Cidades

EXPOSIÇÃO ESTADUAL

Em evidência na Capital, a paixão pelas orquídeas

Em evidência na Capital, a paixão pelas orquídeas

CRISTINA MEDEIROS

18/08/2011 - 08h00
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“Eu me sinto emocionalmente dependente de orquídeas e de livros”. Com esta frase, a engenheira florestal, bióloga e chefe do Orquidário Nacional do Ibama em Brasília, Lou Menezes, se definiu. Ela é uma das convidadas especiais da 6ª Exposição Nacional de Orquídeas, da 3ª Exposição Nacional de Catlleya Nobilior e da 3ª Exposição Estadual de Orquídeas, que acontecerão de amanhã até domingo no Armazém Cultural, em Campo Grande.

Responsável pelo projeto Orquídeas do Brasil, do Ibama, ela é considerada uma das principais autoridades no assunto e ficará na região por 4 dias para intensificar pesquisas sobre a Cattleya nobilior, que será tema de seu nono livro. “Este projeto visa pesquisar a flora das orquídeas do Brasil e sobre isso já lancei 8 livros”, conta Lou, que há 30 anos se encantou por este universo.

“Desde a adolescência eu cultivo orquídeas, e no Ibama canalizei a paixão pela pesquisa e transformei este estudo em livros para que as futuras gerações possam aprender a preservar estas espécies”. No evento, ela autografará sua obra.

Segundo Lou Menezes, a preservação não só das orquídeas, como da natureza, passa primeiramente pela educação ambiental. “Não adianta falar em conscientização se não houver educação ambiental; no caso das orquídeas, é preciso ensinar que não se deve retirá-las do mato, de seu hábitat; não se deve comprar mudas de mateiros. O correto é adquirir espécies reproduzidas em laboratório”.

Capital
Em Campo Grande, como em todo mundo, os criadores de orquídeas mostram-se, ao mesmo tempo, cuidadosos com os fatores essenciais para o desenvolvimento da planta e apaixonados pela beleza da flor, suas diferentes formas e tonalidades. Mais que um entretenimento de fim de semana, para orquidófilos (aqueles que cultivam) e orquidólogos (aqueles que pesquisam e escrevem tratados) relacionar-se com a planta é um modo de vida.

“Colecionar e cuidar de minhas orquídeas funciona como um tratamento de saúde, é uma terapia”, explica o comerciante Augusto Bacha, de 81 anos, que contabiliza no mínimo 40 anos de dedicação a elas. Diariamente, pela manhã, antes do almoço e do jantar ele se isola no orquidário montado no terreno ao lado da casa para cuidar de suas quase 2 mil orquídeas – muitas, raras. “Elas precisam de muitos cuidados, como rega, adubação, controle de pragas, e isso tudo eu faço”.

Na exposição ele vai expor cerca de 30 orquídeas, entre elas a mais cheirosa (Dendrobium superbum) e uma rara, a Ionopsis utricolarioidis alba.

Iniciantes nesta arte, o casal Regiane (dentista) e Klauss Machareth (veterinário) encantou-se há poucos anos por estas flores e, via internet, obtiveram informações. “Não sabíamos nada, mas tínhamos verdadeira paixão por estas flores. Nos informamos, frequentamos exposições e reuniões na Associação Campo-grandense de Orquidofilia e Ambientalismo. Montamos um pequeno orquidário em casa, onde temos de 40 a 50 plantas, todas jovens.” 

Exposições

Segundo o presidente da Associação Campograndense de Orquidofilia e Ambientalismo (Acoa), o evento oferecerá palestras, cursos e oficinas. “São vários eventos conjuntos e tudo gratuito, qualquer pessoa pode participar”, explica Wenceslau Carlos de Oliveira.
No Armazém Cultural, o público encontrará colecionadores com seus exemplares, muitos vindos de outros estados – mas qualquer pessoa pode expor suas orquídeas. “Não precisa ser associado da Acoa. Abrimos espaço para todo mundo para apreciação; quem tiver plantas exóticas, diferentes, é só levar”. Haverá horário específico para receber as plantas: hoje, das 8h às 18h e no dia 19, das 8h às 13h.  

Cursos
Para quem deseja participar de cursos, é só comparecer meia hora antes do início e se inscrever. Hoje o curso será  “Orquídeas: características, ocorrências e classificação”, às 13h.  “Cultivo, nutrição e adubação de orquídeas”, dia 20 de agosto, às 15h. Manejo básico e desenvolvimento de orquídeas”, dia 20 de agosto, às 9h. ”Preparação de plantas para exposição e para transporte”, hoje, às 16h.
Informações com Wenceslau, pelos telefones 3383-9973 e 9270-3259. (CM)

Ensino

IFMS abre inscrições para mestrado com 16 vagas na Capital

Podem participar candidatos com diploma de graduação em qualquer área reconhecida pelo Ministério da Educação

03/08/2026 18h15

Divulgação/IFMS

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As inscrições para o Exame Nacional de Acesso (ENA27) do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (Profnit) seguem até 20 de agosto.

O curso é oferecido gratuitamente pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), no Campus Campo Grande, com 16 vagas disponíveis para ingresso em 2027, com reservas para ações afirmativas, servidores da instituição e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

Podem participar candidatos com diploma de graduação em qualquer área reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Também são aceitas inscrições de estudantes que estejam concluindo o último semestre ou ano da graduação, desde que apresentem o comprovante de colação de grau no momento da matrícula.

Das 16 vagas ofertadas pelo IFMS, 14 são regulares e duas extranumerárias. A distribuição prevê quatro vagas para ampla concorrência, seis destinadas às ações afirmativas - sendo três para candidatos negros (pretos e pardos), uma para indígenas, uma para quilombolas e uma para pessoas com deficiência (PcD) —, quatro para servidores efetivos do IFMS e duas vagas adicionais exclusivas para servidores da Fundect.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio da página nacional do Profnit, até as 23h59 (horário de Brasília) de 20 de agosto.

A taxa de participação é de R$ 350, e o candidato deverá anexar o comprovante de pagamento, em formato PDF ou JPG, dentro do prazo estabelecido.

O processo seletivo será realizado em duas etapas obrigatórias. A primeira consiste em uma prova nacional virtual, marcada para 12 de setembro, às 14h (horário de Brasília), com duração de uma hora e 30 minutos.

O exame será aplicado pela plataforma Fábrica de Provas e terá 20 questões de múltipla escolha baseadas na bibliografia oficial sobre propriedade intelectual e inovação.

Os candidatos devem observar o fuso horário local e utilizar computador ou notebook para realizar a prova, já que tablets e smartphones não serão aceitos. Além disso, o sistema apresentará as questões de forma sequencial, sem permitir o retorno às perguntas anteriores.

A segunda etapa será a análise curricular. Os aprovados na prova objetiva deverão encaminhar, entre 1º e 11 de outubro, um único arquivo em PDF contendo documentos pessoais, diploma, histórico escolar da graduação, currículo emitido pela Plataforma Lattes e o formulário de Barema preenchido. A ausência de qualquer documento exigido resultará na desclassificação do candidato.

Matrículas

As matrículas e o início das aulas estão previstos para 2027, conforme calendário acadêmico que será divulgado pelo IFMS. As atividades presenciais ocorrerão no Campus Campo Grande, às sextas-feiras e aos sábados, nos períodos da manhã e da tarde.

O Profnit é um mestrado profissional em rede nacional cuja instituição sede é a Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

O programa tem como foco a formação de profissionais qualificados para atuar em Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), no empreendedorismo de base tecnológica e na gestão de ecossistemas de inovação em instituições de ensino, empresas, órgãos públicos e organizações sociais.

Serviço 

Mais informações, incluindo a bibliografia recomendada e o edital de retificação, estão disponíveis na página oficial do Profnit. Dúvidas sobre a oferta em Mato Grosso do Sul podem ser encaminhadas para o e-mail [[email protected]](mailto:[email protected]).

operação gutemberg

Negociata dos livros paradidáticos chegou a todos os municípis de MS

Um dos principais negociadores da venda de material paradidático fazia questão de dizer que mantinha conversas "em todos" os municípios

03/08/2026 18h15

No dia da Operação Gutemberg, em 7 de julho, os investigadores apreenderam R$ 227 mil com os alvos da investigação

No dia da Operação Gutemberg, em 7 de julho, os investigadores apreenderam R$ 227 mil com os alvos da investigação

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No Procedimento Investigatório Criminal (PIC) da Operação Gutemberg, o Ministério Público menciona 29 prefeituras de Mato Grosso do Sul em contratos, documentos, movimentações financeiras, planilhas e conversas relacionadas com as fraudes da venda de livros paradidáticos da editora Avante.

Mas, na denúncia contra 17 supostos envolvidos, aceita nesta segunda-feira pela Justiça, os investigadores revelam que o grupo fazia questão de enfatizar que negociava com todos os municípios.

No documento entregue à Justiça, a promotoria diz que “ao ser perguntado pela comparsa RHAYNE, em 02/02/2023, com quais cidades estavam “em andamento de venda”, o denunciado GABRIEL TAQUINO respondeu “nos 70 municípios”, indicando que o vendedor de livros escolares não sabe que o Estado tem 79 municípios ou que cometeu um erro de digitação ao escrever 70.

No diálogo entre Rhayane e o advogado Gabriel Taquino, que atuava como vendedor de livros da editora, ela diz que “precisa saber porque teremos outro vendedor que está mexendo alguns municípios, pra não dar conflito”. De imediato ele diz que “nós estamos nos 70 municípios. Em todos, inclusive com a Assomasul”, fazendo referência à associação dos municípios.

Em outro trecho da denúncia também fica claro que o grupo estava confiante em fechar negócio com a Secretaria de Estado de Educação. “É um negócio que não seja tão importante, mas o valor é bom, é 12, no mínimo 12 milhões no estado, no mínimo, até 42 se comprar tudo, se comprar só um pouco, 12. Faz a conta, é legal”.

E a expectativa era ficar com 5% deste valor. Se conseguisse fechar contrato de R$ 42 milhões, a comissão seria de R$ 2,1 milhões. Mas, mesmo que conseguisse vender somente por R$ 12 milhões,  Gabriel Taquino  garantiria comissão de R$ 600 mil.


As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) encontrou contratos que somam em torno de R$ 27,4 milhões. O principal ciclo de atuação ocorreu em 2022, período que concentra referências a 26 das 29 prefeituras que apareceram no inquérito.

Nesta segunda-feira, o juiz da 2ª Vara Criminal de Campo Grande aceitou denúncia e 17 envolvidos na investigação viraram réus. 
A decisão que tornou os investigados réus foi publicada no Diário Oficial da Justiça desta segunda-feira (3), mas o processo corre em sigilo.

Os 17 denunciados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva. 

Se tornaram réus:

Rossana Paroschi Jafar
Rhayane Souza Fanaia
Giovanni Paroschi Jafar
Olivia Paroschi Jafar
Felipe Paroschi Jafar
Heyder Bartz
Francisco Anizio dos Santos
Ed Carlo Brito Burgatt
Jéssyca Duarte Burgatt
Gabriel Taquino de Paula
Joatan Gomes Peixoto
Matheus Oliveira Peixoto
Valesca Thais Albuquerque Teixeira
Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior
Douglas Henrique Melo
Paulo Rogério de Melo
Inácio da Silva Espíndola

MARACUTAIA

Deflagrada em 7 de julho, a Operação Gutenberg desmantelou um esquema de corrupção que, segundo o Ministério Público, destinava vagas para consultas, exames, cirurgias e internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS)  a municípios que compravam livros da Editora Avante. Os contratos eram fechados sem licitação e não há comprovação de que o material didático realmente era entregue.

Um do principais envolvidos no esquema de troca de vagas hospitalares pela propina proveniente da venda dos livros era Ed Carlo Brito Burgattm, ex-chefe da central de regulação de vagas do Governo do Estado. Ele perdeu o cargo um dia após a deflagração da operação Gutemberg.

A Prefeitura de Dourados foi a que mais gastou sem licitação com a Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços, a Editora Avante. O município reúne R$ 13 milhões em contratos com a empresa, divididos em dois acordos: o primeiro, de R$ 4,3 milhões, em setembro de 2023; o segundo, de R$ 8,6 milhões, em julho de 2024.

Depois dela aparece Campo Grande, que gastou R$ 3,2 milhões pelo projeto Craque na Vida, aplicado em escolas municipais em maio de 2024. Também aparecem na lista Ladário (R$ 1,2 milhão), Miranda (R$ 1 milhão), Ivinhema (R$ 874,1 mil), São Gabriel do Oeste (R$ 640,1 mil), Caarapó (R$ 589,3 mil), Deodápolis (R$ 474,8 mil), Bonito (R$ 357,6 mil), Sonora (R$ 302,2 mil), Nova Alvorada do Sul (R$ 256,2 mil), Porto Murtinho (R$ 249,9 mil) e Anaurilândia (R$ 207,6 mil). 

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