos e interseções (novos e remodelados);
  • 14 passarelas de pedestres (novas e remodeladas);
  • 3 km de vias marginais
  • 1 área de descanso para caminhoneiros

Pedágio

A praça de pedágio que terá tarifa com valor mais alto será a de São Gabriel do Oeste, que pode chegar a custar R$ 19,02. Confira:

Divulgação

Usuários frequentes terão desconto.O documento explica que, considerando que a viagem mais frequente na praça de São Gabriel do Oeste, corresponde a origem-destino entre Campo Grande - São Gabriel do Oeste, adota-se como distância referencial para o DUF a extensão rodoviária entre os dois municípios. Neste caso, corresponde a 51% da extensão do TCP da praça, resultando, ao usuário que utiliza 30 vezes a praça uma redução de até 57% da custo com tarifa após a leilão e aplicação dos descontos cabíveis.
 

Reivindicação

No entanto, o projeto não satisfaz as necessidades do Estado. A nova proposta, apresentada e defendida na ALEMS, é de que seja realizada a inclusão de um novo anel viário no projeto de relicitação. 

Pelo projeto preliminar, elaborado pela prefeitura de Campo Grande,  o “novo anel viário” teria 38 quilômetros. Começaria próximo ao posto da PRF na saída para Dourados, cortaria a MS-040, passaria pela BR-262 atrás do condomínio Terras do Golfe e reencontraria a BR-163 cerca de três quilômetros depois do Shopping Bosque dos Ipês. 

Deste modo, pelo menos oito condomínios de alto padrão que foram instalados e que ainda estão em fase de crescimento ficariam na parte interna deste novo anel viário. 

 

Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Rafael Vitale, caso a proposta seja incluída pela ANTT no projeto de relicitação, quem pagará pela construção do anel viário será o próprio usuário da rodovia, que terá de pagar valor ainda mais alto na tarifa do pedágio.

No projeto atual, que não prevê a construção de um novo Anel Viário, já é previsto um aumento de R$ 110% no preço do pedágio no trecho norte da rodovia. Isso significaria a elevação de aproximadamente R$ 7 o quilômetro rodado para mais de R$ 14, fazendo o pedágio dobrar de preço.

 Com informações de Eduardo Miranda e Neri Kaspary

Morte POR ASFIXIA

Polícia procura suspeito após mulher ser encontrada morta pela mãe em Campo Grande

A Polícia Civil procura Aparecido da Silva Dourado, de 46 anos, apontado como principal suspeito da morte de Adriele dos Santos, de 34 anos, encontrada sem vida dentro de casa, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande, neste sábado (29).

29/08/2026 16h35

Polícia Científica e equipes de investigação estiveram na residência onde Adriele dos Santos, de 34 anos, foi encontrada morta neste sábado (29), em Campo Grande.

Polícia Científica e equipes de investigação estiveram na residência onde Adriele dos Santos, de 34 anos, foi encontrada morta neste sábado (29), em Campo Grande. Foto: Divulgação.

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A Polícia Civil realiza buscas por Aparecido da Silva Dourado, de 46 anos, apontado como principal suspeito da morte de Adriele dos Santos, de 34 anos, encontrada sem vida dentro de uma residência no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande, no inicio da tarde deste sábado (29). A principal linha de investigação é de feminicídio.

Conforme informações repassadas pela delegada Larissa Franco, responsável pelo caso, durante entrevista à imprensa, Adriele morreu por asfixia. O corpo da vítima foi localizado pela própria mãe na sala da residência, situada na Rua Brasil Central, nas proximidades da Avenida Júlio de Castilho.

Aparecido passou a ser procurado pelas forças de segurança e, até o momento, não havia sido localizado. As circunstâncias que antecederam a morte e a dinâmica do crime são apuradas pela Polícia Civil.

Adriele era mãe de duas crianças. A mais nova tem três anos e é filha do suspeito. A vítima também deixa outro filho, mais velho, conforme as informações disponíveis até o momento.

A polícia verificou ainda que Adriele não possuía medida protetiva de urgência contra Aparecido. A informação faz parte dos primeiros levantamentos realizados durante a apuração do caso.

Encontrada pela própria mãe

A morte foi descoberta no fim da manhã deste sábado, quando a mãe de Adriele foi até a residência e encontrou a filha sem vida na sala. Equipes de segurança foram acionadas e o local passou por levantamentos para auxiliar na investigação.

Inicialmente, as marcas encontradas no pescoço da vítima levantaram suspeitas sobre a forma como ela havia sido morta. Posteriormente, segundo a delegada, foi constatado que a morte ocorreu por asfixia.

Desde então, as investigações se concentram na localização do principal suspeito e na reconstrução dos acontecimentos anteriores à morte de Adriele. A Polícia Civil também busca reunir elementos que possam esclarecer a motivação e confirmar a autoria.

O caso é tratado, neste momento, como suspeita de feminicídio, enquanto as diligências continuam. A conclusão sobre as circunstâncias e a responsabilidade pela morte dependerá do avanço da investigação.

Suspeita de Feminicídio

Mãe encontra filha morta em casa e polícia apura feminicídio em Campo Grande

Mulher de 34 anos apresentava marcas no pescoço e foi localizada após a mãe estranhar a falta de contato; homem de 46 anos é apontado inicialmente como suspeito.

29/08/2026 15h40

Adriele dos Santos, de 34 anos foi encontrada morta pela própria mãe e caso é apurado como possível feminicídio em Campo Grande.

Adriele dos Santos, de 34 anos foi encontrada morta pela própria mãe e caso é apurado como possível feminicídio em Campo Grande. Foto: Divulgação

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Adriele dos Santos, de 34 anos, foi encontrada sem vida dentro de casa, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande, no início da tarde deste sábado (29). A própria mãe localizou o corpo após estranhar a falta de contato com a filha. Marcas encontradas no pescoço da vítima levaram a polícia a apurar as circunstâncias da morte, tratada inicialmente como suspeita de feminicídio.

O corpo foi localizado em uma casa na Rua Brasil Central, nas proximidades da Avenida Júlio de Castilho. A mulher morava nos fundos de outra residência e teria sido encontrada depois que familiares não conseguiram contato com ela.

Conforme as informações disponíveis até o momento, preocupada com a falta de respostas às mensagens enviadas à filha, a mãe foi até o endereço. Para conseguir entrar no imóvel, teria utilizado uma escada para transpor o muro. Ao chegar a casa, encontrou a filha já sem vida em um dos cômodos.

A Polícia Militar foi acionada e equipes seguiram para o local. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também esteve no endereço e constatou o óbito.

As circunstâncias da morte ainda serão esclarecidas pela investigação. Entretanto, hematomas encontrados na região do pescoço levantaram a possibilidade de que a mulher tenha sido esganada. A confirmação da causa da morte dependerá dos exames periciais.

A suspeita inicial é de que a vítima estivesse morta desde a noite de sexta-feira (28). Uma das estimativas levantadas no local indica que a morte pode ter ocorrido por volta das 22h, mais de 12 horas antes da localização do corpo. O horário, contudo, ainda deverá ser confirmado pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Uma equipe que realiza captação de córneas chegou a comparecer ao endereço, mas o procedimento não pôde ser realizado em razão do período transcorrido desde a morte.

Relacionamento é investigado

Um homem de 46 anos que mantinha um relacionamento com a vítima há aproximadamente quatro anos aparece, nas informações iniciais, como suspeito. O relacionamento seria marcado por períodos de separação e reconciliação.

Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a autoria nem sobre a dinâmica da morte. A eventual responsabilidade do homem deverá ser apurada pela Polícia Civil, assim como a existência de elementos que permitam enquadrar o caso como feminicídio.

Equipes da Polícia Militar permaneceram no imóvel durante os primeiros procedimentos. Também era aguardada a presença da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), responsável pela investigação de crimes praticados contra mulheres na Capital.

A mãe da vítima permaneceu no endereço enquanto os trabalhos eram realizados. O local deverá passar por perícia para auxiliar na identificação das circunstâncias em que ocorreu a morte.

Caso a investigação confirme que a mulher foi assassinada em contexto de violência de gênero, o episódio será contabilizado como o 25º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026.

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